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GÊNEROS ARGUMENTATIVOS NA ESCOLA SECUNDÁRIA
Área temática: aplicações educativas da LSF Tipo de apresentação: comunicação individual de reflexão Resumo: No Brasil, ao final da escola secundária, espera-se que os estudantes tenham aprendido a ler e a escrever textos argumentativos. Nesses textos, os autores apresentam opinião, atitudes e julgamentos, utilizando recursos léxico-gramaticais da estrutura dos gêneros argumentativos-expositivos e da avaliatividade. Entretanto, de um modo geral, os estudantes têm dificuldade em utilizar esses recursos em seus textos escritos, sobretudo nas avaliações, quando são solicitados a discutir ou apresentar uma reflexão sobre o tema da prova e, em alguns casos, uma proposta de intervenção. Com base nesse contexto, esta reflexão constrói-se a partir da análise de quatro textos expositivos da família de gêneros dos argumentos publicados em jornais da internet, os quais foram objeto de avaliação escolar em uma escola pública brasileira de ensino secundário. O objetivo é descrever a estrutura genérica desses textos, constituídos das etapas de Tese, Argumentos e Reiteração, para identificar as estratégias linguísticas e avaliativas utilizadas pelos autores na formulação dos argumentos. Com essa finalidade, apoiamo-nos nos pressupostos teóricos da teoria de gêneros da chamada ‘Escola de Sydney’ e da linguística sistêmico-funcional para (1) a descrição das etapas e fases dos gêneros, segundo os propósitos sociais dos textos (MARTIN e ROSE 2008; ROSE e MARTIN 2012; ROSE 2013; HALLIDAY & MATTHIESSEN 2014; GARCIA 1999), e (2) a descrição dos recursos de avaliatividade utilizados na construção da argumentação (MARTIN e WHITE 2005). Contrariando as orientações curriculares e expectativas dos professores, os textos argumentativos-expositivos não se iniciam pela Tese; a etapa da Reiteração da tese não aparece em todos os textos; a relação lógico-semântica de causa-consequência é pouco explorada; e a diferença entre os textos se dá pelo uso diversificado das fases em cada etapa. Os recursos de avaliatividade utilizados corroboram valores e crenças dos autores na defesa de seus pontos de vista, mesmo que não assumam suas tendências político-ideológicas. Palavras-chave: gêneros argumentativos; escola secundária; avaliatividade; teoria de gêneros; linguística sistêmico-funcional Referências GARCIA, Othon Moacir. Comunicação em prosa moderna. 17. edição, reimpressão. Rio de Janeiro: Editora FGV, 1999. HALLIDAY, M. e MATTHIESSEN, C. An Introduction to Functional Grammar. London: Hodder Arnold, 2014. MARTIN, J. R. & ROSE, D. Genre Relations: mapping Culture. London: Equinox, 2008. MARTIN, J. R. & WHITE, P.R.R. The language of evaluation: appraisal in English. Grã-Bretanha, Palgrave Macmillan, 2005. ROSE, D. e MARTIN, J. R. Learning to write, reading to learn: genre, knowledge and pedagogy in the Sydney School . London: Equinox, 2012. ROSE, D. Reading to learn: accelerating learning and closing the gap. www.readingtolearn.com.au, 2013
A multimodalidade nos livros didáticos de Geografia
Ainda que a vida contemporânea seja permeada por recursos semióticos, na escola, o ensino privilegiado é o da linguagem verbal. Mesmo os livros didáticos, principal instrumento de estudo dos alunos brasileiros, sendo constituídos com grande variedade tipográfica, diversas cores, imagens, gráficos, mapas, normalmente, não há uma exploração de todos esses recursos, fato que pode influenciar a aprendizagem. Para Kress e van Leeuwen (2006) os discursos são construídos para representar a realidade com diversos modos semióticos - recursos moldados social e culturalmente utilizados para a construção de significados. E a combinação de textos verbais com tipografia diferenciada, seleção de cores, imagens, jogo de luz e sombra, entre outros, é objeto de estudo da Teoria social Semiótica da Multimodalidade, que apresenta, a partir da Gramática do Design Visual, diversas categorias de análise, entre elas a de representação multimodal dos atores sociais. De acordo com van Leeuwen, as imagens não são simples reprodução da realidade, pois quem as produz está vinculado a interesses das instituições sociais. Assim, pretende-se mostrar como os textos verbais, presentes na unidade acerca do tema Globalização nos livros didáticos de Geografia, se articulam com os outros recursos semióticos, isto é, como as relações entre as semioses são estabelecidas a fim de construir os sentidos. Como resultados preliminares, verificou-se que há uma diversidade de recursos nem sempre explorada.Palavras-chave: Multimodalidade. Livro didático. Geografia. KRESS, G.; van LEEUWEN, T. Multimodal discourse. The modes and media of contemporary communication. London: Arnold, 2001. ______. Reading Images: the Grammar of Visual Design. 2 ed. London, New York: Routledge, 2006. WIGNELL,P., MARTIN, J. & EGGINS, S. The discourse of geography: Ordering and explaining the experiential world’ in M.A.K.Halliday and J.Martin Writing Science London: Falmer Press, 1993.
Discurso da escrita e efeito de unidade: reflexões sobre o potencial explicativo da LFS
O pano de fundo deste trabalho é um projeto em construção nas orientações que realizo no Curso de Especialização em Linguística Aplicada (Inglês/LE) da UERJ. Esse projeto, que venho denominando ‘Letramento Linguístico’, tem sua gênese em um tipo de reflexão altamente sensível à articulação entre as vertentes sociocultural e sociohistórica dos Estudos de Linguagem (VEREZA e LOPES, 2015). Seu interesse de longo prazo é a transposição de saberes fomentados na esfera acadêmica, naquilo que lançam luzes sobre temas considerados básicos no ensino de língua: leitura, escrita e estudo da língua (KLEIMAN e SEPULVEDA, 2012). O foco deste trabalho, especificamente, é o discurso da escrita, entendido, sob o viés da vertente sociohistórica, como ‘representação’ de origem e fechamento (ORLANDI, 2010). O objetivo é refletir sobre os mecanismos que, do ponto de vista de usuário (aquele que recorre à linguagem para atingir metas), articulam, e permitem que o aprendiz persiga, esse efeito de unidade. Para tanto, o estudo percorre a noção de texto – unidade semântica – em três obras-pivô do quadro da LFS: An Introduction to Functional Grammar (HALLIDAY e MATTHIESSEN, 2004), Working with Discourse (MARTIN e ROSE, 2007) e The language of evaluation: Appraisal in English (MARTIN e WHITE, 2005). A reflexão expõe noções densas, implicadas no processo de convergência das orações que realizam o texto (recursos léxico-gramaticais, logogênese, padrões extensos; gênero; recursos semântico-discursivos, manifestação de interação, instanciação/leitura), e as esquematiza em torno de três âncoras articuladoras de unidade. Em suas conclusões, o estudo avalia o potencial das ferramentas oferecidas pela LFS para compreender o discurso da escrita. Além disso, considerando a própria dimensão didática das ancoragens que elabora, o estudo identifica alguns saberes mínimos fundamentais a serem trabalhados, no contexto do projeto, como possíveis objetos de conhecimento escolar
Representations of “Nonnative English Speaker Teachers” (NNESTs) and “Native English Speaker Teachers” (NESTs) in Colombian newspapers: A critical discourse analysis using appraisal theories
In an effort to appear more competitive in the global economy, many Latin American countries have issued language policies that set English as the foreign language to be taught in schools and universities. To implement these policies, the countries have launched several programs, such as the English Teaching Fellowship Program, and other volunteer programs, the main purpose of which is to bring “Native English speakers” to co-teach with local English teachers in public elementary and high schools. The purpose of this presentation is to share the results obtained from a critical discourse analysis (CDA) of news reports published in three major Colombian newspapers between 2011 and 2015 about this and other “Volunteer Programs”. The analysis used appraisal theories (Martin & White, 2005) and focused on identifying the representations of the so called “Nonnative English Speaker Teachers” (NNESTs) and “Native English Speaker Teachers” (NESTs) in these articles and their implications. The CDA suggests that in spite of efforts made by scholars in the field of English language teaching (Llurda, 2005; Mahboob, 2010) to convince interested parties across the globe of the contributions and important role played by NNESTs, the above-mentioned newspapers often portray these teachers as largely the ones to blame for the low proficiency level of most students. Conversely, they portray NESTs as more prepared and as NNESTs’ saviors. By doing this, newspaper editors and writers are not only disregarding the complexity of the issue but also contributing to the discrimination of NNESTs (Meadows & Muramatsu, 2007), perpetuating the dominant native-speaker prejudice (Kramsch, 1997), and disregarding the enormous benefits of having NNESTs in the educational system (Llurda, 2005), among other aspects
QUANDO OS DISCURSOS (IN) FORMAM REPRESENTAÇÕES IDENTITÁRIAS
No mundo globalizado em que vivemos, há textos constituídos e construídos por hierarquias de discursos e relações de poder. Sabemos que nossa sociedade contemporânea é multifacetada e que as identidades se constroem como resultado de práticas discursivas que se contrapõem e também que se impõem a todos enquanto verdades a partir das quais somos instados a agir. As velhas identidades, que por tanto tempo estabilizaram o mundo social, estão em declino, fazendo surgir novas identidades e fragmentando o indivíduo moderno, que até pouco tempo era reconhecido como um sujeito unificado. A assim chamada "crise de identidade" (Hall, 2009) é vista como parte de um processo mais amplo de mudança, que está deslocando as estruturas e processos centrais das sociedades modernas e por fim abalando o quadros de referência que davam aos indivíduos uma ancoragem estável no mundo social. Por entendermos a importância de reflexões acerca do tema é que propomos com a apresentaçãodessa comunicação, focar em problemas sociais relacionados à representação e à construção das identidades na prática social da saúde. A base teórica e metodológica que fundamenta nosso trabalho é a Análise de Discurso Crítica, conforme os estudos de Fairclough (2001, 2003), e a Linguística Sistêmico-Funcional, segundo a gramática de Halliday (2004). Assim, categorias de análise como a interdiscursividade e da transitividade serão discutidas nas análises textuais. Minha justificativa para este trabalho esta ancorada em minha preocupação com as relações que envolvem as práticas sociais do fazer médico que tem sido alvo de questionamentos por parte de muitos pesquisadores. A precarização social das instituições de saúde pública e a desmobilização social são frequentes em nosso país e são, por conseguinte, preocupações que têm motivado cientistas das mais diversas áreas
DISCOURSE, REPRODUCTION AND CITIZENSHIP IN APPELLATE DECISIONS ABOUT ABORTION
This article is part of an ongoing research about the representations of abortion produced by the Brazilian judicial system, from the theoretical perspectives o Critical Discourse Analysis (CHOULIARAKI; FAIRCLOUGH, 1999; FAIRCLOUGH, 2010; VAN LEEUWEN, 2008), Systemic Functional Linguistics (HALLIDAY, 2004), coupled with discussions from the areas of feminist legal studies (EDWARDS, 1981; MACKINNON, 1989; SIEGEL, 2007; SMART, 1989), post-structuralism (FOUCAULT, 1984; AGAMBEN, 2002) and public health (GRIMES, 2003; KUMAR; HESSINI; MITCHELL, 2009). The purpose of the present work is to present some initial reflections about decisions of Santa Catarina’s State Court (TJSC) on cases of pregnancy termination, based on a set of 11 appellate decisions produced by TJSC between 1991 and 2014. The analysis so far indicates that the criminalization of abortion plays primarily a biopolitical role – the control of women’s bodies, sexuality and reproductive capacities, aspects of women’s lives directly linked to their autonomy, political action and full citizenship
MAPEANDO TEXTO ARGUMENTATIVO BRASILEIRO SOB A PERSPECTIVA DA ESCOLA DE SIDNEY
As pesquisas feitas em consonância com a Linguística Sistêmico-Funcional trabalham com a linguagem entendendo que sua construção possui propósitos sociais (função) e depende de escolhas (sistema) léxico-gramaticais por parte de quem a utiliza, para criarem significados. Os gêneros, nessa perspectiva sistêmica, são a materialização reconhecida de práticas (intenções) discursivas. O Brasil orienta, em documentos oficiais, como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), o ensino por meio dos gêneros, para que alunos considerem as especificidades das situações de comunicação por meios dos gêneros nos quais os discursos se organizam e sejam capazes de produzi-los. A Escola de Sidney propõe teoria e metodologia para o ensino de gênero nas escolas. A teoria estabelece três propósitos comunicativos dos gêneros: envolver, informar e avaliar (Rose e Martin). Quanto à metodologia, o primeiro passo é a investigação, por meio de mapeamento, de textos de diversos gêneros na Austrália (Martin e Rose), dividindo-os em etapas e fases. A partir disso, seguem-se os momentos em que os alunos se deparam com os textos, compreendendo sua constituição para posteriores produções conjunta (professor e alunos) e individual. Para aplicação dessa pedagogia no Brasil, entende-se que há de se investigar as configurações dos diversos gêneros existentes no país, por meio de mapeamento, observando-se as etapas e fases encontradas. Propõe-se, assim, para essa verificação, a análise de texto escrito “em” e “sobre” o contexto brasileiro, por autor do país. O texto pertence à família dos argumentos, que possuem o propósito de avaliar, e traz apenas um ponto de vista a ser defendido, sendo chamado de “exposição”. O ponto de partida da análise será a Metafunção Textual, pela identificação da progressão textual, o que auxilia a identificação das etapas e fases do texto
Práticas discursivas e sociais em relatos de adolescentes em condição de risco sobre a relação família-escola-comunidade
O objetivo central é investigar as representações linguístico-discursivas, contidas em textos escritos por adolescentes e em dispositivos legais, sobre as práticas de socialização presentes na relação família-escola-comunidade. O enfoque teórico é balizado pela triangulação entre a proposta de Fairclough (2001, 2003), associada à perspectiva da LSF de Halliday (1985, 1994, 2004, 2014) e ao Sistema de Avaliatividade, desenvolvido por Martin e White (2005). A intenção é buscar sempre o equilíbrio tão almejado, em termos de análise linguístico-discursiva, entre a interioridade da linguagem (gramática) e o lado social (discurso). Esse equilíbrio confere relevo a uma pesquisa essencialmente qualitativa, além de permitir que se alcancem os objetivos operacionais traçados no seu projeto inicial. Os dados empíricos, gerados em oficinas de letramento com estudantes brasileiros, foram obtidos junto a uma instituição educacional da rede pública de Santa Maria, no Distrito Federal (Brasil). Soma-se a esses dados, a análise documental de dispositivos legais que envolvem direitos voltados a crianças e adolescentes, sobretudo o direito à convivência familiar e à proteção integral. A natureza dos dados levou-me a buscar o auxílio da ferramenta computacional WordSmith Tools (SCOOT, 2015), o que me permitiu fazer o levantamento dos vocábulos mais recorrentes, os quais envolveram as temáticas família, professor e rua. As temáticas estão associadas aos principais espaços de socialização dos adolescentes, o que me levou a analisar as práticas discursivas e sociais responsáveis pela socialização desses jovens. Os resultados mostram que a relação família-escola-comunidade é marcada textualmente pela tríade instabilidade familiar, violência e drogas, as quais constituem categorias que nasceram dos dados desta pesquisa. A recorrência a essas categorias discursivas mostrou fenômenos que apontam para uma condição de risco ao mesmo tempo em que caminha em direção contraria às normas de proteção integral previstas por leis como o Estatuto da Criança e do Adolescente
The construction of field in science popularization stories and their source research articles: implications for reading courses at university level.
This research was conducted under the premise that the development of advanced scientific literacy, a major concern at university education, is fundamentally related to the reading of scientific texts, and therefore, it should be included as one of the objectives in English as a Foreign Language (EFL) reading courses of disciplinary texts. Science popularization articles directly sourced from research articles may be an appealing resource for combining the development of EFL reading strategies and the construction of scientific knowledge. The purpose of this work was to analyze a corpus of science popularization stories published under the topic Fitness in the Science Daily website (sub-corpus 1) and their source research articles (sub-corpus 2) in order to identify different degrees of complexity in the construction of the field, understood as “the domain of experience the text relates to” (Halliday and Matthiessen, 2014). Each sub-corpus was analyzed in search of 1) the lexical units which introduce and realize participants in the clauses of the Title and Abstract of each article and 2) the lexical chains that enable participants to be tracked, construed by the resources of repetition, synonymy, hyponymy and meronymy. Our hypothesis is that research articles will be more complex as regards number of participants presented in the Title and Abstract and the semantic density of the lexical units that realize them, but science popularization texts may present more instances of synonymy –rather than lexical repetition- as a resource to track participants, which may make them more lexically complex for nonnative readers. Considering the possible use of these texts as reading materials and taking into account the relevance of lexis in reading comprehension processes (e.g. Grabe and Stoller 2002), this study aims to unveil difficulties inherent to the reading of each of these genres that should be addressed in reading comprehension courses
Story genres in SFL: a more flexible taxonomy Extrapolating a taxonomy of story genres in Spanish to story genres in English
The purpose of this paper is (i) to highlight the importance of flexibilising the generic structure of the story genres proposed by Plum (2004) and Martin and Rose (2008) within the Systemic Functional Framework (SFL), (ii) to take up a taxonomy proposed for story genres in Spanish (Salmaso 2009, 2010 a, 2010 b, 2012 a , 2014) which grants more flexibility to the generic structure of the five genres of the narrative family ('recounts', 'narratives', 'anecdotes', 'exempla' and 'observations') (Plum 2004, Martin and Rose 2008) and (iii) to engage in a comparative study of the generic structure of one of the story genres: 'anecdote'. Nine instances of 'anecdotes' were analysed. All of the 'anecdotes' are written by native speakers of English belonging to different age and gender groups but with similar educational backgrounds (higher education). The examples are analysed following Salmaso (2010, 2014) and comparisons are drawn between some aspects of the analysis presented herein and the analyses that would have been done following Plum's (2004) and Martin and Rose's (2008) taxonomies. Results show that it is possible to extrapolate the taxonomy of story genres in Spanish to English, in particular with respect to the genre 'anecdote' which is the focus of this paper, that this taxonomy enriches the analysis of 'anecdotes' and that it may also be simpler and clearer for applied purposes, for example for teaching purposes. Keywords: Systemic Functional Linguistics, Story Genres, Anecdotes, generic structure References: Eggins, Suzanne. & Slade, Diana. 1997 . Analizying Casual Conversation. Londres: Cassell. Fries, Peter H. 1995. Themes, Methods of Development, and Texts. In Hasan, R. and Fries, P.H. (Eds). On Subject and Theme. Amsterdam/Philadelphia: John Benjamins Publishing Company. Halliday Michael A.K. 1994. 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