Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
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MEDICINA GESTÃO DE CARREIRA Plano de Ensino 2020.2
Discute o desenvolvimento pessoal, planejamento da carreira e o mundo do trabalho médico
Desafios na participação social na efetivação de políticas públicas para as mulheres na Bahia nos conselhos de direitos
A presente pesquisa está vinculada ao projeto mais amplo “Atuação de Profissionais de Saúde nas Políticas Públicas para as Mulheres”. Existem diversos fatores associados ao contexto de saúde da mulher, como as diversas violências vivenciadas por muitas e diferentes mulheres. Nesse sentido, políticas públicas foram produzidas e ampliadas como ações, estratégias e serviços especializados para o atendimento às mulheres. A pesquisa objetiva conhecer como os Conselhos de Direitos podem responder como dispositivo de monitoramento das políticas de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, na perspectiva de conselheiras de direitos municipais e estaduais. Para tanto, foi empregado o desenho de estudo descritivo e exploratório, com abordagem qualitativa. Os dados foram coletados via questionário respondido por profissionais que atuam ou atuaram em conselhos de direitos e analisadas em uma perspectiva qualitativa e, posteriormente, foram utilizadas entrevistas com conselheiras. Por fim, utilizou-se de anotações em diário de
campo colhidas durante as conferências de saúde (Conferência Municipal de Salvador e a Estadual da Bahia), ambas ocorridas em Salvador, para adensamento dos dados coletados. Os resultados indicam um baixo envolvimento dos conselhos de direitos no acompanhamento da efetivação das políticas para as mulheres. Evidenciam a ausência da participação de algumas profissões nos espaços de participação social. Por outro lado, as entrevistadas manifestaram a importância da participação de psicólogas e de profissionais mais engajadas no processo da militância e no controle social de políticas públicas para as mulheres. Do ponto de vista das observações nas conferências de saúde, ocorridas em 2019, constatou-se o uso de dispositivos burocráticos na tentativa de deslegitimar possibilidades de participação de pessoas e entidades, posturas autoritárias que fogem do princípio da horizontalidade nas relações, além da pouca divulgação para a população. Esses resultados podem contribuir para a difusão do papel dos conselhos de direitos, bem como seu aperfeiçoamento e defesa desses espaços de controle social e em suas intersecções no monitoramento das políticas públicas que são transversais. As quais impactam na qualidade dos serviços públicos prestados, afim de que estejam cada vez mais capacitados para o atendimento às mulheres, cooperando na superação de problemas relacionados à violência e saúde da mulher
ODONTOLOGIA CLÍNICA REABILITAÇÃO BUCAL I Plano de Ensino 2020.2
Capacitar o aluno ao desenvolvimento clínico em prótese parcial fixa na Unidade Docente-Assistencial Odontológica no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS) e territorialmente ligada ao Sanitário Cabula-Beirú, em atividade ensino-serviço com total articulação teoria-prática de forma interdisciplinar, atendendo às necessidades dos programas de saúde da mulher, do adulto e idoso de forma integrada para a promoção da saúde das comunidades
FISIOTERAPIA BIOIMAGEM E EXAMES COMPLEMENTARES Plano de Ensino 2020.2
Estudo e análise da bioimagem e exames complementares aplicadas às disfunções relacionadas aos diversos órgãos e sistemas fisiológicos
Diário de caminhada na reabilitação cardíaca fase i: um ensaio clínico randomizado
Introdução: A reabilitação hospitalar é comprovadamente muito importante na evolução de pacientes em pós-operatório de cirurgias cardíacas. O diário de caminhada, apesar de ser um instrumento aplicado na prática clínica, ainda não foi adequadamente testado na literatura. Objetivos: Verificar se o uso do diário de caminhada gera modificação no número de passos total e passos por dia no pós-operatório de cirurgia cardíaca, e se este está relacionado com o nível de ansiedade cardíaca. Métodos: ensaio clínico randomizado controlado e aberto, entre janeiro e outubro de 2019 realizado em um hospital de referência em cardiologia em Salvador-Bahia. Foram incluídos indivíduos com idade≥18 anos, em pós-operatório de cirurgia cardíaca eletiva (valvar e/ou coronária), sem comprometimento motor. Após alta da unidade de terapia intensiva, todos os participantes utilizaram pedômetro para contagem do número de passos por cinco dias consecutivos e foram incentivados a manterem-se ativos. Foram randomizados 59 pacientes e 52 finalizaram o estudo, onde 29 foram alocados no grupo intervenção (GI), que utilizou o diário de caminhada como estratégia terapêutica, e 23 no grupo controle (GC). Um valor de p<0,05 foi aceito como significante para todas análises, que foram realizadas por um estatístico cegado, com base na intenção de tratar. Resultados: os grupos foram homogêneos, com uma média de idade de 59,3±13 anos, predominância do sexo masculino (76,9%) e de cirurgia de revascularização do miocárdio (57%). Não houve diferença no número de passos total entre os grupos: GC = 1496 (477,5 – 2992,5) x GI = 1468,5 (494,2 – 2678) (p=0,902). Conclusão: A aplicação do diário de caminhada não gerou aumento do número de passos em pacientes no pós-operatório de cirurgia cardíaca, sugerindo que para este grupo de pacientes esta intervenção não é capaz de gerar modificações no comportamento relacionado a mobilidade intra hospitalar
MEDICINA METODOLOGIA INSTRUMENTAL Plano de Ensino 2020.2
Abordagem do método científico. Instrumentalização para a busca, tratamento e utilização da informação científica, favorecendo a comunicação clara e objetiva
PSICOLOGIA PROCESSOS PSICOSSOCIAIS E TRABALHO Plano de Ensino 2020.2
Estudo do trabalho como um processo psicossocial, considerando sua evolução histórica, concepções teóricas, transformações no funcionamento das organizações e nas condições de trabalho. Inserção do indivíduo (jovem e adulto) no mercado de trabalho contemporâneo e os impactos na saúde e bem-estar do trabalhador
Hipertensão arterial resistente na bahia: prevalência, características sociodemográficas e clínicas
Introdução: A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) atinge cerca de 36 milhões de brasileiros. Estima-se que 10 a 20% destes sejam portadores de Hipertensão Arterial Resistente (HAR). Estes pacientes tendem a apresentar maior risco de lesões de órgãos-alvo precoces e eventos cardiovasculares. Objetivo: Estimar a prevalência de HAR em um ambulatório na Bahia, além de descrever as características sociodemográficas e clínicas destes pacientes e identificar possíveis fatores associados a HAR. Método: Coleta de dados a partir de prontuários de pacientes hipertensos, em uso de anti-hipertensivos orais (AHO) em doses otimizadas, consecutivamente atendidos no ambulatório de Clínica Médica da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP), no período de Março de 2014 a Dezembro de 2014. Resultados: Dos 104 pacientes da amostra, 75,7% eram do sexo feminino e 54,8% eram afrodescendentes. A média de idade foi de 61,7 anos (DP ±10,1). A prevalência de HAR foi 31,7%. No grupo HAR, 63,6% tinham diabetes, contra 32,4% do grupo HAS. Entre os hipertensos resistentes, 51,5% apresentaram dislipidemia. Com relação ao esquema terapêutico, 75,8% do grupo HAR e 51,4% do grupo HAS usavam estatina. 90,9% dos pacientes com HAR faziam uso de bloqueador do receptor de angiotensina (BRA) e 66,7% faziam uso de bloqueador do canal de cálcio (BCC). No grupo HAR, 75,8% fazia uso de betabloqueador, contra 25,4% do grupo HAS. Conclusão: A prevalência de HAR foi superior à descrita na literatura mundial, o que pode estar associado ao elevado percentual de afrodescendentes na população da Bahia. Afrodescendência, diabetes e lesão renal parecem estar associadas a HAR