Análise Psicológica
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    Sugestionabilidade em pessoas idosas: Um estudo com a Escala de Sugestionabilidade de Gudjonsson (GSS 1)

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    O presente trabalho teve como principal objetivo compreender alguns fatores que influenciam a sugestionabilidade interrogativa em pessoas idosas. Neste âmbito, procurou-se analisar a existência de diferenças na sugestionabilidade interrogativa em função da idade, bem como averiguar a sua relação com variáveis cognitivas e de ansiedade. A amostra incluiu 52 adultos idosos (78-83 anos), e igual número de adultos mais novos entre 42 e 52 anos. Utilizaram-se os seguintes instrumentos de avaliação: Escala de Sugestionabilidade de Gudjonsson 1 (GSS 1), Mini Mental State Examination, teste de Fluência Verbal de Categorias, subtestes Vocabulário e Memória de Dígitos da Escala de Inteligência para Adultos de Wechsler-III, Inventário de Ansiedade Estado-Traço para Adultos e Matrizes de Raven. Entre os grupos verificaram-se diferenças estatisticamente significativas nos resultados Cedência 1 e Mudança da GSS 1, Fluência Verbal, Memória de Dígitos e Ansiedade. No que respeita a valores de correlação moderados entre sugestionabilidade interrogativa e medidas cognitivas e de ansiedade, estes somente foram registados entre Sugestionabilidade Total e tempo de realização nas Matrizes de Raven, em ambos os grupos etários. Observou-se ainda que o conhecimento prévio, por parte de vários participantes, da entrevistadora que administrou a GSS 1 pode influenciar os resultados obtidos nesta escala. Os vários resultados são discutidos considerando a sua relevância forense

    Comportamento Organizacional Positivo

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    Na última década tem vindo a ganhar proeminência o movimento dos estudos organizacionais positivos. É uma corrente de investigação orientada para melhorar as organizações usando as respetivas forças – em vez de colmatar as suas falhas. Através desta lente positiva, seguimos, neste artigo, quatro níveis de análise: (1) consideramos o capital psicológico como atributo de indivíduos positivos; (2)discutimos as características das interações positivas; (3) exploramos o papel da segurança psicológica na criação de equipas positivas; (4) traçamos o perfil das organizações positivas. Discutimos, também, que (a) a positividade e a negatividade são parte de uma mesma dualidade, (b) a positividade pode gerar ou facilitar a negatividade e (c) a negatividade pode gerar ou facilitar a positividade

    Toxicodependência e Vitimação: Inquérito Dirigido a Indivíduos Dependentes de Drogas

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    A toxicodependência apresenta-se ligada a outros problemas, como a prática criminosa e a vitimação. Esta última não tem sido suficientemente explorada, verificando-se que os inquéritos de vitimação não apuram o papel das drogas nas ocorrências criminais, nomeadamente, no que diz respeito à vítima. Contudo, é frequente a presença de substâncias, tanto no ofensor, como na vítima ou em ambos. Este trabalho explora alguns modelos teóricos que acabam por corroborar a ideia de que o toxicodependente é frequentemente vítima de crime, apresentando-se um questionário construído para a realização de inquéritos de vitimação sobre a população toxicodependente. Através do instrumento podem inquirir-se os indivíduos a respeito da vitimação vivida no período antecedente à toxicodependência e na fase de dependência. Assim, após os dados sociodemográficos, questiona-se a vitimação prévia à dependência, as circunstâncias e condições dessas ocorrências, seguindo-se outra parte referente à vitimação vivida na fase de toxicodependência, às circunstâncias e condições em que tal se verificou, havendo sempre referência ao eventual papel das drogas consumidas, pelas vítimas e/ou ofensores. Conclui-se ser muito importante avaliar a vitimação de populações específicas como esta, devendo atender-se ao papel das drogas e integrando-se a componente da vitimação nos programas de atendimento a toxicodependentes.

    Regulação emocional em adolescentes e seus pais: Da psicopatologia ao funcionamento ótimo

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    Nas últimas três décadas, verificou-se uma atenção crescente ao estudo da regulação emocional. A adolescência é uma das fases do ciclo de vida de particular importância para o seu estudo. As alterações experienciadas elicitam novas experiências emocionais e contribuem para uma maior necessidade e capacidade de utilização de estratégias de regulação emocional com eficácia (Steinberg, 2005). Os pais constituem-se como importantes agentes de regulação emocional, contribuindo para a promoção do desenvolvimento de adolescentes (Yap, Allen, & Sheeber, 2007). A regulação emocional tem sido estudada associada à psicopatologia (Silk, Steinberg, & Morris, 2003) e ao funcionamento óptimo (Freire & Tavares, 2011). Assim, o presente artigo tem como objetivo apresentar fundamentação teórica e empírica para o estudo da regulação emocional na adolescência, na perspetiva da promoção do desenvolvimento positivo. Uma melhor compreensão destes processos poderá ajudar a compreender diferenças individuais ao nível da saúde mental e funcionamento ótimo.

    Percepção de Competência Parental: Exploração de domínio geral de competência e domínios específicos de auto-eficácia, numa amostra de pais e mães portuguesas

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    A avaliação que os pais fazem sobre o seu próprio desempenho, pode ter um papel directo ou indirecto no desenvolvimento das crianças. Neste trabalho, estudamos o sentimento de competência parental face ao papel global da parentalidade e as percepções de auto-eficácia em domínios específicos da parentalidade, procurando identificar diferenças entre pais e mães, e discernir efeitos possíveis face a características demográficas, como preditores das cognições da parentalidade. Os resultados vão de encontro a evidência disponível na literatura, contudo revelam especificidades na nossa amostra que permitam equacionar singularidades, em particular face aos preditores sociodemográficos da auto-eficácia, levantando questões relativas aos factores de contexto e culturais da parentalidade

    “Os meus pais só me criticam” – Relações entre práticas educativas parentais (perfecionismo e crítica) e a autoestima, o autoconceito académico, a motivação e a utilização de estratégias de self-handicapping

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    Os trabalhos sobre práticas educativas parentais têm evidenciado a existência de uma relação com o ajustamento académico e social de crianças e adolescentes. Neste estudo pretendemos analisar a relação entre as práticas educativas parentais crítica e perfecionismo, percecionadas pelos estudantes, e a autoestima, o autoconceito, as orientações motivacionais e o uso de estratégias de self-handicapping. Participaram 170 adolescentes do 7º, 8º e 9º ano de um colégio particular da zona da grande Lisboa, que responderam ao Critical Parenting Inventory (Randolph & Dyckman, 1998, adaptada por Miguel,2010), a uma escala multidimensional de perfecionismo (Soares, Gomes, Macedo, & Azevedo, 2003,adaptada por Miguel, 2010), a uma escala de autoconceito e autoestima (Peixoto & Almeida, 1999) a uma escala de orientações motivacionais (Skaalvik, 1997, adaptada por Peixoto, Mata, & Monteiro,2008) e a uma escala de self-handicapping académico (Martin, 1998, adaptada por Borralho, 2005). Os resultados das diversas análises efetuadas permitem mostrar que os alunos que percecionam os seus pais como sendo perfecionistas e críticos relativamente ao seu desempenho académico apresentam autoestima mais baixa, autoconceito mais baixo, motivação mais orientada para a autodefesa, para o evitamento e menos orientada para a tarefa, bem como uma maior tendência a usar estratégias de selfhandicapping, do que os seus colegas que não percecionam os seus pais desta forma

    Qualidade da vinculação percebida por mães e crianças em idade escolar provenientes de diferentes tipos de família

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    A literatura tem referido que as crianças de famílias nucleares apresentam uma vinculação mais seguracomparativamente às de famílias monoparentais ou reconstituídas.Foram objetivos deste estudo investigar a qualidade da vinculação em crianças em idade escolarpertencentes a famílias nucleares, monoparentais e reconstituídas e observar a convergência entreperceção materna dos comportamentos de vinculação e representação da qualidade de vinculação dascrianças.É um estudo transversal, com 168 crianças dos 8 aos 11 anos (M=9.17) e respetivas mães. O protocolode investigação incluiu o Separation Anxiety Test (SAT) e a Escala de Perceção Materna doComportamento de Vinculação da Criança (PCV-M).Os resultados mostram não haver convergência significativa entre a perceção materna doscomportamentos de vinculação e a representação da vinculação pela criança. Somente nas famíliasmonoparentais houve diferenças no comportamento base segura do PCV-M em função darepresentação da vinculação da criança (segura/insegura). Não se observou uma associação entre otipo de família e a representação da vinculação da criança, nem diferenças na perceção materna doscomportamentos de vinculação entre os diferentes tipos de família.Em conclusão, a qualidade da vinculação das crianças não varia em função do tipo de família, mesmose há uma baixa convergência entre as perspetivas de mães e filhos em relação à qualidade docomportamento de vinculação destes últimos

    Isolamento social e sentimento de solidão em jovens adolescentes

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    Os estudos mostram a importância das relações de pares para um desenvolvimento saudável e harmonioso, principalmente no período da adolescência. Como tal, a problemática do isolamento social torna-se num domínio com redobrado interesse durante esta fase da vida dos jovens. São vários os estudos que associam o retraimento social de crianças e adolescentes a consequências ligadas a perturbações internalizadas, como por exemplo, a solidão. O presente estudo teve como objectivo verificar os sentimentos de solidão expressos por adolescentes isolados-retraídos e isolados-agressivos. Conjuntamente, também se pretendeu verificar se existiam e como se manifestavam as diferenças em função do sexo relativamente a esse sentimento quer para os adolescentes isolados-retraídos, quer para os isolados-agressivos. Participaram neste estudo 900 jovens adolescentes (446 do sexo feminino), com idades compreendidas entre os 12 e 15 anos, provenientes de duas escolas da região da grande Lisboa. Os instrumentos de recolha de dados utilizados foram o ECP (Extended Class Play) e RPQ (Relational Provision Loneliness Questionnaire). A analise multivariada das dimensões do RPQ em função do Grupo (controle, isolados-retraídos e isolados-agressivos) e Sexo revelou efeitos principais multivariados para ambos os factores. Estes resultados evidenciaram um menor nível de Integração com os Pares nos adolescentes isolados-retraídos, comparativamente com os do grupo de controlo. Relativamente a Intimidade com os Pares verificou-se que os jovens isolados-retraídos apresentam níveis significativamente inferiores de intimidade por comparação com os do grupo de controlo. Considerando as diferenças em função do sexo, verificou-se que as raparigas se consideram significativamente mais intimas com os seus pares do que os rapazes

    Valores associados ao trabalho: Um estudo com a população residente na Covilhã

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    O trabalho é um dos principais elementos estruturador da sociabilidade e é um fator organizador fundamental da vida e identidade dos indivíduos. É através dos valores associados ao trabalho que o indivíduo atribui um sentido e que interpreta as experiências relacionadas com o mesmo. Este estudo tem como objetivo analisar os valores associados ao trabalho de 172 sujeitos que se encontram no ativo. Foram utilizados dois instrumentos, o Questionário Sociodemográfico e o Questionário sobre Valores Associados ao Trabalho (Q.V.A.T.). Os resultados do estudo indicam a existência de diferenças dos valores de trabalho relacionadas com o género, idade, grau de escolaridade, situação profissional atual, anos de trabalho e número de pessoas dependentes economicamente do sujeito respondente. Os resultados sugerem a importância do estudo e análise dos valores associados ao trabalho para a compreensão e intervenção psicológica, social e organizacional no contexto do trabalho

    Modelos internos dinâmicos de vinculação: Uma metáfora conceptual?

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    É inegável que, no contexto da investigação sobre as implicações desenvolvimentais das relações devinculação, o conceito de Modelos Internos Dinâmicos (MID) tem vindo a assumir uma capacidadeexplicativa crescente e extensiva (ver Bretherton & Munholland, 2008; Thompson, 2008b). Todavia,apesar da centralidade dos MID na Teoria da vinculação, é de referir o “caos calmo” que parece existirna literatura ainda hoje, mais de 50 décadas de estudos depois, à volta da utilização desta metáforaconceptual que, embora apelativa, não corresponde ainda a um constructo teórico solidamente definidoe empiricamente testável (ver Bretherton, 2005; Delius, Bovenschen, & Spangler, 2008; Thompson,2008a). De forma a percebermos melhor o que poderá contribuir para este cenário de “caos calmo”,analisaremos, seguidamente, a evolução histórica do conceito, no âmbito da Teoria da vinculação,partindo das primeiras formulações de Bowlby e integrando contributos posteriores

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