Griot : Revista de Filosofia
Not a member yet
    709 research outputs found

    O que seria a consciência na fenomenologia heideggeriana?

    Get PDF
    it is almost natural to associate phenomenology with philosophy of consciousness. Husserl’s attempt to develop a transcendental idealism having the transcendental ego as the foundation of reason does not leave us many loopholes to think different. How Husserl was read in France does not help us to think otherwise. However, his student, Martin Heidegger, seems to propose something different. Yes, consciousness is a fundamental question of philosophical thought. But it would be necessary to reduce philosophy to a question about consciousness? This text seeks to answer no to that question. It would be possible to think phenomenology in another way.é quase natural associarmos a fenomenologia a uma filosofia da consciência. A pretensão de Husserl de realizar um idealismo transcendental tendo o ego transcendental como o fundamento da razão não nos deixa muitas brechas para pensarmos diferente. O modo como Husserl foi lido na França também não nos ajuda a pensar de outro modo. Entretanto, seu aluno, Martin Heidegger, parece propor algo diferente. Sim, a consciência é uma questão fundamental do pensamento filosófico. Mas seria preciso reduzir a filosofia a uma questão sobre a consciência? Esse texto busca mostrar que não. Seria possível pensarmos a fenomenologia de um outro modo

    O mito do dado e a epistemologia de Sellars

    Get PDF
    Wilfrid Sellars is well known for his famous attack on the idea of epistemic given, that is, the thesis that there is some piece of knowledge directly "given" to the subject. From that rejection, however, it emerges important ideas to epistemological discussions. The main objective of the present paper is to present the general premise of given and Sellars' criticism, and then to discuss the concepts extracted from such criticism by introducing Sellars' own epistemology.Wilfrid Sellars é conhecido por seu famoso ataque a ideia de dados epistêmicos, isto é, a tese de que há algum conhecimento que é "dado" diretamente ao sujeito. De sua rejeição a dadidade, no entanto, seguem-se importantes ideias para uma discussão epistemológica. O objetivo deste artigo é apresentar a premissa geral do dado e da crítica de Sellars, e então discutir os conceitos extraídos desta crítica, introduzindo a epistemologia do próprio autor

    Pascal: o cartesiano crítico de Descartes

    Get PDF
    The interpretations regarding the relationship between Blaise Pascal and Descartes Renné usually be between two extremes. Sometimes, the author of Thoughts is interpreted as a sort of Cartesian indecisive, unable to separate his religious discourse of the scientific and philosophical investigations. Other times, Pascal is stereotyped as a kind of anti-Cartesian obdurate, an apologist whose faith cannot avoid rationalism. This seeks to avoid these two understandings, trying to find a Pascal was Cartesian to some extent, but at the same time critical of Descartes, without, however, such criticism justifies the accusation of irrationalism.As interpretações referentes ao relacionamento entre Blaise Pascal e Renné Descartes costumam situar-se entre dois extremos. Algumas vezes, o autor dos Pensamentos é interpretado como uma espécie de cartesiano indeciso, incapaz de separar o seu discurso religioso das investigações científicas e filosóficas. Outras vezes, Pascal é estereotipado como uma espécie de anti-cartesiano empedernido, um apologista cuja fé não pode evitar o racionalismo. O presente busca evitar estas duas compreensões, tentando encontrar um Pascal que foi cartesiano em certa medida, mas, ao mesmo tempo, crítico de Descartes, sem que, contudo, tal crítica justifique a acusação de irracionalismo

    Conhecimento científico e filosofia: uma discussão sobre o materialismo de identidade a partir da fenomenologia de Husserl

    Get PDF
    In contemporary times, the debates in the field of philosophy of mind when it comes to the brain and its relationship with the mind, predominantly has followed the canons of materialism, represented by the empirical sciences, particularly neuroscience. It is in view of this approach, compared to an intriguing problem in this article, we intend, through the categories of Husserl's phenomenology, reviewing the arguments of materialism shed much discussed within the philosophy of mind, namely, materialism identity. This article is organized and structured around two great moments. First, our objective is to demonstrate what are the most important aspects underlying the identity of materialism positions with regard to studies of the mind and brain problem. Then, from the theoretical assumptions of phenomenology of Husserl, our goal is to demonstrate possible gaps and inconsistencies regarding this kind of materialism.Na contemporaneidade, os debates na área da filosofia da mente no que tange ao cérebro e sua relação com a mente, predominantemente tem seguido os cânones da perspectiva materialista, representada pelas ciências empíricas, sobretudo pela neurociência. É tendo em vista esse tipo de abordagem, frente a um problema tão intrigante que, nesse artigo, pretendemos, por meio das categorias da fenomenologia de Husserl, analisar criticamente os argumentos de uma vertente do materialismo muito discutida no âmbito da filosofia da mente, a saber, o materialismo de identidade. Esse artigo encontra-se organizado e estruturado em torno de dois grandes momentos. Em primeiro lugar, o nosso objetivo consiste em demostrar quais são os aspectos mais relevantes que fundamentam as posições do materialismo de identidade no que diz respeito aos estudos sobre o problema mente e cérebro. Em seguida, a partir dos pressupostos teóricos da fenomenologia de Husserl, o nosso objetivo é demonstrar possíveis lacunas e inconsistências quanto a esse tipo de materialismo

    A análise arqueológica do discurso em Michel Foucault: por uma linguística do enunciado

    Get PDF
    Studies of language in the twentieth century and now in the present century are marked by the hegemony of three research currents: Structuralism; Innatism and Interactionism. In Structuralism, the language user is subjected to a sovereign code, against which he has no choice but to comply with the correct use standards. Deviate from the mean error. In Innatism prevails logicism. In the mind of the user resides everything he needs to be successful in their language. If the user think correctly, will also correct their linguistic expression. If the use is not consistent with the basic logic is a sign that you do not think properly. In Interactionism, the language is the result of interaction between users and ideologically defined contextually. The language uses are shared according to the user's knowledge of the semantic and pragmatic framework that resides in each context. In hegemony against these currents, this text rejects these three currents and builds its criticism from Michel Foucault's ideas. In this sense, is being outlined the conceptual direction given by the French philosopher, a new proposal, called here the linguistics of the statement, in the form of an archeology of language, to account for the speeches that give meaning to events. Still, this text relates this archeology to a new language teaching model in school, giving this school practice a different sense of what is commanded in various schools of the country.Os estudos da linguagem no século XX e agora no atual século são marcados pela hegemonia de três correntes de pesquisa: o Estruturalismo; o Inatismo e o Interacionismo. No Estruturalismo, o usuário da língua é submetido a um código soberano, contra o qual ele não tem escolha a não ser cumprir as normas do uso correto. Desviar do padrão significa erro. No Inatismo, prevalece o logicismo. Na mente do usuário reside tudo de que ele precisa para ser bem sucedido em sua linguagem. Se o usuário pensa corretamente, também correta será sua expressão linguística. Se o uso não condiz com a lógica de base é sinal de que o usuário não pensa corretamente. No Interacionismo, a linguagem é fruto da interação entre usuários ideologicamente e contextualmente delimitados. Os usos da língua são compartilhados de acordo com o conhecimento do usuário do quadro semântico e pragmático que reside em cada contexto. Na contra hegemonia dessas correntes, este texto rechaça essas três correntes e constrói a sua crítica a partir das ideias de Michel Foucault. Nesse sentido, vai sendo delineado o rumo conceitual dado pelo filósofo francês, uma nova proposta, denominada aqui de linguística do enunciado, sob a forma de uma arqueologia da linguagem, para dar conta dos discursos que dão sentido aos acontecimentos. Ainda, este texto relaciona essa arqueologia a um novo modelo de ensino da língua na escola, dando a essa prática escolar um sentido diferente do que tem imperado em diversas escolas desse país

    Virtude, agência e responsabilidade: uma perspectiva epistemológica

    Get PDF
    This article focus on the relevance of epistemic agency to analyze knowledge in terms of epistemic virtue, highlighting the strategy adopted by virtue epistemologists to argue for the thesis that we can be epistemic agents, responsible for our epistemic lives, even if our beliefs are involuntary states. While L. Zagzebski (2001), by way of epistemic Frankfurt-style cases, claims that considering epistemic agency as a necessary condition for knowledge allows to offer an analysis that escapes the famous Gettier objection, E. Sosa (2015) refines his theory, offering new argumentation for the idea that there is an epistemic domain where there can be agency and we can be responsible for our true beliefs because of the significance of our cognitive character in knowledge acquisition. My aim in presenting and comparing Zagzebski’s and Sosa’s proposals is to emphasize some aspects in the current state of the art in virtue epistemology that favor credit accounts of knowledge.O foco de interesse neste artigo se coloca na relevância da noção de agência para análises de conhecimento em termos de virtude epistêmica, destacando a estratégia assumida por epistemólogos da virtude na defesa da tese de que podemos ser agentes responsáveis pelo que constitui nossa vida epistêmica, apesar de nossas crenças serem estados involuntários.  Enquanto L. Zagzebski (2001), invocando casos epistêmicos do tipo Frankfurt, alega que considerar agência epistêmica como condição necessária para o conhecimento permite oferecer uma análise que escapa à famosa objeção de Gettier, E. Sosa (2015) refina sua teoria, oferecendo nova argumentação em favor da ideia de que há uma esfera epistêmica na qual podemos ser agentes e responsáveis pela aquisição de crenças verdadeiras devido à importância de nosso caráter cognitivo para a atribuição de conhecimento. Meu objetivo ao expor e comparar as posições de Zagzebski e de Sosa é colocar em relevo aspectos do atual estado da arte em epistemologia da virtude que favorecem explicações de conhecimento em termos de crédito

    A família e o estado: Antígona, Hegel e as raízes do Brasil

    Get PDF
    From the Hegelian reading of Antigone, will point to Hegel's philosophy is relevant to understanding the relationship between family and state in European modernity and in Brazilian peripheral modernity. For this, we will establish a dialogue between the German philosopher and classical thinkers who reflected on our national identity.A partir da leitura hegeliana da tragédia Antígona, apontaremos como a filosofia de Hegel é relevante para a compreensão das relações entre família e Estado na modernidade europeia e  na modernidade periférica do Brasil. Para isso, estabeleceremos um diálogo entre o filósofo alemão e os pensadores clássicos que refletiram sobre a nossa identidade nacional

    A arquitetônica apeliana da ética do discurso

    Get PDF
    This article aims to analyze the architectonic project of foundation of discourse ethics developed by Karl-Otto Apel, from the 1970's. We intend to show that Apel, through the language, will develop a global responsibility ethics for the society. In this sense the language, as a impassable medium of every theoretic and practical reflection lay the ground for an intersubjectivity, that enables the mutual acceptance ethics. This ethics will hold, not only in the normative level, but, also, will take into account the practical scope of foundation.Este artigo tem por objetivo analisar o projeto arquitetônico de fundamentação da ética do discurso desenvolvido por Karl-Otto Apel, a partir da década de 70. Pretendemos mostrar que Apel, a partir da linguagem, buscará desenvolver uma ética da responsabilidade para a sociedade global. Neste sentido, a linguagem enquanto médium intransponível de toda reflexão teórica e prática fundamenta uma intersubjetividade, que torna possível uma ética do acordo mútuo. Esta ética buscará dar conta, não apenas do plano normativo, mas, levará em consideração, também, o âmbito prático de fundamentação

    Conversa com senhor de Sacy sobre Epiteto e Montaigne e outros escritos, de Blaise Pascal

    Get PDF

    709

    full texts

    709

    metadata records
    Updated in last 30 days.
    Griot : Revista de Filosofia
    Access Repository Dashboard
    Do you manage Open Research Online? Become a CORE Member to access insider analytics, issue reports and manage access to outputs from your repository in the CORE Repository Dashboard! 👇