Griot : Revista de Filosofia
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    709 research outputs found

    Retrato da enciclopédia hegeliana quando vista do Brasil

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    In 2016 to celebrate the 200th anniversary of the publication of Hegel’s "Encyclopedia of Philosophical Sciences". This seems to be a special occasion to be able to assess the relevance of the "Encyclopedia" for Brazil. This assessment, prepared here, leads to the realization that if philosophy is to think the actual , then the " Encyclopedia " cannot be understood as containing problems and solutions to Brazil, but only for the old Europe. So in this time is especially noticeable the need to abandon the old categories of Europe as tools to think about Brazil.Em 2016 comemoram-se os 200 anos de publicação da “Enciclopédia das Ciências Filosóficas” de Hegel. Esta parece ser uma ocasião especial para se poder avaliar a pertinência da “Enciclopédia” para o Brasil. Essa avaliação, aqui elaborada, conduz à percepção de que se a filosofia é pensar o presente, então a “Enciclopédia” não pode ser compreendida como contendo problemas e soluções para o Brasil, mas apenas para a velha Europa. Portanto, nessa ocasião se torna especialmente perceptível a necessidade de se abandonarem as velhas categorias da Europa como instrumentos para se pensar o Brasil

    Carl Schmitt e Leo Strauss: diálogo entre conservadores para além do liberalismo?

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    The article discusses the interpretation of Leo Strauss on "The concept of the political" of Carl Schmitt in the text "Notes on Carl Schmitt, The Concept of the Political." It aims to analyze the arguments against Schmitt and his comments on liberalism. Strauss's criticisms are exposed in some central arguments and, from them, we intend to draw up a Schmitt text reinterpretation: the thesis that the lawyer has a political realism linked to immanence, more precisely, the conflict relationship as originating the order. This approach can be described as a monistic thesis in political theory. In conclusion, we emphasize the abandonment of transcendent Veritas to the validity of the political order and the difference between the authors of the possibility of a post-liberal policy.O artigo aborda a interpretação de Leo Strauss sobre o “O conceito do político” de Carl Schmitt no texto “Notas sobre Carl Schmitt, O conceito do Político”. Tem por objetivo analisar os argumentos de Strauss contra Schmitt e seus comentários sobre o liberalismo. As críticas de Strauss são expostas em alguns argumentos centrais e, a partir deles, pretende-se elaborar uma reinterpretação do texto de Schmitt: a tese de que o jurista possui no texto sobre o político um realismo vinculado à imanência, mais precisamente, à relação de conflito como originária da ordem. Esta pode ser descrita como uma postura monista ou finitista em teoria política. Como conclusão, ressalta-se o abandono da Veritas transcendente para a validade da ordem política e a diferença entre os autores na possibilidade de uma política pós-liberal

    Bobos e palhaços: a estética da so(m)bra

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    This article intends to reflect on a range of concepts about joy through figures that embody the aesthetics of plenty, in this case, the fool and the clown. From the Greeks to the late 19th century, the philosophy remained thinking what should be considered serious. In 1677, with the publication of "Ethics", Spinoza thought about the affections, one of them, the joy, even though he had done it with the righteousness of a geometer. The Spinozian writing is the joy wondered by the seriously. Only in the second half of the 19th century, Friedrich Nietzsche rejoices philosophical writing. In a world where children increasingly ignore the sense of fool and clown for life, think of the joy on this article is to try to return to that word in its deep originality, absent sense nowadays.Este artigo se propõe a refletir sobre um leque de conceitos inerentes à alegria por meio de figuras que encarnam a estética da sobra, neste caso, o bobo e o palhaço. Dos gregos até o final do século 19, a filosofia permaneceu a pensar o que é sério. Em 1677, com a publicação de Ética, Baruch Spinoza pensou os afetos, um deles, a alegria, ainda que a tenha pensado com a retidão de um geômetra. A escrita spinoziana é o sério que pensa a alegria. Somente na segunda metade do século 19, Friedrich Nietzsche alegra a escrita filosófica. Em um mundo onde crianças cada vez mais ignoram o sentido do bobo e do palhaço para a vida, refletir sobre a alegria neste artigo é tentar devolver a essa palavra sua profunda originalidade, sentido ausente em dias hodiernos

    Vida a crédito e consumismo: a procrastinação de cabeça para baixo

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    Despite the remarkable changes operated on the world of work, the most radical changes ever recorded in capitalism goes first of all the unusual emphasis on the ability of the proceeds from this activity ensure: a consumption capacity. Following the reflections of Richard Sennett and Zygmund Bauman, recorded in terms of a "Copernican revolution of capitalism" the extraordinary turn that inside this modern economic system, replacing the imperative of deferred satisfaction and long-term achievements (which are fundamental aspects the "heroic phase" of capitalism Marx Weber), the consumer principle of immediate and great satisfaction, as well as frugality by profligacy, asceticism by costly expense, savings compulsory practice and postponement by the unrestrained desire for happiness here and now hunted via consumption. With this text we propose therefore an analysis of the inflection values ​​marking the late capitalism of flexible economy and consumerist practices, compared to the old “ethics of procrastination” according to Weber.Apesar das notáveis mudanças operadas sobre o mundo do trabalho, a mais radical das transformações já registradas no capitalismo passa antes de tudo pela ênfase inusitada sobre a capacidade que os rendimentos desta atividade asseguram: a capacidade de consumo. Seguindo as reflexões de Richard Sennett e Zygmund Bauman, registramos nos termos de uma “revolução copernicana do capitalismo” a virada extraordinária que, no interior deste sistema econômico moderno, substitui o imperativo da satisfação adiada e as realizações a longo prazo (que são aspectos fundamentais da “fase heroica” do capitalismo segundo Marx Weber), pelo princípio consumista da satisfação imediata e renovada, assim como a frugalidade pela prodigalidade, o ascetismo pelo gasto dispendioso, as práticas compulsórias de poupança e postergação pelo desejo incontido de felicidade aqui e agora perseguido via consumo. Com o presente texto propomos portanto uma análise da inflexão de valores que marca o recente capitalismo de economia flexível e de práticas consumistas, no confronto com a antiga “ética da procrastinação” de que fala Weber

    O hiato (in)transponível entre fatos e valores: uma abordagem a partir do realismo-cognitivo de Thomas Scanlon

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    Over the past three centuries developed into ethics a dichotomy between facts and values ​​whose influence still generates discussions. In this occasion, the intention of this article is to propose, from the cognitive-realism Scanlon, an alternative reading about this established dichotomy between facts and values. In general, much of this problem is due to the reason that the claims of the normative domain are often evaluated from the perspective of science (non-normative field), that is, the scientific world view. But as I will seek support, we need the regulatory domain is evaluated from the standards of his own domain whose basic element is the relationship be one reason (the reason for being). Normative truths can not be reduced to the extent that is determined by certain response patterns within a specific domain itself, which in the legal field is carried out by the idea of ​​pure normative claims. Thus, starting from the assumption that normative truths are irreducible and in this case, can be true or false, the best way to understand them is from the relationship R (p, x, c, a), where p a fact, x an agent, c a set of conditions and circumstances and to an action or attitude. From this standard constituted within the normative domain, the relation R states that p is a reason for an agent x perform an action or attitude a to the set of conditions and circumstances c. Therefore, at least in normative terms, the gap between fact/value seems to be transposed.No decorrer dos últimos três séculos desenvolveu-se em ética uma dicotomia entre fatos e valores cuja influência ainda hoje gera discussões. Nesse ensejo, a intenção deste artigo é propor, a partir do realismo-cognitivo de Scanlon, uma leitura alternativa a respeito dessa dicotomia estabelecida entre fatos e valores. Em geral, boa parte desse problema deve-se ao motivo de que as reivindicações do domínio normativo são muitas vezes avaliadas a partir da ótica da ciência (domínio não-normativo), isto é, da visão científica de mundo (scientific view of the world). Mas conforme buscarei sustentar, é preciso que o domínio normativo seja avaliado a partir dos padrões de seu próprio domínio cujo elemento básico é a relação ser uma razão para (being a reason for). Verdades normativas são irredutíveis na medida em que são determinadas por certos padrões de resposta dentro de um domínio específico em si mesmo, o que no campo normativo é realizado pela ideia de reivindicações normativas puras. Assim, partindo-se do pressuposto de que verdades normativas são irredutíveis e que, nesse caso, podem ser verdadeiras ou falsas, o melhor modo de compreendê-las é a partir da relação R (p, x, c, a), sendo p um fato, x um agente, c um conjunto de condições e circunstâncias e a uma ação ou atitude. A partir desse padrão constituído no interior do domínio normativo, a relação R estabelece que p é uma razão para um agente x realizar uma ação ou atitude a no conjunto de condições e circunstâncias c. se isto estiver certo, então, ao menos em termos normativos, o hiato entre fato/valor parece ser transponível

    Foucault e Blanchot: um diálogo possível a partir da ausência de obra e do esquecimento

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    After an anylisis of the end of History of madness, we propose an interpretation of Blanchot’s article about it. Our aim is to examine a possible dialogue between them. We defend that the theme which might organize such a dialogue is that of forgetfulness and it’s relation with thought. The guiding question is the possibility of a tought that would march towards an active kind of forgetfulness, which isn’t just the result of memory’s fault. We defend the hypothesis that the blanchotian consideration on forgetfulness might help to understand that of ‘absence of work’ which appears in the end of History of madness ; even though blanchotian thought situated in a space of thought very different from that of Foucault, as the case of it’s concepts, methodology and objects. In the same way, this notion could reverberate more vastly in foucaultian works, even though it won’t be resumed after. We think that such a repercussion concern specially the question of the relation between Foucault’s own researches and the present itself ; and that the dialogue with Blanchot could help to think the critic of the present as an effort to actively forget the present and also oneself.Após uma análise do final de História da loucura, propomos uma leitura do artigo de Blanchot sobre este livro com o objetivo de explorar um diálogo possível entre ambos os autores. Defendemos que o tema de fundo deste diálogo é a relação entre pensamento e esquecimento. A questão que guia este diálogo concerne à possibilidade da construção de um pensamento que caminharia em direção a um tipo de esquecimento ativo e não de uma falta da memória. Defendemos a hipótese de que a reflexão blanchotiana sobre o esquecimento, ainda que situada num espaço de pensamento diferente daquele de Foucault quanto a conceitos, metodologia e objetos, pode ajudar a compreender a noção de ausência de obra, tal como ela aparece ao final de História da loucura. Ademais, também consideramos que tal noção repercute na obra foucaultiana posterior, mesmo que ela não seja literalmente retomada. Defendemos que tal repercussão concerne especialmente à questão da relação entre o trabalho de Foucault e o presente, bem como argumentamos que o diálogo com Blanchot pode ajudar a pensar a ontologia crítica do presente enquanto esforço de esquecimento ativo do presente e de si mesmo

    Uma leitura sobre a aporia de “dialética do esclarecimento” a partir de Freud, Marx e Weber

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    The objective of this paper is to think the aporia in which the book "Dialectic of Enlightenment" is announced, namely the self-destruction of enlightenment and the pursuit for freedom by rationality that culminates in a regression. Our argument goes through two paths: first, we present the relationship between a kind of anthropology with Freudian bases and a reading of Marx's sociology. We conceive the notion of a psychic structure permeable to the socio-historical conditions of Western human being. That´s an essential condition for the output of the aporia closely related to a psychic anthropology linked to a historical mode of culture and society. Further, we propose a parallel between the possibility of an effective enlightenment by the mythical residue present in the technical rationality thought by Horkheimer and Adorno and the assumption of human helplessness situation in the religious worldview, a Freudian way to achieve a more "scientific" position in relation to reality. In this context, we use part of Weber’s theory as a mean to relate the enlightenment to the religion, precisely in what both have in common, that is, the defense against suffering, anxiety and helplessness. Perhaps it is through the assumption of helplessness in the religious worldview’s rationality, or the assumption of the myth in the enlightenment’s technical rationality, that would lead to the development of a "dialectical anthropology", which would result in the output of the aporia as a historical condition of the human rationality.O objetivo do presente texto é repensar a aporia pela qual o livro “Dialética do Esclarecimento” é anunciado, a saber, a autodestruição do esclarecimento ou a procura da liberdade pela racionalidade, mas que culmina em uma regressão. Nossa argumentação perfaz dois caminhos: primeiramente, apresentamos a relação existente na obra entre um tipo de antropologia com bases freudianas e uma leitura da sociologia de Marx. Concebemos a noção de uma estrutura psíquica permeável às condições sócio-históricas do ser humano ocidental. Tal condição é imprescindível para a saída da aporia intimamente relacionada a uma antropologia psíquica ligada a um modo histórico da cultura e sociedade. Na sequência, propomos ainda um paralelo entre a possibilidade de um esclarecimento efetivo por meio do resíduo mítico presente na racionalidade técnica apresentada por Horkheimer e Adorno e a assunção da situação humana de desamparo na visão de mundo religiosa, modo freudiano para se alcançar uma posição mais “científica” em relação à realidade. Nesse contexto, utilizaremos rapidamente parte da teoria de Weber como meio para relacionarmos o esclarecimento à religião no que ambos têm em comum, isto é, a defesa contra o sofrimento, a angústia e o desamparo. Talvez seja por meio da assunção do desamparo na racionalidade situada na visão religiosa de mundo, ou ainda, a assunção do mito na racionalidade técnica do esclarecimento, que permitirá o futuro desenvolvimento de uma “antropologia dialética”, o que resultaria na saída da aporia enquanto condição histórica da racionalidade humana

    Intelecto, vontade e correção dos sentidos na meditação segunda de René Descartes

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    We will see on this study how the inspection of the spirit is dealing with the perception of wax as an intellectual power to know, in order the nature of the ego cogitans, as the faculty of understanding and the faculty of desire operate by complementarity. Therefore we will address the Second Meditation, especially the second part of this meditation (from the paragraph twelve), with explanatory complements from other meditations and works of the philosopher, to show the issue of correcting the way, facing the occasional epistemic impasse on the apprehension of sensitive data, implicitly refers to the operating set of Cartesian theory of faculties.Neste artigo abordaremos como a inspeção do espírito ocorre tratando a percepção da cera como um poder intelectual de conhecer, em vista da natureza do ego cogitans, na medida que a faculdade do entendimento e a faculdade da vontade operam por complementaridade. Para tanto, abordaremos a Meditação Segunda, sobretudo a segunda parte desta meditação (a partir do parágrafo doze), com complementos explicativos de outras meditações e obras do filósofo, de forma a mostrarmos que a questão da correção dos sentidos, diante do impasse epistêmico ocasional na apreensão dos dados sensíveis, remete implicitamente ao jogo operativo da teoria cartesiana das faculdades

    A estética dos extremos: notas sobre a relação entre a arte rupestre e a reprodutibilidade técnica em Theodor Adorno

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    The article proposes a connection between two different fields of research, but with notorious elective affinities: the field of archeology and the philosophical aesthetics. It is intended to find, within the dialectic of Adorno, how articulate the concepts of prehistory and proto-history, it having as a guide the theme of rock art and its modern counterpart, the reproducibility technique. Such an approach takes as its starting point an intriguing paragraph of posthumous Adorno’s work, "Ästhetische Theorie," this subsection thus classified by Rolf Tiedmann as "Moderne Kunst und Industrielle Produktion" in which Adorno asserts that there is a convergence between the rock art and photographic camera, that occurred in objectification (Objektivation), e.g., in the action to separate the subjective act of the object that is seen . From this finding the greatest contribution of this paper was to identify a kind of mechanical reproduction proto-history in the prehistoric world. Thus, in a radically dialectical perspective it can be said that the virtual progress and technological sense in recent decades does not represent something qualitatively new in human history, being only an offshoot of a trend already contained in prehistory, which leads us to believe we have not yet overcome the state of mythical immanence widely denounced by Adorno and Horkheimer's "Dialectic of Enlightment. To demonstrate that this article aims to reconstruct the main thrust of the "Dialectic of Enlightenment", focusing on the myth category (Section 1). After it intends to present the relationship between prehistory and proto-history in the context of Adorno's thought, especially in the construction and essays of intermediate period of his thought, such as "Minima Moralia" and "Prismen" (Section 2). Finally, it wants to present some Adorno's reflections on rock art and mechanical reproduction present in Aesthetic Theory (Section 3).O artigo propõe uma aproximação entre dois campos de pesquisa distintos, mas com notórias afinidades eletivas: o campo da arqueologia e o da estética filosófica. Pretende-se saber de que modo, no interior do pensamento dialético de Adorno, articulam-se os conceitos de pré-história e proto-história, tendo como fio condutor a temática da arte rupestre e a sua contrapartida moderna, isto é, a reprodutibilidade técnica. Tal aproximação tem como ponto de partida um instigante parágrafo da obra póstuma de Adorno, “Ästhetische Theorie”, presente na subseção assim classificada por Rolf Tiedmann como "Moderne Kunst und Industrielle Produktion", no qual Adorno afirma que há uma convergência entre a arte rupestre e a câmera fotográfica, que se daria na objetivação (Objektivation), isto é, na ação de separar o ato subjetivo do objeto que é visto. A partir desta constatação, a contribuição maior deste artigo estaria em identificar uma espécie de proto-história da reprodutibilidade técnica no mundo pré-histórico. Deste modo, numa perspectiva radicalmente dialética pode-se dizer que o progresso virtual e tecnológico sentido nas últimas décadas não representa algo qualitativamente novo na história humana, sendo apenas um desdobramento de uma tendência já contida na pré-história, algo que nos leva a crer que não conseguimos ainda superar o estado de imanência mítica denunciado amplamente por Adorno e Horkheimer na “Dialektik der Aufklärung. Para demonstrar isto o presente artigo almeja reconstruir as principais linhas de força da "Dialética do Esclarecimento", centrando na categoria de mito (Seção 1). Após, pretende apresentar a relação entre pré-história e proto-história no contexto do pensamento adorniano, especialmente nas obras e nos ensaios do período intermediário de sua bibliografia, tais como “Minima Moralia” e “Prismen” (Seção 2). Por último, deseja apresentar algumas reflexões de Adorno sobre a arte rupestre e a reprodutibilidade técnica presentes na Teoria Estética (Seção 3)

    Os direitos humanos na democracia cosmopolita segundo Habermas

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    The purpose of the commemoration of the bicentenary of the work of Kant Toward Perpetual Peace, Habermas proposes a discursive reconstruction of cosmopolitanism challenging the renewal of realistic objections of Carl Schmitt, whereby only the return to the jus publicum Europaeum enables limitation wars while the moral universalism, led to a confusion of values ​​the political (friend/enemy) with the moral (good/bad) and served as the basis for the cosmopolitan organization transformed the particular interests of a party to the universal values ​​of humanity and deny the other party, causing the criminalization of the enemy and causing the total wars. However, Habermas notes that this fundamentalism of human rights can only be avoided by a discursive reconstruction shows that human rights are not moral rights and that the formation of a cosmopolitan democracy is the only one capable of allowing a procedural application of human rights.A propósito da comemoração do bicentenário da obra de Kant Rumo à paz perpétua, Habermas apresenta uma proposta de reconstrução discursiva do cosmopolitismo que contesta a renovação das objeções realistas de Carl Schmitt, segundo a qual só o retorno ao jus publicum Europaeum possibilita a limitação das guerras, enquanto o universalismo moral, conduziu a uma confusão dos valores do político (amigo/inimigo) com os da moral (bem/mal) e serviu de fundamento para que a organização cosmopolita transformasse os interesses particulares de uma das partes em valores universais da humanidade e os negasse a outra parte, provocando a criminalização do inimigo e originando as guerras totais. Contudo, Habermas observa que este fundamentalismo dos direitos humanos somente pode ser evitado por uma reconstrução discursiva que mostra que os direitos humanos não são direitos morais e que a formação de uma democracia cosmopolita, é a única capaz de permitir uma aplicação procedimental dos direitos humanos

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