Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
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MEDICINA GESTÃO DE CARREIRA Plano de Ensino 2022.1
Desenvolvimento de liderança pessoal e profissional. Possibilidades de atuação do médico. Compreensão e discussão sobre o mercado de trabalho, a demografia e políticas públicas que impactam a prática médica na atualidade. Reflexão sobre o futuro da profissão médica
BIOMEDICINA ZOOLOGIA MÉDICA Plano de Ensino 2022.1
Principais conceitos de doenças emergentes, zoonoses e acidentes por animais em seres humanos. Animais de importância médica: conceitos de animais venenosos, peçonhentos, reservatórios e vetores. Principais doenças e agravos que ocorrem na Bahia provocados por animais, suas consequências e dados epidemiológicos. Animais peçonhentos: serpentes, escorpiões, aranhas, peixes e outros animais aquáticos de relevância médica. Animais vetores: moluscos, culicídeos, flebotomíneos, triatomíneos e outros animais vetores de relevância médica. Animais reservatórios: domésticos e silvestres
PSICOLOGIA ESTÁGIO ESPECÍFICO II Plano de Ensino 2022.1
Trabalho: Aprofundamento do estudo e aplicação de diferentes estratégias, técnicas e instrumentos no campo do trabalho e da saúde do trabalhador. Desenvolvimento de competências inerentes ao papel do psicólogo do trabalho e da organização a partir do exercício de práticas profissionais.Saúde: Aprofundamento do estudo e da aplicação de técnicas de atendimento psicológico com abordagens teóricos específicas em contextos de atuação do psicólogo sob supervisão. Desenvolvimento de competências inerentes ao papel do psicólogo da saúde a partir do exercício de práticas profissionais
Associação entre doença diarreica aguda, saneamento básico e vacinação contra rotavírus em menores de 5 anos na região nordeste. Brasil.1998-2019
SalvadorIntrodução: a Doença Diarreica Aguda (DDA) configura-se um problema de saúde pública, especialmente em regiões em desenvolvimento. Objetivo: analisar o perfil das internações e mortalidade por DDA em menores de 5 anos no Nordeste-Brasil no período de 1998 a 2019 e sua associação com as taxas de esgotamento sanitário, abastecimento de água e cobertura vacinal (Rotavírus). Metodologia: foi realizado um estudo analítico, corte transversal, retrospectivo, baseado em análise de dados secundários, obtidos no Sistema da internação Hospitalar (SIH-SUS), Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM-MS) no site do DATASUS, Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (Si-PNI) e Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento (SNIS). As variáveis estudadas foram: taxas de mortalidade, número de internações, custos hospitalares médios, sexo, faixa etária, taxa de abastecimento de água, taxa de esgotamento sanitário, cobertura vacinal, mês e média de tempo de internação, que foram analisadas segundo medidas de tendência central e dispersão e análise de correlação. Foi usado como valor de significância estatística p<0,05. As análises estatísticas foram realizadas no SPSS-versão 14. Resultados: foram hospitalizadas 888.571 crianças menores de 5 anos, em particular, na faixa etária entre 1 e 4 anos, com a maior taxa de mortalidade em menores de 1 ano (p=0,00), sem diferenças significativas entre os sexos. O custo médio da internação foi de R$ 298,70±11,87, sendo maior em menores de 1 ano (p=0,25), assim como a média de permanência (3,62±0,47 dias) (p=0,00). O maior número das internações ocorreu nos meses de Janeiro, Fevereiro e Março. A média da taxa de cobertura de esgotamento sanitário foi de 19,41±1,05%, a mediana do abastecimento de água foi de 65,48 IIQ (51,39- 69,90) % e da cobertura vacinal foi de 83,52 IIQ (78,64-90,36) %. A correlação entre abastecimento de água e mortalidade por DDA foi inversa e forte (R=-0,97; p=0,00) enquanto que a correlação entre abastecimento de água e internações por DDA apresentou diferenças em relação à faixa etária (R=-0,97; p=0,00 em menores de 1 ano; R=-0,67; p=0,00 entre 1 e 4 anos). Quanto a associação entre esgotamento sanitário e mortalidade por DDA houve correlação inversa e forte em ambas as faixas etárias (R= -0,97; p=0,00 em menores de 1 ano; R=-0,95; p=0,00 entre 1 e 4 anos) enquanto que a correlação de esgotamento sanitário e internações por DDA apresentou diferenças em relação às faixas etárias (R=- 0,97; p=0,00 em menores de 1 ano; R=-0,68; p=0,00 entre 1 e 4 anos). Quanto a associação entre cobertura vacinal e mortalidade por DDA houve associação inversa e moderada (R=-0,64; p=0,01 em menores de 1 ano; R=-0,70; p=0,00 entre 1 e 4 anos) e a correlação de cobertura vacinal com as internações mostrou diferenças em relação a faixa etária (R=-0,65; p= 0,011 em menores de 1 ano; R=-0,73, p=0,003 entre 1 e 4 anos). A correlação entre as internações por DDA e mortalidade apresentou diferenças em relação à faixa etária (R=0,99; p=0,00 em menores de 1 ano; R=0,68; p=0,00 entre 1 e 4 anos). Conclusões: o estudo reforça a importância das estratégias preventivas como: educação em saúde, ampliação da cobertura vacinal e das medidas de saneamento básico na redução da morbimortalidade por DDA, sobretudo em menores de 1 ano
Tendência de mortalidade por câncer de útero na Bahia no período de 2006 a 2021
SalvadorIntrodução: Os cânceres de colo e corpo do útero são dois dos mais frequentes na população feminina, muitas vezes sendo causados pela infecção por Papiloma Vírus Humano (HPV). Ainda que existam formas de prevenção primária, com a vacinação para HPV, e secundária, com o rastreio para câncer do colo do útero, estas enfrentam problemas como um público-alvo restrito e um rastreio oportunístico, o que implica em uma grande quantidade de mulheres que ainda vão a óbito por esses cânceres. Objetivo: Analisar a tendência de mortalidade por câncer de útero na Bahia no período entre 2006 e 2021. Metodologia: Estudo descritivo observacional de série temporal, com dados secundários do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), disponibilizados pela Secretária de Saúde do Estado da Bahia (SESAB). A população do estudo foi constituída por todos os óbitos que tiveram como causa básica o câncer do colo do útero ou do corpo do útero e outras regiões não especificadas com idade maior ou igual a 20 anos. As variáveis foram: número de óbitos, macrorregião de residência, faixa etária, raça/cor, escolaridade e estado civil. Foram calculados os Coeficientes de Mortalidade e realizada uma regressão linear simples para verificar a tendência temporal. Resultados: Foram registrados 9.109 óbitos no período, sendo a maior concentração de óbitos no ano de 2020, com 679 óbitos, e 41,53% ocorreram em mulheres declaradas solteiras. Os óbitos de mulheres com nenhuma escolaridade, 1-3 anos de estudo e com escolaridade ignorada apresentaram proporções semelhantes, 22,71%, 23% e 23,71%, respectivamente. A faixa etária mais acometida foi de 50 a 59 anos (20,79%). O coeficiente de mortalidade evidenciou um maior risco de morte com o aumento da faixa etária. A maior parte dos óbitos ocorreu em mulheres pardas (61,23%). Conclusão: O estudo demonstrou que os cânceres de útero seguem como um problema de saúde pública no estado da Bahia, sendo visto um aumento do risco de morrer por ano analisado. Ainda, foi visto que o risco de óbito aumenta com a faixa etária e estes se concentraram em mulheres com baixa escolaridade, solteiras e pardas. Dessa maneira, é necessário reavaliar as ações de vacinação e rastreio no estado, para que as mulheres mais acometidas possam ser rastreadas precocemente
A residência de psicologia clínica e saúde mental: uma experiência de formação para o sistema único de saúde
SalvadorIntrodução: A pesquisa se propõe a conhecer a percepção dos profissionais egressos do Programa de Residência em Saúde Mental e Psicologia Clínica oferecido entre os anos 2005 e 2015, pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia em conjunto com a Universidade Federal da Bahia, no Hospital Juliano Moreira. Objetivos: O objetivo foi resgatar tanto a história do programa como denotar sua importância enquanto estratégia de formação para o SUS. Metodologia: Para tanto realizaram-se entrevistas com profissionais egressos desse programa e os dados foram tratados através da técnica de análise de conteúdo temática, conforme define Minayo (2014). A pesquisa é considerada um estudo qualitativo exploratório e compõe parte do produto resultante de um Mestrado Profissional em Psicologia e Intervenções em Saúde. Resultados: Como resultado, evidencia-se que a experiência da residência é uma estratégia de formação em recursos humanos para o SUS, agregando consistência à formação do profissional e fortalecendo o próprio sistema de saúde. Resultado evidenciado pela produção de um artigo de relato de experiência sobre o período da autora e pesquisadora enquanto foi residente do programa e pelos conteúdos expressos pelos entrevistados ao longo da pesquisa. Soma-se a isso, o projeto de um livro, escrito pelos atores que ajudaram a compor a residência enquanto programa, resgatando assim, sua história sob diferentes facetas. Conclusão: A partir do material encontrado pode-se afirmar que o Programa de Residência em Psicologia Clínica e Saúde Mental produziu efeitos de formação para o SUS que ressoam nas práticas profissionais de seus egressos, denotando essa estratégia de formação como protetiva para o próprio SUS e ao mesmo tempo, como se faz importante pensar em outras estratégias de formação permanente, favorecendo a qualidade dos serviços prestados à comunidade sem sobrecarregar os programas de residência
Percepções dos pacientes oncológicos frente à assistência médica recebida em cuidados paliativos revisão integrativa
SalvadorIntrodução: A necessidade de cuidado amplo e complexo, aliado ou não a tratamentos curativos, é uma demanda global crescente diante do aumento da longevidade e, consequentemente, aumento da incidência de doenças incuráveis, crônicas e degenerativas, tais como ocorre em casos de doença oncológica. Os pacientes oncológicos enfrentam múltiplas adversidades em seu adoecimento, necessitando de uma assistência médica de qualidade, humanizada e holística. Os cuidados paliativos formam essa assistência, possibilitando ao paciente com câncer uma maior qualidade de vida desde o diagnóstico até a sua terminalidade. Objetivo: Analisar as percepções dos pacientes oncológicos sobre a assistência médica ofertada em cuidados paliativos. Método: O presente estudo trata-se de uma revisão integrativa de estudos publicados no período de 2017 a 2022 nas plataformas BVS, Periódicos CAPES/MED e PubMed, nos idiomas inglês ou português, utilizando os descritores “Patients”/”Pacientes”, “Medical Oncology”/”Oncologia”, “Perception”/”Percepção” e “Palliative Care”/”Cuidados Paliativos”, combinados entre si pelo operador booleano “AND”. Resultados: A amostra final foi constituída por onze artigos dos quais emergiram três categorias: 1) Percepção da assistência médica pelo paciente oncológico em cuidados paliativos, 2) A comunicação na relação médico-paciente em cuidados paliativos e 3) Demandas da assistência aos pacientes em cuidados ao fim da vida. Considerações Finais: Os pacientes oncológicos em cuidados paliativos percebem a assistência médica de qualidade como fundamentada pelo vínculo, bom diálogo e confiança na relação médico-paciente. Foi identificado que a falta de comunicação eficiente com o profissional médico, prejudica o conhecimento e a compreensão da realidade do estado de saúde pelo paciente
PSICOLOGIA ESTÁGIO ESPECÍFICO I Plano de Ensino 2022.2
Saúde: Estudo e aplicação de técnicas de atendimento psicológico, sob supervisão, com abordagens teóricas específicas em clínica, comunidade ou hospital. Desenvolvimento de competências inerentes ao papel do psicólogo da saúde a partir do exercício de práticas profissionais.Trabalho: Estudo e aplicação de diferentes estratégias, técnicas e instrumentos no campo do trabalho e da saúde do trabalhador. Desenvolvimento de competências inerentes ao papel do psicólogo do trabalho e da organização a partir do exercício de práticas profissionais
ODONTOLOGIA BIOMORFOFUNCIONAL I Plano de Ensino 2022.1
Estudo da morfologia, numa visão macro e microscópica dos sistemas ósseo, nervoso, muscular e endócrino, integrados à sua dinâmica funcional. Descrição da organização estrutural e funcional da célula. Abordagem da estrutura e dos principais componentes celulares dos tecidos epitelial e conjuntivo
Impacto da pandemia da covid-19 na mudança do nível de atividade física dos adultos no brasil: uma revisão sistemática
INTRODUÇÃO: Tendo como cenário a Pandemia da Covid-19, emergindo a saúde publica em uma preocupação global diversos estados brasileiros anunciaram medidas e decretos para tentar conter o contágio e após analises de estudos definiu-se que distanciamento social era de fato uma das principais
medidas para combater a pandemia. Diante desse fato, diversos estabelecimentos permaneceram fechados e a população desautorizada a prática de atividades comuns antes exercidas. OBJETIVO: Avaliar as mudanças
dos níveis de atividade física dos adultos brasileiros durante a pandemia do Covid-19. METODOS: Trata-se de revisâo sistemâtica da literatura realizada através das bases de dados PUBMED, Scielo e BVS, utilizando descritores “physical activity” AND “covid-19” AND “Brazil”, e as traduções correspondentes para a busca na base de dados Scielo, que são respectivamente “atividade física” e “covid-19” e “Brasil”, além de busca ativa. Foram incluídos artigos em português, e inglês publicados entre 2019 e abril de 2021. Foi realizada a análise
e aplicação da ferramenta STROBE. RESULTADOS: Foi encontrado um total de 2511 registros e acrescido mais 01 na busca manual. Apenas 09 foram selecionados. Nos estudos incluídos todos concordaram que o nível de atividade física exibiu alterações devido à COVID-19, pois antes do surgimento da pandemia, os adultos realizavam atividade física suficiente e no transcorrer da pandemia, essa taxa foi reduzida. Foi identificado quanto à intensidade de atividade física que a maior parte dos participantes antes da pandemia praticava atividades enquanto poucos não praticavam nenhuma atividade. CONCLUSÃO: O impacto negativo na saúde no período da pandemia do Covid-19 ocasionado pelo o isolamento social que induziu a população a adquirir comportamentos mais sedentários, reduziu a prática de atividade física, associada a alterações
nos hábitos alimentares e de sono