Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública

Repositório Institucional - Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
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    Desempenho funcional de crianças com paralisia cerebral por zika vírus e por lesão hipóxico-isquêmica

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    Introdução: A paralisia cerebral (PC) está dentre as condições mais comuns decorrentes de um dano encéfalico, podendo ter diversas etiologias, tais como a hipóxia e a infecção congênita pela zika vírus. As múltiplas deficiências resultantes da PC, interferem no desenvolvimento e causam limitações funcionais na criança. Objetivo: Comparar o desempenho funcional de crianças com paralisia cerebral proveniente da síndrome congênita associada à infecção pelo vírus Zika (SCZ) e crianças com paralisia cerebral espástica por lesão hipóxico-isquêmica. Materiais e métodos: Trata-se de um estudo de corte transversal, realizado com crianças com PC por SCZ e por lesão hipóxico-isquêmica, provenientes de dois ambulatórios assistenciais e de ensino. Foram incluídas crianças até 5 anos de idade, com diagnóstico clínico e/ou laboratorial de SCZ e crianças com história clínica de paralisia cerebral do tipo espástica devido à lesão hipóxico-isquêmica. Aquelas com diagnóstico associado de outras infecções congênitas e as que não apresentavam resposta visual e/ou auditiva ao estímulo durante a realização da avaliação foram excluídas. Dados sociodemográficos e características clínicas foram coletados através de um questionário semiestruturado e em seguida aplicados os seguintes instrumentos: Gross motor function measure (GMFM), Gross motor function classification system (GMFCS) e Pediatric Evaluation of Disability Inventory-Computer Adaptive Test (PEDI-CAT). A normalidade das variáveis foi verificada através de gráficos e do teste Kolmogorov-Smirnov. As variáveis quantitativas não apresentaram comportamento similar ao da distribuição normal, portanto, foram expressas em mediana e intervalo interquartil (IQ). As variáveis categóricas foram expressas em valores absolutos e percentuais – n (%). Na comparação das variáveis numéricas com os grupos foi utilizado o teste de Mann-Whitney. As variáveis de natureza categórica foram avaliadas por meio do teste qui-quadrado ou teste Exato de Fisher. Resultados: Foram avaliadas 17 crianças com PC espástica por lesão hipóxico-isquêmica e 19 crianças com PC por SCZ, com mediana da idade em meses de 32 (24 - 54) e 42 (35 - 48), respectivamente. Em relação ao sexo, 10 (58,8%) crianças com PC eram do masculino e 10 (52,6%) com SCZ do feminino. Na totalidade, as crianças apresentaram acentuado comprometimento motor, pontuando nas dimensões Deitar/Rolar (A) e Sentar (B) do GMFM88, além de 58,8% do grupo PC e 78,9% do grupo SCZ foram classificadas no nível V do GMFCS. Em relação ao desempenho funcional, avaliado através do PEDI-CAT, foi muito abaixo do esperado para crianças da mesma idade com desenvolvimento típico. Conclusão: Crianças com PC pela SCZ e crianças com PC do tipo espástica por lesão hipóxico isquêmica apresentam similaridade no comprometimento da função motora grossa e desempenho funcional, demonstrando que, independente da etiologia, o dano no encéfalo imaturo promove comprometimento permanente no desenvolvimento das aquisições funcionais

    PSICOLOGIA INTERNATO ROTATÓRIO - ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE Plano de Ensino 2022.2

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    Prática interdisciplinar assistida no campo da assistência à saúde na atenção básica no modelo da estratégia de saúde da família envolvendo a correlação teórico-prática das distintas possibilidades do fazer do psicólogo. Construção progressiva de competências conceituais, procedimentais e atitudinais em situações concretas de promoção e assistência à saúde e prevenção de agravos

    Causas de óbitos em pacientes com covid-19 em um hospital de referência de Salvador-BA

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    Introdução: A Declaração de óbito, documento oficial que permite conhecer a situação saúde da população, possibilita elucidar sobre as causas de morte, sendo classificadas em terminal, aquela imediata que provocou o óbito; antecedentes, relacionada a condições que contribuíram para a causa terminal; e básica, patologia que deu início as demais situações existentes. Em 2020, o mundo foi impactado por uma pandemia de COVID-19, doença infecciosa que constituiu como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional associada a mais de 6,2 milhões de óbitos. De relevância sistêmica, a COVID-19 apresenta-se com diversas complicações e causas de desfecho fatal envolvendo patologias de caráter infeccioso, respiratório, cardíaco, renal e vascular. Objetivos: Descrever a frequência das principais causas terminais e causas antecedentes de óbitos em pacientes com COVID-19. Metodologia: Trata-se de um estudo observacional descritivo envolvendo pacientes com COVID-19 que evoluíram a óbito, internados no Instituto Couto Maia. A amostra incluiu pacientes maiores de 18 anos com diagnóstico de COVID-19 por critério laboratorial, com desfecho fatal, admitidos no período de abril/2020 a dezembro/2020. O instrumento de coleta foi ficha clínica, preenchida com base nos prontuários e Declarações de óbito. Os dados foram armazenados através da construção de um Banco de Dados no Excel e analisados no SPSS. As variáveis categóricas foram descritas em frequência simples e proporção. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto Couto Maia, com o nº 4.853.334. Resultados: A amostra foi constituída de 404 óbitos, sendo a maioria do sexo masculino (55,0%), com média de idade de 65,2 ± (16,8) e predominantemente pardos (59,7%). As causas terminais mais frequentes incluíram Insuficiência respiratória (47,8%) e Choque séptico/sepse (18,6%) e as antecedentes, Pneumonia (23,8%) e Insuficiência respiratória aguda (21,8%). Conclusão: Diversas causas terminais e antecedentes foram encontradas nas Declarações dos óbitos acometidos com COVID-19, sendo as doenças relacionadas aos distúrbios respiratórios e infecciosos os mais comuns

    ODONTOLOGIA SAÚDE BUCAL COLETIVA I Plano de Ensino 2022.1

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    Diversidade de perspectivas sobre saúde-doença e cuidado ModelosExplicativos de saúde, doença e cuidado. Abordagens contemporâneas do Conceito de Saúde.Conceito de Risco e vulnerabilidade. Movimentos de Reforma Médica (Medicina Preventiva,Comunitária e Familiar). O campo da Saúde Coletiva. Conceito de Promoção da Saúde.Determinantes Sociais da Saúde. Níveis de Atenção com ênfase na Atenção Primária a Saúde.Território na Promoção da Saúde. Humanização da atenção à saúde e fatores culturais.Educação em Saúde

    PSICOLOGIA FUNDAMENTO DE ANÁLISE DO COMPORTAMENTO Plano de Ensino 2022.2

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    Estudo do fundamento e evolução histórica da abordagem comportamental em psicologia. Aprofundamento nos conceitos e pressupostos metodológicos do Behaviorismo

    Anos potenciais de vida perdidos pela covid-19 no estado da bahia nos anos de 2020-2021

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    SalvadorEm 5 de janeiro de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou seu primeiro relatório técnico sobre um novo coronavírus, o SARS-CoV-2. Vinte e cinco dias depois, a OMS elevou o estado da contaminação para pandemia, denominada Covid-19. No Brasil, durante os anos de 2020 e 2021, foram constatados 662.026 óbitos por Covid-19 e 27.506 (CID-10: B-34) especificamente no estado da Bahia. Destes, 14.369 ocorreram entre pessoas de 20 a 69 anos. Para melhor entender e analisar esses óbitos o presente trabalho calculou os anos potenciais de vida perdidos (APVPs) por Covid-19, no estado da Bahia, nos anos 2020 e 2021, com estratificações por faixa etária, sexo e raça/cor da pele. Foram selecionados os dados sobre óbitos por faixa etária, sexo, raça/cor da pele do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia por Covid-19. O cálculo dos APVP escolhido foi o proposto por Romeder e McWhinniecom. Na Bahia, observou-se um total de 288.345,5 APVP e um total de 20,06 APVP por óbito, por Covid-19, nos anos de 2020 e 2021. Os APVPs foram maiores entre indivíduos da faixa etária de 50-59 anos, do sexo masculino e de raça/cor da pele pardos

    ODONTOLOGIA CLINICA INTEGRADA I Plano de Ensino 2022.2

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    Integração do conhecimento científico / clínico adquirido nas áreas de Periodontia e Dentística, correlacionando-os aos conhecimentos das áreas de Estomatologia, Prótese, Endodontia e Cirurgia. Discernimento e embasamento científico para a condução do tratamento (atendimento das necessidades de saúde bucal) de pacientes inseridos no programa do SUS, fundamentado em um planejamento racional e baseado em evidências científicas, permitindo o atendimento integral ao paciente e valorizando o papel do Cirurgião-Dentista como profissional de saúde. Capacitar o aluno para que ele possa decidir como conduzir de forma segura e eficaz o tratamento proposto dentro do contexto de atenção à saúde da mulher, do adulto e do idoso, tendo como objetivo final a contribuição efetiva na resolução da condição ou enfermidade apresentada pelo paciente, tanto em nível individual quanto coletivo

    Saúde menstrual entre estudantes adolescentes

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    SalvadorIntrodução: A higiene menstrual é uma questão de saúde pública e um direito humano. A despeito disso, o acesso a condições sanitárias adequadas para o manejo da menstruação, bem como a produtos menstruais e informações de qualidade são atualmente dificultados pela pobreza menstrual. Objetivo: Avaliar a saúde menstrual entre estudantes adolescentes. Metodologia: Foram selecionadas 30 adolescentes escolares (pelo menos 3 anos estudados) entre 10 e 19 anos, que já tiveram a menarca e que menstruaram nos 6 meses anteriores, atendidas no Ambulatório Docente Assistencial da Bahiana (ADAB), para responder a um questionário pré-escala e à The Menstrual Practice Needs Scale (MPNS-36), que mensura o quanto as necessidades menstruais estão sendo atendidas através de uma pontuação de 0 a 3. Resultados: A média de idade das participantes foi de 14,6 anos, com menarca em média aos 10,9 anos. Cerca de 53% estavam no ensino fundamental e 48% possuíam renda familiar mensal entre R1000,00eR 1000,00 e R 1500,00. Todas as participantes referiram estudar. A maioria (70%) não possuía plano de saúde. Apenas 23% conheciam o termo “pobreza menstrual”. Cerca de 57% referiram ter faltado à escola ou outro compromisso por conta da menstruação. O material utilizado durante o período menstrual foi, predominantemente, o absorvente descartável. O escore médio de na MPNS-36 foi de 2 pontos. Conclusão: A maioria das estudantes referiu absenteísmo devido ao período menstrual. Todas elas tiveram acesso a absorvente descartável. Suas necessidades menstruais foram melhores supridas quanto a produtos menstruais e ambiente domiciliar, sendo menos contempladas quanto à confiabilidade

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