Análise Psicológica
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    Escala de perceção dos alunos sobre a sua identificação escolar: Construção e validação

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    O presente estudo descreve o processo de construção e validação de uma escala que avalia a perceção dos alunos sobre a sua identificação escolar. Os questionários foram aplicados a uma amostra de 1089 alunos do 6 º, 7 º, 9 º e 10º anos de escolaridade (mediana da idade =13 anos) em Portugal continental, a partir da qual foram extraídas duas sub-amostras aleatórias, sem valores missing. Uma sub-amostra foi submetida a análise fatorial exploratória, sendo a segunda sub-amostra sujeita a uma análise fatorial confirmatória. Embora a literatura aponte para duas dimensões, estes procedimentos conduziram a uma estrutura tridimensional: (a) Valorização pessoal/intrínseca, α = .74; (b) Valorização no sentido prático/utilitarista, α = .74; e (c) Sentimentos de pertença e bem-estar, α = .78. As escalas revelam-se úteis e adequadas para avaliar as perceções dos alunos sobre a sua identificação escolar

    Estudo normativo da versão Portuguesa do YLS/CMI – Inventário de avaliação do risco de reincidência e de gestão de caso para jovens

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    O presente artigo reporta o processo de adaptação e validação da versão portuguesa do Youth Level of Service/Case Management Inventory (YLS/CMI) numa amostra de 2363 jovens em contacto com a ex-Direção Geral de Reinserção Social, Ministério da Justiça, Portugal. Este inventário avalia risco/necessidades criminógenas e fatores de proteção dos jovens delinquentes para utilização na assessoria técnica aos tribunais e na gestão de casos. Procedeu-se à tradução, retroversão e adaptação linguística do instrumento e à acreditação de profissionais como seus utilizadores. Foram estabelecidos os dados normativos para Portugal e perfis de risco que permitem diferenciar os jovens em função da fase processual, medida aplicada, antecedentes criminais, tipo de crime e diversas variáveis relativas ao seu contexto sociocultural

    Comunicação com o/a parceiro/a sexual, auto-eficácia contracetiva e satisfação sexual

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    A satisfação sexual tem sido relacionada com a comunicação com o/a parceiro/a e com o sentido de auto-eficácia. Este estudo pretende explorar diferenças entre homens e mulheres a nível da satisfação sexual, comunicação com um/a novo/a parceiro/a e autoeficácia contracetiva, e as relações evidenciadas entre elas. Participaram 537 universitários (271 homens e 266 mulheres), dos 18 aos 25 anos e sexualmente ativos. Utilizou-se as versões portuguesas das escalas Golombok Rust Inventory of Sexual Satisfaction - GRISS, Health Protective Sexual Comunication Scale, e Contaceptive Self-Efficacy. Verificou-se que as mulheres apresentam maior capacidade de comunicação com um/a novo/a parceiro/a e maior auto-eficácia contracetiva, sem diferenças entre os sexos na satisfação sexual. A auto-eficácia associa-se positivamente à satisfação sexual, mas de modo diferencial nos dois sexos. A eficácia contracetiva e a capacidade de comunicação com um/a novo/a parceiro/a estão também positivamente associadas, mas apenas nas mulheres

    Estilos parentais e relações de vinculação

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    A qualidade dos cuidados parentais, no contexto das relações precoces, tem sido apontada como fundamental para o desenvolvimento das crianças. No presente artigo abordamos a tipologia dos estilos educativos parentais proposta por Baumrind, e o impacto dos estilos parentais no desenvolvimento infantil. Seguidamente, são explicitados conceitos como o de relação de vinculação, base-segura e sensibilidade parental, com referência também à investigação que se debruça sobre o impacto das relações de vinculação no desenvolvimento. Finalmente, destacam-se os pontos em comum entre estes dois domínios da parentalidade, os estudos encontrados e uma reflexão sobre o futuro da investigação neste camp

    Protótipos de vinculação amorosa: Bem-estar psicológico e psicopatologia em jovens de famílias intactas e divorciadas

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    De acordo com o modelo bidimensional de Bartholomew os indivíduos desenvolvem a sua identidadee constroem a perceção de si e dos outros, de acordo com as representações transmitidas pelas figurassignificativas de afeto. Os protótipos de vinculação amorosa, associam-se ao desenvolvimento dasaúde mental e bem-estar psicológico nos jovens. Numa amostra de 334 jovens entre os 13 e os 25anos, pretende-se analisar em que medida os protótipos de vinculação diferem em função da idade,género, configuração familiar, bem-estar psicológico e psicopatologia. Foram encontradas diferençassignificativas dos protótipos de vinculação face ao género e psicopatologia, contudo não foramobservadas diferenças no que respeita à idade, configuração familiar e bem-estar psicológico. Osresultados serão discutidos à luz da teoria da vinculação tendo em conta as particularidades dosprotótipos de vinculação de Bartolomeu, com o intuito de perceber o seu contributo no bem-estarpsicológico e desenvolvimento de psicopatologia nos jovens

    Pais e mães protegem, acarinham e brincam de formas diferentes

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    O presente artigo derevisão dedica-se a comparar e a analisar a relação materna e paterna davinculação. A literatura indica que a vinculação segura é mais frequente em díadesmãe-filho do que em díades pai-filho, e que as mães em média são mais sensíveisdos que os pais. Contudo, as medidas de avaliação da sensibilidade foram, namaior dos casos, aferidas em estudos da relação mãe-filho(a). Importa,compreender as diferenças entre mães e pais num quadro mais amplo das relaçõesda família. Guiados pela literatura procuramos saber: Como se desenrola avinculação pai-filho(a)? Que papel o pai tem no jogo e nos cuidados prestados àcriança? Qual é a associação entre os comportamentos paternos e a vinculação?Em que medida o envolvimento dos pais afeta as relações familiares

    A psicologia cognitiva e o estudo do raciocínio dedutivo no último meio século

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    Para assinalar os 50 anos de ensino da Psicologia em Portugal, ou seja, o nascimento do ISPA, iremos reflectir sobre este meio século de estudos e trabalhos no âmbito da psicologia cognitiva, nomeadamente no domínio do raciocínio dedutivo, revendo as principais tarefas utilizadas para o estudar, bem como as principais teorias psicológicas que o explicam. Na parte final, apresentaremos o nosso contributo mais recente neste domínio

    A psicologia como neurociência cognitiva: Implicações para a compreensão dos processos básicos e suas aplicações

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    O presente artigo procura ilustrar o modo como os desenvolvimentos das neurociências cognitivas poderão ajudar a compreender alguns dos processos psicológicos básicos e, simultaneamente, ser traduzidos para importantes domínios da psicologia aplicada, particularmente no domínio clínico. Exemplificaremos a partir de algumas linhas de investigação programática em curso nas diferentes subsecções do Laboratório de Neuropsicofisiologia da Escola de Psicologia da Universidade do Minho. As potencialidades metodológicas proporcionadas pela neurofisiologia, neuroimagiologia, neuromodelação, psicofisiologia, neurobioquímica e neurogenética serão exemplificadas nas suas aplicações à linguagem (e suas implicações para a compreensão da esquizofrenia), funcionamento sócio-cognitivo (e implicações para a compreensão das perturbações do neurodesenvolvimento), funcionamento executivo (com implicações para a compreensão das perturbações do espectro obsessivo), empatia (e implicações para a compreensão da psicoterapia), mecanismos de stress (com implicações para a compreensão das perturbações de ansiedade), e, finalmente, comportamento animal (com implicações para o conhecimento dos sistemas sensoriais e perceptuais)

    Momentos de inovação em psicoterapia: Das narrativas aos processos dialógicos

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    Partindo da proposta de Frank (1961), de que a mudança psicoterapêutica envolve uma mudança nos significados, sugerimos que os significados se organizam em narrativas cujos autores (I-positions, segundo Hermans) contam de uma forma activa as suas histórias. No sentido de estudar a mudança em psicoterapia, e partindo destas assunções, desenvolvemos o Sistema de Codificação de Momentos de Inovação, que fornece um método fiável e sistemático de identificar as novidades que emergem nas sessões de psicoterapia, que denominamos de Momentos de Inovação (MIs). Estes momentos de inovação emergem na psicoterapia e contribuem para interromper a dominância das auto-narrativas problemáticas responsáveis pelo sofrimento psicológico, permitindo a narração de novas histórias e a emergência de novas posições-do-Eu (I-positions). Após a descrição deste sistema de codificação, apresentamos um modelo de mudança e um modelo de estabilidade terapêutica, fundamentado nos resultados empíricos obtidos até ao momento. Partindo destas premissas, exploramos duas questões centrais relevantes: (1) Quais os processos que bloqueiam o desenvolvimento de momentos de inovação da fase intermédia até à fase final da terapia, particularmente no que respeita à reconceptualização? (2) Por que razão será a reconceptualização central no processo de mudança

    Conceptualizações sobre linguagem escrita – Percursos de investigação

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    Neste artigo é feita uma revisão de um conjunto de estudos sobre a escrita infantil antes do ensino formal e sobre a literacia familiar. O ponto de vista estrutural de Ferreiro (1988) de que as crianças pré-escolares evoluem linearmente de uma 1ª fase em que as escritas não têm em conta aspectos linguísticos até uma última fase de escritas alfabéticas, é contrariado por estudos que demonstram a heterogeneidade dos percursos infantis até à compreensão do princípio alfabético. Em relação à literacia familiar, é realçada a heterogeneidade das práticas familiares e da sua frequência, a qual estará associada às diferentes concepções sobre o papel dos pais no desenvolvimento da literacia dos filhos, sendo demonstrada a importância da leitura de histórias para o desenvolvimento das competências de literacia. São ainda apresentados um conjunto de estudos com programas de escrita que visam melhorar a qualidade das escritas de crianças de idade pré-escolar. Estes programas, aplicados individualmente ou em grupo, demonstraram que as crianças dos grupos experimentais, no pós-teste, passam a utilizar na sua escrita mais letras convencionais e transferem os conhecimentos adquiridos para a leitura de palavras. Para além disso, estes programas conduzem a progressos na consciência fonológica, em particular na consciência fonémica

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