Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública

Repositório Institucional - Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
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    ENFERMAGEM BIOESTATÍSTICA Plano de Ensino 2022.2

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    Aspectos preliminares do trabalho estatístico. Resumo e apresentação de dados. Sistemas de informação de estatísticas vitais e de serviços de saúde. Tratamento estatístico de informações hospitalares. Medidas de Posição e Tendência Central. Medidas de Dispersão e Assimetria. Conceitos básicos de Probabilidade. Noções de amostragem. Análise de Séries Temporais, Correlação e Regressão

    Frequência da síndrome das pernas inquietas em pacientes com esclerose lateral amiotrófica: uma revisão sistemática

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    SalvadorA Síndrome das Pernas Inquietas (SPI) é uma síndrome clínica idiopática caracterizada por uma sensação desagradável, levando a uma necessidade de mover os membros, sendo piorada ou desencadeada em repouso, com predominância noturna consistente, sendo aliviada ao movimento. É comumente observado em pacientes com comorbidades e doenças neurodegenerativas. A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma patologia neurodegenerativa progressiva que compromete o sistema nervoso central e periférico. Atualmente não há cura para a ELA, sua terapêutica visa principalmente a qualidade de vida e qualidade funcional dos pacientes, sendo a qualidade do sono um dos pilares de seu tratamento. Estudos levantam que a SPI é mais frequente em pacientes com ELA do que na população em geral. Contudo, mecanismos fisiopatológicos ainda não são descritos para justificar o achado. Ademais, as repercussões clínicas e funcionais nesses pacientes seguem desconhecidos e pouco avaliados na prática médica. Objetivo: comparar a frequência da Síndrome das Pernas Inquietas em pacientes com Esclerose Lateral Amiotrófica em relação a população em geral. Metodologia: é uma revisão sistemática da literatura guiada pelo protocolo PRISMA. As buscas foram realizadas nas bases de dados PubMed, Cochrane Library, Scielo, LILACS, Science Direct, EMBASE e Clinical Trials. Foram incluídos estudos observacionais que citam a frequência da SPI em pacientes com esclerose lateral amiotrófica (ELA), apenas estudos originais sem restrição de idioma ou ano de publicação. A qualidade dos estudos selecionados foi realizada por meio STROBE, para o risco de viés dos estudos foi utilizado a Newcastle-Ottawa Scale. Resultados: foram identificados 178 artigos e, após a aplicação dos critérios de elegibilidade e exclusão, foram incluídos 7 estudos na presente revisão. Foram avaliados no total 1248 indivíduos. Em todos os estudos foram levantadas maiores frequências de SPI no grupo ELA do que no grupo controle. O percentual de mal dormidores também era maior nos pacientes do grupo ELA que cursavam com SPI. Conclusão: os estudos avaliados foram somente capazes de levantar indícios de uma maior frequência de SPI em pacientes com ELA. Ademais, observou-se maiores comprometimentos do sono e da qualidade funcional em pacientes que cursavam com SPI. A fisiopatologia envolvida para relação entre ELA e a SPI ainda precisa ser descrita para que condutas surjam, a fim de que esse distúrbio do sono deixe de passar despercebido na prática médica

    Características relacionadas ao surgimento de emergências médicas em uma unidade de alta complexidade para tratamento oncológico

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    SalvadorINTRODUÇÃO: o câncer é uma doença importante no Brasil, sendo a segunda maior causa de mortalidade. Sua gravidade depende de diversos fatores e a presença de comorbidades influenciam o desfecho e apresentação da doença, podendo gerar quadros que levam à procura do departamento de emergência. OBJETIVO: relacionar as emergências apresentadas pelos pacientes oncológicos com as comorbidades e hábitos deletérios, bem como traçar o perfil epidemiológico das pessoas que procuram serviço de emergência em oncologia em um hospital público de referência. MATERIAIS E MÉTODOS: foram utilizados prontuários de pacientes oncológicos atendidos na Unidade Dona Dulce (UDD), Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), em Salvador-BA, em 2021. Os dados coletados se referiam a sexo, idade, nível de escolaridade, comorbidades, tumor, tratamento, emergência sofrida e desfecho. RESULTADOS: Foram estudados 347 prontuários, dos quais 204 (59%) eram do sexo feminino, com média (DP) de idade de 60,5 (14,8) anos, predomínio de autodeclarados como pardo (169; 48,8%) e com ensino médio completo (108; 31,3%). Hipertensão e tabagismo foram as principais comorbidades, enquanto os sítios de tumor foram mama (22,7%) e intestinos e reto (11,8%). A maioria dos pacientes sobreviveu e as principais emergências foram dor (35,8%) sintomas respiratórios (20,7%) e sintomas gastrointestinais (20,7%). Houve uma relação significativa (p < 0,05) entre hipertensão e sintomas respiratórios; quimioterapia ativa e distúrbios hematológicos, sangramentos e neutropenia febril (NF); tratamento ativo e NF; e sintomas respiratórios e óbitos. CONCLUSÃO: foram encontradas poucas associações entre comorbidades e emergências na população oncológica. Todavia, pôde-se ter uma noção do perfil epidemiológico dos pacientes locais, o que possibilita um atendimento mais especializado para eles

    ODONTOLOGIA CLINICA INTEGRADA I Plano de Ensino 2022.1

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    Integração do conhecimento científico / clínico adquirido nas áreas de Periodontia e Dentística, correlacionando-os aos conhecimentos das áreas de Estomatologia, Prótese, Endodontia e Cirurgia. Discernimento e embasamento científico para a condução do tratamento (atendimento das necessidades de saúde bucal) de pacientes inseridos no programa do SUS, fundamentado em um planejamento racional e baseado em evidências científicas, permitindo o atendimento integral ao paciente e valorizando o papel do Cirurgião-Dentista como profissional de saúde. Capacitar o aluno para que ele possa decidir como conduzir de forma segura e eficaz o tratamento proposto dentro do contexto de atenção à saúde da mulher, do adulto e do idoso, tendo como objetivo final a contribuição efetiva na resolução da condição ou enfermidade apresentada pelo paciente, tanto em nível individual quanto coletivo

    Frequência da mudança de desfecho primário em ensaios clínicos de eficácia no campo da cardiologia.

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    SalvadorIntrodução: No processo de criação de um protocolo designa-se o desfecho primário, o principal resultado do estudo, com intuito de testar a hipótese principal. Nas revistas cardiológicas de alto impacto, a modificação do desfecho primário pode comprometer a integridade científica caso não seja devidamente avaliada. Objetivos: Descrever a frequência de alterações no desfecho primário em ensaios clínicos de eficácia no campo da cardiologia, a frequência da mudança de desfecho primário pré-definidas e os fatores predisponentes. Métodos: Foram incluídos apenas ensaios clínicos randomizados (ECR) relacionados a temas cardiológicos, que foram publicados entre os anos de 2019 e 2020, em cinco revistas de alto impacto de medicina geral e de cardiologia, sendo elas: New England Journal of Medicine (NEJM), Journal of the American Association (JAMA), Circulation, Journal of the American College of Cardiology (JACC) and European Heart Journal (EHJ). Definido como mudança de desfecho primário, alterações no artigo do estudo e modificações desde o início até o final do estudo no registro do Clinical Trials em publicações prévias. Como preditores da mudança de desfecho primário, foram avaliados 6 domínios: financiamento da indústria, estudo multicêntrico, tipo de análise, alcance da amostra planejada, positividade do estudo em relação ao desfecho primário e grau de inovação do estudo. Inicialmente, foi realizada uma análise univariada com os possíveis preditores de mudança de desfecho primário. Dessa forma, foi utilizado o teste do Qui Quadrado para variáveis categóricas e o teste paramétrico T de Student para variáveis numéricas. Posteriormente, essas variáveis foram submetidas à análise multivariada, através do método de regressão logística, para predição de mudança de desfecho primário. Resultados: Do total de 231 estudos, em 14 (6,0%) não se conseguiu definir se houve mudança do desfecho primário devido à ausênciade dados disponíveis. Dos 217 restantes, 50 (22% IC 95% 17-28) apresentaram mudança de desfecho primário. Dentre os artigos com mudança de desfecho primário, 88% não tiveram a mudança de desfecho pré-determinado, 75% tiveram a mudança de desfecho relacionada à análise interina, sendo 72% durante a coleta e 8% depois da coleta. Em uma análise exploratória, 37 (76%) desses estudos foram estudos de superioridade, 16 (32%) foram conduzidos pela indústria, 42 (96%) foram multicêntricos, 7 (15%) foram inovadores, 34 (71%) foram positivos para o desfecho primário e 32 (68%) atingiram o cálculo do tamanho da amostra. No entanto, nenhum desses preditores apresentou associação estatística na análise univariada e multivariada em relação à mudança no desfecho primário. Conclusão: De acordo com uma amostra intencional de cinco grandes revistas, mudanças no desfecho primário em ensaios clínicos de eficácia no campo da cardiologia são frequentes, geralmente não pré-definidos e desencadeados por análise interina

    Perfil da taxa de mortalidade materna por hemorragia pós-parto. Brasil. 2010 - 2020

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    Introdução: A hemorragia pós-parto (HPP) é uma perda sanguínea materna excessiva após o nascimento da criança e pode apresentar diversas causas, sendo considerada uma causa de morte materna evitável, uma vez que diversos protocolos já existem, para mitigar essa patologia, como a administração de ocitocina na terceira fase do parto. Quanto à sua epidemiologia, essa patologia representa 19% de todas os óbitos maternos por hemorragia no mundo. Já no Brasil, sua prevalência foi de 12,5% em 2010, sendo um relevante problema de saúde pública. Apesar dessa grande relevância epidemiológica para que estratégias sejam monitoradas e traçadas para o controle do problema, há uma lacuna na literatura quanto às taxas de mortalidade para a HPP no Brasil, suas regiões geográficas, além do perfil epidemiológico das mulheres que sofrem com essa condição. Objetivo: Analisar a taxa de mortalidade materna por Hemorragia Pós-parto em mulheres entre 15 e 49 anos de idade no Brasil, nos anos de 2010 a 2020. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, ecológico, que utilizou dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). Os dados incluem mulheres entre 15 e 49 anos de idade, residentes no Brasil, que foram à óbito no período do estudo. Resultados: No período entre 2010 e 2020, no Brasil, foram registrados 1.123 óbitos por HPP em mulheres de 15 a 49 anos de idade. Os óbitos predominaram dentre a faixa etária de 25 a 34 anos, em mulheres pardas e da região sudeste e nordeste. Além disso, percebeu-se uma liderança da região norte, em relação à taxa de mortalidade (12,95/ 100.000 mulheres), seguida pela região centro-oeste (7,94/ 100.000 mulheres). Conclusão: observou-se uma tendência crescente da taxa mortalidade no Brasil, principalmente nas taxas das regiões norte e centro-oeste. É preciso se atentar para as necessidades dessa população, principalmente das mulheres dentro da faixa etária de 25 a 34 anos, pardas e residentes nas regiões norte e centrooeste, em que a mortalidade por HPP prevaleceu. Sugerem-se maiores investigações para identificar os fatores associados com o aumento de mortalidade

    EDUCAÇÃO FÍSICA ESTAGIO SUPERVISIONADO I Plano de Ensino 2022.1

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    Estágio supervisionado em espaços de fitness, performance, lazer e bem estar com foco na qualidade de vida

    O uso de probióticos no tratamento de candidíase vulvovaginal recorrente uma revisão sistemática

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    SalvadorIntrodução: a Candidíase Vulvovaginal Recorrente é definida pela colonização vaginal sintomática pelo fungo Candida spp. por 4 vezes ou mais no período de um ano. O quadro clínico é caracterizado por prurido, disúria e corrimento flocular, principalmente. A droga de escolha no tratamento dessa infecção é o Fluconazol, e ela é administrada semanalmente por 6 meses. No entanto, antifúngicos não têm sido capazes de tratar efetivamente a CVVR, pois as pacientes voltam a ter a recorrência pouco depois de finalizarem o tratamento. A flora vaginal é colonizada normalmente por lactobacilos, que são bactérias comensais e que ajudam na proteção contra infecções nesse órgão. Em episódios de vulvovaginites, especialmente a CVVR, foi observada uma diminuição desses microrganismos comensais. Isso levantou a hipótese de que a administração medicamentosa desses lactobacilos poderia gerar uma recolonização da flora vaginal com os mesmos, ajudando, portanto, a evitar a colonização de patógenos como a Candida. Objetivo: descrever a eficácia do uso de probióticos no tratamento da Candidíase Vulvovaginal Recorrente. Metodologia: esta é uma revisão sistemática da literatura guiada pelo protocolo PRISMA. As buscas foram realizadas nas bases de dados PubMed, Cochrane Library, Scielo, LILACS, Google Scholar, EMBASE e Clinical Trials. Foram incluídos estudos ensaios clínicos randomizados, estudos observacionais e estudos clínicos de seguimento dos últimos 11 anos, com mulheres em idade fértil que possuem CVVR e que foram tratadas com probióticos. A qualidade metodológica dos trabalhos selecionados foi avaliada pela iniciativa STROBE e CONSORT, e o risco de viés foi obtido por meio do RoB 2 e Newcastle-Ottawa Scale. Resultados: foram identificados 271 artigos e, após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram incluídos 3 estudos na presente revisão. O número de pacientes analisadas foi de 94 diagnosticadas com CVVR, com idade por volta dos 30 anos. Houve divergências nos protocolos terapêuticos aplicados em cada estudo, os lactobacilos e as dosagens não eram as mesmas, bem como a utilização de antifúngico associado não aconteceu em todos. Nos 3, foi observada melhora da recorrência e dos sintomas clínicos, e sintomas adversos não foram relatados. Conclusão: mesmo obtendo resultados positivos nos estudos avaliados nessa revisão, não é possível concluir que o uso de probiótico como tratamento adjuvante na CVVR seja eficaz. Os diferentes protocolos terapêuticos aplicados, a falta de comparação com grupo placebo e o não-cegamento dos trabalhos analisados são fatores negativos que não trazem segurança para afirmar que esse tratamento é efetivo

    Conhecimento dos estudantes de medicina para à atenção integral a saúde da população transgênera em Salvador

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    Introdução: Os currículos de medicina, durante muitos anos, não apresentaram mudanças estruturais significativas, apontando lacunas tanto nas revisões curriculares, como na avaliação da efetividade de metodologias já implementadas. Contudo, algumas dessas não foram documentadas, o que gera incertezas sobre os reais impactos no que diz respeito à Atenção Integral a Saúde da População Transgênera e se esses estudantes conhecem essa temática. A pouca produção de conhecimento sobre a temática revela o quão pouco explorado tem sido o tema. A consequência disso é que as academias não apresentam recursos e estudos necessários para aprofundar a discussão. Objetivo: O presente estudo buscou descrever o conhecimento dos estudantes de medicina diante da temática da atenção integral a saúde da população transgênera com base nos currículos de medicina. Método: Trata-se de um estudo descritivo, sendo esse um recorte qualitativo de um estudo misto. A pesquisa foi realizada na Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP) com alunos do 9º ao 12º semestre do curso de Medicina através de um questionário pela plataforma Google Forms. Nesse questionário foram coletados dados sociodemográficos, assim como o estudo das habilidades e competências nas metodologias aplicadas e experiências vividas durante o período da graduação. Os dados coletados foram submetidos ao método de análise de conteúdo teorizado por Minayo. Resultados e discussão: Diante da análise, emergiram 6 categorias, predominando a categoria “Não lembram/não foram abordados/não contribuem, em que pôde ser visto que a maior parte dos estudantes não teve contato durante a graduação, contribuindo dessa forma para que não conheçam a temática com profundidade. Além disso, se destacou também a categoria “Intervenções” em que os estudantes, apesar de não trem tido contato com a temática, elucidaram possíveis soluções para que essa temática possa ser abordada, sendo essas a presença de estágio regularizado e diverso, conhecimento sobre processo transexualizador, abordagem dentro de componentes curriculares, presença de um corpo docente qualificado, conhecimento sobre os serviços disponíveis no SUS e outras especificidades, a fim de que possam ter contato e por fim conhecer a temática. Ademais, as discussões não apresentavam o aprofundamento necessário, sendo utilizadas políticas públicas pouco especificas para referendar as aulas o que fez surgir a categoria “Políticas públicas”, assim como algumas discussões que ainda permeavam a Psiquiatrização da transexualidade sendo discutida dentro de componentes curriculares de Saúde Mental, como em Psiquiatria. Conclusão: Os estudantes apresentaram um conhecimento limitado acerca da “atenção integral a saúde da população transgênera”. Isso pode ser explicado pelo fato de muitos não terem tido contato com o tema durante a graduação e quando tiveram se apresentou de forma superficial, se utilizando de metodologias e referências pouco específicas. Isso, indica que a IES lócus deste estudo precisa se atentar para que os estudantes tenham contato com a temática a fim de que possam conhecê-la. As reflexões que emergiram do instrumento aplicado na pesquisa permitem traçar o conhecimento do estudante e o seu potencial formador, assim como os fatores que dificultam que essa temática seja discutida no espaço acadêmico, apontando lacunas a serem preenchidas na formação médica

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