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Prof. Th. W. Adorno and the author Hans Erich Nossack.
Prof. Th. W. Adorno and the author Hans Erich Nossack at a reception of Insel Verlag, Buchmesse Frankfurt 1966LB
Theodor W. Adorno: um crítico na era dourada do capitalismo
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Filosofia, Florianópolis, 2015.A presente tese apresenta a teoria crítica tardia de Theodor W. Adorno por meio da análise dos diversos elementos que a compõe: sua dimensão política; seu público-alvo; seu objeto de crítica; suas críticas ao capitalismo, à racionalidade predominante na modernidade, à dominação da natureza e à vida danificada; seu projeto de emancipação e sua justificação normativa. Argumenta-se que, ao contrário do que defende a interpretação predominante, não houve uma substituição do objeto da crítica ao longo do percurso teórico do pensador frankfurtiano, da economia política à razão instrumental ou à dominação da natureza, mas sim uma complementação: de forma que a crítica ao capitalismo seguia sendo necessária, mas já não era mais suficiente como análise dos obstáculos que impedem a emancipação. O trabalho visa tanto expor o procedimento teórico crítico adorniano, a dialética negativa, como também questionar o diagnóstico de época e as tendências sociais observadas pelo autor frankfurtiano, e, na medida em que obtiver sucesso nessa dupla empreitada, almeja conseguir, ainda, estabelecer um diálogo crítico entre o autor, o seu tempo e o nosso.Abstract : This Doctoral Dissertation aims to present the late critical theory of Theodor W. Adorno by analyzing the various elements that compose it: its political dimension; its target audience; its object of criticism; its criticism of capitalism, of the prevailing rationality in modernity, of nature?s domination and of the damaged life; its emancipation project and its normative justification. It is argued that, contrary to the predominant interpretation defends, there was not a replacement of the object of criticism during the theoretical trajectory of the Frankfurtian thinker, from political economy to instrumental reason or to nature?s domination, but rather a complement: so the critique of capitalism was still necessary, but it was no longer sufficient as analysis of the obstacles to emancipation. The work aims to expose both the critical theoretical procedure, the negative dialectics, as well as to question the diagnosis of the time and social trends observed by the Frankfurtian author, and, in the extent that succeeds in this double endeavor, seeks also to be able to establish a critical dialogue between the author, his time and ours
Corpo, educação e reificação: Theodor W. Adorno e a crítica da cultura e da técnica
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências de Educação. Programa de Pós-graduação em EducaçãoO corpo e suas expressões se colocam como tema não apenas sob a forma de notas marginais na filosofia de Theodor W. Adorno, mas conformam uma constelação por meio da qual o autor compreende a história da subjetividade e da civilização ocidental. As questões relacionadas ao corpo adquirem também uma forte presença nos escritos de Adorno mais diretamente relacionados com a problemática educacional, vários deles reunidos no livro Erziehung zur Mündigkeit (Educação e emancipação). A presente tese de doutorado tem como objetivo investigar a dimensão pedagógica que o corpo adquire na obra do filósofo frankfurtiano, a partir do desdobrando de uma de suas principais assertivas sobre a temática presente no clássico texto Educação após Auschwitz: se toda a vez em que a consciência é mutilada (reificada - verdinglichten) as conseqüências se refletem sobre a dimensão somática de uma maneira não-livre e propícia à violência e à crueldade, como afirma Adorno, perguntamos então se a questão não pode ser, nos marcos de seu próprio pensamento, recolocada em outra dimensão: em que medida uma relação não patogênica com o corpo pode indicar uma consciência não reificada, uma subjetividade não danificada. Desse contexto emerge a relação entre corpo, técnica e produção da consciência reificada, elementos que se combinam de diversas formas na obra de Adorno, mas que encontram seu desiderato na crítica à ambigüidade do progresso, manifestada predominantemente no desenvolvimento científico e tecnológico, no aperfeiçoamento da divisão social do trabalho, e na evolução dos meios de comunicação de massa. Expressão da possibilidade permanente da catástrofe, inscrita no seio do próprio progresso, o crescente processo de tecnificação das pessoas no contemporâneo, seu papel no declínio da experiência (Erfahrung), no embrutecimento do sujeito, no desaparecimento de quaisquer vestígios de particularidade e na conformação de uma determinada pedagogia dos gestos e do corpo, são lidos no contexto dessa investigação como índice da violência arcaica contra a natureza, que simultaneamente se materializa, retroage e se perpetua na relação distorcida do homem com o próprio corpo. Ao aprofundarmos a relação entre corpo e técnica no marcos do conceito de domínio da natureza no pensamento de Adorno, como desdobramento do objetivo acima exposto, a técnica é interpretada como uma espécie de segunda natureza, não como humanização, mas sim como catástrofe - conceito central na filosofia da história de Adorno -, que engendraria um profundo processo de esquecimento do nosso passado, da nossa relação de compartilhamento com a natureza, ao mesmo tempo em que sua força proviria justamente desse esquecimento. A técnica seria, então, uma forma racional de organizar e potencializar uma relação de severidade e de domínio absoluto sobre o próprio corpo - temas, a propósito, recorrentes nas reflexões de Adorno sobre a educação. O refinamento trazido pelo aparato tecnológico e a instrumentalidade corporal acabariam se convertendo em mediadores da perversa equação de celebração e de desprezo, de amor-ódio pelo corpo. Dito de outra forma, o domínio e a manipulação instrumental da natureza, para a qual a técnica é fator indispensável, acabaria levando inexoravelmente à instrumentalização do humano, assim como a conversão daquela em matéria bruta, em puro objeto, conduziria não apenas a reificação das relações sociais, mas também a conversão da naturalidade primária do humano, seu corpo, em algo de morto. Objetivando estabelecer melhores contornos à critica de Adorno à técnica, freqüentemente enquadrada entre aquelas de matriz romântica e saudosista, a pesquisa debruça-se também sobre a obra do espanhol José Ortega y Gasset, pensador que também destina à técnica, enquanto índice da crítica que faz à cultura e à sociedade contemporânea de sua época, importante fração de sua obra. Embora Adorno e Ortega possuam pontos em comum na leitura que fazem do progresso técnico da sociedade ocidental, como, por exemplo, o eixo antropológico de suas análises e o papel destinado ao pensamento e à filosofia no enfrentamento ao existente, há profundas diferenças teórico-metodológicas em suas formulações. Ortega y Gasset descreve aspectos negativos do cientificismo, da mecanização e da cultura de massas - temas intimamente relacionados com o desenvolvimento da técnica -, mitigando as conseqüências seja através da ênfase renovada em torno de velhos ideais ou da indicação de novos objetivos a serem alcançados sem o risco de uma transformação radical das relações sociais. Adorno, por sua vez, coloca como centro de sua atividade crítica justamente o progresso linear e infinito, com as devidas e conhecidas ressalvas que o colocam absolutamente fora das fileiras da irracionalidade e do obscurantismo. A dialética do progresso é entendida em sua imanência, ou seja, verificando o núcleo de verdade na inverdade da dominação
Filosofia como formação: seu ensino no pensamento de Theodor W. Adorno
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, Florianópolis, 2011O trabalho pretende discutir o tema da filosofia como formação cultural e seu ensino mediante diferentes lugares no corpo teórico de Theodor W. Adorno, elementos que se complementam e possibilitam visualizar uma concepção de filosofia em sua obra que se concretiza em sua própria prática docente e em sua atividade como intelectual. Isso significa buscar compreender, em primeiro lugar, o que Adorno entende por filosofia ou, mais especificamente, por uma filosofia que esteja vinculada a um projeto de emancipação para, depois, buscar saber como ele próprio fez de sua teoria uma espécie de prática em que sua convicção da possibilidade ainda transformadora daquela se efetivasse, fosse enquanto intelectual crítico de seu tempo ou como professor, inserido no contexto universitário e responsável, também, pela formação filosófica de inúmeros acadêmicos. A fim de traçar os contornos da concepção de filosofia defendida por Adorno e o modo como ela se entrelaça com sua atividade docente e intelectual, o trabalho se estrutura em três capítulos. No primeiro, discute-se o conceito de formação cultural como utopia presente em seu pensamento e as dificuldades a ele relacionadas, principalmente, a semiformação, entendida como uma forma de subjetivização na sociedade contemporânea que contraria o interesse de emancipação. Este ainda é central para a educação defendida por Adorno, assim como para sua concepção de filosofia, entendida como um modo de pensar que contribui para a autonomia do indivíduo, principalmente na medida em que o torna capaz de pensar sobre a realidade e sua vida em sociedade, resistindo às tendências de dominação. No segundo capítulo do trabalho, procura-se mostrar de que modo a filosofia pode ser concebida na obra de Adorno, sem perder de vista o ideal da formação cultural, com o qual ela se entrelaça ao erguer a pretensão de criar uma consciência verdadeira nos sujeitos. Esse modo de entender a filosofia acaba por implicar uma atividade de reflexão dialética, assim como crítica, encarando as contradições que se colocam ao pensamento como reflexo das contradições reais presentes na sociedade. Nesse sentido, surge como elemento fundamental à atividade filosófica o seu momento expressivo, o qual poderá ser observado na própria obra de Adorno, que não segue uma forma analítica ou dedutiva de exposição, mostrando-se como resistência à reificação. Finalmente, o último capítulo trata da filosofia e de seu ensino na obra e prática de Adorno. A relação de imanência entre teoria e práxis marca a atividade de Adorno como intelectual, preocupado com a intervenção pública que cabe aos teóricos quando estão comprometidos com a crítica social e com uma sociedade emancipada, ou como professor, para quem o contato com os alunos se revela como uma possibilidade de promover um pensar livre. Sua preocupação esteve voltada, igualmente, para a prática docente. Recusou-se a reduzir a filosofia a uma disciplina, mostrando como ela era próxima, senão praticamente idêntica, à formação cultural. Adorno, como professor, ofereceu materialidade à sua filosofia ao fazer coincidir sua concepção acerca dela com seu próprio exercício, sendo exemplo daquilo que ele tanto prezava: um teórico que faz da sua teoria uma prática crítica, dialética e comprometida com o ideal de uma sociedade emancipada na qual os indivíduos poderiam ser livres e autônomos
Conceito de formação em Adorno: interfaces com a modalidade EAD
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, Florianópolis, 2011O presente trabalho é um estudo sobre o conceito de formação em Adorno e suas implicações com a modalidade de Educação a Distância, denominada EAD. Apresenta como principal objetivo evidenciar as possíveis contribuições do pensamento de Adorno, em se tratando de conceitos como Formação, Autonomia e Semiformação, e como tais conceitos podem ser analisados considerando a prática investigada e observada, de maneira peculiar no curso de Licenciatura de Filosofia desenvolvido pela UFSC na modalidade EAD, na cidade de Videira SC. Para tal objetivo desenvolvemos nossa pesquisa sob diferentes aspectos: bibliográfica, revisão de literatura sobre o tema, coleta e análise de dados, a partir do referido curso, aplicando questionários junto aos alunos, tutores e professores, buscando aprofundar a ideia de formação sob as diferentes óticas: professores, tutores e alunos. Confrontamos os resultados e percebemos, sob as perspectivas dos entrevistados, qual a visão de formação que o curso está proporcionando. Ao longo do nosso estudo evidenciou-se que o conceito de formação em Adorno se torna uma ferramenta provocante para pensar a EAD e seus processos pedagógicos.The current work is a study on the training concept in Adorno and its implications to the mode of Distance Education, called EAD. It presents as its main objective to denote the possible contribution of Adorno's thought, when it comes to concepts such as training, autonomy and semi-formation, and how such concepts can be analyzed take into account the practice being investigated and observed, in a particular way in the course of Bachelor of Philosophy, developed by UFSC in the Distance Education mode, in the city of Videira, SC. For this purpose we have developed our research in different aspects: bibliographic, review of literature on the topic, data collection and analysis from that course, applying questionnaires to the students, tutors and teachers, seeking to deepen the idea of training under different optical: teachers, tutors and students. We examined the results and perceived under the different perspectives of the interviewees, what view the training course is offering. Throughout our study it was shown that the concept of formation of Adorno has become a provocative tool for thinking about Distance Education and its teaching processes
Bauman e Adorno: sobre a posição do holocausto em duas leituras da modernidade
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Educação. Programa de Pós-Graduação em Educação.Nos últimos anos, não apenas no Brasil, alguns autores têm se dedicado à investigação das principais (des)afinidades eletivas entre a obra do filósofo alemão Theodor W. Adorno, principal representante da primeira geração da assim chamada Escola de Frankfurt, e a obra de escritores mais recentes identificados com a perspectiva filosófica designada de pós-estruturalismo e com o controverso conceito de pós-modernismo. Uma tese que atravessa o esforço daqueles autores consiste no fato de a filosofia adorniana ter antecipado e teorizado sobre temáticas que são caras ao pós-estruturalismo e ao pós-modernismo. Este trabalho enceta uma tentativa de levá-lo adiante nesta dissertação, elencando, como interlocutor de Theodor W. Adorno, os escritos do sociólogo polonês de origem judaica, Zygmunt Bauman, cuja sociologia da pós-modernidade (ou da modernidade líquida), como inúmeros de seus comentadores pontuam, transita e retoma temáticas que são caras à teoria crítica da Escola de Frankfurt e ao pós-estruturalismo, mantendo-se nessa ambivalência. Considerando este quadro, a pesquisa investiga a maneira pela qual a sociologia de Bauman retoma e procura fazer avançar a consagrada crítica da razão instrumental adorniana, estabelecendo, como chave de leitura para evidenciar essa atualização, a presença de Auschwitz como chaga da modernidade na filosofia de um e na sociologia de outro. No esforço de traçar as (des)afinidades, procura ressaltar também os pontos em que as perspectivas teóricas de ambos se afastam, momento em que a psicologia social profunda (a psicanálise) e o papel desempenhado pela formação cultural (e a educação), no sentido da não repetição do passado nazi-fascista no presente, funcionam como uma espécie de divisor de águas entre a análise de Adorno e a de Bauman. Nesse movimento, analisa ainda a importância assumida pelo comportamento moral autônomo no trabalho dos dois, no sentido de se contrapor à frieza burguesa que está na base da racionalidade instrumental e que foi responsável pelo assassinato de milhões de judeus nos campos concentracionais e de extermínio, destacando alguns aspectos comuns entre a não acabada filosofia moral adorniana e a sociologia com uma consciência moral baumaniana, no que, como demonstrado no APÊNDICE, o filósofo moral Emmanuel Levinas ganha importância
Adorno versus Lyotard
It is well known that Theodor W. Adorno’s aesthetic theory is grounded in his profound musical knowledge. The importance of music for Jean-François Lyotard, however, has not been adequately recognized until today; neither has the fact that Lyotard was strongly influenced by Adorno. Tracing back the development of Lyotard’s thought from his “pagan” beginnings to his late conception of an informal art, the book intends to initiate an adequate reception of Lyotard’s œuvre from a musicological viewpoint. Moreover, as a first comprehensive comparison of Lyotard‘s and Adorno’s theories on art, the study contributes to the exploration of Critical Theory’s reception in France.Es ist allgemein bekannt, dass Theodor W. Adorno seine ästhetische Theorie auf Basis profunder Musikkenntnisse entwickelte. Dass die Musik auch für Jean-François Lyotard von besonderer Wichtigkeit war und er stark von Adorno beeinflusst wurde, wurde bis heute allerdings kaum entsprechend wahrgenommen. Durch den Vergleich mit der Musikphilosophie Adornos intendiert dieses Buch eine adäquate Rezeption des Werkes von Lyotard aus musikwissenschaftlicher Sicht zu initiieren, wobei es dessen Entwicklung von den "heidnischen" Anfängen bis zur späten Konzeption einer "informellen" Kunst nachzeichnet. Als erster umfassender Vergleich der Ästhetik beider Denker leistet es auch einen Beitrag zur Erforschung der Rezeption der Kritischen Theorie in Frankreich
Journal of Adorno Studies
The “Adorno Studies Journal” (ASJ) was founded by Martin Shuster and Kathy Kiloh in 2011 to foster inquiry into Adorno’s thought and to make the results of this research available to the scholarly community. After having published three issues, the journal is now ready to resume operation with a different look and feel and new direction under the editorship (in alphabetical order) of Samir Gandesha, Johan F. Hartle, Antonia Hofstätter, Han-Gyeol Lie and Stefano Marino. The new “Journal of Adorno Studies” (JAS) explores the multifaceted work of Th. W. Adorno and its contemporary intellectual, cultural, and political potential. The journal facilitates exchanges between scholars, intellectuals, and artists who think with and against Adorno as much as about Adorno. Taking inspiration from the breadth of Adorno’s work, the Journal’s orientation is explicitly interdisciplinary. The editors encourage critical investigations of art, media, culture, society, politics, and philosophy. The Journal explicitly welcomes contributions on hitherto overlooked areas of engagement within Adorno studies and the Frankfurt School, such as feminism, post-colonial discourse, queer studies, animal studies, the new materialism, etc. The Journal also invites more diverse perspectives from scholars based in regions such as Latin America, East and South Asia, and South Africa
Adorno, hall e canclini: a formação na constelação das mediações culturais
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências de Educação, Programa de Pós-graduação em Educação, Florianópolis, 2010O presente trabalho objetiva analisar, compreender e explicitar a Formação objetiva do sujeito representada pelos personagens Swann, Marianinho e Diadorim, a partir do pensamento de Th. Adorno sobre cultura e formação, tencionando pelos pressupostos teóricos dos Estudos Culturais. Discute-se a partir de algumas teses sobre a cultura em Theodor W. Adorno a assertiva de Stuart Hall sobre a necessidade de uma nova configuração do social na contemporaneidade, assertiva essa com a qual corroboram certas argumentações de Nestor Garcia Canclini, o qual enaltece a indústria cultural em sua dimensão integradora, apesar do efeito deletério de uma globalização concebida de forma unilateral pelos países centrais em detrimento dos periféricos. Esta discussão é materializada nos romances, como exemplo do campo empírico, de Marcel Proust: Un amour de Swann; de Mia Couto: Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra e de João Guimarães Rosa: Grande Sertão: Veredas, cujos personagens Swann, Marianinho e Diadorim (Reinaldo), cada um, na sua particularidade, desnuda as implicações dialéticas da formação objetiva do sujeito no mundo contemporâneo. O objetivo deste trabalho, portanto, é alcançar melhor compreensão desse tema, por meio: 1) da análise qualitativa de alguns escritos de Adorno, Hall e Canclini; 2) da verificação de como se localiza neles o conceito de cultura; 3) das leituras que estabelecem interfaces (aproximações e distanciamentos) conceituais entre Adorno e Hall frente à problemática da formação; 4) da recepção dos romances em alguns interlocutores privilegiados de Proust, Couto e Rosa. Os três personagens são analisados enquanto sujeitos que colocaram em prática sua formação, elaborando certos mecanismos subjacentes a sua subjetividade. Estes personagens são tomados como exemplo guia que materializa os pressupostos teóricos em torno da formação no âmbito da Teoria Crítica (Th. Adorno) e dos Estudos Culturais (S. Hall e G. Canclini). Outra razão que nos levou a escolher esses romances, além de sua beleza literária, é sem dúvida, de ordem pessoal, pois os três personagens de certa forma refletem um percurso vivencial semelhante ao nosso, uma vez que, ao viver tais experiências, nos defrontamos com outras tantas pessoas que resultaram de formações entrecruzadas, ou seja, pessoas que sintetizam as diversas realidades das quais foram fruto. Vivenciamos, pois, na realidade, como os mecanismos culturais e os dispositivos formativos são acionados diante de situações que requerem uma atitude diferenciada. Este trabalho argumenta ainda que a idéia da formação e o contexto cultural exercem um papel central na elaboração dos mecanismos culturais enquanto condição para a realização do sujeito. A teoria crítica e os Estudos Culturais, nossas principais referências, figuraram, neste trabalho, enquanto instrumentos (tecnologias, meios) dos quais nos valemos para tentar compreender um pouco mais algumas das mazelas universais representadas, em certa medida, pelos personagens acima analisados. Tais análises buscam contribuir para pensar a necessidade de se incluir o contexto sócio-cultural quando se fala em dispositivos educacionais que ambicionam a universalidade
Adorno and Horkheimer on Self-preservation and Bourgeois Philosophy
In the first part of my paper, I show how Adorno’s approach to history of philosophy is peculiar to Horkheimer’s lessons and writings on the history of philosophy. In the second part, I chiefly focus on Adorno lessons and writings of the Sixties. I focus attention on the fact that, in different texts (linked to different contexts and occasions), Adorno places emphasis on the principle of self-preservation as the cornerstone of bourgeois philosophy and as a concept which is rooted in the perception that bourgeois society has of itself
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