Análise Psicológica
Not a member yet
889 research outputs found
Sort by
Os estilos educativos parentais e a regulação emocional: Estratégias de regulação e elaboração emocional das crianças em idade escolar.
O fenómeno da regulação emocional tem-se revelado um tema de grande interesse ao nível da investigação científica pela importância que adquire na vida das pessoas e nas trajetórias de desenvolvimento adaptativo das crianças. O presente estudo procura compreender a relação que as dimensões de suporte emocional, rejeição e tentativa de controlo (EMBU-C, Canavarro & Pereira, 2007) estabelecem com o grau de elaboração emocional das crianças (Era uma vez…, Fagulha, 1997) tendo em conta os movimentos do mundo interno das crianças. Participaram na investigação 64 crianças retiradas aleatoriamente de uma população de 156 crianças, de ambos os sexos, dos 3º e 4º ano de escolaridade, do ensino público e particular e cooperativo. Verificou-se que níveis mais elevados de suporte parental estão associados a níveis mais elevados de elaboração emocional e que a dimensão relativa à rejeição parental encontra-se associada a dificuldades ao nível da elaboração emocional confirmando o fenómeno emocional como convergindo para uma complexidade alicerçada na complexidade individual decorrente da importância de que a qualidade das relações parentais se reveste
O domínio SRPB (Spirituality, Religiousness and Personal Beliefs) do WHOQOL: O estudo com grupos focais para validação da versão em Português europeu do WHOQOL-SRPB
O objetivo deste estudo é apresentar a etapa qualitativa, recorrendo à metodologia de grupos focais, no desenvolvimento da versão em Português Europeu do WHOQOL-SRPB (Spirituality, Religiousness and Personal Beliefs). A amostra incluiu 90 participantes, distribuídos por 12 grupos focais: Profissionais da Saúde, doentes, cuidadores informais, Católicos, não crentes, crentes sem prática religiosa regular, Evangélicos, Adventistas do 7º Dia, Testemunhas de Jeová, Hindus e alunos de Mestrado. Os resultados validaram as dimensões propostas no módulo original desenvolvido pelo Grupo WHOQOL-SRPB. Os grupos focais consideraram ainda outras dimensões, entre as quais a relação com os outros e o estilo de vida que, atendendo à sua relevância, são passíveis de vir a constituir-se como novas facetas do módulo WHOQOL-SRPB em português europeu. Os resultados permitem-nos inferir acerca da transculturalidade do WHOQOL-SRPB, reforçando que as questões da espiritualidade, religiosidade e crenças pessoais têm um papel preponderante na qualidade de vida
Desenvolvimento cognitivo e aprendizagem da matemática
A preocupação do presente artigo é a de enquadrar filogeneticamente e ontogeneticamente o desenvolvimento da matemática, enquadrando-a no contexto da hierarquia da linguagem. Assim, começaremos por situar a matemática ou a linguagem quantitativa como o culminar da dinâmica evolutiva da linguagem. De seguida, faremos referência ao desenvolvimento da linguagem quantitativa, suportando-nos para tal numa teoria do desenvolvimento cognitivo, o qual, como é sabido se organiza do concreto para o abstracto. De seguida, será nossa intenção fazer uma breve referência às diferentes componentes ou áreas da matemática, particularmente a aritmética. Para terminar, e tendo por base o já exposto, referiremos algumas preocupações que devem estar subjacentes ao processo de instrução ou ensino da matemática
“Parentalidade Minimamente Adequada”: Contributos paraaoperacionalização do conceito
Apontado na literatura como um conceito de referência nas avaliações da parentalidade, a “parentalidade minimamente adequada” está, contudo, insuficientemente refletida e operacionalizada. Este artigo procura abrir essa discussão, a partir da apresentação e discussão dos resultados de três focus group (FG) de profissionais, das áreas social, judicial e académica, aos quais foi directamente colocada a seguinte questão: o que é e quais são os indicadores de “parentalidade minimamente adequada”? O conteúdo das discussões foi analisado utilizando o software QSRnVivo 8. As categorias de conteúdo apontam para indicadores qualitativos de parentalidade mínima, distribuídos por diferentes níveis ecológicos (indivíduo, microssistema e contexto social). É também referida a impossibilidade de se alcançar uma formulação universal do que constitui uma “parentalidade minimamente adequada” e de se utilizar apenas um tipo de indicadores para a caracterizar. Com base nos contributos deste estudo é proposta uma matriz tridimensional de operacionalização do conceito
Contribuição da literacia emergente para o desempenho em leitura no final do 1.º CEB
Aprender a ler e a escrever constituem desafios não só para as crianças, mas também para os agenteseducativos que acompanham este processo. Identificar e promover as condições que facilitam umpercurso de sucesso são preocupações centrais da comunidade escolar e científica. Este estudoprocurou analisar em que medida as competências de literacia emergente, avaliadas na educação pré-escolar, predizem o desempenho em leitura e escrita no final do 1.º CEB. Participaram no estudo 117alunos do concelho de Matosinhos que frequentavam o 4.º ano de escolaridade e que tinham sidopreviamente avaliados na educação pré-escolar. Foram realizadas análises de regressão múltipla queevidenciam que as competências de literacia emergente avaliadas explicam cerca de 20% da variânciados resultados no domínio da leitura e da escrita no final do 1.ºCEB. Estes resultados impelem a umareflexão sobre a relevância da identificação precoce de crianças em risco de insucesso e de umaintervenção atempada nos primeiros anos de escolaridade
Ethnic minorities’ and immigrants’ therapeutic (non)adherence: What is the role of social and cultural contexts?
Immigrants and ethnic minorities have been identified as vulnerable groups in health, in general, andin what concerns therapeutic non-adherence (TA) in particular; i.e., (not)following health-careproviders’ therapeutic recommendations. The general aim of this paper is presenting a literature reviewof immigrants’/ethnic minorities’ TA determinants.We will start by highlighting the reasons as to why immigrants’/ethnic minorities’ therapeutic(non)adherence should be a topic of concern. Then, we will present a review of the main determinantsof immigrants’/ethnic minorities’ TA, at different levels of analysis (e.g., broad structural level; socialand community networks; material and social conditions) and emphasize that non-adherence amongimmigrants/ethnic minorities is mostly non-intentional, seeing as how it is associated with issues suchas: low socio-economic conditions, language barriers and cultural mismatches.Finally, we will highlight the role of health-care providers in tackling this health-related problem andreflect about the importance of promoting development and training of health-care providers’multicultural abilities
Funcionamento familiar e delinquência juvenil: A mediação do autocontrolo
De acordo com a Teoria Geral do Crime as práticas parentais ineficazes são a principal causa do baixo autocontrolo que, por sua vez, o autocontrolo será o principal responsável pelo desenvolvimento de comportamentos delinquentes. No presente estudo temos como objetivo analisar empiricamente estas afirmações, ou seja, verificar a influência do funcionamento familiar no autocontrolo e seguidamente analisar se o autocontrolo é mediador na relação entre o funcionamento familiar e a delinquência juvenil. Neste estudo participaram 181 adolescentes, com idades compreendidas entre os 12 e os 19 anos de idade e a frequentar escolas da área da Grande Lisboa. Os instrumentos utilizados foram os seguintes: escala de coesão e flexibilidade familiar (FACES IV), escala de autocontrolo e escala de variedade de delinquência. Os resultados demonstraram uma relação positiva entre o funcionamento familiar e o autocontrolo e uma relação negativa entre o autocontrolo e os comportamentos de delinquência. Por sua vez, o autocontrolo mediou totalmente a relação entre o funcionamento familiar e a delinquência dos jovens. As implicações deste estudo são discutidas
Aprendizagem social e emocional: Reflexões sobre a teoria e a prática na escola portuguesa
Conseguirá a Escola atual potenciar a aprendizagem social e emocional dos alunos? No quadro de um estudo exploratório qualitativo, partiu-se da análise do discurso de 12 docentes, na maioria do sexo feminino (75%), com idades compreendidas entre 32 e 57 anos (M=44,3; DP=8,95), dos quais 50% leciona ou já lecionou disciplinas de desenvolvimento social e emocional, com o objetivo de contribuir para a compreensão do papel da Escola na promoção de competências sociais e emocionais dos alunos no ensino secundário. Construído de raiz para este estudo, administrou-se um questionário com questões abertas que explorava as perceções dos docentes sobre a importância destas áreas, as estratégias adotadas na sua promoção e a perspetiva sobre as atuais alterações curriculares no contexto português. Os resultados foram analisados com o programa NVivo 8. Globalmente, apesar do reconhecimento implícito da importância destas áreas, evidenciado pelos participantes, e do investimento em estratégias curriculares e extracurriculares na sua promoção, a aprendizagem social e emocional carece ainda de redefinição e de valorização enquanto objetivo particular da função da Escola, de forma a tornar-se uma realidade para todos os alunos e, assim, contribuir para promover e ancorar o desenvolvimento cognitivo no quadro de um desenvolvimento global mais harmonioso
A contribuição da sensibilidade materna e paterna para o desenvolvimento cognitivo de crianças em idade pré-escolar
A sensibilidade materna no decorrer de interações mãe-criança está associada a um melhor desenvolvimento cognitivo das crianças em idade pré-escolar. Porém, o papel da sensibilidade paterna encontra-se menos explorado. Setenta crianças (39 do sexo masculino, 55.7%) foram observadas aos 4½ anos de idade, em sessões independentes com a mãe e com o pai, numa interação de jogo livre. Embora não tenha sido encontrada diferença entre sensibilidade materna e paterna durante as interações, apenas a primeira se revelou um preditor significativo de melhor desenvolvimento cognitivo das crianças em idade pré-escolar. Os resultados são discutidos tendo em conta as especifi cidades da interação mãe-criança e pai-criança e o seu efeito no desenvolvimento cognitivo das crianças
Felicidade Hedónica e Eudaimónica: um estudo com adolescentes portugueses
O presente estudo pretendeu explorar as conceções de felicidade de adolescentes portugueses, os aspetos mais significativos das suas vidas e os fatores que os justificam; perceber os níveis de significado em vários domínios de vida e o impacto destes na felicidade e significado em geral.Foi utilizado o Eudaimonic and Hedonic Happiness Investigation (EHHI; Delle Fave, Brdar, Freire, Vella-Brodrick, & Wissing, 2011) que permite aceder, qualitativa e quantitativamente, aos compo - nentes hedónicos e eudaimónicos da Felicidade. Participaram no estudo 216 adolescentes, com média de idade de 16.6 anos (DP=1.2), sendo 68,5% do sexo feminino e 31,5% do sexo masculino.Os resultados qualitativos mostraram que as definições de felicidade, de significado, bem como os motivos subjacentes à atribuição de significado englobam quer dimensões psicológicas quer aspetos relacionados com domínios de vida, integrando componentes hedónicos e eudaimónicos. Já os resultados quantitativos permitiram perceber que a felicidade e o significado contribuem de forma diferenciada mas complementar para o bem-estar.Estes resultados são discutidos à luz das perspetivas hedónica e eudaimónica, vigentes no estudo do bem-estar, contribuindo para uma compreensão holística dos vários componentes que contribuem e que estão envolvidos na Felicidade de adolescentes