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A resolução de situações-problema contextualizadas no jogo Avançando com o resto
O objetivo deste relato é apresentar uma maneira de utilizar o jogo Avançando com o resto como recurso pedagógico para o ensino de matemática, pautado na resolução de situações-problema. As sugestões e a proposta da utilização do jogo para o ensino de matemática foram ilustradas com dados obtidos em uma oficina realizada com estudantes de um curso de Matemática de uma universidade pública paranaense, participantes do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência. Os dados foram obtidos a partir dos registros escritos pelos estudantes ao responderem situações-problema contextualizadas no jogo. Algumas das potencialidades do jogo Avançando com o resto em uma proposta pautada na problematização são: a contextualização de conceitos matemáticos nas situações e características do jogo e a possibilidade de abordar múltiplos conceitos matemáticos interrelacionados
Sentidos de currículos em matemática captados nos memoriais de formação de docentes que lecionam na EJA da zona rural de Sobral
Neste artigo, destacamos os docentes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) como produtores de currículos em Matemática, frisando a relevância da escuta de suas narrativas à construção de um ensino condizente às realidades dos estudantes. Trazemos discussões a partir dos memoriais de formação de dois docentes que lecionam matemática na zona rural de Sobral, Ceará, analisados à luz de estudos dos campos do currículo e da educação matemática na EJA. Dentre os resultados, verificamos que os professores foram convidados a lecionar na zona rural e constroem práticas pedagógicas considerando os aspectos culturais dos discentes e das localidades rurais em que lecionam. Há um sentido de currículo prescritivo que orienta suas ações e pretende homogeneizar suas práticas pedagógicas, entretanto, eles elaboram aulas de Matemática usando atividades que prezam pelas culturas e diferenças dos estudantes, construindo, assim, sentidos de currículos enquanto narrativas de identidades ligadas às realidades culturais rurais em que estão inseridos
Livro didático de Matemática: perspectivas a partir de relatos de professores do ensino médio
Neste artigo, buscamos entender de que maneira professores de Matemática do ensino médio usam os livros didáticos de Matemática em sua prática docente e quais são suas perspectivas em relação à utilização desse recurso. Buscou-se perceber sua relação com eles, destacando aspectos positivos e elencando dificuldades enfrentadas quando se trata do uso desse tipo de material. Levantamos, também, se os docentes fazem adaptações nesses materiais ou se os usam exatamente como são propostos pelos autores e pelas editoras. Para tanto, foram entrevistados quatro professores de Matemática do ensino médio que, em 2020, utilizaram livros aprovados no Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD). Os dados obtidos foram categorizados por meio da Análise Textual Discursiva. Quatro foram as categorias construídas: o LDM como ferramenta de apoio, dependência do LDM, avaliação do LDM e modificações feitas pelos professores no LDM. Acredita-se que os resultados encontrados que indicam seu uso como importante apoio para o processo de ensino-aprendizagem, por vezes certa dependência dos LDMs e necessidade de modificações mais radicais no conteúdo dos LDMs, possam contribuir para aqueles que se dedicam à escrita de materiais didáticos e aos pesquisadores interessados no tema
Uma visão dinâmica do teorema de Pitágoras via GeoGebra
Apresentamos neste trabalho algumas visualizações dinâmicas do teorema de Pitágoras usando o GeoGebra. Para as experiências manipulativas, selecionamos algumas demonstrações dentre as 370 catalogadas por Elisha Scott Loomis em sua obra The Pythagorean Proposition, sendo uma delas a equicomposição de Perigal. Construímos as abordagens dinâmicas em páginas na plataforma GeoGebra, acessadas por links externos. Concluímos que o GeoGebra é uma excelente ferramenta para explorar dinamicamente o teorema de Pitágoras, possibilitando abordagens algébrico-geométricas assim como vetoriais
El ciclo de indagación para el cálculo de áreas superficiales y volúmenes
La propuesta se basa en una clase de geometría desarrollada mediante el ciclo de indagación. Esta es una estrategia constructivista dirigida a estudiantes de grado séptimo o segundo año de secundaria, con edades entre los 12 y 13 años. Se abordan los temas de área superficial y volumen desde los conocimientos previos de los estudiantes mediante la indagación, como una estrategia metodológica que permite a los estudiantes desarrollar su pensamiento crítico y al docente poder guiar el aprendizaje significativo de los conceptos en una situación real de trabajo cooperativo
Curriculum as a space of opportunities: adaptations and understanding of mathematics teachers about inclusive education
This article presents a bibliographical research, of a qualitative nature, which aimed to: a) identify the main curricular adaptations in the teaching of Mathematics to serve students from the perspective of inclusive education; b) analyze how teachers recognize themselves in the curriculum production process, respecting the specificities of students. Data collection was carried out by reading selected works that address the theme of inclusive mathematics teaching. Regarding the examination of the data, we opted for Content Analysis. As a result, we can point out that flexibility in the curriculum is fundamental within the process of school inclusion, and in the teaching of mathematics, adaptations in games, problem solving, as well as contextualization and socialization are indicators that collaborate in the learning process of students, with or without disabilities
Estrategias, técnicas, tareas y ejemplos de patrones utilizadas en planificaciones de primero de educación primaria
El objetivo de esta comunicación es especificar el conocimiento didáctico del contenido de patrones
que manifiesta el profesorado al participar del proceso de evaluación docente. Concretamente
describir cómo los docentes redactan actividades en su planificación para el contenido de patrones
y como estas clasifican dentro de la categoría estrategias, técnicas, tareas y ejemplos. Se utiliza una
metodología cualitativa, exploratoria y descriptiva. Se analizan las planificaciones utilizando el
MTSK, específicamente el subdominio del conocimiento de la enseñanza de las matemáticas. En los
resultados se presentan evidencias de la categoría, que manifiestan nueve profesores chilenos hacia
el objetivo curricular de patrones en primero de educación primaria. En esta categoría se presenta
una frecuencia significativa de evidencias encontradas
Currículo [de matemáticas]: apuestas indisciplinares de la comunidad gunadule de Alto Caimán
El propósito de este artículo es problematizar, desde las voces de maestros y líderes indígenas de la comunidad gunadule de Alto Caimán, el modelo disciplinar de organización del currículo de matemática presente en la “Escuela del Estado”. Un modelo disciplinar que parece contribuir al fortalecimiento y legitimación de la interculturalidad funcional, propia del sistema dominante. Esta problematización emerge de dos investigaciones, y la realizamos apoyados en la perspectiva de la interculturalidad, en diálogo con una perspectiva indisciplinar de la educación matemática. Aquí presentamos, en primer lugar, la comunidad indígena gunadule de Alto Caimán, y las investigaciones realizadas con, por y para dicha comunidad. En segundo lugar, mostramos algunas distinciones entre la interculturalidad funcional, propia del sistema dominante, y la interculturalidad entendida críticamente, que se construye desde las comunidades que han sufrido un histórico sometimiento y subalternización. En tercer lugar, explicitamos algunas tensiones relativas al currículo de matemática en la comunidad gunadule, al mantener una organización disciplinar del conocimiento. En cuarto lugar, presentamos algunas apuestas indisciplinares del pueblo gunadule para la construcción de un currículo [de matemáticas] otro. Así, concluimos que la propuesta de la comunidad gunadule de Alto Caimán de un currículo [de matemáticas] organizado a partir de las prácticas sociales –que se corresponde, a nuestro modo de ver, con una apuesta indisciplinar– hace posible una interculturalidad crítica de carácter decolonial que, además, propende por el respeto y la conservación de la Madre Tierra
Uma análise de jogos digitais online e suas contribuições para a aprendizagem de equação do 1º grau
Este trabalho apresenta os resultados de uma pesquisa que tem por objetivo mapear os recursos didáticos digitais para auxiliar no ensino de equação do 1º grau no 7º ano do ensino fundamental. Para tanto, foi realizada uma pesquisa qualitativa visando um levantamento dos recursos didáticos digitais que tivessem livre acesso e se caracterizassem por abordar o conceito de equação. Foram identificados jogos digitais online que são potencialmente significativos e que podem auxiliar na aprendizagem de equação do 1º grau. Após a análise dos jogos, foram feitas as categorizações com a finalidade de apontar as principais características dos jogos, sendo o aspecto procedimental o mais predominante e relacionado à resolução de equação, seguido do aspecto conceitual como o segundo mais predominante, além da ênfase no cálculo mental. Conclui-se que os jogos digitais analisados contribuem para assimilação do conceito de equação e seu procedimento de resolução, sendo necessário que o professor discuta o papel da variável e da igualdade para evitar equívocos e erros conceituais, bem como que este construa os jogos digitais, favorecendo a inserção da cultura digital nas aulas de Matemática, colocando-os como recursos que integram o processo ensino-aprendizagem, além de desenvolver habilidades digitais presentes nos subdomínios do Technology, Pedagogy and Content Knowledge (TPCK)
Educação estatística em documentos curriculares brasileiros: um estudo comparado
Esse artigo objetiva analisar como a estatística, a probabilidade e a combinatória são apresentadas nos dois mais recentes documentos norteadores do currículo escolar brasileiro: os parâmetros curriculares nacionais e a Base Nacional Comum Curricular. Para isso nos fundamentamos na metodologia de educação comparada observando a homogeneidade por se tratar de documentos curriculares; a heterogeneidade considerando as características de cada documento e suas mudanças ao longo do tempo; e a pluralidade por serem documentos distintos. Observam-se mudanças positivas na organização relacionadas à temática, como a antecipação para anos iniciais do estudo da estatística e da probabilidade; no entanto, seguem existindo descontinuidades na organização curricular relacionadas à Educação Estatística, fato entendido como entrave para a efetivação do letramento estatístico e o desenvolvimento de raciocínios probabilístico e combinatório