Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
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O impacto da pandemia de SARS-CoV-2 na notificação dos casos de esquistossomose mansônica no Brasil: uma análise do contexto pré e pandêmico da COVID-19
SalvadorJUSTIFICATIVA: As doenças tropicais negligenciadas (DTNs) acometem populações com acesso limitado ao saneamento básico nas áreas tropicais e subtropicais. A esquistossomose é uma DTN infecciosa parasitária que acomete 200 milhões de pessoas no mundo, considerada endêmica no Brasil. Em março de 2020 iniciou-se a pandemia da Covid-19, causando uma pausa nas estratégias de combate à parasitose, sendo ainda pouco descrito qual o impacto na notificação dos casos de esquistossomose mansônica no Brasil. OBJETIVOS: O presente trabalho objetiva descrever os números de casos de esquistossomose reportados no Brasil nos últimos 10 anos a fim de entender possíveis impactos da pandemia de Covid-19 na notificação de casos de S. mansoni. MÉTODOS: Os dados foram coletados na plataforma do Programa de Controle da Esquistossomose (PCE), sobre a prevalência dos casos de esquistossomose no Brasil, com recorte no Nordeste e Sudeste, no período de 2011 a 2021, a fim de explicitar se a pandemia do Covid-19 acarretou uma subnotificação dos casos dessa parasitose. RESULTADOS: Durante o período estudado (2011 – 2021), foi observado um total de 332.330 casos positivos no Brasil. Entre os anos de 2019 para 2020, houve um decréscimo de aproximadamente 75,4% nos exames realizados. Também foi observado que nos anos referentes à pandemia de covid-19, 2020 e 2021, a população estudada apresentou menor índice de exames realizados quando comparado aos demais anos avaliados. CONCLUSÃO: Observase uma queda na notificação da doença, em especial do ano de 2019 para o ano de início da pandemia, 2020. Mais estudos devem ser realizados para entender o impacto da pandemia de SARS-CoV-2 na notificação de casos de esquistossomose no Brasil
A eficácia da terapia de ozônio para o tratamento do pé diabético uma revisão sistemática
SalvadorIntrodução: O Diabetes Mellitus (DM) pode provocar úlceras nos pés ao longo da vida. Essas ulcerações, quando não tratadas de maneira adequada, podem provocar o pé diabético, decorrente de uma consequência de infecção prévia que pode causar ou não a destruição de tecidos profundos, associados a alteração da fisiologia neurológica e doenças vasculares periféricas. Entretanto, novos estudos com ozonioterapia buscam comprovar uma melhor eficácia em relação aos tratamentos convencionais, uma melhora da qualidade de vida com diminuição das taxas de internação, amputação e tempo de tratamento. Objetivo: Verificar a eficácia da ozonioterapia para tratamento do pé diabético. Metodologia: Revisão sistemática realizada com a estratégia PICO de P (pacientes com pé diabético), I (ozonioterapia), C (tratamento convencional) e O (resolução das úlceras do pé diabético). A revisão foi realizada nas bases de dados PubMed, SciELO, LILACS, MEDLINE, Web of Science, CINAHL via PERIÓDICOS CAPES, CENTRAL (Cochrane Central Register of Controlled Trials, The Cochrane Library, que contém o Back Group Registro de Ensaios), PEDro (Banco de Dados de Evidências de Fisioterapia), ClinicalTrials.gov e o Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (ReBEC). A partir dos critérios de inclusão, sendo eles ensaios clínicos randomizados, quase randomizados, não randomizados (ECRs) e estudos pilotos que avaliam a eficácia da ozonioterapia no tratamento de pacientes com pé diabético, sem restrições de idioma ou data de publicação, seis estudos foram incluídos nesta revisão sistemática. Discussão: Embora os estudos ainda sejam muito escassos com relação ao tratamento da ozonioterapia em pacientes com pé diabético, fica evidente nos estudos disponíveis a associação entre a terapia com ozônio e uma redução considerável das dimensões das lesões ulcerosas, tendo em vista que dentre os 6 artigos coletados, 5 tiveram como desfecho esta conclusão. Porém, as evidências existentes na literatura são de qualidade limitada e ainda existe uma lacuna com relação à esta temática. Conclusão: Não é possível concluir que há evidências suficientes para afirmar que somente a monoterapia com ozônio, tanto sistêmico, quanto local, é responsável por tratar por completo as úlceras. Entretanto, quando associado a terapia convencional, houve significância na redução do grau da ferida, tamanho da ferida e dor, assim como percebeu-se otimização no tempo de cicatrização, a qual interfere na qualidade de vida do indivíduo, assim como diminuição do tempo de vínculo do paciente com o sistema de saúde, reduzindo os custos operacionais
Hidratantes labiais para pacientes acamados: uma análise da composição
SalvadorOs lábios fazem parte da barreira epitelial e protegem continuamente o corpo contra microrganismos, radiação ultravioleta, alérgenos e irritantes. O ressecamento dessa mucosa pode facilitar o surgimento de uma solução de continuidade, assim como trazer desconforto. Dessa forma, o uso de produtos labiais mostra-se relevante para trazer conforto e minimizar traumas contra o tecido. Para pacientes internados e pessoas em situação de cuidados em longo prazo, o cuidado oral e uso de produtos labiais com potencial oclusivo, regenerador ou hidratante são condutas importantes para manutenção da saúde geral, porém há poucos estudos sobre a composição desses produtos. Objetivo: avaliar os produtos labiais disponíveis no mercado, através da análise da composição e verificação de suas propriedades e indicações. Metodologia: foram pesquisados os dados em 6 farmácias online nacionais buscando os produtos disponíveis como hidratantes labiais utilizando as palavras “bálsamo”, “hidratante”, “regenerador”, “protetor” e “reparador” labial. Foram excluídos os produtos que apresentaram Fator de Proteção Solar ou informações insuficientes. Após o levantamento, foi realizada busca sobre a composição, indicação e custo médio de cada produto e os dados não obtidos na internet foram coletados presencialmente nas farmácias físicas e tabulados. Após esta etapa, a composição foi analisada individualmente. Resultados: 39 produtos foram tabulados, sendo listados 120 ingredientes, entre eles 27 componentes hidratantes, 107 protetores e 5 reparadores. Conclusão: realizar indicação individualizada, seja um protetor disponível comercialmente ou manipulado, levando em consideração necessidades do paciente e condição financeira
PSICOLOGIA TEORIAS E TÉCNICAS NA ANÁLISE DO COMPORTAMENTO Plano de Ensino 2022.2
Estudo das técnicas e procedimentos de terapia comportamental baseados na análise de contingências, envolvendo comportamentos humanos complexos e modificação de comportamento
Aplicação do pedi-cat em crianças e adolescentes com atrofia muscular espinhal
SalvadorINTRODUÇÃO: A Atrofia Muscular Espinhal é uma doença neuromuscular autossômica recessiva causado por uma deficiência na produção da proteína SMN, por deleção homotigótica ou mutação do gene SMN1. É uma doença rara, com incidência de 1 a cada 11.000 nascidos vivos. A AME é uma condição diversificada, com cinco tipos diferentes, desde o tipo zero até o tipo IV, apresentando severidades específicas. O quadro clássico consiste em atrofia musculare fraqueza simétrica progressiva proximal e axial. A Nusinersena é um oligonucleotídeo antisense (ASO) que modifica o splicing do gene SMN2 a fim de aumentar a produção da proteína SMN, responsável pela sobrevivência dos neurônios motores e, consequentemente, melhorar os marcos motores em pacientes com AME. OBJETIVOS: Avaliar a função motora e autonomia em pacientes com AME acompanhados em um ambulatório docente assistencial. MÉTODOS: Estudo transversal, prospectivo. Amostra de conveniência de pacientes diagnosticados com AME por teste molecular e acompanhados no Ambulatório de Doenças Neuromusculares, com até 18 anos de idade. O instrumento de coleta utilizado foi o questionário PEDI-CAT, que avalia em quatro domínios as Atividades Diárias, Mobilidade, capacidade cognitiva e social além da Responsabilidade do paciente. Os dados foram analisados por estatística descritiva. RESULTADOS: Nove pacientes foram avaliados diagnosticados com AME, um paciente com AME tipo I (11,1%), quatro pacientes com AME tipo II (44,4%) e quatro pacientes com AME tipo III (44,4%). Prevalência do sexo masculino (55,6%). A idade da amostra variou de sete meses a 15 anos. O uso de Nusinersena foi observado em 66,7% dos pacientes e 33,3% utilizavam cadeira de rodas como dispositivo de mobilidade. Nos domínios do PEDI-CAT, os pacientes obtiveram mediana de 45 [IQ: 33-49] em Atividades Diárias, 0 [IQ: 0-17] em Mobilidade, 51 [IQ: 48,5-55,5] em Social/Cognitivo e 48[IQ: 37-59] em Responsabilidade. Pacientes tipo I e tipo II representaram 55,6% da amostra e obtiveram mediana superior apenas no domínio Responsabilidade. Os pacientes com AME tipo III representaram 44,4% da amostra e obtiveram medianas superiores nos domínios Atividades Diárias e Social/Cognitivo. Pacientes que faziam uso de Nusinersena obtiveram medianas superiores nos domínios Atividades Diárias e Responsabilidade e os pacientes que não utilizaram Nusinersena obtiveram mediana superior no domínio Social/Cognitivo. Não foi observado diferença nas medianas obtidas nos grupos no domínio Mobilidade. CONCLUSÃO: Os resultados obtidos do PEDI-CAT evidenciaram que pacientes com AME tipo I e tipo II foram os mais comprometidos em relação à função motora e nas atividades diárias. Além disso, o questionário evidenciou que pacientes com AME não apresentam comprometimento cognitivo e social quando comparado à população geral da mesma faixa etária. O diagnóstico tardio e a demora para iniciar o tratamento especializado são fatores que progridem a doença e diminuem a funcionalidade, além da expectativa e qualidade de vida
Políticas públicas como território de pertencimento das práticas integrativas e complementares em saúde: diálogos possíveis na formação em saúde na Bahia
Introdução: As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) trazem uma proposta de cuidado centrada no sujeito que valoriza os saberes tradicionais e os mecanismos naturais de manutenção e recuperação da saúde e vem se expandindo nas últimas décadas, após a publicação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) e pela definição das estratégias da OMS para as Medicinas Tradicionais e Complementares (MTCI). Objetivos: Analisar e caracterizar o ensino das PICS nos cursos de graduação em saúde no Estado da Bahia, conhecer o entendimento de seus coordenadores e professores sobre a inserção das PICS na formação em saúde, dialogando com as políticas públicas. Metodologia: O processo da pesquisa foi realizado a partir de uma abordagem mista estruturada como uma coletânea de artigos com desenhos de estudo distintos: uma revisão sistemática sobre as PICS no ensino da graduação no mundo; uma análise documental das diretrizes curriculares dos cursos de graduação em saúde sobre a presença das PICS; uma análise documental das matrizes curriculares e ementas dos 414 cursos de graduação em saúde da Bahia para identificar e caracterizar as disciplinas que incluem PICS nos currículos e; um estudo exploratório-descritivo, construído a partir de um questionário eletrônico estruturado, desenvolvido no REDCap, aplicado a coordenadores e professores dos cursos. Resultados/Discussão: O panorama sobre a formação em PICS na Bahia resultou na construção de cinco artigos. O primeiro, uma revisão sistemática, permitiu mapear as discussões internacionais sobre a temática das PICS no mundo, a pesquisa identificou no panorama mundial que as PICS/CAM são predominantemente oferecidas no formato optativo e o contato com a medicina integrativa na graduação aumenta o interesse, a confiança e o nível de conhecimento dos alunos sobre as PICS e proporciona que estes sejam formados para um cuidado integral dos pacientes. O segundo, uma análise documental das DCN dos cursos de graduação em saúde no Brasil, que observou que, apesar de não incluírem o termo PICS, vários termos conceituais relacionados às PICS estão presentes e que há uma aproximação dos objetivos formativos e competências nos documentos reguladores. O terceiro artigo identificou a presença das PICS nas matrizes curriculares e ementas de 94 cursos de graduação em saúde na Bahia, com maior prevalência nos cursos Farmácia, Biomedicina, Educação Física e Enfermagem; disciplinas obrigatórias são predominantemente nos cursos de instituições privadas enquanto nas públicas são de natureza optativa e oferecidas para discentes de vários cursos, reafirmando o caráter interprofissional das PICS. O quarto artigo descreve diferentes territórios acadêmicos que incluem as PICS nos cursos de saúde da Bahia, estando presente em disciplinas, atividades vivenciais práticas, pesquisa e ligas acadêmicas. Destaca-se a extensão como um campo potente para a curricularização das PICS nas IES. O quinto artigo revela que os professores e coordenadores de cursos identificam as PICS como práticas promotoras do cuidado ampliado, integral, complementar e alternativo, as reconhecendo como racionalidades em saúde distintas do modelo biomédico. Considerações Finais: O conjunto do trabalho descreve e analisa a complexidade envolvida nos processos de formação em saúde, localiza os territórios acadêmicos em que as PICS vem sendo apresentadas na formação em saúde no Estado da Bahia discute esse a partir da necessidade de fortalecimento das ações de formação em PICS no campo das políticas públicas de acordo com os princípios do SUS, mas também como respostas as demandas de cuidado da sociedade contemporânea, especialmente fragilizada pela vivência recente de uma pandemia
ODONTOLOGIA FUNDAMENTOS DE REABILITAÇÃO BUCAL II Plano de Ensino 2022.2
Trabalhar os conhecimentos da doença cárie e o tratamento de suas seqüelas, visando desenvolver habilidades e atitudes como comunicação, liderança, tomada de decisão, sempre com ética, para a recuperação e reintegração da unidade dental ao sistema estomatognático na clínica odontológica de atenção a criança, ao adulto, ao idoso, ao trabalhador e as comunidades. Estudar a nomenclatura de cavidades, os instrumentos e os princípios biomecânicos do preparo cavitário; além dos princípios de anatomia e escultura dental. Executar os diferentes preparos cavitários para materiais restauradores como amálgama, resina composta, ionômero de vidro e materiais híbridos. Integrar na restauração da unidade dental, os princípios técnico-científicos da Dentística, Biomateriais, Oclusão e Escultura, resgatando a multidisciplinaridade no restabelecimento e manutenção da saúde bucal
Acolhimento e manejo de usuários com demandas em saúde mental na atenção primária à saúde
SalvadorA Atenção Primária à Saúde é a porta de entrada do usuário ao Sistema Único de Saúde, e deve cuidar de todos os usuários adscritos de acordo com seus princípios e diretrizes. Estando os usuários com demandas em saúde mental inclusos nas necessidades de cuidado. Contudo, é sabida a jornada histórica dos usuários em sofrimento mental para um atendimento mais humanizado e menos asilar, através das conquistas da Reforma Psiquiátrica Brasileira. Esse estudo objetiva analisar o acolhimento e o manejo feitos pelos trabalhadores de saúde aos usuários em sofrimento mental, além de identificar quais são as condutas e ações em saúde feitas, compreender a formação e a capacitação do profissional para abarcar essas demandas e, por fim, descrever o sentimento que esses têm frente a esse usuário. O estudo tem caráter qualitativo, foi realizado com 7 trabalhadores de saúde (enfermeiro, médicos, técnico de enfermagem e agentes comunitários de saúde) de uma Unidade de Saúde da Família do município de Salvador/Bahia, em que foram feitas entrevistas semiestruturadas, analisadas pelo método de análise de conteúdo. A partir da categorização das entrevistas, foi possível identificar práticas de acolhimento realizadas, o manejo clínico do usuário e as redes de atenção, a capacitação profissional como mecanismo para melhoria do cuidado e a percepção da saúde mental pelos trabalhadores e os desafios do cuidado em saúde mental dentro da Rede de Atenção Psicossocial
MEDICINA GESTÃO DE SERVIÇOS DE SAÚDE Plano de Ensino 2022.2
Compreensão dos fundamentos da gestão de serviços de saúde, gestão da qualidade e acreditação hospitalar. Discussão do funcionamento do SUS e importância do papel do médico no gerenciamento do processo assistencial. Conhecimentos de empreendedorismo e administração de finanças pessoais e de empresas
Dados demográficos, clínicos e determinação da variante viral de sars-cov-2 em casos fatais de covid-19 na Bahia
Introdução: COVID-19 é uma doença causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, que desde o início de 2020, é responsável por uma pandemia. No Brasil, até o dia 06 de maio de 2022, foram registrados 30.524.183 casos e 664.131 óbitos. A infecção por SARS-CoV-2 pode apresentar um amplo espectro de manifestações clínicas, desde uma forma assintomática até formas graves e fatais. Provavelmente, o grande número de casos humanos da infecção favorece a evolução do vírus e, com isso, surgem novas cepas do SARS-CoV-2 que exibem uma maior transmissibilidade e/ou patogenicidade. Essas novas cepas virais foram denominadas de variantes e representam uma preocupação para a saúde pública. Objetivo(os): Descrever os dados demográficos, clínicos e laboratoriais e identificar a variante viral de preocupação em casos graves de COVID-19 no estado da Bahia. Metodologia: Foram estudados 14 pacientes severos de COVID-19 que evoluíram a óbito e posteriormente submetidos a autópsia minimamente invasiva. Nas autópsias foram
coletados fragmentos dos pulmões que foram preservados para análise de RNA e DNA e posteriormente usados para a detecção e caracterização da variante viral. Os dados demográficos, clínicos e laboratoriais foram coletados a partir de prontuário eletrônico do hospital em que os pacientes foram provenientes. Resultados: A média da idade dos pacientes foi de 59,5 (±11.8) anos, sendo 71.4% eram homens e 100%
se autodeclaravam pardos. Os pacientes eram procedentes de diversas regiões do estado da Bahia, sendo 8 provenientes de Salvador, seguido de Inhambupe, Conceição do Jacuípe, Santo Amaro da Purificação, Lauro de Freitas, Simões Filho e Monte Santo, com 1 paciente cada. O intervalo entre início dos sintomas e
internamento hospitalar foi em média 7 (±1.6) dias, com o tempo médio de doença de 21.4 (±9,5) dias. O tempo que permaneceram internados teve como mediana 11 (IIQ 9.5) dias e o tempo de internação na UTI teve como mediana 10.5 (IIQ 8.75) dias. A comorbidade identificada mais prevalente foi a hipertensão arterial sistêmica, presente em 50% dos pacientes, seguida por obesidade em 42.8%. O sintoma mais prevalente
foi dispneia em 85.7% dos casos, seguido por febre em 71.4%. Foi observada uma leucocitose com neutrofilia, além de trombocitose e valores elevados de RNI, ureia e creatinina. A variante viral identificada mais prevalente foi a Gamma (P.1), em 7 pacientes. Foram avaliadas as variantes virais em 9 casos. Conclusão: A maior parte dos pacientes foi formada por homens, acima dos 50 anos, com a presença de
5 comorbidades, que morreram principalmente por insuficiência respiratória aguda. Como sintomas mais frequentes, identificamos dispneia, febre, tosse, êmese e cefaleia, respectivamento. Os achados laboratoriais mais relevantes foram leucocitose com neutrofilia, trombocitose e RNI, ureia e creatinina elevados. Identificamos a variante Gamma (P.1) como a mais prevalente em nossa amostra, seguida pela variante Delta (B.1.617.2) e Zeta (P.2)