Análise Psicológica
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    Como ser saudável com uma doença crónica: Algumas palavras orientadoras da acção

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    Discutem-se as noções de doença(s) e sua prevenção, saúde e sua promoção e a complementariedade destes conceitos. Partindo de uma visão holística dos indivíduos, propõe-se um programa de intervenção visando o ajustamento de indivíduos com uma doença crónica específica: a epilepsia do lobo temporal.O programa compreende três níveis, cada um com duas vertentes (componentes específicas e não específicas da doença): a) nível físico – ter uma doença vs ter saúde; b) nível psicológico – sentir-se doente vs sentir-se saudável; c) nível social – comportar-se como doente vs comportar-se como saudável. A vertente relacionada com a doença é trabalhada com base no modelo de auto-regulação do comportamento de doença de Leventhal e a vertente relacionada com a saúde com base no modelo revisto de crenças da saúde

    Profiling: Uma técnica auxiliar de investigação criminal

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    No domínio da Psicologia Forense emerge uma nova técnica de investigação criminal – o profiling – e destaca-se, por consequente, um tipo de investigador novo – o profiler. Para definir o profiling é necessário considerar o contributo das várias abordagens internacionais que permitem compreender a utilidade e a aplicabilidade desta técnica. O que se constata é uma complementaridade dos diferentes métodos. Portanto, uma abordagem colectiva e pluridisciplinar pode optimizar as probabilidades de sucesso pericial e aumentar a força probante da perícia em criminologia, vitimologia e profiling, com fins preventivos

    Preocupações parentais dos pais de crianças nascidas por fertilização in vitro

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    O objectivo deste trabalho foi avaliar as preocupações parentais de pais de crianças nascidas por fertilização in vitro, através de uma Escala de Preocupações Parentais (Algarvio & Leal, 2002; Algarvio & Leal, 2004). Os participantes, seleccionados na consulta de infertilidade da Maternidade Dr. Alfredo da Costa, constituíram uma amostra de conveniência de 19 pais de crianças nascidas por fertilização in vitro, com idades compreendidas entre 1 ano e 11 anos, em que 12 eram do sexo feminino e 7 do sexo masculino. Os resultados obtidos parecem indicar que as maiores preocupações deste grupo de pais se centram na sub-escala I. Problemas Familiares e Preocupações Escolares. Foram encontradas diferenças significativas para quem respondeu ao questionário, nível socio-económico, número de tentativas de gravidez, causa de infertilidade e tempo de espera da FIV

    (Alguns) quadros teóricos da Psicologia Comunitária

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    A Psicologia Comunitária é uma área da psicologia aplicada de origem relativamente recente, que se desenvolveu a partir de situações concretas do quotidiano. O seu campo de acção vai desde o tratamento àprevenção; do indivíduo à comunidade, e incluiu as metodologias de intervenção orientadas para a promoção de comunidades «competentes». Neste artigo procuramos referir, muito sucintamente, alguns dos contributos teóricos importantes para a Psicologia Comunitária

    Tradução e validação da Escala de Resiliência para Estudantes do Ensino Superior

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    O conceito de resiliência, enquanto capacidade do indivíduo manifestar uma adaptação positiva em face de situações adversas, tem interessado, nas últimas décadas, os investigadores que procuram compreender os percursos de desenvolvimento em situações de risco ou vulnerabilidade. Num âmbito mais restrito, alguns autores têm tentado criar instrumentos que capturem a percepção que os sujeitos têm de serem (ou não) capazes de enfrentar situações difíceis ou potencialmente stressantes. Nesta linha, a Resilience Scale, de Wagnild e Young (1993), surge como uma das hipóteses de avaliação em adultos. Apresentam-se neste trabalho os dados preliminares da tradução e validação desta escala para estudantes do Ensino Superior (451 sujeitos da ESTeS de Coimbra). Constituída por 25 itens, cotados numa escala de Likert de 7 pontos, a Escala de Resiliência apresenta boa consistência interna (α de.98), correlações item-total entre 0.20 e 0.59, sugerindo a análise factorial exploratória uma estrutura de 5 factores (diferente da estrutura encontrada pelos autores originais da escala) que explica 52,5%da variância total; correlaciona-se ainda negativamente e de forma significativa com a Ansiedade-Traço (STAI-Y, de Spielberger, 1983)

    Visualização: Uma intervenção possível em psicologia da saúde

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    A visualização tem vindo a ser referenciada como uma intervenção possível em Psicologia da Saúde. Os autores fazem uma breve revisão da investigação recente sobre esta técnica que tem vindo a demonstrar resultados positivos tanto em pessoas saudáveis como doentes, em situação aguda ou de doença crónica e em cuidados hospitalares ou no domicílio, ao longo do ciclo de vida. Refere-se ainda a importância de mais investigação para alargar a compreensão e as possibilidades de aplicação da mesma

    Atitudes face ao recovery na doença mental em utilizadores e profissionais de uma organização comunitária: Uma ajuda na planificação de intervenções efectivas?

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    Em Portugal, a literatura bem como a investigação relativas ao recovery na doença mental é escassa. Este trabalho tem como principal objectivo o aferir das atitudes relativas ao recovery na doença mental em dois grupos distintos: pessoas com doença mental e profissionais de Saúde Mental numa organização comunitária. A amostra foi constituída por 30 elementos, 15 por cada um dos grupos atrás referidos. O instrumento utilizado foi o questionário, “Recovery Attitudes Questionnaire 16” (J. R. Borkin, J. J. Steffen, L. B. Ensfield, K. Krzton, H. Wishnick, K. Wilder, & N. Yangarber, 2000), o qual foi traduzido e adaptado para o presente estudo. Foram ainda adicionadas duas questões, com o objectivo de constatar se existem diferenças nos dois grupos relativamente à questão do recovery ser entendido como um processo ou como resultado. Concluiu-se que as atitudes de ambos os grupos são bastante positivas, não se observando grandes diferenças entre os respondentes dos grupos. Em relação à questão do paradigma do recovery, ambos os grupos tenderam a rejeitar a hipótese do recovery como processo

    Um compêndio de medidas (frequentes e recentes) usadas em comportamento organizacional

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    Um dos obstáculos frequentes à actividade de investigação decorre da dificuldade de identificar medidas estáveis e testadas para operacionalizar as variáveis em estudo. Este artigo identifica um conjunto de instrumentos de medida, usados recente e/ou frequentemente pelos investigadores do comportamento organizacional. Não sendo um guia exaustivo, este compêndio pretende facultar um acesso mais rápido e direccionado àqueles que produzem investigação neste domínio científico

    Masculino e feminino: Alguns aspectos da perspectiva psicanalítica

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    Classicamente, na teoria Psicanalítica, masculino e feminino só são percebidos após as posições activo//passivo e fálico/castrado, que seriam a base da construçãoda identidade sexual. Hoje em dia sabemos que estes aspectos são apenas uma parte da sua definição. O conhecimento das diferenças sexuais é precoce e as vicissitudes da vida pulsional, ocorridas na relação, fixam a identidade ao longo do processo de desenvolvimento. As perspectivas mais actuais da psicologia feminina enfatizam a identidade sexual e de género, imagem corporal e auto-representação, resposta sexual e maternidade empática. Algumas limitações na visão freudiana, relacionam-se quer com aspectos culturais quer com a falta de dados de observações infantis, bem como a ausência do ponto de vista teórico das relações objectais e do ‘self’. Aqueles dados e o desenvolvimento da teoria, acrescentaram muito ao conhecimento psicanalítico, também no que diz respeito à sexualidade masculina, ampliando a perspectiva clássica. É sobre esta evolução teórica que o autor se propõe reflectir

    Adaptação psicosocial da criança ao pré-escolar

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    Baseados no conhecimento de que a avaliação objectiva e rápida dos problemas comportamentais se está a tornar cada vez mais importante, este artigo trata da adaptação do questionário Adaptação Psicosocial da Criança (APSE) a Portugal. O APSE, desenvolvido no Canadá pelo Laboratoire d’Ethologie Humaine (1990), é um questionário, que através de 17 descritores comportamentais, procura detectar problemas de adaptação em crianças que frequentam o pré-escolar. Neste artigo não só se debatem as vantagens do questionário, como também ele é validado para a população Portuguesa. Analisam-se, ainda, a premência de despistagens precoces de crianças com comportamentos entendidos como em risco pelas educadoras.Várias educadoras avaliaram 398 crianças, entre os três e os cinco anos, através do questionário APSE (Strayer & Noël, 1990). Identificaram-se quatro perfis, de entre os quais o das crianças Retiradas é percebido como em risco. Analisam-se as relações existentes entre os diferentes domínios decorrentes da análise multivariada e as três idades. As análises mostraram um bom índice de coerência interna para o questionário, em todas as escalas, o que prova que ele pode ser aplicado com segurança no nosso país

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