Análise Psicológica
Not a member yet
    889 research outputs found

    Influência da paridade na adaptação da transição para a maternidade em grávidas infectadas pelo VIH e grávidas sem condição médica associada

    Get PDF
    No presente estudo empírico procuramos explorar a influência da paridade na adaptação na transição para a maternidade de grávidas seropositivas para o VIH e grávidas sem condição médica de risco associada. Noventa e oito mulheres (47 grávidas seropositivas para o VIH e 51 grávidas sem patologia médica associada) foram avaliadas durante o segundo trimestre de gravidez e dois a quatro dias após o parto. O protocolo de avaliação era composto por uma ficha de dados sociodemográficos e grelhas clínicas e obstétricas, e por instrumentos de auto-resposta, destinados a avaliar a sintomatologia psicopatológica (Brief Symptom Inventory), a reactividade emocional (Emotional Assessment Scale)e a qualidade de vida (WHOQOL-Bref). Os resultados obtidos mostram que, para ambos os grupos, a multiparidade se encontra associada a maiores dificuldades de adaptação na transição para a maternidade, de forma mais acentuada entre as mulheres infectadas pelo VIH. O maior poder discriminativo, em função da paridade, registou-se nos domínios Relações sociais e Ambiente, nafaceta geral de qualidade de vida e na dimensão Ansiedade. Ao longo do tempo, a maior estabilidadeindividual registou-se entre as multíparas dos dois grupos e a menor estabilidade entre as primíparasinfectadas pelo VIH. Os resultados do nosso estudo apoiam a existência de diferentes padrões etrajectórias de adaptação das grávidas primíparas e multíparas e, essencialmente, a importância deconsiderar intervenções diferenciadas para cada um dos grupos

    O prolongamento da transição para a idade adulta e o conceito de adultez emergente: Especificidades do contexto português e brasileiro

    Get PDF
    A diminuição da regulação normativa das trajectórias de transição para a vida adulta, nas sociedades da modernidade tardia, favoreceu o prolongamento da condição juvenil até ao final da terceira década de vida e a progressiva privatização e flexibilização dos percursos biográficos. As novas características das sociedades pós-industriais levaram à definição de novos conceitos e perspectivas no âmbito da Psicologia do Desenvolvimento, das quais se destaca a teoria da adultez emergente. Neste artigo discute-se a pertinência e a utilidade do conceito de idade adulta emergente enquanto período de desenvolvimento, interpretando-o à luz das dinâmicas de interacção entre agência individual e as condições que configuram a estrutura de oportunidades, para uma melhor compreensão do estatuto dos jovens na sociedade contemporânea. Procura-se, ainda, analisar a aplicabilidade das novas perspectivas de transição para a vida adulta ao contexto português, considerando que este período de exploração e experimentação é vivido pela maioria dos jovens no seio da família de origem, principal fonte de apoio num clima de crescente precariedade. Finalmente, estabelece-se uma comparação com a realidade brasileira, explorando semelhanças e diferenças entre os dois países

    Representações mentais maternas: Um caso de trigémeos

    Get PDF
    É bem conhecido o facto de a representação mental materna influenciar as interacções mãe-criança e desta forma o desenvolvimento psicoafectivo do bebé. Com os trabalhos de D. Winnicott e de W. Bion torna-se mais evidente a importância do mundo fantasmático da mãe na construção do sentido da identidade da criança. Em 1980, com o artigo Ghosts in the Nursery, Selma Fraiberg enfatiza a importância das fantasias mentais maternas na génese da patologia da relação mãe criança ou na formação de sintomas nesta. A propósito de um caso clínico de trigémeos, os autores propõem-se realizar uma reflexão teórica sobre as representações mentais maternas num contexto de generalidade. O caso clínico apresentado foi observado na nossa unidade a pedido dos pais, por necessidade de inserção das crianças num Infantário.À data da primeira consulta, os bebés tinham quatro meses, sendo dois do sexo masculino e um do sexo feminino. Pela observação, tornaram-se evidentes as diferenças da interacção mãe-criança em relação aos três bebés. Assim, uma questão nos surgiu: existirá uma única representação materna para todas as crianças, sendo a representação individual subsidiária desta, ou existirão à partida representações maternas diferentes? Para uma abordagem mais objectiva desta questão e do caso cliníco, utilizámos os seguintes instrumentos: entrevista R – método de avaliação das representações maternas de Daniel Ster, Cristianne Robert-Tissot et al. – e a Escala de Temparmento de Bates-ICQ

    Domínios de esquemas precoces na depressão

    Get PDF
    Neste trabalho temos um duplo objectivo: (1) identificar os domínios de esquemas desadaptativos do funcionamento psicológico que estão relacionados com a depressão major e a perturbação de pânico e, (2) estudar os domínios de esquemas desadaptativos característicos da depressão major. Os participantes dividiram-se em três grupos, 42 sujeitos com diagnóstico de depressão major, 28 sujeitos com diagnóstico de perturbação de pânico e 51 sujeitos sem alteração psicopatológica. Um grupo de 30 sujeitos com depressão major foi avaliado em dois momentos. Utilizámos o Questionário de Esquemas (Young, 1990), a escala de Hamilton para a Depressão, o Inventário da Depressão de Beck, o Inventário de Ansiedade Estado e Traço. Os resultados demonstram que existem diferenças entre os grupos com alterações psicopatológicas e o grupo sem alterações, no que concerne aos domínios de esquemas desadaptativos precoces. Verificou-se também a existência de domínios de esquemas que seriam característicos dos sujeitos deprimidos. Alguns destes domínios de esquemas desadaptativos seriam sensíveis às alterações do índice de depressão. Discutimos os resultados realçando a importância dos domínios de esquemas desadaptativos precoces no processamento de informação, actividade mnésica e relacionamento interpessoal. Salientamos também o papel que os domínios de esquemas desadaptativos têm na génese e na manutenção da depressão major

    Sugestionabilidade interrogativa em crianças de 8 e 9 anos de idade

    Get PDF
    Para estudar a influência das variáveis idade, inteligência, memória, ansiedade geral e desejabilidade social na sugestionabilidade avaliaram-se crianças de 8 e 9 anos de idade com o Bonn Test of Statement Suggestibility (BTSS). Em 145 crianças averiguou-se o efeito das variáveis memória e inteligência não verbal e, numa subamostra de 74 crianças, para além das variáveis referidas, considerou-se também a inteligência verbal, ansiedade geral e desejabilidade social. As crianças de 8 anos são mais sugestionáveis do que as crianças mais velhas. No grupo dos 8 anos, aquelas com melhores desempenhos ao nível da inteligência não verbal (medida pelas Matrizes Progressivas Coloridas de Raven – MPCR), e na evocação da história do BTSS são menos vsugestionáveis comparativamente às crianças com piores desempenhos nestas provas. De modo análogo, as crianças com 9 anos são tanto mais sugestionáveis quanto piores os desempenhos nas MPCR, evocação da história do BTSS e subtestes informação, vocabulário e aritmética da WISC–III. As crianças deste grupo etário que apresentam desejabilidade social elevada (avaliada pela RCMAS) são também mais sugestionáveis. Estes resultados são discutidos considerando a sua relevância para o âmbito forense

    Estudo exploratório da relação entre função eréctil, disfunção eréctil e qualidade de vida em homens portugueses saudáveis

    Get PDF
    A disfunção eréctil (DE) é uma situação de elevada prevalência nas sociedades moderna, em parte devido ao envelhecimento da população. A função eréctil (FE) é um componente importante do funcionamento sexual mas com uma relação moderada com a DE. O objectivo deste estudo é avaliar a relação entre DE, FE e qualidade de vida (QDV). Participaram 133 homens Portugueses saudáveis, com idades entre 21 e 78 anos (M=43,86; DP=14,39), que responderam a um questionário de auto resposta segundo uma metodologia mail type. A DE foi definida segundo os critérios do IEEF-5, uma versão reduzida do IIEF (International Index of Erectile Function). A QDV foi avaliada com recurso ao SF-36. Os resultados mostram que o grupo DE (32,8% da amostra) manifesta valores de QDV mais baixos dos que o grupo não DE principalmente nas dimensões do componente físico. A FE enquanto resultado proveniente de todos os domínios do IIEF aumenta (principalmente nos domínios do Componente Físico). Os dois componentes do SF-36 (físico e mental) mostram tendência para aumentar quando a FE aumenta. Em conclusão encontrámos uma associação clara e positiva entre a percepção de FE e a QDV com preponderância para as dimensões do componente físico desta mas com uma clara interacção com o Componente Mental

    O Burnout como factor hierárquico de 2ª ordem da Escala de Burnout de Maslach

    Get PDF
    As qualidades psicométricas da escala de burnout de Maslach para estudantes (Maslach Burnout Inventory – Student Survey: MBI-SS) de Schaufeli et al. (2002) foram avaliadas numa amostra por conveniência de 300 estudantes universitários. A estrutura tri-factorial (Descrença, Exaustão e Eficácia Profissional) proposta pelos autores da MBI-SS apresentou reduzida validade factorial e consistência interna aceitável (αestratificado=0.79) na amostra sob estudo. Atendendo às correlações significativas entre os 3 factores da MBI-SS, à assimetria dos itens, e à qualidade do modelo de medida, procedeu-se ao refinamento da escala para uma estrutura factorial onde os 3 factores originais definem um factor de 2ª ordem, denominado “burnout”. A MBI-SS modificada apresentou elevada validade factorial e elevada consistência interna (αestratificado0.83)

    Criminalidade feminina e construção do género: Emergência e consolidação das perspectivas feministas na Criminologia

    Get PDF
    Neste artigo, são analisadas as perspectivas feministas na criminologia, em particular, os discursos sobre criminalidade feminina e construção do género. Parte-se de uma visão ampla sobre feminismos e construção de conhecimento e apresenta-se uma revisão histórica da emergência e da consolidação das perspectivas feministas na criminologia. Discute-se em particular o argumento feminista de que a construção social do género pauta os percursos de vida das mulheres que transgridem, e se reflecte na resposta formal e informal a essas transgressões. São analisadas as principais críticas tecidas pelas autoras feministas ao que designam de ‘discursos tradicionais’ sobre mulher e crime e as propostas que apresentam de reconstrução desses discursos

    Abuso sexual na infância e adolescência: Resiliência, competência e coping

    Get PDF
    O presente trabalho reporta uma revisão crítica da literatura ao nível da resiliência no domínio do abuso sexual na infância e adolescência. Esta é uma área que tem sido pouco explorada, em certa medida, devido a problemas metodológicos e de conceptualização do constructo. Não obstante a diversidade e controvérsia de propostas conceptuais, é relativamente consensual que a resiliência não é sinónimo de invulnerabilidade mas que significa uma maior capacidade da criança/jovem para manter o curso desenvolvimental normativo face a uma situação de stress ou adversidade. Assim, no presente artigo é discutido o conceito de resiliência enquanto resultado desenvolvimental adaptativo na sequência de uma experiência adversa. Neste âmbito, são exploradas as principais linhas de investigação nas últimas décadas, e sistematizadas conclusões centrais neste domínio. Do mesmo modo, são ainda definidos desafios e direcções futuras em termos de investigação. As conclusões da presente revisão advertem para o papel interactivo e generativo da criança/jovem vítima e dos seus contextos de vida no percurso de mudança desenvolvimental. Neste sentido, a adaptação positiva não é uma tarefa individual da vítima mas de todos os intervenientes envolvidos, nomeadamente em termos de disponibilidade de condições e redes de suporte favoráveis a uma recuperação adaptativa

    Marte: Da agressividade ao amor A compreensão da agressividade nas pessoas com Lesão Vertebro-Medular

    Get PDF
    O presente trabalho tem como objectivo a compreensão dos sentimentos e comportamentos agressivos, em sujeitos com Lesão Vertebro-Medular. Para este efeito, realiza-se um estudo exploratório, tendo como referência o quadro teórico psicanalítico. Inicialmente é realizada uma revisão geral sobre o conceito de agressividade, destacando-se a sua definição, as suas origens e funções, a forma de lidar com a agressividade e a sua manifestação nas situações de Lesão Vertebro-Medular. De seguida procede-se à apresentação e análise de dois casos clínicos do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão. Do material analisado, chegou-se a aspectos conclusivos que nos permitem considerar que a expressão da agressividade se encontra muitas vezes ligada a situações de perda e frustração, podendo não ter apenas uma conotação negativa, sendo até construtiva e essencial para a saúde mental. Saliente-se ainda nestes casos a intervenção do psicólogo através da relação terapêutica e a pertinência da compreensão destas situações por parte de todos os profissionais de reabilitação

    769

    full texts

    889

    metadata records
    Updated in last 30 days.
    Análise Psicológica
    Access Repository Dashboard
    Do you manage Open Research Online? Become a CORE Member to access insider analytics, issue reports and manage access to outputs from your repository in the CORE Repository Dashboard! 👇