Griot : Revista de Filosofia
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    O problema das ideias de natureza simples para a geometria não-euclidiana e para a física não-newtoniana a partir da análise de Gastón Bachelard

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    The following article aims to present the problem of the nature simple ideas for the development of science. From the perspective of Gaston Bachelard, we present two cases of geometry and physics to the problem of the simplicity of its basic concepts, from the difficulties caused by simplification to overcoming held by the deployment of simple ideas of "parallel" and “simultaneity” through the deployment of these notions. Contemporary science to use as a methodological tool to mathematical theorizing, discovers that the phenomena studied by it are composed of different types of relationships that are beyond the purely empirical analysis.  Mathematics can examine more deeply the phenomenon, and discovers that what seems simple to the senses, is actually complex, because it is composed of a variety of elements. Modern scientific thought based on Cartesian always looking for the analysis of what is considered simple, and thus end up mutilating some characteristics that make up the phenomena. The mathematical method allows the deformation of simple ideas, allowing the contemporary science when necessary change its basic concepts. Advances in the area of physics and geometry are examples of reformulation of thought, due to the change of simple principles on which they were affirmed.O seguinte artigo tem como objetivo apresentar o problema das ideias de natureza simples para o desenvolvimento da ciência. Partindo da perspectiva de Gaston Bachelard, apresentaremos dois casos específicos da geometria e da física em relação ao problema da simplicidade de suas noções de base, desde as dificuldades ocasionadas pela simplificação até a superação realizada pelo desdobramento das ideias simples de “paralelas” e “simultaneidade” através do desdobramento dessas noções. A ciência contemporânea ao utilizar como ferramenta metodológica a teorização matemática, descobre que os fenômenos estudados por ela são compostos por diversos tipos de relações que escapam a análise puramente empírica. A matemática consegue examinar de maneira mais profunda o fenômeno, e descobre que aquilo que parece simples aos sentidos, é na realidade, complexo, pelo fato de ser composto por uma diversidade de elementos. O pensamento científico moderno com base no cartesianismo procurava sempre partir da análise daquilo que é considerado simples, e desse modo, acaba mutilando algumas características que compõe os fenômenos. O método matemático possibilita a deformação das ideias simples, permitindo que a ciência contemporânea altere quando necessário suas noções de base. Os avanços na área da física e da geometria são exemplos de reformulação de pensamento, devido à alteração dos princípios simples sobre os quais estavam assentados

    ¿Límites del pensamiento extendido? una lectura de las conferencias sobre la filosofía política de Kant de Hannah Arendt

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    In this paper I reconstruct the reflections of Hannah Arendt in her Lectures on Kant's Political Philosophy. I’ll put the focus of attention specifically in the conception of broad-minded and how this conception relates to other ideas that Arendt recovered from the Critique of Judgment and end up merging with her philosophical proposal. At this point a problem arises that it is necessary to note. It is a contradiction produced in her Lectures between the Kantian idea of broad-minded and the exhortation of the author to actively choose our companies –both in politics, philosophy, art and our lives in general–. In the article I'll risk a hypothesis that would dissolve the contradiction: that while it is necessary, at critical moments, to have some kind of criteria on what perspective should be taken into account under an open mind –for example, the ability to judge–, when the time changes these criteria should be reviewed. Otherwise, we run the risk of restricting the Kantian idea of broad-minded to our preferences. En el presente trabajo reconstruyo las reflexiones realizadas por Hannah Arendt en sus Conferencias sobre la filosofía política de Kant. Específicamente, pondré el foco de la atención en la concepción de mentalidad amplia y cómo esta concepción se relaciona con otras ideas que Arendt recupera de la Crítica del juicio y que terminan amalgamándose con su propuesta filosófica. En este punto se suscita un problema que es menester señalar. Se trata de una tensión o contradicción que se produce en las Conferencias entre la idea kantiana de mentalidad amplia y la exhortación que hace la autora a elegir activamente –tanto en política, filosofía y arte, como en la vida en general– las preferencias y las compañías. En el artículo arriesgaré una hipótesis de lectura que podría en principio disolver esa tensión, a saber: que si bien es preciso, en momentos críticos, contar con algún tipo de criterio respecto a qué perspectivas deben ser tomadas en cuenta en virtud de una amplitud de miras y cuáles no –por ejemplo, entre quienes tienen capacidad para juzgar y quienes no la tienen–, pasado dicho momento esos criterios deben revisarse y ponerse en tela de juicio. De lo contrario, se corre el riesgo de desvirtuar la idea kantiana de mentalidad amplía restringiéndola en función de nuestras preferencias

    Considerações acerca do critério de equipolência de pensamentos de Frege

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    In this article I do considerations regarding the applicability of equipollence criteria of Frege`s thought in relation to the peculiarities of natural language and in the cases of identity compounds thoughts. I intend to present and analyse the thoughts of equipollence criteria suggested by Frege in two Letters to Husserl and A brief survey of my logical doctrines. My first goal is to show that Frege presented an insufficient epistemic criteria and logical criteria appropriate to their goals. Then, I intend to test the applicability of logical criteria of equipollence before the rhetorical embellishment of natural languages and between the cases of identity thoughts present in article Compounds Thoughts. Thereby, my second goal is to expose what is the notion of consequence implicit logic in logical criteria of equipollence. In the end, I argue that the notion of consequence implicit logic  in logical criteria of equipollence is not the formal notion of validity argument, but an intuitive notion of logical consequence.       Neste artigo faço considerações a respeito da aplicabilidade dos critérios de equipolência de pensamentos de Frege em relação às peculiaridades da linguagem natural e em relação aos casos de identidade de pensamentos compostos. Pretendo apresentar e analisar os critérios de equipolência de pensamentos sugeridos por Frege em duas Cartas a Husserl e em Um breve levantamento de minhas doutrinas lógicas. Meu primeiro objetivo é mostrar que Frege apresenta um critério epistêmico insuficiente e um critério lógico, adequado aos seus objetivos. Em seguida, pretendo testar a aplicabilidade do critério lógico de equipolência perante o embelezamento retórico das linguagens naturais e entre os casos de identidade de pensamentos presentes no artigo Pensamentos Compostos. Dessa forma, meu segundo objetivo é expor qual é a noção de consequência lógica implícita no critério lógico de equipolência. No fim, argumento que a noção de consequência lógica implícita  no critério lógico de equipolência não é a noção formal de validade de argumento, mas uma noção intuitiva de consequência lógica.      &nbsp

    Política, força e virtù em Maquiavel

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    Our aim, in this text, is to show that the notion of force (which does not appear explicitly in the Prince of Machiavelli, in the contexts of conquest-conservation and foundation-conservation), is, actually, a sense of how the force can be treated as political activity. Our aim, in this regard, is to show that while political activity: (1) force is supported by different possibilities of use and, mainly, that (2) force, in the Prince, can be conceived as a virtù exercise.Nosso objetivo, neste texto, será demonstrar que a noção de força (que aparece não explicitamente no Príncipe de Maquiavel, nos contextos de conquista-conservação e fundação-conservação), é, na verdade, uma noção de como a força pode ser tratada como uma atividade política. Nosso objetivo, nesse sentido, será demonstrar que, enquanto atividade política: (1) força está amparada em diferentes possibilidades de uso e, principalmente, que (2) força, no Príncipe, pode ser concebida como um exercício de virtù.&nbsp

    Os pressupostos da ética de Peirce que influenciaram Karl Otto-Apel na construção da ética do discurso

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    In this article, it will be analyzed how Charles Sanders Peirce’s philosophy influences Karl-Otto Apel’s thinking on the elaboration of his ethic of discourse. We intend to show that Apel understands that Peirce elaborates a transformation on the Kantian transcendental philosophy, by replacing “I think” for “I argument”’, and in this regard, Peirce demonstrated the existence of a mutual intersubjective agreement within the scientific society. In the means that this agreement is mediated by language and is due to the guarantee of the truthfulness of the presuppositions. It is concluded that Apel sees in Peirce an introduction of a minimum ethics that overcomes the methodical solipsism, and is based on the intersubjectivity, making it possible for a mutual agreement that, later, will be the basis for the pragmatical-transcendental foundation of the ethics of discourse.Neste artigo analisaremos como a filosofia de Charles Sanders Peirce influencia o pensamento de Karl-Otto Apel na elaboração da sua ética do discurso. Pretendemos mostrar que Apel compreende que Peirce elabora uma transformação da filosofia transcendental kantiana, substituindo o “eu penso” por um “eu argumento”, neste viés Peirce demonstrou a existência de um acordo mútuo intersubjetivo dentro da comunidade científica. Sendo que, este acordo é mediado pela linguagem, e se dá em função da garantia da verdade das proposições. Conclui-se que Apel ver em Peirce a introdução de uma ética mínima que supera o solipsismo metódico, e se baseia na intersubjetividade, tornando possível um acordo mútuo, que mais tarde será a base para a fundamentação pragmático-transcendental da ética do discurso

    Schelling, Nietzsche e a arte trágica: afinidades entre filosofias afirmativas

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    This article intends to show Schelling’s and Nietzsche’s interpretations about the tragic art. Before these two philosophies attempts to approach some coinciding points between the two philosophers. On the one hand, Schelling cares to overcome the dichotomy freedom/needs so that he is able to affirm the freedom. On the other hand, Nietzsche aims to overcome the pessimism and, after that, affirm the life. Therefore, it is remarkable the fact that the two philosophers find, in tragic art, a path extremely positive, because both authors promote an overcome and affirmation.Este artigo tem a intenção de mostrar as interpretações que Schelling e Nietzsche fazem acerca da arte trágica. Diante dessas duas filosofias, tenta-se aproximar alguns pontos de coincidência entre o pensamento dos dois filósofos. Por um lado, Schelling se preocupará em superar a dicotomia liberdade/necessidade para que, enfim, possa afirmar a liberdade. Por outro lado, Nietzsche visa superar o pessimismo e, após tal superação, afirmar a vida. Assim, faz-se notável o fato de que os dois filósofos encontram, na arte trágica, um caminho extremamente positivo, pois ambos os pensadores promovem uma superação e afirmação

    À procura da origem da obra de arte: Heidegger leitor de Aristóteles

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     In this paper, we intend to address the phenomenological destruction wrought by Heidegger in the essay The Origin of the Work of Art, of the terms "matter" and "form", taken from the Aristotelian philosophy as guiding the interpretation of beings as such, and consequently, also the work of art. For Heidegger, this conceptual pair comes from the interpretation of the mode of being of the tool, and therefore doesn't relate to specific way of being of the work. As the history of metaphysics was guided by the terms "matter" and "form" as conducting wire of the interpretation of beings as such, any and all aesthetic and philosophy of art are, for Heidegger, settled in the understanding of a way of being that is strange to the work. Therefore, it's the deconstruction of these concepts as a first step on the way to the essence of the work.No presente trabalho, pretende-se abordar a destruição fenomenológica, operada por Heidegger no ensaio A Origem da Obra de Arte, dos termos "matéria" e "forma", tomados da filosofia aristotélica como fio condutor da interpretação do ente enquanto tal e, por conseguinte, também da obra de arte. Para Heidegger, tal par conceitual procede da interpretação do modo de ser do utensílio, e, portanto, não diz respeito ao modo de ser específico da obra. Como a história da metafísica orientou-se pelos termos "matéria" e "forma" como fio condutor da interpretação do ente como tal, toda estética e toda filosofia da arte estão, para Heidegger, assentadas na compreensão de um modo de ser que é estranho à obra. Cabe a desconstrução desses conceitos como primeiro passo no caminho para a essência da obra

    O mal em Eric Weil

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    Evil is a problem for philosophy since antiquity. Passing through the weights of the Stoics and St. Augustine, addressed in the context of theodicy by Leibniz, evil comes as a concern for morality in Kant. Known by its definition as a post-Hegelian Kantian, is with Kant, but going beyond that Weil treats the evil, thinking it as forms of violence. Considered the other of the sense and the reason, violence manifests itself in various ways. Our aim is to determine the concept of evil in Eric Weil as a form of violence. For this, we propose to situate in the conceptual scheme of violence the two forms of evil handled by Weil in his texts: radical evil and diabolical evil.O mal ocupa a condição de problema para a filosofia desde a Antiguidade. Passando pelas ponderações dos estóicos e de Santo Agostinho, tratado no contexto da teodiceia por Leibniz, o mal aporta como objeto de preocupação para a moral em Kant. Muito conhecido por sua definição como um kantiano pós-hegeliano, é com Kant, mas indo além dele que Weil trata do mal, pensando-o como formas de violência. Considerada como o outro do sentido e da razão, a violência se manifesta de maneiras variadas. Nosso intuito é determinar o conceito de mal em Eric Weil enquanto forma de violência. Para isso, nos propomos a situar no esquema conceitual da violência duas formas de mal discutidas por Weil nos seus textos: o mal radical e o mal diabólico

    Os últimos dias de Sócrates: Kierkegaard e a ironia socrática na Apologia de Platão

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    This article aims to show a reading of Kierkegaard on Socrates. To the Danish philosopher, irony is a deeper element of Socrates, that not only connects with his method, but also with his own philosophy: that is the negative as a philosophical point of view. Thus, the reading of Kierkegaard, shows us all Socratic philosophy as nothing but irony. The author seeks to explicit under what atmosphere, according to which fundamental pathology, walked the Greek philosopher, to understand their attitude and thinking. Irony is a form of negativity, as the questioning method exhausts the contents toward the abstract, conceptually empty. And the Apology, written by Plato, will be the most appropriate text for such research.Este artigo trata de uma leitura singular de Kierkegaard acerca de Sócrates. Segundo o filósofo dinamarquês, haveria na ironia de Sócrates um elemento mais profundo, que não só se conecta com seu método, mas também à sua própria filosofia: trata-se do negativo como ponto de vista filosófico. Assim, na leitura de Kierkegaard, toda a filosofia socrática não passa de ironia. O autor busca evidenciar sob qual atmosfera e segundo qual patologia fundamental movia-se o filósofo grego, para compreender sua postura e pensamento. A ironia é o trabalho do negativo, que no método do questionamento, exaure os conteúdos na direção do abstrato, forma conceitual vazia. E será a Apologia, escrita por Platão, o texto mais apropriado para tal investigação

    Hannah Arendt e a perda do espaço público

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    The purpose of this article is to examine from the political Hannah Arendt's thought the distinction between public and private spheres, and the way how the modernity of the private life sphere reached a public meaning never taken before. We begin by the division that the Greeks and Romans did with these two spheres, giving more emphasis to the Greeks, where the relating issues to the field of the private life could never enter to the public domain.  Therefore, it is only in modern times that the public sphere has become only a function of the private sphere, this way, it will be enable that the life and the need ascend to the central political issue.O proposito desse artigo é examinar a partir do pensamento político de Hannah Arendt a distinção entre esfera pública e esfera privada, e o modo como na modernidade a esfera da vida privada alcançou uma significação pública jamais tida antes. Para tanto, iniciamos pela divisão que os gregos e os romanos faziam dessas duas esferas, dando mais ênfase para os gregos, onde as questões relativas ao campo da vida privada jamais podiam adentrar ao domínio público. Portanto, é somente na modernidade que a esfera pública tornou-se apenas uma função da esfera privada, possibilitando, assim, que a vida e a necessidade ascendessem ao centro da questão política

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