Análise Psicológica
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A avaliação dos professores enquanto alunos: O uso da experiência pessoal como agente de mudança
Neste artigo analisa-se a importância e a possibilidade do professor, enquanto aluno de acções de formação contínua ou de complementarização de formação, reinvestir na sua prática pedagógica os ganhos e ensinamentos da experiência de ser avaliado. Partindo de propostas concretas já realizadas, defende-se que a experiência da descentração, proporcionada pelo retorno ao lugar e ao papel de aluno, se adequadamente utilizada, possa potenciar e melhorar, para o professor e para os seus alunos, a eficácia e a função da avaliação.Crê-se que, para desenvolver qualquer transformação esclarecida nas suas práticas, e dada a habitual resistência à mudança, o professor necessita passar por um processo de auto-avaliação e auto-conhecimento orientado pelo formador, no qual a reflexão pela experiência directa pode ser o fulcro do início de uma nova construção pessoal e de uma transição majorante
Diferenças do valor preditivo da Teoria da Acção Planeada na intenção de adoptar comportamentos preventivos para o cancro de pele: O papel do optimismo e da percepção da doença em indivíduos saudáveis
O presente estudo avaliou o valor preditivo da Teoria da Acção Planeada na intenção de adoptar comportamentos preventivos para o cancro da pele em indivíduos saudáveis. Pretendemos identificar quais os preditores da intenção comportamental quando foram considerados factores como a representação emocional da doença e os níveis de optimismo. Os resultados indicaram que existem diferenças significativas nos componentes da Teoria da Acção Planeada entre indivíduos com representações emocionais mais positivas vs. mais negativas, assim como entre os níveis de optimismo. A percepção de controlo percebido sobre o comportamento foi o preditor mais significativo da intenção comportamental para prevenir o cancro da pele.O nível de optimismo influencia de forma positiva a intenção comportamental, contribuindo de forma significativa para a percepção de controlo sobre o comportamento. Os resultados indicam ainda que os níveis de optimismo e a representação emocional da doença desempenham um papel importante no que se refere à intenção comportamental para prevenir o cancro da pele e devem ser considerados quando se desenham intervenções ou outros tipos de acção para a prevenção do cancro da pele em indivíduos saudáveis
Aconselhamento psicológico em contextos de saúde e doença – Intervenção privilegiada em psicologia da saúde
Tem havido reconhecimento crescente da importância dos processos psicológicos na experiência da saúde e da doença. Actualmente, o aconselhamento psicológico nos contextos da saúde e da doença relaciona-se com a mudança verificada na morbilidade: ênfase crescente na promoção da saúde e na prevenção da doença, aumento dos tratamentos de longa duração com maior ênfase no controlo do que na cura, e participação activado sujeito doente. Este artigo revê aspectos do aconselhamento psicológico em saúde: objectivos, algumas perspectivas teóricas, necessidade e utilidade do aconselhamento, aplicações nos cuidados de saúde primários e secundários, eficiência e formação
Relações entre idade desenvolvimental, dimensões do comportamento adaptativo e envolvimento observado
Este estudo examina a relação entre variáveis de desenvolvimento, dimensões do comportamento adaptativo e o envolvimento observado (interacções da criança com os outros, com os objectos e com ela própria) em contexto de creche. Cento e vinte crianças (com idades compreendidas entre 14 e 49 meses) de 15 creches da Área Metropolitana do Porto participaram no estudo. As crianças foram observadas individualmente nas salas de actividades de forma a determinar a percentagem de tempo que passavam em diferentes níveis e tipos de envolvimento. O seu nível de desenvolvimento foi avaliado através da aplicação de uma escala. As mães avaliaram dimensões do comportamento adaptativo das crianças através de um questionário preenchido com base numa entrevista. Os resultados revelaram que as crianças passavam mais tempo envolvidas nos níveis diferenciado e atenção focalizada e que o envolvimento social era mais frequente do que o envolvimento com objectos. Todas as medidas de desenvolvimento e de comportamento adaptativo, com excepção do quociente de desenvolvimento, revelaram uma associação positiva com o nível de envolvimento sofisticado e uma associação negativa com o não envolvimento. Estas variáveis de desenvolvimento e de comportamento adaptativo estavam positivamente relacionadas com o envolvimento com pares e negativamente relacionadas com o envolvimento com o adulto. São discutidas as implicações para a investigação bem como para a prática em educação precoce
Psicologia da Saúde Crítica: Breve revisão e perspectiva existencialista
A finalidade deste artigo é dupla: em primeiro lugar, fazer uma breve revisão da perspectiva crítica no campo da psicologia da saúde; em segundo lugar, discutir o seu potencial para a promoção da saúde e prevenção das doenças. Adicionalmente, apresenta-se o esboço de uma perspectiva existencialista em psicologia da saúde
Dadoras de ovócitos: Quem são?
A doação de ovócitos como técnica de reprodução medicamente assistida permite ultrapassar a maior parte das situações de infertilidade de factor feminino. A principal fonte de ovócitos é constituída por mulheres presumivelmente férteis, que de forma anónima se dispõem a entrar neste processo. Saber quem são estas mulheres e o que a parca investigação realizada nos diz sobre o assunto é o objectivo desta revisão de literatura
Educação, diferença e psicologia
Os modelos orientadores da intervenção do psicólogo educacional sugerem uma multiplicidade de oportunidades/opções que cada profissional terá que fazer. A investigação tem sugerido que a aprendizagem cooperativa conduz todos os alunos a uma melhor eficácia na aprendizagem. Apesar de muitos psicólogos ainda adoptarem uma perspectiva de intervenção individual, o objectivo deste ensaio é discutir as diferentes abordagens através dos quais a intervenção do psicólogo educacional cria e sustenta modelos de educação inclusiva. Este ensaio tem por base a convicção de Vigotsky de que todas as crianças, independentemente das suas necessidades, devem ter direito a frequentar a escola de ensino regular. Iniciando com a análise de três eixos essenciais: inclusão, necessidades educativas especiais e psicologia; termina com algumas sugestões que ajudam a definir o modo como a psicologia educacional pode contribuir para o sucesso de todos os alunos no ensino regular
Avaliações em situações de risco e perigo para as crianças: Um roteiro organizador
A avaliação é uma componente central das actividades dos profissionais que intervêm junto de famílias com crianças em situação de risco e perigo, nomeadamente em casos de maltrato. Uma avaliação constitui uma actividade orientada para a produção de informação que possa dar resposta a um conjunto específico de questões pré-determinadas e que facilite um determinado processo de tomada de decisão. A partir da revisão da literatura, apresenta-se um roteiro organizador das avaliações em situações de perigo e de risco, diferenciando os diferentes níveis de avaliação e enunciando um conjunto de questões facilitadoras da recolha de informação
Dinâmicas grupais na adolescência
Diversos estudos têm evidenciado que o grupo de amigos assume para os adolescentes importância a vários níveis: suporte instrumental e emocional, ajuda na resolução das tarefas desenvolvimentais e na construção da identidade (Alves Martins, 1998; Gouveia-Pereira, 1995, 1998; Palmonari, Pombeni & Kirchler,1990, 1991, 1992; Sherif, 1984). Na linha dos trabalhos de Tajfel (1982, 1983) acerca das relações intergrupais e segundo Cotterel (1996), o grupo proporciona experiências emocionais positivas, através da aceitação e reconhecimento do indivíduo, em contrapartida, o indivíduo ganha no sentido da pertença, da solidariedade entre os membros do grupo.Definimos como objectivo analisar a percepção que os adolescentes têm do seu grupo de pares e dos outros grupos, numestabelecimentos escolar na área de Lisboa. Para analisar essa percepção, procurámos contemplar a formação e o percurso do grupo, locais de encontro, dimensões identitárias e avaliativas, e em função destas, compreender a diferenciação relativamente aos outros grupos, junto de 42 adolescentes. A amostra foi constituída por 42 adolescentes a frequentar os 7.º e 9.º anos de escolaridade. Para a recolhados dados utilizaram-se metodologias qualitativas com entrevistas de grupo aprofundadas.Os resultados evidenciam que a formação dos grupos é fortemente influenciada pela dinâmica escolar. Ao nível das relações intergrupais a forma como os adolescentes se diferenciam dos outros grupos é diferente consoante se encontram no 7.º ano ou no 9.º ano. Os do 9.º ano apresentam maior capacidade de diferenciação relativamente aos outros grupos, e diferenciam-se através de dimensões, quer avaliativas quer de natureza mais comportamental, enquanto os do 7.º ano apenas o fazem através desta última dimensão