International Journal of Innovation
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Capital social e redes sociais online na perspectiva de gênero: um estudo com gerentes da área de tecnologia da informação
Objective: This paper seeks to understand how social capital is developed by IT professionals in the use of Online Social Networks (OSN) and verifies the issue of gender.Methodology: The research uses a basic qualitative approach, with semi-structured interviews with 12 IT managers working in the “S” System in Brazil. As a method of data analysis, Yin's (2016) five-phase cycle was used, through previous categories, but also it comprised an inductive process through the emergence of new categories.Originality: A research gap was detected regarding the impact of these networks on the work of managers, especially those working in the Information Technology (IT) area, in addition to their relationship with gender.Main results: It was verified that the OSN impacts the daily life of the managers, allowing the creation of groups that generate the social capital of bridge and connection. Through bridging social capital, OSNs streamline communication, problem-solving, and decision-making. As for bonding social capital, managers have access to scarce resources and support, especially when it comes to women from IT, who come together to strengthen themselves (sorority).Theoretical contributions: This work contributed to the enrichment in the field of social capital, identifying new benefits such as support in decision-making and sorority.Practical Contributions: The “S” System should use these networks as a strategic resource so that both the organization and the employee’s benefit.Objetivo: Esto estudio busca entender cómo el capital social es desarrollado por los profesionales de TI en el uso de las redes sociales on-line (RSO) y verifica la problemática de género presente.Metodología: La investigación utiliza un enfoque cualitativo básico, con entrevistas semiestructuradas con 12 gerentes de TI que trabajan en el Sistema “S” en Brasil. Como método de análisis de datos se utilizó el ciclo de cinco fases de Yin (2016), a través de categorías anteriores, pero también comprendió un proceso inductivo para el surgimiento de nuevas categorías.Originalidad: Detección de una brecha en el estudio posterior sobre el impacto de estas redes en el trabajo de los gerentes, especialmente los que trabajan en el área de Tecnologías de la Información (TI), además de su relación con el género.Principales resultados: Desde los resultados, se encontró que las RSO impactan la vida diaria de los gerentes, permitiendo la creación de grupos que generan capital social como puente y conexión. Mediante la creación de puentes de capital social, RSO agiliza la comunicación, la resolución de problemas y la toma de decisiones. En cuanto a la conexión del capital social, los gerentes tienen acceso a recursos y apoyo escasos, especialmente cuando se trata de mujeres de TI, que se unen para fortalecerse (hermandad).Aportes teóricos: Esto trabajo contribuye al enriquecimiento del campo del capital social, identificándose nuevos beneficios, como el apoyo en la toma de decisiones y la hermandad.Aportes prácticos: El Sistema S debe utilizar estas redes como un recurso estratégico para que tanto la organización como los empleados se vean beneficiados.Objetivo: Este estudo busca compreender como o capital social é desenvolvido pelos profissionais de TI no uso das redes sociais on-line (RSO) e verifica a questão de gênero presente.Metodologia: A pesquisa utiliza-se da abordagem qualitativa básica, com entrevistas semiestruturadas com 12 gestores de TI atuantes no Sistema “S” do Brasil. Como método de análise dos dados, empregou-se o ciclo de cinco fases de Yin (2016), por meio de categorias prévias, mas compreendeu também um processo indutivo pela emergência de novas categorias. Originalidade: Detectou-se uma lacuna de estudo mais aprofundado quanto ao impacto dessas redes para o trabalho de gerentes, especialmente os que atuam na área de Tecnologia da Informação (TI), além da sua relação com o gênero.Principais resultados: Dentre os resultados, verificou-se que as RSO impactam o cotidiano dos gestores, permitindo a criação de grupos que geram o capital social de ponte e ligação. Por meio do capital social de ponte, as RSO agilizam a comunicação, a resolução de problemas e a tomada de decisão. Quanto ao capital social de ligação, os gestores têm acesso a recursos escassos e suporte, principalmente quando se trata de mulheres da TI, que se unem para se fortalecerem (sororidade).Contribuições teóricas: Este trabalho contribuiu para o enriquecimento do campo de capital social, sendo identificados novos benefícios como o suporte na tomada de decisão e a sororidade.Contribuições práticas: O Sistema S deve utilizar essas redes como um recurso estratégico para que tanto a organização quanto os funcionários sejam beneficiados
Ações iniciais do ecossistema regional brasileiro de inovação contra a pandemia da COVID-19
Objective: We have analyzed Brazil’s initial COVID-19 combat actions by the regional innovation ecosystem actors.Methodology/approach: This is a descriptive and qualitative study using documentary research. In total, 471 reports collected via web scraping were submitted to content analysis (using a codebook and intercoder test) and correspondence analysis.Originality/relevance: From an innovation ecosystem perspective, this study fulfills an identified need to understand how different actors have proposed initial solutions to the COVID-19 pandemic, considering different geographic regions.Main results: According to the seminal literature, in the more economically and socially favored regions, the government-industry dyadic model was corroborated, while in the less favored regions, the most innovative actors were universities and society. Our results have not shown the quintuple helix’s performance, which leads us to ponder the use of this model in crises. Furthermore, although the quadruple helix model was observed in our analyses, in the Brazilian geographic regions the helices were not designed in a transversal way.Theoretical contributions: We propose that the geography of a pandemic combat occurs unevenly by the innovation ecosystem actors. Moreover, the helices ordering refers to the theoretical development process and not to the complementarity of the role between actors.Practical implications: This article highlights the need for integrated management of the innovation ecosystem’s initial actions in a pandemic, preventing regions from being neglected, especially those with lower levels of wealth or quality of life.Objetivo: Analizamos las acciones iniciales para enfrentar el COVID-19 en Brasil por parte de los actores del ecosistema regional de innovación.Metodología/enfoque: Hicimos un estudio descriptivo y cualitativo, utilizando la investigación documental. En total, 471 reportajes recopilados a través de web scraping se sometieron a análisis de contenido (con libro de códigos) y análisis de correspondencia.Originalidad/relevancia: Desde la perspectiva del ecosistema de innovación, este estudio aborda una necesidad identificada de comprender cómo los actores proponen soluciones iniciales para la pandemia de COVID-19, considerando diferentes regiones geográficas.Principales resultados: En las regiones más favorecidas económica y socialmente se corroboró el modelo diádico gobierno-industria, según la literatura seminal, mientras que en las regiones menos favorecidas los actores más innovadores fueron la universidad y la sociedad. Nuestros resultados no apoyaron la quíntuple hélice, lo que nos lleva a cuestionar este modelo en crisis. Además, aunque el modelo de hélice cuádruple fue corroborado, la forma en que las hélices fueron diseñadas en las regiones geográficas brasileñas no fue transversal.Contribuciones teóricas: Sugerimos que la geografía del enfrentamiento a una pandemia se da de manera desigual por los actores del ecosistema de innovación. Además, la ordenación de las hélices se refiere al proceso de desarrollo teórico y no a la complementariedad del rol entre los actores.Implicaciones prácticas: Resaltamos la necesidad de una gestión integrada de las acciones iniciales del ecosistema de innovación en una pandemia, evitando que las regiones queden desatendidas, especialmente aquellas con menores niveles de riqueza o calidad de vida. Objetivo: Analisamos as ações iniciais de enfrentamento à COVID-19 no Brasil pelos atores do ecossistema regional de inovação.Metodologia/abordagem: Trata-se de um estudo descritivo e qualitativo, utilizando pesquisa documental. No total, 471 reportagens coletadas via web scraping foram submetidas à análise de conteúdo (com uso de um livro de códigos e de teste intercodificador) e à análise de correspondência.Originalidade/relevância: Do ponto de vista do ecossistema de inovação, este estudo atende a uma necessidade identificada de entender como diferentes atores propõem soluções iniciais para a pandemia de COVID-19, considerando diferentes regiões geográficas.Principais resultados: Nas regiões mais favorecidas econômica e socialmente, o modelo diádico governo-indústria foi corroborado, segundo a literatura seminal, enquanto nas regiões menos favorecidas, os atores mais inovadores foram universidade e sociedade. Nossos resultados não evidenciaram a atuação da quíntupla hélice, o que nos leva a ponderar esse modelo em situações de crise. Ademais, embora o modelo da quádrupla hélice tenha sido corroborado em nossas análises, o modo como as hélices se arquitetaram nas regiões geográficas brasileiras não foi transversal.Contribuições teóricas: Propomos que a geografia de um enfrentamento pandêmico ocorre de forma desigual pelos atores do ecossistema de inovação. Além disso, a ordenação das hélices refere-se ao processo de desenvolvimento teórico e não à complementaridade do papel entre os atores.Implicações práticas: Este artigo destaca a necessidade de gestão integrada das ações iniciais do ecossistema de inovação em uma pandemia, evitando que regiões sejam negligenciadas, especialmente aquelas com níveis mais baixos de riqueza ou qualidade de vida
Concepção e avaliação de um dispositivo de coleta seletiva voluntária: uma intervenção lúdica urbana
Objective: This research presents the construction and evaluation of a recycling device designed based on the Theory of Fun to collect plastic waste.Originality/relevance: This device consists of an instrumented "dump," which, after its use, communicates with the user, thanking the deposition of the waste and offering content in the form of audio about issues involving the theme of sustainability.Methodology: To evaluate the prototype, generic brands were attached to it as the device's sponsors. A QR code system was also implemented in the prototype, which, after being accessed by the user, would lead the user to a website in which objectives of the project were reported. The prototype was set in public squares and places strategically chosen due to people's traffic. After installation, the artifact was monitored, and its efficiency was evaluated concerning the impact caused on the prospected local community. To verify users' preference, the device was installed in each studied location, next to a conventional wastebasket provided by the city.Main results: Through the analyses, it was possible to verify the preference for using the prototype concerning conventional dumps. Users were also attentive to the brands disclosed, which indicates that the device under studyTheoretical/methodological contributions: This way, it can be figured out that the obtained data are adherent to the Theory of Fun postulates, and the studied bin can realize as an example of equipment designed for interaction with the users and, at the same time, disclosing to them information about sustainabilitySocial/management contributions: The prototype can also be used as an educational tool in elementary schools. Objetivo: Esta investigación presenta la construcción y evaluación de un dispositivo de reciclaje diseñado con base en la Teoría de la Diversión para recolectar residuos plásticos.Originalidad/relevancia: Este dispositivo consiste en un "vertedero" instrumentado que, después de su uso, se comunica con el usuario, agradeciendo el depósito de los residuos y ofreciendo contenido en forma de audio sobre cuestiones que involucran el tema de la sustentabilidad.Metodología: Para evaluar el prototipo se le adjuntó marcas genéricas como patrocinadoras del dispositivo. En el prototipo también se implementó un sistema de códigos QR que, luego de ser accedido por el usuario, lo conduciría a un sitio web en el que se informaban los objetivos del proyecto. El prototipo fue instalado en plazas públicas y lugares elegidos estratégicamente debido al tránsito de personas. Después de la instalación, se monitoreó el artefacto y se evaluó su eficiencia en relación con el impacto causado en la comunidad local prospectada. Para verificar la preferencia de los usuarios, el dispositivo se instaló en cada lugar estudiado, junto a una papelera convencional provista por la ciudad.Resultados principales: A través de los análisis, fue posible verificar la preferencia por el uso del prototipo con respecto a los botaderos convencionales. Los usuarios también estuvieron atentos a las marcas divulgadas, lo que indica que el dispositivo en estudioAportaciones teóricas/metodológicas: De esta forma, se puede constatar que los datos obtenidos se apegan a los postulados de la Teoría de la Diversión, y el bin estudiado se puede realizar como un ejemplo de equipo diseñado para interactuar con los usuarios y, al mismo tiempo, revelarles información sobre sustentabilidad.Contribuciones sociales/de gestión: El prototipo también se puede utilizar como herramienta educativa en las escuelas primarias.Objetivo: Esta pesquisa apresenta a construção e avaliação de um dispositivo de reciclagem projetado com base na Teoria da Diversão para coleta de resíduos plásticos.Originalidade/relevancia: Esse dispositivo consiste em um “lixão” instrumentado que, após seu uso, se comunica com o usuário, agradecendo a deposição do resíduo e oferecendo conteúdo em forma de áudio sobre questões que envolvem o tema da sustentabilidade.Metodologia: Para avaliar o protótipo, marcas genéricas foram anexadas a ele como patrocinadoras do dispositivo. Também foi implementado um sistema de QR code no protótipo, que, após ser acessado pelo usuário, levaria o usuário a um site no qual os objetivos do projeto eram relatados. O protótipo foi montado em praças públicas e locais estrategicamente escolhidos devido ao trânsito de pessoas. Após a instalação, o artefato foi monitorado e sua eficiência avaliada quanto ao impacto causado na comunidade local prospectada. Para verificar a preferência dos usuários, o dispositivo foi instalado em cada local estudado, próximo a uma lixeira convencional fornecida pela prefeitura.Resultados principais: Através das análises, foi possível verificar a preferência pelo uso do protótipo em relação aos lixões convencionais. Os usuários também ficaram atentos às marcas divulgadas, o que indica que o aparelho em estudoContribuições teóricas/metodológicas: Desta forma, pode-se perceber que os dados obtidos são aderentes aos postulados da Teoria da Diversão, e a caixa estudada pode se apresentar como um exemplo de equipamento projetado para interação com os usuários e, ao mesmo tempo, divulgar a eles informações sobre sustentabilidadeContribuições sociais/de gestão: O protótipo também pode ser usado como ferramenta educacional em escolas de ensino fundamental
Influência de fatores contingenciais no desenvolvimento de cidades inteligentes no Brasil
Objective of the study: To analyze the influence of contingency factors (environment, structure, organizational size and organizational culture) on the 100 best-ranked Brazilian municipalities in the 2020 Connected Smart Cities Ranking.Methodology/approach: Data were collected from: Atlas of Human Development in Brazil (AtlasBR); Federal Administration Council (CFA); Brazilian Accounting and Tax Information System for the Public Sector (SICONFI); Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE), and Superior Electoral Court (TSE). The data refer to the year 2019. The statistical methods used were normality and homogeneity tests, correlation and multiple linear regression, with the aid of the IBM SPSS Statistics Version 2.0 software.Originality/relevance: It focuses on how contingency factors influence the implementation of smart cities, producing quantitative evidence from the dependent variable with the independent variables.Main results: Multiple linear regression showed that the selected variables explain 62.40% of what a smart city is. It evidences the positive and significant influence of the ‘environment’; ‘organizational structure’ and ‘size’ contingency factors for cities with more than 50,000 inhabitants.Theoretical/methodological contributions: The results contribute to the gap in empirical studies dealing with the contingency factors that affect municipalities in the sense of them becoming smart cities, and in the understanding of how these factors are related.Social/management contributions: The implications reach the definition of factors that affect public policies, development of public governance practices and citizen engagement for the implementation of smart cities.Objetivo del estudio: Analizar la influencia de los factores contingenciales (ambiente, estructura, tamaño de la organización y cultura organizacional) en los 100 municipios brasileños con el mejor desempeño en el Ranking Connected Smart Cities 2020.Metodología/Abordaje: Se recogieron datos del sistema Atlas de Desarrollo Humano en Brasil (AtlasBR); Consejo Federal de Administración (CFA); Sistema de Informaciones Contables y Fiscales del Sector Público Brasileño (SICONFI); Instituto Brasileño de Geografía y Estadística (IBGE) y Tribunal Superior Electoral (TSE). Los datos se refieren al año 2019. Se utilizó los métodos estadísticos de prueba de normalidad, homogeneidad, correlación y regresión lineal múltiple con la utilización del software IBM SPSS Statistics Version 2.0.Originalidad/relevancia: Se concentra en la influencia de los factores contingenciales en la implementación de ciudades inteligentes, produciendo prueba cuantitativa basada en la variable dependiente con las variables independientes.Principales resultados: La regresión lineal múltiple demostró que las variables seleccionadas explican el 62,40% de lo que es una ciudad inteligente. Evidencia la influencia positiva y significativa de los factores contingenciales ambiente, estructura y tamaño de la organización para las ciudades de más de 50.000 habitantes.Contribuciones teóricas/metodológicas: Los resultados contribuyen a la falta de estudios empíricos que traten de los factores contingenciales que afectan a los municipios para convertirse en ciudades inteligentes y en la comprensión de cómo esos factores se relacionan.Contribuciones sociales/Gestión: Las implicaciones alcanzan la definición de los factores que afectan las políticas públicas, el desarrollo de prácticas de gobernanza pública y la interacción de los ciudadanos para la implementación de ciudades inteligentes. Objetivo do estudo: Analisar a influência de fatores contingenciais (ambiente, estrutura, porte organizacional e cultura organizacional) nos 100 municípios brasileiros com melhor desempenho no Ranking Connected Smart Cities 2020.Metodologia / Abordagem: Foram coletados dados do sistema Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil (AtlasBR); Conselho Federal de Administração (CFA); Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (SICONFI); Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os dados são referentes ao ano de 2019. Utilizou-se dos métodos estatísticos de teste de normalidade, homogeneidade, correlação e regressão linear múltipla com a utilização do software IBM SPSS Statistics Version 2.0.Originalidade / relevância: Concentra-se na influência dos fatores contingenciais na implementação de cidades inteligentes, produzindo prova quantitativa baseada na variável dependente com as variáveis independentes.Principais resultados: A regressão linear múltipla demonstrou que as variáveis selecionadas explicam 62,40% do que é uma cidade inteligente. Evidencia a influência positiva e significativa dos fatores contingenciais ambiente, estrutura e porte organizacional para as cidades acima de 50.000 habitantes.Contribuições teóricas / metodológicas: Os resultados contribuem para a lacuna de estudos empíricos que tratam dos fatores contingenciais que afetam os municípios para se tornarem cidades inteligentes e no entendimento como esses fatores se relacionam.Contribuições Sociais / Gestão: As implicações alcançam a definição dos fatores que afetam as políticas públicas, desenvolvimento de práticas de governança pública e do engajamento dos cidadãos para a implementação de cidades inteligentes
Uma revisão sistemática da literatura sobre a aplicação de blockchain na cadeia de suprimentos de saúde
Objective of the study: This article aims to present a systematic literature review on the application of blockchain in the healthcare supply chain.Relevance / originality: The relevance and originality consist in the presentation of a systematic literature review that focuses and considers the concepts of blockchain, healthcare and supply chain as equally important, in the studied time frame.Methodology / approach: The systematic literature review followed a protocol based on Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analysis (PRISMA), performing the search in eight databases, selecting conference and journal articles based on their content in sequential steps.Main results: As a result, 122 publications were selected. The number of publications in the field has been found to grow rapidly, and sensors and the Internet of Things (IoT) are two prominent minor topics. Three research challenges were raised.Theoretical / methodological contributions: Provide understanding to academics and professionals in the field about the state of the art of applying the blockchain in the healthcare supply chain, both in terms of the evolution of the literature, as well as in terms of raising new research.Social / management contributions: Raising discussions on solutions to healthcare supply chain issues, involving for example data integrity and privacy in electronic medical reports, drug counterfeiting and the use of sensors and the internet of things.Objetivo del estudio: Presentar una revisión sistemática de la literatura sobre la aplicación de blockchain en la cadena de suministro de atención médica.Relevancia/originalidad: Consiste en la presentación de una revisión sistemática de la literatura que enfoca y considera los conceptos de blockchain, salud y cadena de suministro como igualmente importantes, en el marco temporal estudiado.Metodología / enfoque: La revisión sistemática de la literatura siguió un protocolo basado en Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analysis (PRISMA), realizando la búsqueda en ocho bases de datos, seleccionando artículos de congresos y revistas según su contenido en pasos secuenciales.Resultados principales: Se seleccionaron 122 publicaciones. Se ha descubierto que la cantidad de publicaciones en el campo crece rápidamente, y los sensores y el Internet de las cosas (IoT) son dos temas menores destacados. Se plantearon tres retos de investigaciónAportes teóricos/metodológicos: Brindar comprensión a académicos y profesionales del área sobre el estado del arte de la aplicación de blockchain en la cadena de suministro de salud, tanto en términos de evolución de la literatura, como en términos de plantear nuevas investigaciones.Contribuciones sociales / de gestión: generar debates sobre soluciones a los problemas de la cadena de suministro de atención médica, que involucran, por ejemplo, la integridad y privacidad de los datos en informes médicos electrónicos, la falsificación de medicamentos y el uso de sensores e Internet de las cosas.Objetivo do estudo: Este artigo tem o objetivo de apresentar uma revisão sistemática da literatura sobre a aplicação de blockchain na cadeia de suprimentos de saúde.Relevância/originalidade: A relevância e originalidade consiste na apresentação de uma revisão sistemática que lança foco e considera em igual importância os conceitos de blockchain, saúde e cadeia de suprimentos, no recorte temporal estudado.Metodologia/abordagem: A revisão sistemática da literatura seguiu um protocolo baseado no Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analysis (PRISMA), realizando a busca em oito base de dados, selecionando os artigos de conferência e periódicos com base em seu conteúdo em etapas sequenciais.Principais resultados: Como resultados, 122 publicações foram selecionadas. Descobriu-se que o número de publicações na área cresce rapidamente, e sensores e Internet das Coisas (IoT) são dois tópicos secundários proeminentes. Três desafios de pesquisa foram levantados.Contribuições teóricas/metodológicas: Prover compreensão aos acadêmicos e profissionais da área sobre o estado da arte da aplicação do blockchain na cadeia de suprimentos de saúde, tanto em termos da evolução da literatura, como em termos do levantamento de novos desafios de pesquisa.Contribuições sociais/para a gestão: Levantar discussões sobre soluções para problemas da cadeia de suprimentos da saúde, envolvendo por exemplo integridade e privacidade de dados em relatórios médicos eletrônicos, falsificação de medicamentos e uso de sensores e internet das coisas
A tokenização, blockchain e web 3.0 como objetos de pesquisa em inovação
The e-mail allegedly attributed to Satoshi Nakamoto (supposedly a pseudonym) was transmitted 14 years ago, describing the development of an electronic currency (Nakamoto, 2008). The design of this electronic currency represented the solution of the general Byzantine problem, a well-known problem in computing, which, in general terms, defines that one of the parts of a system can intentionally fail, and with that, make the entire network unavailable. Therefore, the premise is that part of the system is corrupt (Dolev et al., 1982). In the few lines of the email, Satoshi Nakamoto described such a solution and published an article with the details made available on the same date. The article describes how to transmit information within a chain of blocks that are: synchronized with date and time (time stamp); combined with code that depends on a previous block (hash code); can be validated with public and private key cryptography framework anonymously and decentrally; but highly resilient to any tampering attempt and with public record. The concept of digital currency, in this case Bitcoin, consisted at that time of a code or token resulting from encryption and that could be included in these blocks. Blocks registered definitively in the ledgers distributed along the blockchain network that could be traced. The digital framework developed by Satoshi Nakamoto, although it emerged to make Bitcoin viable as a digital currency, has been separated over the last 14 years. Blockchain can be understood as a decentralized communication technology that gave rise to a family of other technological structures of encrypted communication such as ecosystems, public blockchain, private blockchain and blockchain networks, mainly (Mazumdar & Ruj, 2022). Digital currencies, on the other hand, have also developed in variety and quantity, so much so that as we write this editorial there are over 10,000 digital currencies in operation. The total capitalization value of digital currencies rose from USD 18 billion at the beginning of 2017, surpassing USD 1.4 trillion by mid-2021 (Su et al., 2022). Currently, there is no technological impediment for companies to create their own digital currencies using a Bitcoin network or an Etherium network, for example, as well as many other networks available.Obviously, even today, there are technical challenges related, mainly, to the scalability of these networks and currencies. Bitcoin, when created, had a capacity of 7 transactions per second, currently, as we write this editorial, the transaction capacity of the Bitcoin network (BTS) is 14 transactions per second. The Etherium (ETH) network was born with a capacity of 20 transactions per second and currently has a capacity of 35 transactions per second. For comparison purposes, the VISA network has a capacity of 1700 transactions per second, which shows that there is still some way to make blockchain networks the new communication backbone, scalable for more mass uses (Chauhan & Patel, 2022). There are implementations of the Solana network, for example, which promises to reach 50,000 transactions per second, still in the confirmation phase from a practical point of view, which could allow running Internet of Things (IoT) applications on this blockchain network (Duffy et al., 2021).At the same time, since 2013, the reorganization of the TCP IP structure from IPv4 (4.2 billion IP addresses) to IPv6 (79 octillion IP addresses or 7.9 x ) more than the total number of IPv4 addresses) has been implemented. Such implementation made it possible to expand connectivity to a level sufficient for the world demand, which is 56 octillion (56 x ) addresses per human being on earth. In terms of addressing, the possibilities of connecting new and future elements on the internet/blockchain communication network are guaranteed, making the IoT (Internet of Things) a real possibility.In addition to the traditional applications dedicated to making digital currency viable, especially in the last 5 years, certain works resulting from the combination of information technology and human creativity (also known as creative economy) brought NFT (Non-Fungible Token) to the management field. NFT are tokens (produced through encrypted code, subscribed in some blockchain network) that express the ownership of their author. Whoever acquires an NFT, has his/her record recorded in a ledger and, therefore, can exercise the rights or benefits related to the possession of that NFT. There are two main origins of an NFT, digital games and works of art or graphic expressions (Vasan et al., 2022). In the case of digital games, NFT can be used to record permanently and nominally the “achievements achieved” within a given game. Its owner now takes possession of a certain item that, previously, would only exist within the game itself, a virtual (digital) environment. In the case of graphic, artistic expressions, and other works of art, it is possible to make your possession digital. Works from the natural environment (physical), the result of expressions of human creativity, are now registered in an NFT-type token, coming to exist in the virtual world (digital). In this way, the works, and the data of their authorship and ownership, are permanently registered in the ledger of a blockchain network specialized in transacting NFT. As in the game, the possession of an NFT of a work of art allows the author to trade or use the benefits related to the possession of this NFT.From the convergence of connectivity technologies such as cloud computing, the advent of IPV6 and technologies based on tokens (blockchain, crypto assets and NFT not exhaustively) the concept of Web 3.0 becomes viable. Web 3.0 can be understood as a network of people and physical objects, making the integration between the natural world and the virtual world more intense (augmented, virtual and mixed reality). The idea of a Metaverse (Web 3.0 Application) depends on the technological availability that we describe here very succinctly and on the realization of new social behaviors that are underway (Korkmaz et al., 2022).The context described is not new to most practitioners and academics involved with innovation. However, by describing it in general terms, we can identify different research objects that may be of interest to the community working in the field of innovation management. Evidently, within the research perspectives, especially in innovation management, parallel logics can be established with the more established theories or concepts, which allow an approximation with the new technological objects available to people and companies. Such technologies have permeated traditional companies and startups that have a specific focus on these connectivity technologies described as core business or as business support.The idea of this editorial comment is to recognize the possibility of receiving more technological articles or scientific articles, perspectives and book reviews that consider connectivity and tokenization technologies as research objects. Such technologies can be positioned in research both as objects of analysis and as contextual and organizational objects. Whether contextual and organizational can bring research involving routines, capabilities, competencies and business models, whose core business process is innovation at different scales, natures, degrees of novelty, stages of diffusion or adoption. To cite just one possibility, as an example, the model by Tidd and Bessant from 2009, which describes the construct of orientation to innovation strategy, used in several research in the field of innovation since then, can be revised in the new contexts or in the face of new technologies (Ferreira et al., 2015). If such technologies are positioned as objects of analysis, research can involve every part of the innovation management process such as searching for innovations, selecting innovations, implementing innovations, generating value with innovations, and capturing value with innovations in analysis of single level or multilevel. In addition to the direct positioning of token and blockchain-based technologies, as an object or as a contextual aspect, adjacent effects are expected, for instance, involving intellectual property, environmental and social sustainability, technological governance, people management and other consequences that may be the focus of research, considering the emerging technologies mentioned above. There is also the field of research that is dedicated to the development of new products, both defining new models of digital product development and methods derived from these models, without forgetting all the implications related to the issues of information security management involved in these contexts of token transactions (Baudier et al., 2022). Although the possibilities for theoretical and managerial development for the area of innovation research, involving technologies based on tokens and blockchain, are broad, there is research that can be very relevant, but that would be better received in journals in mathematics, computer science or even software engineering and not in journals dedicated to innovation. Research that develops a new way of doing encryption, or even a more efficient algorithm that allows increasing the capacity of transactions per second, the design of a new network or a new ecosystem based on blockchain or even research that develops improvements in consensus protocols of blockchain undoubtedly has great value but would be expected in engineering or math journals. On the other hand, there are studies that bring reports of implementations of a business application on a blockchain basis, either as a business support application, or in the form of designing a blockchain-based product that will be taken to the market (Wan et al., 2022). In these cases, applied research, from the point of view of innovation research, what is expected to be found in the article is the development of knowledge that demonstrates how, why or to what extent the innovation processes were sensitized, or in what way the process of innovation contributed or presented limitations to support the reported implementation. In this way, such research can be received as technological articles, since the theoretical elements that relate the innovation process, or the management of the innovation process with the implementation based on token or blockchain, will be present, which are the bases of analysis used to support the expansion of innovation theories, innovation management or management practices in innovation contexts.Finally, we invite the entire community to submit papers with theoretical discussions related to paradigm shifts, involving the dematerialized nature of new products and their tendency towards a service-oriented view (Jain et al., 2022).As it should be clear, this editorial comment did not explore all the possibilities of research in innovation management involving technologies based on tokens and blockchain, but only a few examples that can help to obtain insights. We intend, in some way, to encourage the innovation community to develop studies considering new technologies, developing, or expanding theories and knowledge of innovation.Há 14 anos, foi transmitido o e-mail supostamente atribuído à Satoshi Nakamoto (supostamente um pseudônimo) que descrevia o desenvolvimento de uma moeda eletrônica (Nakamoto, 2008). A concepção dessa moeda eletrônica representava a solução do problema geral Bizantino, conhecido problema da área da computação, que em linhas gerais define, que uma das partes de um sistema pode falhar de forma intencional, e com isso, indisponibilizar toda a rede. Portanto, a premissa é de que parte do sistema é corrupto (Dolev et al., 1982). Nas poucas linhas do e-mail, Satoshi Nakamoto descreveu tal solução em um artigo disponibilizado na mesma data. O artigo descreve como transmitir uma informação dentro de uma cadeia de blocos que são: sincronizados com data e hora (time stamp); combinados com um código que depende de um bloco anterior (hash code); pode ser validado com a estrutura de criptografia de chave pública e privada de forma anônima e descentralizada; mas altamente resiliente a qualquer tentativa adulteração e com registro público. O conceito de moeda digital, nesse caso o Bitcoin, consistia naquele momento num código ou token resultante de criptografia e que poderia ser incluída nesses blocos. Blocos registrados de forma definitiva nos ledgers distribuídos ao longo da rede blockchain que poderiam ser rastreados. A estrutura digital desenvolvida por Satoshi Nakamoto, ainda que tenha surgido para viabilizar o Bitcoin como uma moeda digital, foi separada ao longo dos últimos 14 anos. Blockchain pode ser entendido como uma tecnologia de comunicação descentralizada que deu origem a uma família de outras estruturas tecnológicas de comunicação criptografada como os ecossistemas, blockchain públicos, blockchain privados e redes de blockchain, principalmente (Mazumdar & Ruj, 2022). Já as moedas digitais, também se desenvolveram em variedade e quantidade, tanto que enquanto escrevemos esse comentário editorial há mais de 10 mil moedas digitais em funcionamento. O valor da capitalização total das moedas digitais saíram de 18 bilhões USD no começo de 2017, ultrapassando 1,4 trilhões USD até a metade de 2021 (Su et al., 2022). Em princípio, atualmente, não há impedimento tecnológico para que empresas criem suas próprias moedas digitais usando uma rede Bitcoin ou uma rede Etherium, por exemplo, assim como muitas outras redes à disposição.Obviamente, ainda nos dias de hoje, há desafios técnicos relacionados, principalmente, a escalabilidade dessas redes e moedas. O Bitcoin, quando criado, tinha capacidade para 7 transações por segundo, atualmente, enquanto escrevemos esse comentário editorial, a capacidade de transação da rede Bitcoin (BTS) é de 14 transações por segundo. Já a rede Etherium (ETH) nasceu com a capacidade de 20 transações por segundo e, atualmente, apresenta a capacidade de 35 transações por segundo. Para fins de comparação, a rede VISA tem a capacidade de 1700 transações por segundo, o que permite perceber que há ainda algum caminho para tornar as redes de blockchain o novo backbone de comunicação, escaláveis para usos mais massificados (Chauhan & Patel, 2022). Há implementações da rede Solana, por exemplo, que promete alcançar 50 mil transações por segundo, ainda em fase de confirmação do ponto de vista prático, o que poderia permitir rodar aplicações de Internet das Coisas (IoT) nessa rede blockchain (Duffy et al., 2021).Concomitantemente, desde 2013 fora implementada a reorganização da estrutura de TCP IP de IPV4 (4.2 bilhões de endereços IP) para IPV6 (79 octilhões de endereços IP ou 7,9 x 10^28 a mais que o total de endereços IPV4). Tal implementação possibilitou ampliar a conectividade para um patamar suficiente para a demanda mundial que é de 56 octilhões (56 x 10^28) de endereços por ser humano da terra. Em termos de endereçamento, estão garantidas as possibilidades de conexão de novos e futuros elementos na rede de comunicação internet/blockchain, efetivando a IoT (Internet das coisas) como uma possibilidade real.Além das aplicações tradicionais dedicadas a viabilizar a moeda digital, especialmente nos últimos 5 anos, determinadas obras resultantes da junção de tecnológica da informação e da criatividade humana (também nomeada como economia criativa) trouxe ao cenário da gestão os NFT (Non- Fungible Token). NFT são tokens (produzidas por meio de código criptografado, subscrito em alguma rede blockchain) que expressam a propriedade do seu autor. Quem adquire um NFT, tem seu registro gravado em um ledger e, portanto, pode exercer os direitos ou benefícios relacionados à posse desse NFT. São duas as origens principais de um NFT, os jogos digitais e as obras de arte ou expressões gráficas (Vasan et al., 2022). No caso dos jogos digitais, NFT podem ser usados para registrar de forma permanente e nominal as conquistas alcançadas dentro de determinado jogo. O seu detentor passa a ter a posse de determinado item que, anteriormente, só existiria dentro do próprio jogo, um ambiente virtual (digital). No caso das expressões gráficas, artísticas e demais obras de arte, é possível tornar sua posse digital. Obras do ambiente natural (físico), resultado das expressões da criatividade humana, passam a ser registradas num token do tipo NFT, passando a existir no mundo virtual (digital). Dessa forma, as obras, e os dados de sua a autoria e propriedade passam a ser permanentemente registradas no ledger de uma rede blockchain especializada em transacionar NFT. Da mesma forma que no jogo, a posse de um NFT de uma obra artística permite ao autor comercializar ou usar os benefícios relacionados a posse deste NFT.Da convergência de tecnologias de conectividade como a computação em nuvem, o advento do IPV6 e das tecnologias baseadas em tokens (blockchain, criptoativos e NFT não exaustivamente) torna-se viável o conceito da Web 3.0. A Web 3.0 pode ser entendida como uma rede de pessoas e objetos físicos, tornando mais intensa a integração entre o mundo natural e o mundo virtual (realidade aumentada, virtual e mista). A ideia de um Metaverso (Aplicação do conceito Web 3.0) depende da disponibilidade tecnológica que descrevemos aqui de forma muito sucinta e da efetivação de novos comportamentos sociais que estão em curso (Korkmaz et al., 2022).O contexto descrito não é uma novidade para maioria dos praticantes e acadêmicos envolvidos com inovação. No entanto, ao descrevê-lo em linhas gerais, podemos identificar diferentes objetos de pesquisa que poderão interessar à comunidade que trabalha no campo da gestão da inovação. Evidentemente, dentro das perspectivas de pesquisa, em especial de gestão da inovação, podem ser estabelecidas lógicas paralelas com as teorias ou conceitos mais estabilizados, que permitam uma aproximação com os novos objetos tecnológicos disponíveis para as pessoas e empresas. Tais tecnologias vem permeando empresas tradicionais e startups que tem foco específico nestas tecnologias de conectividade descritas como core business.A ideia desse comentário editorial é reconhecer a possibilidade de receber mais artigos tecnológicos ou artigos científicos, perspectivas e resenhas de livros que considerem as tecnologias de conectividade e de tokenização como objetos de pesquisa. Tais tecnologias podem ser posicionados na pesquisa tanto como objetos de análise, quanto como objetos contextuais e organizacionais. Se contextuais e organizacionais podem trazer pesquisas envolvendo rotinas, capacidades, competências e modelos de negócios, cujo processo central de negócios é a inovação em diferentes escalas, naturezas, graus de novidade, etapas da difusão ou adoção. Para citar apenas uma possibilidade, como exemplo, o modelo de Tidd e Bessant de 2009, que descreve o construto de orientação a estratégia de inovação, usado em diversas pesquisas da área de inovação desde então, pode ser revisto nos novos contextos ou em face das novas tecnologias (Ferreira et al., 2015). Se tais tecnologias são posicionadas como objetos de análise, as pesquisas podem envolver cada parte do processo de gestão da inovação como a busca de inovações, seleção de inovações, implementação das inovações, geração de valor com inovações e captura de valor com inovações em análise de nível único ou multinível. Além do posicionamento direto das tecnologias baseadas em tokens e blockchain, como objeto ou como um aspecto contextual, são esperados efeitos adjacentes que envolvem a propriedade intelectual a sustentabilidade ambiental e social, a governança tecnológica a gestão de pessoas e outras consequências que podem ser foco de pesquisas, considerando as tecnologias emergentes ora mencionadas. Há ainda o campo de pesquisa que se dedica ao desenvolvimento de novos produtos, tanto definindo novos modelos de desenvolvimento de produtos digitais, quanto métodos derivados desses modelos, sem deixar de mencionar todas as implicações relacionadas às questões da gestão da segurança da informação envolvidas nestes contextos das transações com tokens (Baudier et al., 2022). Embora sejam amplas as possibilidades de desenvolvimento teórico e gerencial para a área de pesquisa da inovação, envolvendo as tecnologias baseadas em tokens e blockchain, há pesquisas que podem ser muito relevantes, mas que seriam mais bem recebidas em periódicos de matemática, ciências da computação ou até engenharia de software e não nos periódicos dedicados à inovação. Pesquisas que desenvolvem um novo modo de fazer a criptografia, ou ainda um algoritmo mais eficiente que permite aumentar a capacidade de transação por segundo, a concepção de uma nova rede ou um novo ecossistema baseado em blockchain ou ainda pesquisas que desenvolvam melhorias nos protocolos de consenso do blockchain, sem dúvida tem grande valor, mas seriam esperadas em journals de engenharia ou matemática. Em outra mão, há pesquisas que trazem os relatos de implementações de uma aplicação empresarial sobre uma base blockchain, seja como aplicação de apoio aos negócios, ou seja na forma de concepção de um produto baseado em blockchain que será levado ao mercado (Wan et al., 2022). Nesses casos, pesquisas aplicadas, do ponto de vista da pesquisa em inovação, o que se espera encontrar no artigo é o desenvolvimento de conhecimento que demonstra como, porque ou em que medida os processos de inovação foram sensibilizados, ou de que forma o processo de inovação contribuiu ou apresentou limitações para suportar a implementação relatada. Desta forma, tais pesquisas podem ser recebidas como artigos tecnológicos, uma vez que estarão presentes os elementos teóricos que relac
Prospecção patentária em tecnologias de geração de energia elétrica por matriz eólica para uso em áreas urbanas
Objective of the study: To investigate through technological prospecting patents in the generation of wind energy within urban environments, aiming to generate new options for the transition of electrical energy through a clean and sustainable matrix, meeting concepts of smart cities.Methodology: The study was carried out in a relevant patent base, such as in journals, observing the volume of patents in the technological area of interest in an exploratory nature, with a prospective objective, for an evaluation in technological intelligence.Main results: In the volume of technologies for wind power generation, which are possible within urban areas, there is a quantitative yet reduced amount of possible generators for use in urban areas, contrasted to traditional technologies already explored, able to meet the objective of the study, which is to identify opportunities for the transition of electric power through a clean and sustainable matrix, meeting concepts of smart cities, generating new business models and therefore in unfolding new developments.Theoretical/methodological contributions: It contributes with studies based on technological intelligence that generate opportunities for a deeper analysis of available technologies for this replacement in our energy matrix since Brazil is a protagonist in Latin America in wind power generation.Contributions of the association/management: This research contributes to the study and use of new opportunities for wind power generation within urban areas with lower socio-environmental impact and business generation in a domestic environment.Objetivo del estudio: Investigar a través de patentes de prospección tecnológica en la generación de energía eólica dentro de entornos urbanos, con el objetivo de generar nuevas opciones para la transición de la energía eléctrica a través de una matriz limpia y sostenible, atendiendo a conceptos de ciudades inteligentes.Metodología: El estudio se realizó en una base de patentes relevante, como en revistas, observando el volumen de patentes en el área tecnológica de interés con carácter exploratorio, con un objetivo prospectivo, para una evaluación en inteligencia tecnológica.Principales resultados: En el volumen de tecnologías para la generación de energía eólica, que son posibles dentro de las zonas urbanas, existe una cantidad cuantitativa pero reducida de posibles generadores para su uso en zonas urbanas, en contraste con las tecnologías tradicionales ya exploradas, capaces de cumplir con el objetivo del estudio, que es identificar las oportunidades para la transición de la energía eléctrica a través de una matriz limpia y sostenible, cumpliendo con conceptos de ciudades inteligentes, generando nuevos modelos de negocio y por lo tanto en el despliegue de nuevos desarrollos.Aportes teóricos/metodológicos: Contribuye con estudios basados en la inteligencia tecnológica que generan oportunidades para un análisis más profundo de las tecnologías disponibles para este reemplazo en nuestra matriz energética ya que Brasil es protagonista en América Latina en la generación de energía eólica.Contribuciones de la asociación/gerencia: Esta investigación contribuye al estudio y aprovechamiento de las nuevas oportunidades de generación de energía eólica dentro de las zonas urbanas con menor impacto socio-ambiental y de generación de negocio en un entorno doméstico.Objetivo do estudo: Averiguar através da prospecção tecnológica patentes na geração de energia eólica dentro de ambientes urbanos, com o objetivo gerar novas opções para a transição de energia elétrica através de uma matriz limpa e sustentável, atendendo conceitos de cidades inteligentes.Metodologia: O estudo foi realizado em uma base de patentes relevantes, como em revistas, observando o volume de patentes na área tecnológica de interesse de natureza exploratória, com um objetivo prospectivo, para uma avaliação em inteligência tecnológica.Principais resultados: No volume de tecnologias para geração de energia eólica, que são possíveis dentro das áreas urbanas, há uma quantidade quantitativa mas reduzida de possíveis geradores para uso em áreas urbanas, em contraste com as tecnologias tradicionais já exploradas, capazes de atender ao objetivo do estudo, que é identificar oportunidades para a transição de energia elétrica através de uma matriz limpa e sustentável, atendendo aos conceitos de cidades inteligentes, gerando novos modelos de negócios e, portanto, no desdobramento de novos desenvolvimentos.Contribuições teóricas/metodológicas: Contribui com estudos baseados em inteligência tecnológica que geram oportunidades para uma análise mais profunda das tecnologias disponíveis para esta substituição em nossa matriz energética, já que o Brasil é um protagonista na América Latina na geração de energia eólica.Contribuições da associação/gestão: Esta pesquisa contribui para o estudo e uso de novas oportunidades de geração de energia eólica em áreas urbanas com menor impacto socioambiental e geração de negócios em um ambiente doméstico
Desmistificando artigos tecnológicos: a perspectiva do International Journal of Innovation
IntroductionThe International Journal of Innovation – IJI, since 2020, opened a section for publications of technological articles. From then on, we have been receiving articles to go through the blind double-review editorial process. Our intention with this editorial comment is to make the academic community, especially authors who consider the IJI for their submissions, have one more document option to assist in the elaboration and structuring of their technological research.In 2021, we published the editorial commentary entitled “What we expect from articles submitted to the IJI” which briefly addressed technology articles (Scafuto et al., 2021). Now, in this new editorial comment, we intend not only to bring the information previously discussed, but we want to deepen the discussions with other important elements to contribute to the development of technological articles.We understand that technological articles are assuming an increasingly important role within the academic community, as it is a way to bring together the challenges of organizations with academic research. It is worth remembering that the technological article is one of the twelve technical and technological products that are proposed and evaluated by CAPES (a Brazilian entity for higher education personnel improvement coordination). They are especially important for professional graduate programs in management and related fields. We, the editors of the IJI, recognize the importance of the contribution of professional programs. The IJI is a vehicle for the dissemination of this production to both members of the academic community and practitioners.In this editorial commentary we provide some suggestions for authors who may be interested in submitting their technological articles for evaluation at the IJI. We want to encourage this type of submission, but always in search of articles with quality and relevance for readers. Guidelines for building relevant technological articlesThe technological article is a form of publication that presents and discusses ideas, methods, techniques, processes, and results focused on solving practical problems (Motta, 2017). The technology article generally describes experiences in organizations. Despite describing these experiences, researchers must follow scientific and methodological rigor in writing (Biancolino et al., 2012). The technological article has an elaboration process similar to any other scientific process. We reinforce this scientific and technological rigor due to the nature of the IJI.In 2022, the editorial commentary of Business Horizons Magazine, by Greg Fisher, presents some interesting ideas in line with our perspective on technological articles (Fisher, 2022). Fisher presents three categories that technological articles generally fall into: past; present and future:Past-oriented articles use academic research already carried out and translate into ideas and practical applications for use, facilitating the understanding of practitioners.Present-oriented articles detail the challenges faced by companies, seeking solutions through the application of existing academic theory. They highlight issues have not solved yet.Future-oriented articles are those focus on emerging phenomena providing practical and forward-looking perspectives on possible business applications. Authors who write a technology article should make clear the problem, contextualizing when, where, why, and how the problem occurs. The idea is to highlight the issue or negative impact that the problem creates, or if it provides any opportunity. When approaching the problem, it should try to present something new. It is desirable provides easy way to use and remember the proposed solutions and the path used to find the solution illustrating how it works.Visual resources such as figures and graphs may facilitate for readers the process of comprehension about the problem. Some prescription on how to use the solution is important for those who may want to use it, as well as discussing what can go right or wrong. Leaving a final message serves as action-focused learning is always desirable (Business Horizons, 2018).Our suggestion is that the authors submit applied research in the technological article section that prioritizes the description of learning and practical results experienced in organizations. The CIMO logic is another way of thinking about the organization in a technological article. CIMO is an acronym for (Van Aken, 2007):Context (problem situation);Intervention (proposed intervention to solve the problem);Mechanisms (description of how handle problem solution);Outcomes (describes objectively the results).Technological articles should emphasize reports of solutions already implemented and obtained results. Even if it is a forward-looking study, it should provide practical and forward-looking perspectives on possible applications for solving business problems. Therefore, it is expected from technological articles submitted to the IJI may offer contributions to knowledge, as an example (Gregor and Hevner, 2013):· Focus on innovation: new solutions to new problems;· Focus on improvement: new solutions to known problems;· Focus on extrapolation: known solutions to new problems.Formatting a Technological Article for the IJIAnother point is about the size of a technological article, we suggest that the submission made by the authors is for articles with at least 6000 (six thousand) words for a more academic approach for the IJI. In addition, authors must follow the format available in the guidelines for the author, contemplating the structured abstract, as well as adopting the structure[1] presented below.Introduction: it aims to briefly present what the technological article is about, and the intervention carried out, making problem situation clear. Informing quickly how the data was collected and interpreted. Literature review: it must be related to the intervention in the organization. The theoretical framework will serve to provide theoretical support to the findings and will contribute to the outcomes discussion. Method of technical production: even being a technical production, the technological article must follow a well-detailed method with a description of the procedures used in the data collection and relevant information about procedures to perform the research such as a direct observation or direct participation of the authors among other examples. Context and problem situation: the authors must present the problem or opportunity, as well as characterize the organization.Types of intervention and mechanisms adopted: the authors must analyze the problem situation and discuss the possible alternatives for its resolution: innovation, improvement, or extrapolation; in addition to describing the activities developed to solve the problem situation.Outcomes and analysis: the authors should bring the most relevant contributions from the outcomes according to the subjects dealt with. It should be raised the relevance to similar cases with lessons learnt derived from the reported experience.Discussions and final considerations: Discussion is also welcome. It is time to confront the results with the researched theory, reinforce the objectives of the research. The authors can comment on the limitations for the research and propose new ideas for future studies of a technical nature that can advance about what was presented. References: it should include at the end all the authors cited in the theoretical framework, according to APA standards found in the IJI guidelines. Final considerationsWe except this editorial comment on technological articles can guide and encourage to submit to the IJI. Our wishes are for the academic community to produce more and better technological articles to solve problems and contribute to the practical community. We are grateful to all authors and readers who consider the IJI for the dissemination of their research, as well as a source of scientifically proven information. [1] Adapted from Biancolino et al. (2012).IntroduçãoInternational Journal of Innovation – IJI, desde 2020, abriu uma seção para publicações de Artigos Tecnológicos. A partir de então, estamos recebendo os artigos para que passem pelo processo editorial de dupla revisão a cegas. A nossa intenção com esse comentário editorial é fazer com que a comunidade acadêmica, principalmente os autores que consideram o IJI para as suas submissões, tenham mais uma opção de documento para auxiliar na elaboração e estruturação das suas pesquisas tecnológicas.Em 2021, publicamos o comentário editorial intitulado “O que nós esperamos dos artigos submetidos ao IJI” que abordou sucintamente sobre os artigos tecnológicos (Scafuto et al., 2021). Agora, com este novo comentário editorial, pretendemos não só trazer as informações debatidas anteriormente, mas queremos aprofundar as discussões com outros elementos importantes para contribuir no desenvolvimento dos artigos tecnológicos. Entendemos que os artigos tecnológicos estão assumindo um papel cada vez mais importante dentro da comunidade acadêmica, pois é uma maneira de aproximar os desafios das organizações com a pesquisa acadêmica.Vale lembrar que o Artigo Tecnológico é um dos doze produtos técnicos/tecnológicos que são propostos e avaliados pela CAPES (entidade brasileira de Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Eles são especialmente importantes para os programas profissionais de pós-graduação em administração e áreas afins. Nós, editores do IJI, reconhecemos a importância da contribuição dos programas profissionais. O IJI é um veículo para a divulgação desta produção tanto para os membros da comunidade acadêmica, como para os praticantes.Neste comentário editorial passamos algumas sugestões para os autores que possam ter interesse em submeter seus artigos tecnológicos para avaliação no IJI. Queremos incentivar este tipo de submissão, mas sempre na busca de Artigos Tecnológicos com qualidade e relevância para os leitores. Orientações para construir Artigos Tecnológicos relevantesO artigo tecnológico é uma forma de publicação que apresenta e discute ideias, métodos, técnicas, processos e resultados focados na solução de problemas de ordem prática (Motta, 2017). O artigo tecnológico, geralmente, descreve experiências nas organizações. Apesar de descrever essas experiências, os pesquisadores devem seguir um rigor científico e metodológico na sua escrita (Biancolino et al., 2012). O artigo tecnológico possui um processo de elaboração similar a qualquer outro processo científico. Pela natureza do IJI, reforçamos este rigor científico e tecnológico.Em seu comentário editorial para a revista Business Horizons em 2022, Greg Fisher, apresenta algumas ideias interessantes alinhadas com a nossa perspectiva sobre os artigos tecnológicos (Fisher, 2022). Fisher apresenta três categorias em que os artigos tecnológicos geralmente se encaixam: passado; presente e futuro:Os artigos com orientação passada são quando utilizamos das pesquisas acadêmicas já realizadas e traduzimos em ideias e aplicações práticas de uso, facilitando o entendimento dos praticantes.Os artigos de orientação presente são quando detalhamos os desafios que as empresas enfrentam e, com isso, buscamos soluções por meio da aplicação da teoria acadêmica existente. Solucionamos problemas atuais que ainda não foram solucionados.Já os artigos com orientação futura são os que focamos em fenômenos emergentes e fornecemos perspectivas práticas e voltadas para o futuro em relação as possíveis aplicações em negócios. Os autores que escrevem um artigo tecnológico deveriam deixar claro ao leitor qual é o problema abordado, contextualizando quando, onde, por que, e como esse problema acontece. A ideia é destacar a “dor” ou o impacto negativo que esse problema cria, ou se proporciona alguma oportunidade. Ao abordar o problema se deve buscar apresentar algo novo. É desejável proporcionar ao leitor formas fáceis de usar e lembrar da solução proposta, e deixar claros os meios que foram utilizados para chegar na solução. É adequado ilustrar com exemplos reais ou fictícios de como funciona a solução.Recursos visuais como figuras e gráficos facilitarão a compreensão dos leitores. Alguma prescrição de como usar a solução é importante para aqueles que podem querer usa-la, bem como, discutir o que pode dar certo ou errado na aplicação. Deixar uma mensagem final que sirva de aprendizado focada na ação é sempre desejável (Business Horizons, 2018). A nossa proposta é que os autores submetam na seção de artigo tecnológico uma pesquisa aplicada que priorize a descrição do aprendizado, apresentando os resultados práticos vivenciados nas organizações. A lógica CIMO é uma outra forma de pensar a organização de um artigo tecnológico. CIMO é um acrônimo para (Van Aken, 2007):Contexto (situação problema);Intervenção (intervenção proposta para resolver o problema apresentado);Mecanismos adotados (descrição de como o problema foi solucionado);Resultados Obtidos (descrevem de forma objetiva os resultados obtidos na organização).Vale reforçar que em um artigo tecnológico são esperados relatos de soluções implementadas com resultados já obtidos. Mesmo que seja um estudo com orientação futura, ele deverá fornecer perspectivas práticas e voltadas para o futuro em relação as possíveis aplicações para solucionar problemas nos negócios. Então, espera-se que o artigo tecnológico submetido ao IJI ofereça contribuições para o conhecimento, como exemplo (Gregor e Hevner, 2013):Foco na inovação: novas soluções para novos problemas;Foco na melhoria: novas soluções para problemas conhecidos;Foco na extrapolação: soluções conhecidas para novos problemas.Formatação de um Artigo Tecnológico para o IJIOutro ponto que gostaríamos de esclarecer é sobre o tamanho de um artigo tecnológico. Mesmo que alguns periódicos aceitem artigos tecnológicos com poucas páginas, devido ao enfoque mais acadêmico do IJI, sugerimos que a submissão realizada pelos autores seja de artigos com pelo menos 6000 (seis mil) palavras. Além disso, os autores deverão seguir a formatação disponível nas diretrizes para o autor contemplando o resumo estruturado, como também, adotem a estrutura[1] apresentada a seguir.Introdução: tem como finalidade apresentar brevemente sobre o que trata o artigo tecnológico e a intervenção realizada, deixando claro qual a situação problema que será resolvida. Informar rapidamente como foi realizada a pesquisa e como foram interpretados os dados coletados para a realização do artigo tecnológico. Revisão de literatura: deve estar relacionado com a intervenção realizada na organização. O referencial teórico servirá para dar suporte teórico aos achados do artigo tecnológico e contribuirá com a discussão dos resultados obtidos. Método da produção técnica: apesar de ser uma produção técnica, o artigo tecnológico deverá seguir um método, que deverá ser bem detalhado. Deverá conter a descrição dos procedimentos usados no levantamento dos dados e informações relevantes para a realização do artigo tecnológico. Precisa indicar se foi uma observação direta ou uma participação direta, entre outros exemplos. Contexto e situação problema: os autores deverão apresentar o problema ou a oportunidade, como também, caracterizar a organização. Tipos de intervenção e mecanismos adotados: os autores deverão analisar a situação problema e discutir as possíveis alternativas para a sua resolução: inovação, melhoria ou extrapolação; além de descrever as atividades desenvolvidas para solucionar a situação problema. Resultados obtidos e análise: os autores deverão trazer as contribuições mais relevantes conforme os assuntos tratados no artigo tecnológico. Deve ser ressaltada a sua relevância para casos similares com ensinamentos oriundos da experiência relatada. Descrever os resultados obtidos e analisar os dados. Discussões e considerações finais: a discussão também é bem-vinda no artigo tecnológico. É o momento de confrontar a análise dos resultados com a teoria pesquisada. Mostre que os objetivos do artigo tecnológico foram alcançados. Os autores podem comentar sobre as limitações para que a pesquisa fosse realizada, além de propor novas ideias de estudos de natureza técnica que possam dar continuidade ao que foi apresentado. Referências: os autores deverão inserir ao final todos os autores usados no referencial teórico, conforme normas APA encontradas nas diretrizes do IJI. Palavras finaisEsperamos que esse comentário editorial sobre Artigos Tecnológicos possa orientar e incentivar a submissão destas produções para o IJI. Os nossos votos são para que a comunidade acadêmica produza cada vez mais e melhores Artigos Tecnológicos para solucionar problemas e contribuir com a comunidade prática. Agradecemos a todos os autores e leitores que consideram o IJI para a divulgação de suas pesquisas, como também um local de fonte de informações comprovadas cientificamente. [1] Adaptado de Biancolino et al. (2012).
Criação e captura de valor em ecossistemas de inovação
Objective of the study: The objective of this theoretical essay is to propose an integrative framework for analyzing value creation and capture in innovation ecosystems.Methodology: This is a theoretical essay based on a narrative review of the concepts of innovation ecosystems, value creation, and value capture.Originality/Relevance: The article theoretically contributes to the analysis of value creation and capture by comparing and contrasting the platform and territorial approaches in innovation ecosystems.Main results: In analyzing the creation and capture of value in innovation ecosystems, the theoretical similarities and differences between the territorial and platform approaches must be considered. Thus, strategies for creating and capturing value must be designed procedurally, according to each stage of the innovation ecosystem's life cycle. Furthermore, value creation and capture strategies must be aligned, and actors must develop individual and collective mechanisms to create and capture the value in the innovation ecosystem, which can be viewed as a multidimensional value (economic, social, cultural or environmental).Theoretical/methodological contributions: The article provides a conceptual framework as well as six theoretical propositions for analyzing value creation and capture in innovation ecosystems.Social/management contributions: The article assists companies, governments, universities, and non-governmental organization managers in considering both the creation and capture of value as drivers for action in innovation ecosystems.Objetivo del estudio: El objetivo de este ensayo teórico es proponer un marco integrador para analizar la creación y captación de valor en ecosistemas de innovación.Metodología: El presente es un ensayo teórico que se basa en una revisión narrativa de los conceptos de ecosistemas de innovación, creación de valor y captación de valor.Originalidad/relevancia: El artículo contribuye de forma teórica al análisis de la creación y captación de valor al comparar y contrastar los enfoques territoriales y de plataforma en los ecosistemas de innovación.Resultados principales: Al analizar la creación y captación de valor en los ecosistemas de innovación, se deben considerar las similitudes y diferencias teóricas entre los enfoques territoriales y de plataforma. Así pues, las estrategias de creación y captación de valor deben diseñarse de manera procedimental, de acuerdo con cada etapa del ciclo de vida del ecosistema de innovación. Además, las estrategias para crear y captar valor deben estar alineadas, y los actores deben desarrollar mecanismos individuales y colectivos para crear y captar el valor en el ecosistema de la innovación, el cual puede entenderse como un valor multidimensional (económico, social, cultural o ambiental).Aportaciones teóricas/metodológicas: El artículo ofrece un marco conceptual, así como seis proposiciones teóricas para analizar la creación y la captación de valor en los ecosistemas de innovación.Aportaciones sociales/de gestión: El artículo ayuda a los gestores de empresas, gobiernos, universidades y organizaciones no gubernamentales a considerar tanto la creación como la captación de valor como motores de la acción en los ecosistemas de innovación.Objetivo do estudo: O objetivo deste ensaio teórico é propor um framework integrativo para análise da criação e captura de valor em ecossistemas de inovação.Metodologia: Este artigo trata-se de um ensaio teórico elaborado a partir de uma revisão narrativa dos conceitos de ecossistemas de inovação e criação e captura de valor.Originalidade/Relevância: O artigo contribui teoricamente para a análise da criação e captura de valor considerando as diferenças e semelhanças entre as abordagens plataforma e territorial dos ecossistemas de inovação.Principais resultados: As semelhanças e diferenças teóricas entre as abordagens territorial e plataforma devem ser consideradas na análise da criação e captura de valor dos ecossistemas de inovação. Assim, as estratégias de criação e a captura de valor devem ser elaboradas a partir de uma visão processual, de acordo com cada uma das etapas do ciclo de vida do ecossistema de inovação. Além disso, as estratégias de criação de valor devem ser alinhadas com as estratégias de captura de valor e os atores devem desenvolver mecanismos individuais e relacionais para criar e capturar o valor do ecossistema de inovação, que pode ser compreendido como um valor multidimensional (econômico, social, cultural ou ambiental).Contribuições teóricas/metodológicas: O artigo apresenta uma estrutura conceitual e seis proposições teóricas para análise da criação e captura de valor em ecossistemas de inovação.Contribuições sociais/para a gestão: O artigo contribui para que gestores empresariais, públicos, gestores universitários e de ONGs considerem tanto a criação quanto a captura de valor como drivers para atuarem em ecossistemas de inovação
A transferência de tecnologia sob a ótica organizacional
"Technology transfer has been the vanguard of progress and an inexhaustible fountain for productivity, empowerment, and convenience" (Mings, 1998). Since then, no consensus definition has been presented due to the complexity of the topic that requires time to evolve. (Bengoa et al., 2021). Considering the excellence in business management the process of technology transfer is certainly composed by advantages and disadvantages regardless its great importance on innovation management (Lager & Hassan-Beck, 2021).From a broader perspective, research streams and important topics were identified by Bengoa et al. (2021) such as (a) technology transfer in university (academic entrepreneurship, intellectual property, new ventures, technology transfer offices, and university–industry relationship), (b) international technology transfer, (c) intra-firm technology transfer, (d) absorptive capacity, and (e) public innovation policies (Bengoa et al., 2021). Considering the various agents involved in technology transfer (transferors and transferees) and its bidirectional process, the authors highlighted that limited attention has been paid to detecting the difficulties and efforts in an effective university–industry relationship from the perspective of firms (Bengoa et al., 2021).Yet, due to the institutionalization of the technology transfer process in the university context, a wide array of organizational components dedicated to support this process has emerged (Good et al., 2019). Therefore, drawing upon a holistic view, this editorial point out organizational perspectives that support the ecosystem of commercialization of university technological research, hereafter referred to as technology transfer to bring a relevant framework for analyzing the different organizational components that encompass the related challenges.We assume this organizational perspective also considering that a recent literature points to the emergence of new modes for the facilitation of academic entrepreneurship, such as university-based entrepreneurial ecosystems and accelerators (Balven et al., 2018; Schaeffer & Matt, 2016; Siegel & Wright, 2015) which do rely on an organizational purpose, stablished activities, structure of organization and people to support the process of developing and transferring technologies.Organizational purpose reflects the first perspective of this holistic view meaning the main reason for firms' existence or their conception of the desired ends. From the purpose, firms define the activities, the second perspective, which consist of the different tasks performed to fulfil the purpose. Supporting the performance of these activities, firms design an ownership structure, the third perspective, that formally indicates how activities and tasks are divided between individuals and groups of individuals commonly considered to have a significant impact on technology transfer performance. The fourth perspective, people and organizational culture typically considered to be the shared social knowledge including the values, norms and rules, which in turn can shape individuals behavior (Colquitt et al., 2008; Good et al., 2019; Nadler et al., 1997; Scott, 1992).To cover the different stages of commercialization of technologies and more likely successful outcomes, indeed, technology transfer offices is characterized as an organizational purpose in the literature tend to focus either on licensing technology or forming a firm around a technology (Bozeman et al., 2015; Schaeffer & Matt, 2016). While, science parks (Díez-Vial & Montoro-Sánchez, 2016), incubators (Bergek & Norrman, 2008), and university venture funds (Pierrakis & Saridakis, 2019) are purposes more concerned with ensuring that the firm formed around successfully university technologies to build commercial products. Together these organizational purposes are likely to provide a complete coverage of the distinct stages of technology transfer process into an ecosystem.The extent activities in technology transfer led firms at early-stage development (e.g., support for research and intellectual property rights) to later stages (e.g., property management, business support, or network development). However, one activity that appear as a common sense is the substantial extent in internal and external networking with the purpose of supporting the commercialization of technology. According to Good et al. (2019), these boundaries that span network activities may be redundant or complementary and may prevent or foster competitive service providers rather than partners in the effective commercialization of university technology.Regarding the elements of structure, the literature presents overlaps in its components being common in terms of ownership, governance, and physical location. The unity in terms of ownership prevails the university. As standalone structures are quite common, firms prefer to own the others to evolve in technology transfer instead of new emerging structures such as enterprise labs and garages, or offices of engagement (Pauwels et al., 2016; Wright et al., 2017). Further, university' size and location are major differences identified in the literature as structure issues.People and organizational culture elements are important shortcomings in the literature. Some capabilities frequently appear in the research such as capability to understand complex technologies, experience in intellectual property rights, understanding of the academic environment and how technological research is conducted (Jefferson et al., 2017). However, composition of, and evolution in, the teams of technology transfer and their role distribution and identity are critical aspects highlights as absent. Entrepreneurial culture, Intra- and inter-individual micro-processes, the role of leaders in the evolution of the ecosystem to support technology transfer are new avenues for academic research presented by Good et al. (2019).Overall, little is known about the effect of technology transfer from industry’s side and even less from the perspective of small and medium-sized enterprises (SMEs) which relatively more adept at absorbing knowledge from external sources, such as universities comparing to large firms (Feldman et al., 2002). Cultural and informational barriers between universities and firms, especially for smaller may be additional impediments for technology transfer (Bengoa et al., 2021; Good et al., 2019) and deserve more attention from researchers.Furthermore, the impact of academic entrepreneurship beyond the activities of licensing, patenting, or creating new ventures, for example, more informal activities and initiatives that may require new structures or management systems to implement them should be part of the new generation of publications (Bengoa et al., 2021). In the future, the challenges associated with information security in society should also impact advances in this research field, since cyber-attacks arise through connectivity with direct implications for technology and knowledge transfer."A transferência de tecnologia tem sido a vanguarda do progresso e uma fonte inesgotável de produtividade, capacitação e conveniência" (Mings, 1998). Desde então, nenhuma definição em consenso foi apresentada devido à complexidade do tema que requer tempo de evolução (Bengoa et al., 2021). Considerando a excelência na gestão empresarial, o processo de transferência de tecnologia certamente é composto por vantagens e desvantagens, independentemente de sua grande importância na gestão da inovação (Lager & Hassan-Beck, 2021).De uma perspectiva mais ampla, linhas de pesquisa e tópicos importantes foram identificados por Bengoa et al. (2021) como (a) transferência de tecnologia na universidade (empreendedorismo acadêmico, propriedade intelectual, novos empreendimentos, escritórios de transferência de tecnologia e relação universidade-indústria), (b) transferência internacional de tecnologia, (c) transferência de tecnologia intrafirma, ( d) capacidade de absorção e (e) políticas públicas de inovação (Bengoa et al., 2021). Considerando os vários agentes envolvidos na transferência de tecnologia (transferentes e cessionários) e seu processo bidirecional, os autores destacaram que pouca atenção tem sido dada para detectar as dificuldades e esforços em uma relação universidade-indústria eficaz na perspectiva das empresas (Bengoa et al., 2021).Além disso, devido à institucionalização do processo de transferência de tecnologia no contexto universitário, surgiu uma ampla gama de componentes organizacionais dedicados a apoiar esse processo (Good et al., 2019). Assim, a partir de uma visão holística, este editorial aponta perspectivas organizacionais que sustentam o ecossistema de comercialização da pesquisa tecnológica universitária, doravante denominada transferência de tecnologia, para trazer um referencial relevante para a análise dos diferentes componentes organizacionais que englobam os desafios relacionados.Assumimos essa perspectiva organizacional considerando também que uma literatura recente aponta para o surgimento de novos modos de facilitação do empreendedorismo acadêmico, como ecossistemas e aceleradores empreendedores de base universitária (Balven et al., 2018; Schaeffer & Matt, 2016; Siegel & Wright, 2015) que dependem de um propósito organizacional, atividades estabelecidas, estrutura de organização e pessoas para apoiar o processo de desenvolvimento e transferência de tecnologias.O propósito organizacional reflete a primeira perspectiva dessa visão holística que significa a principal razão de existência das empresas ou sua concepção dos fins desejados. A partir do propósito, as empresas definem as atividades, a segunda perspectiva, que consiste nas diferentes tarefas realizadas para cumprir o propósito. Apoiando o desempenho dessas atividades, as empresas projetam uma estrutura de propriedade, a terceira perspectiva, que indica formalmente como as atividades e tarefas são divididas entre indivíduos e grupos de indivíduos comumente considerados como tendo um impacto significativo no desempenho da transferência de tecnologia. A quarta perspectiva, as pessoas e a cultura organizacional normalmente consideradas como o conhecimento social compartilhado, incluindo os valores, normas e regras, que por sua vez podem moldar o comportamento dos indivíduos (Colquitt et al., 2008; Good et al., 2019; Nadler et al., 1997; Scott, 1992).Para abranger as diferentes etapas de comercialização de tecnologias e resultados mais prováveis de sucesso, de fato, os escritórios de transferência de tecnologia caracterizam-se como um propósito organizacional na literatura e tendem a se concentrar tanto no licenciamento de tecnologia ou na formação de uma empresa em torno de uma tecnologia (Bozeman et al., 2015; Schaeffer & Matt, 2016). Enquanto os parques científicos (Díez-Vial & Montoro-Sánchez, 2016), incubadoras (Bergek & Norrman, 2008) e fundos de investimento universitários (Pierrakis & Saridakis, 2019) são propósitos mais preocupados em garantir que a empresa se formou em torno de tecnologias universitárias de sucesso para construir produtos comerciais. Juntos, esses propósitos organizacionais provavelmente fornecerão uma cobertura completa dos diferentes estágios do processo de transferência de tecnologia em um ecossistema.As inúmeras atividades na transferência de tecnologia são conduzidas pelo propósito organizacional no desenvolvimento inicial da empresa (por exemplo, apoio à pesquisa e direitos de propriedade intelectual) para estágios posteriores (por exemplo, gerenciamento de propriedade, suporte ao negócio ou desenvolvimento de rede). Uma atividade que aparece como senso comum é a grande extensão em redes internas e externas com a finalidade de apoiar a comercialização de tecnologia. Entretanto, de acordo com Good et al. (2019), essas fronteiras que abrangem atividades de rede podem ser redundantes ou complementares e podem evitar ou fomentar provedores de serviços competitivos em vez de parceiros na comercialização efetiva de tecnologia universitária.Em relação aos elementos de estrutura, a literatura apresenta sobreposições em seus componentes sendo comuns em termos de propriedade, governança e localização física. A unidade em termos de propriedade prevalece na universidade. Como estruturas autônomas são bastante comuns, as empresas preferem adquirir outras para evoluir na transferência de tecnologia em vez de novas estruturas emergentes, como laboratórios e garagens empresariais ou escritórios de engajamento (Pauwels et al., 2016; Wright et al., 2017). Além disso, o tamanho e a localização da universidade são grandes diferenças identificadas na literatura como questões de estrutura.Elementos de pessoas e cultura organizacional são apresentados como deficiências importantes na literatura. Algumas capacidades aparecem com frequência na pesquisa, como capacidade de entender tecnologias complexas, experiência em direitos de propriedade intelectual, compreensão do ambiente acadêmico e como a pesquisa tecnológica é conduzida (Jefferson et al., 2017). No entanto, a composição e a evolução das equipes de transferência de tecnologia e a distribuição de papéis e identidade são aspectos críticos destacados como ausentes. Cultura empreendedora, micro processos intra e interindividuais, o papel dos líderes na evolução do ecossistema para apoiar a transferência de tecnologia são novos caminhos para a pesquisa acadêmica apresentada por Good et al. (2019).No geral, pouco se sabe sobre o efeito da transferência de tecnologia do lado da indústria e menos ainda do ponto de vista das pequenas e médias empresas que são relativamente mais aptas a absorver conhecimento de fontes externas, tais como as universidades em comparação com grandes empresas (Feldman et al., 2002). Barreiras culturais e informacionais entre universidades e empresas, especialmente para essas empresas ainda menores, podem ser impedimentos adicionais para a transferência de tecnologia (Bengoa et al., 2021; Good et al., 2019) e merecem mais atenção dos pesquisadores.Ainda assim, o impacto do empreendedorismo acadêmico para além das atividades de licenciamento, patenteamento ou criação de novos empreendimentos, por exemplo, atividades e iniciativas mais informais que podem exigir novas estruturas ou sistemas de gestão para implementá-los devem fazer parte na nova geração de pesquisas (Bengoa et al., 2021). No futuro, os desafios associados à segurança da informação na sociedade devem também impactar os avanços deste campo de pesquisa, uma vez que os ataques cibernéticos surgem por meio da conectividade com implicações diretas para a transferência tecnológica e de conhecimento