Portal de Periódicos da UNICAP
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Agente Autorizado, Habitus Linguístico e Mercado Linguístico: a Dinâmica do Momento Kairológico em Pierre Bourdieu
O objetivo deste artigo é refletir sobre a concepção de agente autorizado, habitus linguístico, mercado linguístico e o kairós como momento de síntese estruturado pelas relações do acúmulo dos bens simbólicos e o(s) campo(s) de interação no mercado linguístico. Nesta seara, Pierre Bourdieu (1983; 2001; 2008; 2009; 2010; 2013) reflete sobre as questões do kairós — a mira do alvo, o momento adequado — da interação no campo. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica que visou, através dos referenciais teóricos bourdesianos, a discutir a complexidade do direito a voz em espaços sociais
A Cultura Popular de Arraes
Neste artigo, analisamos as dinâmicas internas do Movimento de Cultura Popular (MCP) nos anos 1960 e a aproximação de determinada elite intelectualizada com as camadas populares. Entende- mos que os jovens intelectuais que militaram no MCP, uma vez confrontados com os desafios do meio sócio-político-cultural popular da cidade do Recife, desenvolveram propostas programáticas e ações político-culturais que contribuíram para a percepção de que as classes populares deveriam ser sujeitos da sua história e protagonistas da construção de sua identidade. Na nossa hipótese, essa percepção pode ser contraposta às ações e aos valores dos intelectuais que se caracterizaram por certo dirigismo e elitismo. Em outras palavras, sustentamos que a experiência histórica do MCP rompeu os limites e valores que motivaram os intelectuais que formaram o Movimento. A partir dessa hipótese, buscamos, por meio da análise dos documentos oficiais do Movimento, de- monstrar que o MCP surgiu de um interesse político-partidário, mas acabou indo além dele. E que o lugar dos intelectuais no movimento foi tensionado entre o dirigismo e o contato efetivo com as massas populares, na construção de um idioma cultural e ideológico comum, marcado por um re- formismo e pelo nacionalismo progressista
O discurso anticomunista na revista eclesiástica brasileira 1960 a 1970
A Igreja Católica no final do século XIX e no início do século XX adotou um discurso contrário ao pensamento marxista e a forma prática da ação de suas ideias. O primeiro papa a realizar uma declaração sobre o comunismo foi Leão XIII (1878-1903), que condenou a forma de ação dos marxistas na Europa em sua encíclica Rerum Novarum, posteriormente temos Pio X (1903-1914) e Bento XV (1914-1922) que seguiram o posicionamento de Leão XIII. Já Pio XI (1922-1939), vai adotar o discurso mais duro contra o pensamento comunista, na sua encíclica Divinis Redemptoris. Por sequência, teremos Pio XII (1939-1958) e João XXIII (1958-1963), que também seguiram seus antecessores. Baseando-se no Concílio Vaticano II, surge a Teologia da Libertação (TL) na América Latina, que une a doutrina pastoral da Igreja Católica com o pensamento marxista. O objetivo do nosso trabalho é investigar qual o posicionamento da Igreja Católica no Brasil diante do comunismo mundial, a partir dos artigos e comunicações encontrados na Revista Eclesiástica Brasileira (REB) entre os anos de 1960-1970. Através dessa revista iremos analisar a forma de discurso usado pela Igreja Católica do Brasil, antes do Concílio Vaticano II e do surgimento da Teologia da Libertação, perante o pensamento marxista
La “Cuestión Indígena” y Los Derechos Humanos: Alcances y Potencialidades de Una Estrategia Política
Una cuestión fundamental a la hora de pensar los derechos de los pueblos originarios en el marco de los derechos humanos, es considerar la forma misma en que lo “indígena” es aprehendido y conceptualizado por la praxis político-jurídica que define los derechos humanos. Así, en un sentido fuerte, los derechos de los pueblos indígenas no se pueden separar del modo en que Occidente y la modernidad han incorporado lo “indígena” a la escena cultural contemporánea, es decir, a partir de una posición subordinada y excluida que, al mismo tiempo, incluye e instituye a los indígenas como tales en el lugar de los otros excluidos-incluidos, dominados y desvalorados. Pero, al mismo tiempo, dicha praxis permite, a partir de un uso contrario a esas operaciones y teniendo en cuenta la especificidad de la lucha de los pueblos indígenas y sus reivindica-ciones, conseguir una institución de esos colectivos como sujetos políticos y jurídicos en sentido pleno. Este artículo pretende entonces poner en evidencia la operación enunciada y analizar los mecanismos y dispositivos que los dere-chos humanos ofrecen a los pueblos indígenas en su lucha por constituirse como sujetos políticos y jurídicos plenos. En este sentido, el análisis toma una serie de herramientas provenientes del campo de la filosofía y la teoría política contem-poránea, así como destaca y profundiza la relación que lo “indígena” establece con los referentes básicos de la praxis político-jurídica de los derechos huma-nos: el Estado, la ciudadanía, la participa-ción socio-política, las formas democrá-ticas y la inserción en el horizonte socio-cultural (en particular, la clase y la etnia), en las sociedades latinoame-ricanas
Retórica, Linguagem e Epistemologia: Esboço de uma Teoria Argumentativa do Conhecimento
Em tempos plurais contemporâneos, procurar sustentar uma teoria do conhecimento ou epistemologia que desconsidere os contextos linguísticos específicos e os ambientes argumen-tativos onde se produz esse saber é manter-se num paradigma moderno e ultrapassado em que o sujeito cognoscente se contrapunha ao objeto cognoscível, numa relação de oposição infundada que vai encontrar hoje o seu ocaso. É a linguagem, entendida enquanto pragmática social, e a retórica, enquanto adaptação discur-siva a auditórios sempre específicos, que nos remetem de um paradigma que incorpora a objetividade do mundo para um outro de enten-dimento intersubjetivo. O que faz do conhecimento válido o conhecimento previamente acordado enquanto tal
Epistemologia ou Semântica? Um Debate Entre Quine e Davidson
O presente trabalho tem como objetivo expor as propostas de Quine para superar os dogmas do empirismo moderno e confrontá-las com algumas das críticas dirigidas por Davidson àquelas propostas. Nosso interesse pelo assunto decorre do fato de que, no pano de fundo do debate, entre os dois autores mencionados, é possível identificar diversos aspectos do embate acerca do papel da experiência na construção do conhecimento, desta feita sob a égide da Linguagem
Reflexões sobre a trajetória de Leopoldino Joaquim de Freitas (1818 -1889)
Neste artigo, investigam-se aspectos da trajetória de Leopoldino Joaquim de Freitas, homem ne- gro, descendente de ex-escravizados, que ocupou diversos cargos dentro do serviço público sul- rio-grandense, bem como no âmbito da Corte, durante o século XIX, com o intuito de refletir sobre sua mobilidade social, assim como sobre suas relações politicas. São expostos episódios nos quais é evidenciada a aproximação do personagem a figuras políticas regionais e, para tanto, são utilizadas como fontes diversos periódicos do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul. Tam- bém se pontua sobre sua participação em espaços de sociabilidade como a Irmandade de Nossa Senhora da Conceição de Porto Alegre, a partir das informações obtidas no Livro de Matrícula de Irmãos para os anos de 1845-1890. As informações aqui apresentadas consistem em um le- vantamento inicial sobre o referido personagem, e visam, especialmente na parte final do texto, a amparar questionamentos sobre a pertinência das categorias "elite" e "elite social negra" para a trajetória em questão
Nominata de avaliadores de artigos da Revista Ágora Filosófica, volume 19, números 1, 2 e 3
Nominata de avaliadores de artigos da Revista Ágora Filosófica, volume 19, números 1, 2 e
Linguagem e Hegemonia na Filosofia Marxiana
In contemporary Marxian studies, it is necessary to verify some classic values in philosophy of language. The aim of this article is to discuss the contemporary aspects of Marxism based on its relation with language. For this, we will use Bakhtin's classic work Marxism and Philosophy of Language, reconstructing the path traced by him in relating language and ideology. Finally, we intend to enter the studies on post-Marxism centered on the question of hegemony and power in the work Hegemony and Socialist Strategy of Ernesto Laclau and Chantal Mouffe. From this debate we intend to present the concept of hegemony of authors and their link with the philosophy of language.Nos estudos marxianos comtem-porâneos é preciso verificar alguns valores clássicos desenvolvidos com relação à filosofia da linguagem. O intuito deste artigo é discutir as vertentes contem-porâneas do marxismo partindo da sua relação com a linguagem. Para isso, nos utilizaremos da obra clássica de Bakhtin Marxismo e Filosofia da Linguagem, recons-truindo o caminho traçado por ele ao relacionar linguagem e ideologia. Por fim, pretendemos adentrar os estudos sobre pós-marxismo centrados na questão da hegemonia e do poder na obra Hegemonia e Estratégia Socialista, de Ernesto Laclau e Chantal Mouffe. A partir desse debate pretendemos apresentar em que consiste o conceito de hegemonia dos autores e seu vínculo com a filosofia da linguagem