CEM – Cultura, Espaço & Memória (E-Journal)
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    A paisagem monástica no Vale do Varosa o caso dos mosteiros cistercienses de St.ª Maria de Salzedas e S. João de Tarouca

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    A partir da implantação medieval de dois mosteiros no vale do rio Varosa, Santa Maria de Salzedas e S. João de Tarouca, apresenta-se o estudo das transformações implementadas na paisagem do vale desde o século XII até ao século XIX. Estas alterações manifestaram-se através de variados aspectos, nomeadamente o uso agrícola do solo com a implementação de granjas e pequenas explorações rurais, a construção de novas vias e pontes, ou a fixação de população dentro e nos limites dos seus coutos

    «Ler a paisagem» uma forma dos alunos desenvolverem o seu spatial thinking?

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    Neste artigo exploramos as questões do ensino das paisagens e a sua conexão e potencialidades para o desenvolvimento do spatial thinking nos alunos. Para isso, numa primeira parte procuramos apresentar um breve retrato sobre a forma como as paisagens têm sido abordadas em termos de investigação e atividades didáticas pela Educação Geográfica. Seguidamente, exploramos a questão teórica do spatial thinking. Como exercício empírico do estudo analisamos a forma como as paisagens surgem nas atividades práticas de três manuais escolares de Geografia do ensino básico de três países (Portugal, França e Reino Unido) e classificámo-las quanto ao seu nível de capacidade de desenvolverem o spatial thinking comparando os resultados obtidos. Para finalizar apresentamos algumas conclusões e reflexões

    Liberdade de consciência, liberdade de cultos : o papel da lei da separação do estado das igrejas (1911)

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    A Lei da Separação do Estado das Igrejas, lei ditatorial da responsabilidade de Afonso Costa, em 20 de Abril de 1911, enquanto ministro da Justiça do Governo Provisório da República, que visava introduzir um «novo regime de cultos», tornou-se uma lei maldita, suscitando práticas que colidiam com o estatuto que a Igreja Católica detinha na sociedade portuguesa e configurando-se como um dos principais alvos, tanto das forças contra-revolucionárias como das propostas republicanas conservadoras. O artigo procura equacionar os eixos temáticos da Lei da Separação, bem como das interpretações complementares clarificadoras da sua aplicação, integrando-a no processo de laicização do Estado e da Nação, agora radicalizado, mas iniciado com algumas leis pombalinas e, sobretudo, com diversas medidas do liberalismo constitucional

    Letras de câmbio e correspondência comercial como materiais da História : o acto de cooperar sob olhares distintos

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    A história económica faz-se de preços, salários, pesos e medidas, mas também de pessoas. Agentes que no passado tiveram de se relacionar para produzir ou transaccionar. No século XVI, com a intensificação das trocas a um nível global, estes agentes procuraram cooperar uns com os outros, pontual ou persistentemente, em busca de lucro para a realização de um objectivo comum. Letras de câmbio e correspondência comercial são os materiais da história, que elegemos para o estudo dos mecanismos de cooperação e factores que os influenciaram (o risco, a confiança, a reputação) a que recorriam os homens de negócio quinhentistas. Este artigo visa compará-los no seu conteúdo, como duas faces de uma mesma moeda, tentando compreender a sua complementaridade nas diferentes dinâmicas históricas que traduzem

    Escrevendo a história do cancro : da situação historiográfica internacional ao caminho por trilhar em Portugal

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    Privilegiando-se as abordagens de natureza historiográfica, este artigo pretende apresentar uma síntese dos mais relevantes autores e respectivos estudos sobre a temática da história do cancro, assunto que se encontra enquadrado no mundo mais lato da história da saúde e das ciências biomédicas

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    Antigas cartas egípcias aos mortos : cartas de negócios muito peculiares

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    Numa contextualização de argumentos históricos e linguísticos, a autora analisa as antigas cartas egípcias dirigidas aos mortos. Vai -se debater o seu papel e a relevância intrínseca do seu possível significado. No Egito antigo, o povo escreveu Cartas aos Mortos. Não obstante o facto de os egípcios terem sido muito prudentes e cuidadosos no que concerne ao funeral, a atenção aos túmulos dos antepassados, tal como a própria vida deles no Além, e as suas Cartas aos Mortos, viriam a revelar -se como sendo algo de extraordinário. Na demonstração que explana e indagada pela autora, esta indubitavelmente atreve -se e presume que as cartas foram escritas para divulgar um determinado contrato entre o parente falecido e o parente vivo. Este tipo de correspondência epistolar informa -nos de forma plausível sobre uma troca negocial entre os vivos e os mortos

    «Entre as Furiozas Ondas do Profundo Mar Oceano» : a perceção do estado do tempo e outros fenómenos na comunidade franciscana da Foz do Rio Minho (séc. XVI-XVIII)

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    O reconhecimento da necessidade de dados sistemáticos constitui um desafio ao trabalho do historiador na identificação e análise das fontes documentais como mananciais de informação sobre fenómenos climáticos, mas também de evolução da paisagem. Focado na região da foz do rio Minho, o presente trabalho pretende contribuir para a identificação de fenómenos meteorológicos a que esta região esteve sujeita no período da Época Moderna e que, inclusive, determinaram a relação estabelecida entre o ambiente e a comunidade humana. Para este propósito, será apresentada e analisada documentação histórica, nomeadamente a produzida pelos frades do Convento da Ínsua, ilha localizada em plena foz do rio Minho, onde se instalaram no século XIV

    A Comissão das Matas do Estado da Índia (1863) : Ciência, colonialismo e natureza nas Novas Conquistas, Goa

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    Remotas, hostis e densamente florestadas, as províncias montanhosas do território das Novas Conquistas, em Goa, são normalmente apresentadas pela historiografia como um espaço de alteridade face à construção da ordem imperial portuguesa, devido às suas condições ecológicas, sociais e culturais. Este artigo tem como objectivo esboçar uma análise introdutória das tentativas de governar este território, tomando como objecto de estudo os trabalhos realizados pela Comissão das Matas do Estado da Índia, encarregada em 1863 de promover a organização e administração das florestas de Goa. Ao tomar a gestão colonial dos recursos naturais como objecto de análise, esta abordagem inspira-se na extensa bibliografia dedicada à História Ambiental dos Impérios, particularmente no contexto da Índia Britânica

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