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Uma proposta para a criação de uma plataforma assistida pela inteligência artificial para construção de objetos de aprendizagem de Matemática
Este artigo apresenta um projeto que considera a criação de uma plataforma para construção de Objetos de Aprendizagem (OA) de Matemática, que faz uso de programação intuitiva e é assistida por Inteligência Artificial (IA). Para responder à questão norteadora “que caminhos seguir para criar a referida plataforma?”, propõe-se a possibilidade de adoção de três abordagens, que contemplam o desenvolvimento, a busca por compreensões sobre ambientes de programação intuitiva, e a proposta de concepção da interface da plataforma, denominada GenIA. Essas abordagens são objetos de pesquisa de doutorado em andamento em universidades federais no sul do Brasil. Tais pesquisas adotam como metodologia a Pesquisa em Design Educacional, segundo a qual devem ser desenvolvidas as fases preliminar, de prototipagem e de avaliação. Os resultados obtidos até o momento indicam a possibilidade de contribuição com a difusão da prática de construção de OA, bem como perspectivas de uso da IA e da programação intuitiva, que levem em consideração as necessidades dos envolvidos nos processos de ensino e de aprendizagem de Matemática. Ademais, podem promover a aproximação de diferentes áreas, como a Educação Matemática e a Ciência da Computação, por meio de temas de estudo que incluem a Ergonomia e o Design de Interação
Abordagem qualitativa na busca de um contexto para o ensino de matemática em conjunto com a robótica educacional: o Ludobot e suas possibilidades pedagógicas nos anos iniciais do ensino fundamental
Neste artigo ocorre uma análise quanto a uma das intencionalidades da pesquisa qualitativa quanto a objetivação do fenômeno, com uma busca por esmiuçar o caminho entre as ações de descrever, compreender e explicar as possibilidades pedagógicas com um determinado kit para o trabalho com a Robótica Educacional (RE), denominado Ludobot, e o ensino de Matemática. Esta pesquisa de abordagem qualitativa, do tipo descritiva, foi realizada com a utilização de análise de dados de um estudo de mestrado profissional, que trata do uso da RE nos anos iniciais do ensino fundamental. Na análise se evidencia a perspectiva de uma pesquisa qualitativa em Educação Matemática, que buscou um aprofundamento de compreensões de fenômenos pesquisados em relação ao contexto em que ocorrem. O caminhar da pesquisa denota a importância da percepção dos embasamentos teóricos subjacentes à prática da RE e do trabalho docente para além das possibilidades dos recursos (ou kits) a serem utilizados. Entende-se que o encaminhamento metodológico apresentado na pesquisa de Santos (2020), foi fundamental para indicar embasamento teórico e científico para a elaboração de um produto educacional e demonstrou que na pesquisa qualitativa o pesquisador precisa ter a sensibilidade de se aproximar de seu objeto de estudo, visando estabelecer relações de pesquisa e, por vezes, distanciar-se dele, para que seja possível a observação em relação a aspectos e enfoques diferentes
O portfólio como instrumento de avaliação do aprendizado em contextos de Educação Matemática Crítica: análise da percepção de estudantes do 7º ano do ensino fundamental
O presente artigo apresenta as percepções de estudantes do 7º ano do ensino fundamental a respeito de um instrumento de avaliação – o portfólio – utilizado para avaliar as atividades realizadas durante a execução de um projeto em contexto de Educação Matemática Crítica. Ao final do desenvolvimento do projeto, como parte da avaliação do mesmo e do uso do instrumento de avaliação, 53 estudantes de duas turmas do 7º ano do ensino fundamental responderam a um questionário, onde puderam relatar suas experiências com o projeto e o modo como foi conduzida a avaliação. As respostas foram submetidas à análise de conteúdo categorial temática e apresentaram os seguintes resultados: os estudantes relataram percepções sobre o próprio processo de aprendizado e também em relação ao tema do projeto (Meio Ambiente e Alimentação). Por meio de tais registros e consonante com a literatura, evidenciou-se o desenvolvimento de habilidades de organização, apresentação e reflexão sobre o trabalho realizado, culminando em potencial para a autoavaliação; trabalho em equipe, leitura e escrita do mundo com a matemática e mudanças de atitude – em relação à disciplina e ao tema estudado. Como pontos a serem melhorados, os estudantes advogam pelo maior uso do instrumento, em diversos momentos, maior variedade nas atividades e responsabilidade dos integrantes dos grupos. Hipóteses levantadas durante o trabalho apontam para investigações que compreendam a metacognição dos estudantes, principalmente no que diz respeito às mobilizações de critérios utilizados para a inserção ou exclusão de atividades no portfólio, bem como atenção aos feedbacks dados pelo professor
Educação de jovens, adultos e idosos: um projeto com produção de vídeos para o ensino de noções de Estatística para alunos idosos
Neste trabalho, trazemos um relato de experiência sobre a formulação de proposta metodológica para o ensino de Estatística tendo como foco a pessoa idosa, que cursa a educação de jovens, adultos e idosos. Esta proposta integra um projeto desenvolvido no âmbito do PIBIC (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica) na Universidade Federal de Alagoas. Por meio de uma pesquisa qualitativa, abordamos a elaboração de vídeos para o YouTube com conteúdos de Estatística baseados no cotidiano, a partir de dados reais extraídos de jornal, tendo como personagem a Vovó Sabina. Além de focar na proposta de ensino, o projeto com os vídeos buscou reinserir a pessoa idosa nos contextos educativos de uma maneira que valorize suas experiências de vida e a conecte com as mídias digitais. Os resultados demonstram que são necessárias metodologias e materiais didáticos adequados para o ensino e aprendizagem de conceitos estatísticos que valorizem o letramento estatístico e a competência crítica dos alunos idosos. Além do mais, é essencial a existência de iniciativas diversas que integrem o idoso ao processo de alfabetização estimulando a sua participação ativa na construção dos conhecimentos e a elaboração desses vídeos constitui um recurso potencialmente significativo que foca nos saberes dos alunos idosos e em suas práticas sociais
Pensamento crítico e criativo em matemática a partir da aprendizagem dialógica e investigativa
O conhecimento matemático da população tem sido questionado ano após ano, seja em decorrência dos resultados de avaliações nacionais, seja de avaliações internacionais. Além disso, atualmente seguem novas propostas de capacidades a serem desenvolvidas junto à matemática escolar, tão logo torna-se cada vez mais evidente a necessidade do desenvolvimento do pensamento crítico e criativo nessa área de saber. O objetivo desta experiência foi analisar se a prática dialógica e investigativa contribui para o aprimoramento das aprendizagens dos conteúdos matemáticos e do pensamento crítico e criativo nessa área junto a estudantes do sétimo ano do ensino fundamental. Para tanto, fez-se uso de metodologia qualitativa e exploratória, de modo que os estudantes recebiam feedbacks semanais, com o objetivo de estimulá-los a produzirem respostas escritas. Por resultados, as elaborações por parte dos estudantes quanto aos conteúdos matemáticos, forneceram pistas que o ato do diálogo contribuiu para que pudessem criar suas ideias, refletir, criticar, enfim, elaborar matemática de forma crítica e criativa
Matemáticas en la formación profesional
En este capítulo se presenta una visión amplia de la necesidad y el papel de las matemáticas en la Formación Profesional (FP). Para ello se sitúa la FP ante los retos sociales como una pieza clave de aprendizaje, innovación y transformación. Se recogen ejemplos de la aplicación concreta de contenidos matemáticos en diversas profesiones y se analiza la presencia de asignaturas específicas de matemáticas en esta etapa en distintos países. Se muestra un estudio exploratorio diagnóstico de las matemáticas en la FP española, que pone de manifiesto que las matemáticas que se aprenden en la secundaria obligatoria no cubren las exigencias de los Ciclos Superiores. Por último, se dan una serie de perspectivas y orientaciones centradas en aprovechar el carácter interdisciplinar de los módulos de FP para desarrollar propuestas STEM que permitan tanto promover las competencias del alumnado como mejorar sus afectos hacia las matemáticas
Pensemos en unas matemáticas para todo el alumnado
En este capítulo se reflexiona sobre el aprendizaje matemático de alumnado con necesidades específicas de apoyo educativo, centrándonos en tres tipologías: síndrome de down, trastorno del espectro autista y alta capacidad matemática. Se presentan descripciones de lo que se conoce sobre las principales características de cada tipo de alumnado, en cuanto a sus procesos de aprendizaje de las matemáticas. asimismo, se exponen algunas orientaciones metodológicas que pueden ayudar al profesorado a atenderlos y que se concretan a través de ejemplos
Consideraciones acerca de la enseñanza y aprendizaje de las matemáticas
En este capítulo presentamos una perspectiva fundamentada desde la que entendemos que se debería interpretar una nueva propuesta curricular de las matemáticas de la enseñanza obligatoria. Muchas de las ideas que exponemos aquí no son nuevas; años de reformas curriculares y la propia investigación en educación matemática han puesto de relieve muchas de ellas, en muchos casos recogidas en las propuestas oficiales, pero la realidad de las aulas no permite verlas convertidas en acción. En el capítulo volvemos a ponerlas sobre la mesa, justificamos su necesidad, e intentamos reflexionar sobre los elementos que dificultan su puesta en marcha focalizando el papel de sus mediadores principales. Las preguntas clave que guían nuestra reflexión son qué deberían ser las matemáticas escolares y por qué hemos de enseñar matemáticas
Generalisation strategies and representation among last-year primary school students
Recent research has highlighted the role of functional relationships in introducing elementary school students to algebraic thinking. This functional approach is here considered to study essential components of algebraic thinking such as generalization and its representation, and also the strategies used by students and their connection with generalization. This paper jointly describes the strategies and representations of generalisation used by a group of 33 sixth-year elementary school students, with no former algebraic training, in two generalisation tasks involving a functional relationship. The strategies applied by the students differed depending on whether they were working on specific or general cases. To answer questions on near specific cases they resorted to counting or additive operational strategies. As higher values or indeterminate quantities were considered, the strategies diversified. The correspondence strategy was the most used and the common approach when students generalised. Students were able to generalise verbally as well as symbolically and varied their strategies flexibly when changing from specific to general cases, showing a clear preference for a functional approach in the latter
Presencia de diferentes formas de estimación en el currículo de educación primaria
La estimación es una componente clave de la competencia matemática y una habilidad fundamental para la vida cotidiana. Adoptamos una amplia concepción de este término que incluye cinco formas de estimación. Tres de ellas han sido consideradas tradicionalmente en la literatura: la estimación en cálculo, la estimación de cantidades (o de magnitudes discretas) y la estimación en la medida (o de magnitudes continuas). La estimación en la recta numérica es referida recientemente en la literatura como una forma de estimación que actúa de predictor del rendimiento en matemáticas a lo largo de la educación obligatoria y de posteriores dificultades en el aprendizaje de las matemáticas. Además, reconocemos una quinta acepción relativa a contextos probabilísticos. Desde este enfoque múltiple, realizamos un análisis de la presencia de la estimación en el currículo de educación primaria español