Análise Psicológica
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Difficulties encountered in the application of the phenomenological method in the social sciences
While it is heartening to see that more researchers in the field of the social sciences are using some version of the phenomenological method, it is also disappointing to see that very often some of the steps employed do not always follow phenomenological logic. In this article several dissertations are reviewed in order to point out some of the difficulties that are encountered in attempting to use some version of the phenomenological method. Difficulties encountered centered on the phenomenological reduction, the use of imaginative variation and the feedback to subjects
Contextos comunitários favoráveis ao bem-estar
Este trabalho focaliza-se na “minimização dos erros contextuais” que significa a tendência para se ignorar a influência das zonas de residência e dos contextos comunitários nos comportamentos humanos. Este erro tem implicações na compreensão dos processos psicológicos e nas acções orientadas para a mudança social. Descreve-se um conjunto de modelos teóricos que explicam como as zonas de residência e os contextos comunitários estão associados a vários aspectos do bem-estar humano enfatizando as ligações entre os contextos e a saúde, o stress, os comportamentos de risco, as atitudes e o desenvolvimento infantil. Sugere-se assim, que muitos processos psicológicos podem verificar-se de forma diferenciada consoante os contextos e que os factores contextuais interferem nas características sócio-culturais dos indivíduos. As pessoas, por seu lado, podem modificar os contextos comunitários e a compreensão mais aprofundada dos efeitos dos contextos tudo dependendo de abordagens mais sofisticadas para os avaliar
Características motivacionais e opções curriculares no Ensino Básico: Educação tecnológica vs. 2.ª língua estrangeira
O presente artigo pretende comparar as características motivacionais em alunos do 3.º ciclo (7.º e 9.ºanos) com diferentes opções curriculares (2.ª Língua Estrangeira vs. Educação Tecnológica). Deste modo, é nosso objectivo apresentar, a partir da legislação existente no nosso país, o papel que a disciplina de Educação Tecnológica tem no 3.º ciclo da escolaridade básica e o porquê de, em nossa opinião, existir, no que respeita a esta disciplina, uma carga eminentemente negativa. Em seguida, procuramos caracterizar os alunos que optam pelas duas disciplinas consideradas, realçando algumas das características motivacionais e sociais que influenciam essa escolha e que acompanham e diferenciam claramente os alunos ao longo do 3.º ciclo.Os resultados de estudos diferenciais indicam que os alunos de 2.ª Língua Estrangeira apresentam maiores índices de auto-conceito académico e não académico, bem como concepções de inteligência mais dinâmicase expectativas de auto-eficácia académica mais elevadas comparativamente com os alunos de Educação Tecnológica, quer no 7.º quer no 9.º ano de escolaridade.Finalmente, é nosso objectivo colocar em evidência a importância do papel do grupo-turma no contexto escolar, no sentido de evidenciar as diferenças grupais que se estabelecem dentro da escola, local onde o direito à igualdade de oportunidades no sucesso escolar se encontra consagrado na Constituição, e onde a diferença se deve instituir como fonte de enriquecimento e desenvolvimento pessoal e colectivo
Contratransferência: Uma revisão na literatura do conceito
Neste trabalho, apresenta-se uma breve revisão diacrónica do conceito de contratransferência. A modesta síntese dos autores apresentados permite apenas aludir ao seu percurso evolutivo, complexo e problemático. Caracterizada originalmente por Freud como um obstáculo à compreensão, quarenta anos depois surge como um instrumento de compreensão que tornou o analista mais responsável no seu trabalho. Faz-se também alusão à mudança do clima analítico, após a Segunda Guerra Mundial, que veio promover a re-emergência do conceito de contratransferência, da penumbra. Distinguem-se ainda autores como Heimann, Racker e outros que, ao virem estabelecer um vínculo entre a ideia original de Freud e a ideia de Reik sobre a intuição como instrumento maior do analista, asseguraram a sua organização como um corpo de doutrina completo. Finalmente, conclui-se que, apesar da sua controvérsia se manter actual, a contratransferência é um conceito que tem vindo a adquirir, cada vez mais, uma certa permanência e estabilidade no léxico analítico
Bem-estar subjetivo de adolescentes transplantados de órgãos
O presente estudo tem por objetivo examinar o bem-estar subjetivo de adolescentes transplantados de órgãos sólidos e sua relação com auto-conceito, auto-estima e variáveis relacionadas à doença e ao transplante. Participaram do estudo 26 adolescentes transplantados com idades variando de 13 a 17 anos de idade, que estavam em tratamento de rotina pós-transplante em três hospitais públicos de Madrid, Espanha. Os adolescentes responderam a instrumentos que medem bem-estar subjetivo, auto-conceito e auto-estima, e a um questionário com dados sócio-demográficos e clínicos. A auto-estima mostrou ser uma variável preditora de estado de ânimo positivo nos adolescentes transplantados, enquanto o auto conceito pessoal e o tempo em lista de espera foram preditoras de estado de ânimo negativo. Esses resultados apoiam a noção de que existe uma conexão importante entre aspectos médicos e psicológicos. Indicam também que é necessário ajudar os adolescentes transplantados a ter um bom auto-conceito e auto-estima. Intervenções psicológicas que possam facilitar o adolescente a ter consciência de seu corpo e de seu problema de saúde, ajudando-o a aceitar sua condição e suas limitações são necessárias para minimizar sofrimentos
Estratégias de coping em mulheres com cancro da mama
O coping é o conjunto de estratégias cognitivas e comportamentais desenvolvidas pelo sujeito para lidar com as exigências internas e externas que são avaliadas como extremas e as reacções emocionais a essas exigências. O presente estudo exploratório teve como objectivo determinar que estratégias de coping são mais utilizadas por doentes com cancro da mama, tendo em consideração as implicações de algumas variáveis que caracterizam a amostra. Foi aplicada a Escala Reduzida de AjustamentoMental ao Cancro (Pais-Ribeiro, Ramos & Samico, 2003) a uma amostra de 84 pacientes (idade M=47,86; dp=9,28) com cancro da mama. Os resultados indicam que as estratégias de coping mais utilizadas são as estratégias Espírito de Luta e Fatalismo. Os resultados encontrados permitem concluir que embora as estratégias de coping sejam perspectivadas teoricamente como focadas no controlo das emoções e focadas na resolução do problema, não são mutuamente exclusivas. Havendo indícios de que para lidar com os desafios decorrentes do diagnóstico de cancro da mama as mulheres utilizam os dois estilos de coping em simultâneo. Chamando-se a atenção para a necessidade de continuar a averiguar se esta utilização em simultâneo ocorre em todos os momentos de evolução da doença e se ocorrem variações durante todo o processo
Adaptação portuguesa da versão reduzida do Perfil de Estados de Humor – POMS
Este trabalho apresenta os resultados de uma adaptação para Portugal da versão reduzida do Perfil de Estados de Humor (Profile of Mood States – POMS; McNair, Loor & Droppleman, 1971). A versão portugues areduzida do POMS foi aplicada a uma amostra de 373 atletas e não atletas, apresentando-se uma análise factorial exploratória dos resultados, consistência interna, assim como uma análise das diferenças entre sexos e entre praticantes e não praticantes de desporto.A análise realizada aponta para uma estrutura factorial válida e consistente com a estrutura original, coeficientes de fidelidade bastante satisfatórios para as seis escalas, assim como um padrão de diferenças entre grupos, congruentes com a literatura. A versão reduzidado POMS revela-se um instrumento válido e preciso para medir os estados de humor em indivíduos praticantes e não praticantes de desporto. A recolha de dados de aferição para Portugal deverá prosseguir com amostras mais amplas e, em especial, com populações psiquiátricas
Sobre o choro: Análise de perspectivas teóricas
O choro tem sido vastamente estudado como indicador de diagnóstico de desordens de foro neurológico. Contudo, os contributos dos teóricos preocupados com a interacção mãe-bebé sugerem, ainda que indirectamente, a importância desta manifestação – choro– no contexto da relação entre o bebé e uma figura privilegiada. Lebovici sublinha, aliás, a importância do choro neste contexto quando diz: «basta imaginar o que seria a tarefa dos pais na ausência dos gritos: eles deveriam então adivinhar quando o bebé tem fome, quando ele está sujo, e quais são as suas diversas necessidades e desconfortos.Em definitivo, uma situação no primeiro contacto mais calma e menos ansiogénea, seria uma realidade mais preocupante, pois então ela constrangeria os pais a se interrogarem quase de maneira permanente sobre o estado do bebé.» (Lebovici, 1987). Esta reflexão eminentemente teórica, que desenvolvo, procura enquadrar o choro numa série de modelos teóricos diferentes e, a partir dessas abordagens, discutir a sua importância e função, no domínio da interacção mãe-bebé
O lugar dos brinquedos: Semelhanças e singularidades das escolhas de crianças brasileiras e portuguesas
Este estudo teve como objetivo identificar os tipos de brinquedos mais usados pelas crianças e verificaras diferenças existentes quanto ao género e à idade de crianças brasileiras e portuguesas. Participaram da pesquisa 259 crianças no Brasil e 172 crianças em Portugal. Todas as crianças frequentavam os quatro primeiros anos do ensino básico e tinham entre 6 e 12 anos de idade. Os dados foram recolhidos por meio de uma escala de brinquedos elaborada especificamente para este estudo. Através da análise dos dados constatou-se que, quanto à caracterização dos brinquedos, muitas semelhanças entre as duas amostras foram encontradas. Os meninos de ambas as amostras apresentaram maior utilização de brinquedos que exigem actividades físicas intensas. As crianças mais jovens da amostra brasileira utilizaram com maior frequência brinquedos que promovem e estimulam o desenvolvimento motor e social. Na amostra portuguesa não foram encontradas diferenças significativas na utilização dos brinquedos entre os diferentes níveis escolares das crianças