Análise Psicológica
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    A intervenção autárquica no campo educativo: Estudo de caso num Município da Área Metropolitana de Lisboa

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    Numa altura em que se assiste, um pouco por todo o mundo, ao desenrolar de processos de descentralização de competências do Estado Central, resultantes da crise do Estado Providência Keynesiano (Gonzalez, 1994) e que ocorrem também ao nível da Educação, a descentralização educativa em Portugal dá actualmente os primeiros passos. O papel das autarquias portuguesas, bem como o dos estabelecimentos de educação e ensino, tem vindo a ser reforçado, de modo a que começam a ter uma crescente importância em matéria educativa, que importa analisar.Ao mesmo tempo que se verifica uma uniformidade legislativa, as práticas parecem demonstrar a existência de alguma diversidade na intervenção educativa das autarquias portuguesas, quer no que diz respeito às competências legalmente atribuídas, quer no trabalho desempenhado por sua iniciativa própria (Louro, 1999). Com este artigo, pretende-se fazer a apresentação de um estudo realizado entre Outubro de 2000 e Março de 2002, no qual se procurou abordar a questão da descentralização educativa, e que consistiu num estudo de caso de um Município da Área Metropolitana de Lisboa, ao nível da sua intervenção em matéria educativa. Pretendeu-se inferir quais as linhas orientadoras de acção, de modo a aquilatar da existência ou não de um desempenho específico, por parte da Câmara Municipal, na construção de uma política local de educação. Atendendo ao objectivo de estudo e à metodologia adoptada, considera-se que esta é uma investigação de tipo descritivo

    Dissociações entre tarefas de memória: Evidência para uma distinção entre as memórias implícita e explícita

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    As investigações sobre memória humana têm revelado dissociações entre diferentes tarefas de memória, quer em sujeitos normais, quer em pacientes com défices de memória. O presente estudo procurou avaliar a aplicabilidade das abordagens teóricas dominantes nesta área em participantes normais. A abordagem dos múltiplos sistemas de memória prevê dissociações entre um sistema de memória implícita e um sistema de memória explícita. Alternativamente, a abordagem da transferência apropriada de processamento prevê dissociações baseadas no grau de sobreposição das operações cognitivas requeridas na codificação e recuperação da informação, prevendo dissociações entre tarefas conceptuais e perceptivas. Os resultados obtidos revelaram que o desempenho nas tarefas de memória explícita de evocação livre e evocação guiada por pistas grafémicas se dissociou do desempenho nas tarefas de memória implícita de completamento de fragmentos de palavras e de conhecimento geral. A manipulação do nível de processamento de informação durante o estudo potenciou o desempenho nas tarefas explícitas, mas não teve qualquer efeito nas tarefas implícitas, independentemente do carácter conceptual ou perceptivo das mesmas. Estes resultados sugerem que as dissociações entre diferentes tarefas de memória são melhor compreendidas assumindo a existência de diferentes sistemas de memória subjacentes às diferentes tarefas

    Denegação do alcoolismo nos subtipos I e II de Cloninger

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    A denegação da alcoolização define a recusa dos bebedores dependentes em assumir o uso patológico do álcool, além de minimizar a relação entre os consumos do álcool e os seus problemas psicológicos, orgânicos e sociais associados. A escala de avaliação da denegação (Denial Rating Scale) confere ao terapeuta um instrumento de observação e quantificação da denegação do problema clínico do álcool. O presente estudo tem como objectivo, traduzir e validar para a língua portuguesa a escala de avaliação da denegação (Denial Rating Scale) e avaliar o nível de denegação da doença alcoólica tendo em conta os subtipos I e II de Cloninger. No processo de confiabilidade inter-avaliadores e de validação da DRS obteve-se coeficientes estatísticos adequados, permitindo a utilização do instrumento num setting especializado para o tratamento da dependência alcoólica. Os pacientes Tipo II de Cloninger apresentaram menores níveis de denegação do alcoolismo, quando comparados com os pacientes Tipo I

    Brincar e jogos de linguagem

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    O presente artigo aborda a evolução da comunicação simbólica, enquanto inter-relacção entre expressão simbólica e interpretação, ao longo do processo terapêutico. A noção de jogos-de-linguagem (Wittgenstein, 1953, 1975) é utilizada como quadro de referência para analisar as especificidades da comunicação simbólica. Com o desenvolvimento do processo terapêutico, vão-se estruturando diferentes jogos-de-linguagem temáticos entre paciente e analista. A partir de um caso clínico de uma psicoterapia analítica de uma criança, discute-se uma das características centrais dos jogos-de-linguagem usados na psicoterapia – a inter-relação entre discursos temáticos

    Significações de doença, confronto sintomático e adaptação em pacientes de Reumatologia e Ortopedia: Uma abordagem desenvolvimentista e dialéctica

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    O estudo das significações, representações ou crenças dos doentes sobre as suas doenças tem constituído um domínio prevalecente na Psicologia da Saúde e da Doença. Numa perspectiva desenvolvimentista, estas significações podem ser categorizadas em termos de níveis de progressiva abstracção e complexidade, e as acções a que estão ligadas em termos de operações dialécticas de descentração e compensação. Para ilustrar um enquadramento metodológico desta concepção, os autores apresentam os primeiros resultados de uma investigação com doentes de Ortopedia e Reumatologia, sobre a ligação desses níveis e operações a uma metodologia de auto-monitorização do sintoma principal, geralmente a dor física, e do controlo percebido sobre o mesmo

    Avaliação psicológica do adolescente e do risco

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    A partir de uma conceptualização específica sobre a adolescência e o risco, a autora propõe alguns parâmetros específicos para a avaliação psicológica. Considerada a adolescência como um período do desenvolvimento no decurso do qual surge o risco-transgressão como uma expressão fundamental, os parâmetros propostos em matéria de avaliação psicológica são estabelecidos em função da apreciação que deve ser feita das vicissitudes do processo adolescente, tomadas nas suas diversas expressões: inter e intra-psíquicos; relacionais; de (re)criação e transformação; de simbolização

    Desenvolvimento psicossocial e ansiedades nos jovens

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    Este estudo, baseado na perspectiva do desenvolvimento psicossocial de Erikson, teve como principal objectivo estudar a relação entre as diferentes tarefas desenvolvimentais e a ansiedade nos jovens. Na presente investigação foi utilizada uma amostra de 511 jovens portugueses, com idades compreendidas entre os 17 e os 26 anos, que frequentavam diferentes cursos universitários em estabelecimentos de ensino superior da área metropolitana do Porto. De modo geral, verifica-se que a uma resolução das tarefas psicossociais de forma construtiva corresponde uma menor tendência para a ansiedade. Relativamente ao género, registam-se efeitos significativos nos medos, pensamentos obsessivos e comportamentos compulsivos e nos estádios do desenvolvimento psicossocial. Verifica-se que o género feminino assume médias mais elevadas na maior parte dos medos e o género masculino nas características obsessivo-compulsivas. O efeito do género nas diferentes tarefas psicossociais só se mostra significativo para a confiança vs. Desconfiança em que as raparigas apresentam médias mais baixas comparativamente aos rapazes e médias mais elevadas na tarefa da indústria vs. inferioridade

    Preparar o nascimento

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    A promoção da saúde mental da mulher grávida traz benefícios directos para a saúde mental do futuro bebé. A depressão pós-parto é um dos alvos da preocupação dos técnicos de saúde mental. Assim, neste artigo, descreve-se uma experiência de intervenção em grupos de preparação para o parto, onde a partilha de preocupações e ansiedades pode ser o veículo de detecção precoce de perturbações na futura díade mãe-bebé

    Como as pessoas gerem o conflito nas organizações: Estratégias individuais negociais

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    Neste artigo pretende-se abordar o tema da gestão de conflito, especialmente no que se refere ao contexto empresarial. Assim, define-se o que é o conflito, quais as fontes de conflito, alguns factores condicionantes do conflito, as melhores estratégias para lidar com o conflito nas empresas (o que dá mais rendimento) e algumas conclusões sobre o tema. Relaciona-se ainda as concepções de conflito e as estratégias de gestão do mesmo com várias culturas organizacionais

    Quando e porquê começam os estudantes universitários a fumar: Implicações para a prevenção

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    Os resultados de muitos estudos sobre o consumo de tabaco, efectuados em vários países ocidentais, contribuíram para a generalização da ideia que a maioria dos fumadores começa a fumar na adolescência (antesdos 18 anos de idade) e que, se não se começar nessa fase da vida, dificilmente se adquirirá esse hábito posteriormente. No entanto, os dados do Inquérito Nacional de Saúde efectuado em Portugal em 1995/96 mostraram que em Portugal, 39% dos fumadores iniciaram o hábito de fumar entre os 18 e os 24 anos e cerca de6% depois dos 24 anos, ou seja, cerca de 45% dos fumadores teria começado a fumar depois dos 17 anos de idade. Este dado levantou o problema de saber se a população estudantil universitária também começa a fumardepois da adolescência e se a transição do secundário para a universidade pode constituir um factor de risco relacionado com fumar. Para tentar responder a esta questão efectuou-se um estudo que consistiu, basicamente, na aplicação de um questionário sobre hábitos tabágicos e factores relacionados com o começo de fumar, a 388 estudantes da Universidade do Minho.Os dados revelam que, embora a maioria dos estudantes tenha começado a fumar no ensino básico e secundário (portanto na adolescência), uma percentagem elevada de estudantes (cerca de 30%), começou a fumar na universidade. Este e outros estudos mostram que, contrariamente ao que se passa nos países mais desenvolvidos, a população portuguesa em geral e estudantil universitária, em particular, começa a fumar mais tarde do que seria suposto. Tal facto conduz à necessidade de se fazer prevenção mais eficaz no ensino básico e secundário, de se continuar esses esforços na universidade e de se iniciar o processo de tratamento daqueles que são já dependentes do tabaco

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