Portal de Periódicos da UNICAP
Not a member yet
1168 research outputs found
Sort by
EXPEDIENTE / MASTHEAD
Editor-GerenteProf. Dr. Newton Darwin de Andrade Cabral, PPG-CR UNICAPEmails: [email protected] / [email protected] ADMINISTRAÇÃO SUPERIOR DA UNICAPPresidente/ChancelerPe. João Renato Eidt, S.J.Provincial dos Jesuítas do Brasil ReitorProf. Dr. Pe. Pedro Rubens Ferreira Oliveira, S.J.Telefone: 2119-4110E-mail: [email protected] Pró-reitoriasPró-reitora de Pesquisa e Pós-graduaçãoProfª Drª Valdenice José RaimundoTelefone: 2119-4088E-mail: [email protected]ó-reitor de Graduação e ExtensãoProf. Dr. Degislando Nóbrega de LimaTelefone: 2119-4055E-mail: [email protected]ó-reitor ComunitárioProf. Dr. Pe. Lúcio Flávio Ribeiro CirneTelefone: 2119-4146E-mail: [email protected]ó-reitor AdministrativoProf. Msc. Márcio Waked de Moraes RêgoTelefone: 2119-4142E-mail: [email protected] de GabineteProf. Rodrigo PellegrinoTelefone: 2119-4037Email: [email protected] do Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião da UNICAPProfª Drª Zuleica Dantas Pereira CamposTelefone: 2119-4022Email: [email protected]
QUESTÕES SOBRE LIBERDADE RELIGIOSA A PARTIR DA DECLARAÇÃO CONCILIAR DIGNITATIS HUMANAE
Ao estabelecer o tema da liberdade religiosa, o Concílio Vaticano II possibilita o erigir de uma nova e positiva consciência do fenômeno do pluralismo religioso como questão teológica. A permanência da religião na contemporaneidade, nos moldes do pluralismo religioso, faz com que seja imprescindível promover o diálogo entre as distintas tradições religiosas e entre as religiões e a realidade secular. Deste modo, objetiva-se apresentar panoramicamente o histórico da teologia das religiões e a elaboração de uma teologia do pluralismo religioso que se configure como teologia hermenêutica inter-religiosa. Estabelece-se que a resposta política adequada ao fenômeno do pluralismo religioso é o direito à liberdade de consciência e religião tutelada pelo Estado liberal. A neutralidade do Estado democrático e laico é promotor de uma “correlação polifônica”, que envolve as tradições religiosas e a razão secular, possibilitando a perspectiva de mútua reordenação destas forças, contribuindo para a constituição do Estado democrático ao considerar o valor da colaboração das diversas tradições religiosas no debate público. Para tanto, tomou-se a obra Dialética da secularização, que coloca em diálogo J. Habermas e J. Ratzinger, para explorar o princípio de neutralidade do Estado laico e a tutela do diálogo entre as distintas tradições religiosas entre si e com o âmbito secular, e a obra de C. Geffré, De Babel a Pentecostes, para o desenvolvimento de uma nova teologia do pluralismo religioso. Deste modo, o texto contribui para a consciência da inserção da linguagem religiosa no debate público e a complementaridade entre religião e racionalidade secular.Enviado: 29-12-2017 - Aprovado e publicado: 11-201
Fronteiras do Arcebispo: a casa de Dom Helder Camara
A partir da última casa habitada por Dom Helder Camara (anexa à Igreja das Fronteiras, no Recife), o artigo estuda o quanto aquela residência foi emblemática em sua perspectiva de não encarar limites como intransponíveis, mas, ao contrário, enxergar a possibilidade de ampliá-los ou aboli-los. Assim, foram abordados três eixos: o primeiro explora aspectos da construção, desde a capela primitiva, localizada na fronteira da estância de Henrique Dias, até quando, após visita do Imperador Pedro II, ela recebeu o título de Capela Imperial; o segundo trata das inquietações de Dom Helder que, ao assumir a Arquidiocese local, morou no Palácio Episcopal embora desejasse despojar-se daquele simbolismo de poder. Foram percorridas as opções cogitadas e a escolha da Igreja das Fronteiras, investigando tanto o alcance da mudança representando rompimento de limites, quanto a ampliação do seu testemunho de bispo coerente com debates e compromissos firmados intra e extra Concílio Vaticano II. Tudo é analisado sob o prisma do lema do seu episcopado – Em tuas mãos! –, inclusive seu posicionamento quando muros da Igreja foram alvejados e ele experimentou a iminência da morte enquanto última fronteira. Como consequência, o local passou a demarcar outra extinção de divisas ao tornar-se referência para visitas de estadistas, religiosos, artistas e gente do povo; o terceiro analisa os processos pelos quais passou a igreja – tombamento (1947), inventário dos bens (2003) – e o reconhecimento como Casa-museu, condição atual da residência do falecido arcebispo, conferida também pelo fluxo regular de visitantes e pelas exposições permanentes nela realizadas acerca do legado helderiano
Das provocações cearenses ao pós-secular: reflexões sobre Igreja e Sociedade no Nordeste brasileiro
Uma das tarefas próprias da investigação sociológica diz respeito à capacidade de esclarecer o processo histórico a partir do qual, certas convicções se naturalizam. Significa desvendar, por criteriosas fontes e análises sistemáticas, a tecitura da realidade social, naquilo que ela tem de conflitos, arranjos e interesses diversos. Em outras palavras, o trabalho sociológico consiste em “abrir as cortinas” que escondem e mistificam as articulações construídas pelas pessoas, clareando o que se mostra dado, imediato e (pre)concebido da ordem social. Tomar a realidade por objeto científico se refere à tentativa de compreendê-la segundo essas orientações “escondidas”
Medellín: memórias e perspectivas
Em Medellín, na Colômbia, de 24 de agosto a 06 de setembro de 1968, foi realizada a Segunda Conferência Geral do Episcopado Latinoamericano. Esse evento deve ser compreendido dentro do contexto histórico do Concílio Vaticano II, realizado entre 1962 e 1965, que suscitou um amplo processo de renovação na Igreja.Durante o Concílio e, sobretudo, com a promulgação de seus Documentos (Constituições, Decretos e Declarações), já se percebia a necessidade de que toda a vida da Igreja fosse impregnada e renovada pelo vigor e pelo espírito conciliar. Quem logo assumiu essa tarefa foram os bispos latino-americanos, tendo como um dos mais destacados, o Arcebispo de Olinda e Recife, Dom Helder Pessoa Camara... Continue lendo na versão em PDF
As edições de Medellín, um estudo sobre as versões em português do texto da Conferência de 1968
O presente artigo oferece uma panorâmica sobre as principais edições das Conclusões da II Conferência Geral do Episcopado Latino Americano e Caribenho celebrada em Medellín de 28 de agosto a 6 de setembro de 1968. Ao longo da história, diversas versões foram produzidas e publicadas. Catalogar e apresentar as editadas em língua portuguesa no Brasil – objetivo deste texto - favorece uma visão mais ampla do conteúdo das Conclusões de Medellín no ano que ela cumpre jubileu áureo. Ao mesmo tempo, instiga a percepção das diferenças nas diversas edições e agrega novos valores e informações àqueles que há cinquenta anos de distância revisitam a memorável conferência de 1968
Gilles Deleuze: “O que é a filosofia?”. Uma recepção criativa desde a América Latina
Os filósofos latino-americanos que intentam pensar a América Latina, possivelmente, desde que G. W. F. Hegel denunciou que "Tudo o que ali sucede era apenas eco da Europa", tem-se preocupado com sua originalidade. Atualmente, por exemplo, Leopoldo Zea, Enrique Dussel, Arturo Andrés Roig, entre outros, dedicaram suas obras, em grande parte, a resolver tal problema. Essa crítica de Hegel ao pensamento latino-americano, me foi sugerida, também, pela leitura da obra de Gilles Deleuze e Félix Guattari intitulada "O que é a filosofia". De tal forma que, neste texto, realizamos uma recepção criativa desse livro, procurando aproveitar sua mensagem com relação ao problema não apenas do fazer filosofia na América Latina, mas do filosofar latino-americanamente