Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública

Repositório Institucional - Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
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    MEDICINA CLÍNICA INTEGRADA II Plano de Ensino 2022.1

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    Prática em serviço ambulatorial real e em ambiente simulado, com ênfase no exame clínico, na segurança do paciente e conduta ética do profissional. Desenvolvimento do raciocínio clínico e utilização adequada de métodos complementares de diagnóstico. Planejamento terapêutico nas principais síndromes e doenças prevalentes na comunidade. Compreensão dos mecanismos farmacológicos básicos. Reflexão sobre os aspectos psicológicos que influenciam na relação médico paciente. Fundamentos da epidemiologia clínica, compreensão da dimensão social e análise crítica das condutas diagnósticas e terapêuticas adotadas

    Eficácia de um programa de intervenção para regulação emocional e identificação de seus preditores para a saúde mental

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    Ainda hoje não há um conceito unificado para as emoções. As diversas perspectivas existentes são limitadas e não alcançam a complexidade deste termo. Este estudo seguiu o modelo de geração de emoção proposta por John Gross, para a qual, a atenção e avaliação do sujeito a uma situação, são fundamentais na geração das emoções. A regulação emocional (RE) é um processo que diz respeito à capacidade de o indivíduo funcionar e seguir com os seus objetivos, metas e valores, apesar de estarem experienciando emoções agradáveis ou desagradáveis. Esse processo está relacionado com diversos sintomas psicopatológicos e com o bem-estar. O presente trabalho teve como objetivos: identificar fatores de RE que predizem sintomas de ansiedade, depressão e estresse emocional de estudantes universitários, e avaliar nessa população a eficácia do programa de intervenção em regulação emocional baseado em internet. Para isso, foi realizado um estudo transversal quantitativo e um ensaio clínico não randomizado. Os resultados demonstram que o acesso limitado a estratégias de regulação emocional, a falta de clareza emocional e a ruminação foram os fatores de RE que apresentaram impacto significativo nos índices de ansiedade, depressão e estresse. Os participantes que passaram pela intervenção apresentaram menores índices de desregulação emocional e de comprometimento na saúde mental, quando comparados com o grupo controle. Quando comparados consigo mesmos, antes, logo depois da intervenção a após 30 dias do término das sessões, os participantes do grupo intervenção, apresentaram menores índices de desregulação emocional e de comprometimento na saúde mental, bem como, maiores índices de bem-estar. Portanto, pode-se concluir que após participarem da intervenção, os participantes passaram a regular as emoções de maneira mais adaptativa, melhorando a saúde mental e o bem-estar

    Perfil demográfico e de saúde dos pacientes pediátricos atendidos no ambulatório docente assistencial de uma faculdade filantrópica no município de Salvador - Bahia, de 2019 a 2021

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    INTRODUÇÃO. O perfil das doenças na infância e adolescência e as taxas de mortalidade infantil estão passando por um processo de transição. Diversos fatores são responsabilizados pela mudança, sendo o avanço tecnológico e as políticas públicas os grandes transformadores no Brasil. OBJETIVO. Investigar o perfil demográfico e de saúde dos pacientes atendidos no ambulatório pediátrico assistencial, no período de 2019 a 2021. MÉTODO. Este trabalho é um estudo transversal, com dados secundários de uma amostra de conveniência de pacientes pediátricos atendidos entre os meses de janeiro de 2019 e setembro de 2021 no ambulatório docente assistencial de uma faculdade filantrópica em Salvador, Bahia. Utilizou-se um questionário para coleta de dados, analisando variáveis de identificação, epidemiológicas e patológicas. A análise foi feita através do programa Microsoft Excel® Windows 10. RESULTADOS. Dos 232 prontuários coletados, foi viso uma predominância do sexo feminino, com média de idade na primeira e última consulta de 3,5 anos, que frequentaram até 2 consultas no ambulatório, com tempo de acompanhamento médio de 8,2 meses, com vacinação completa e pré-natal realizado pela mãe de forma completa. As queixas da primeira consulta predominantes foram relacionadas a acompanhamento ambulatorial/puericultura, seguida por respiratórias. Realizaram, em sua maioria, aleitamento materno exclusivo por 6 meses, possuíam alimentação atual inadequada e, de acordo com o Escore Z da OMS, 35,0% das crianças abaixo de 5 anos e 43,1% das crianças acima de 5 anos apresentam com elevação do peso. Um menor número foi internado previamente de 1 a 2 vezes, com predominância do sexo feminino e majoritariamente por causa respiratória grave. Um maior número de pacientes apresentou histórico de, ao menos, 1 patologia pregressa, sendo mais frequentes patologias cirúrgicas. CONCLUSÃO. O atendimento pediátrico eficiente é de suma importância para o crescimento e desenvolvimento saudável da criança, fazendo-se necessário um monitoramento próximo, cuidado e orientação acerca dos aspectos que tem influenciam diretamente na saúde do paciente

    Avanços recentes do perfil metabolômico da insônia: uma revisão sistemática com metanálise

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    Introdução: A metabolômica possui uma vasta aplicabilidade clínica, constituindo uma poderosa ferramenta para avaliar variações metabólicas em indivíduos que sofrem de insônia. Objetivo: Avaliar a capacidade diagnóstica da análise metabolômica em adultos com insônia. Metodologia: A busca de artigos foi feita pelos bancos de dados eletrônicos MEDLINE/PubMed, Cochrane e BVS, por meio da combinação dos descritores do Medical Subject Headings (MeSH), incluindo publicações em inglês: Metabolomic, insomnia, adults. Critérios de inclusão: artigos que contemplavam análise metabolômica, pacientes de idade igual ou superior a 18 anos, diagnosticados com insônia pelo Insomnia Severity Index (ISI), diário do sono ou pelos critérios da American Academy of Sleep Medicine. Critérios de exclusão: comorbidades, grávidas ou amamentando nos últimos 6 meses, resumos, anais de congresso, reuniões e simpósios e estudos do tipo crossover. Número de registro no PROSPERO: CRD42021221679. Resultados: Foram avaliados 791 estudos. Desses, 5 foram incluídos na revisão sistemática. As amostram variaram de 30 a 40 indivíduos (n total = 167). Um estudo identificou os metabólitos Isoleucina, Lisina, Acetato, Valine, Piruvato, 3-Hidroxibutirato, Citrato, Dimetilamina, Dimetilglicina, Ornitina, Serine, Creatinina, Tirosina, Proline, Piroglutamato, Glutamina, Citrato, Creatina, Glicose e Frutose estão elevados em pacientes com insônia, enquanto que o 2-Hidroxiisovalerato, 2 Oxoisocaproato, 2-Oxovalerato, 3-Metil2-Oxovalerato, Propilenoglicol, Metabólitos N-Acetil, Proline, Fenilalanina, P-Metilistidina, Lactato, Glutamato, Glicina, Triptofano, Isoleucina estão reduzidos nesses indivíduos. Enquanto isso, outro trabalho relatou que os níveis de glutamato/glutamina (Glx) são elevados em insones. Fora isso, foi notado que a fosfocreatina (PCr) estava reduzida na substância cinzenta, assim como a fosfocolina encontrava-se diminuída na substância branca em portadores de insônia. Em outro, os níveis de GABA no cérebro estavam 30% reduzidos nos pacientes com insônia em relação ao grupo controle. Apesar disso, outro trabalho afirmou que esse metabólito é 12% mais elevado região occipital, em insones. Conclusão: Através do presente estudo foi possível observar que muitos metabólitos foram capazes de caracterizar os indivíduos com insônia, especialmente a redução GABA a nível cerebral, da fosfocreatina na substância cinzenta, e a fosfocolina na substância branca. Apesar do potencial de alguns marcadores metabólicos em predizer a insônia em adultos, serão necessários mais estudos, com definição de algoritmos dirigidos e que permitam a discussão de um eventual consenso para a sua aplicação prática

    Frequência de conclusões potencialmente falso-positivas em ensaios clínicos randomizados

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    Salvadorntrodução: Na pesquisa científica existem dois tipos de erros que interferem na validade interna do artigo: erro sistemático e erro aleatório, sendo este subdivido em erro do tipo I (falso-positivo) e erro do tipo II (falso-negativo). Nesse contexto, atualmente, existe uma tendência dos instrumentos de validade interna de avaliarem diretamente apenas a presença de erro sistemático, sendo o erro aleatório, muita vezes, negligenciado. Esse cenário é extremamente preocupante no que tange à presença ensaios clínicos randomizados potencialmente falso-positivos, pois prejudicam a prática clínica. Objetivo: Examinar a frequência de ensaios clínicos randomizados potencialmente falso-positivos em periódicos de grande relevância científica. Metodologia: Trata-se de um estudo metacientífico que incluiu ensaios clínicos publicados entre 2020-2021 em revistas de grande relevância científica (British Medical Association, Journal of the American Medical Association, LANCET e New England Journal of Medicine). Os critérios de exclusão foram: ensaios clínicos negativos, não randomizados, pragmáticos, de não inferioridade, de equivalência e ensaios clínicos duplicados. O ensaio clínico foi considerado falso-positivo se tivesse a presença de análise de desfecho secundário, análise de subgrupo e/ou análise interina na conclusão, ou seja, variáveis que aumentam a probabilidade de erro do tipo I. Resultados: Foram coletados 601 ensaios clínicos, 125 foram excluídos, resultando em 476 ensaios clínicos incluídos e destes, 295 apresentaram uma conclusão positiva e foram incluídos neste estudo. Dessa amostra, foram encontrados 76 (25%) ECs com resultados potencilamente falso-positivos na conclusão. Destes, 40 (52,6%) concluíram resultados por meio de análises de desfechos secundários, 33 (43,4%) por análises interinas, e 3 (4%) tanto por análises de desfechos secundários quanto análises interinas. Conclusão: Foi encontrada uma notória proporção de ensaios clínicos randomizados falso-positivos. Mais estudos na área metacientífica são necessários para aprofundar a evidência nesse âmbito

    EDUCAÇÃO FÍSICA SAÚDE MENTAL E AUTOCUIDADO Plano de Ensino 2022.1

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    Estudos dos aspectos relacionados à saúde mental, com foco no bem-estar global do aluno como eixo central. Instrumentalização através de vivências/experimentações de técnicas que podem ser empregadas no autocuidado, assim como, aborda reflexões sobre a auto-observação e a capacidade de se relacionar com o outro

    PSICOLOGIA METODOLOGIA DA PESQUISA I Plano de Ensino 2022.1

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    Estudo dos elementos teóricos fundamentais ao desenvolvimento da pesquisa em psicologia, ampliando as relações entre o pensamento técnico-científico e a profissão de psicólogo. Aprofundamento das distintas modalidades e estruturas de projetos de pesquisa a partir de referenciais ético

    BIOMEDICINA AVALIAÇÃO AMBIENTAL E DE PRODUTOS Plano de Ensino 2022.1

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    Biossegurança.Toxicidade de substâncias e produtos. Técnicas de pesagem. Concentração de soluções. Números significativos e estatística aplicada a projetos. Uso de vidrarias para medidas de volume. Preparo de soluções. Microbiologia da água. Microbiologia de alimentos. Análises químicas e físico-químicos de produtos. Determinação de coliformes em águas diversas e em alimentos. Bactérias Heterotróficas. Cianobactérias. Métodos Clássicos. Métodos Instrumentais. Volumetria de Neutralização. Volumetria de Complexação. Poluição dos compartimentos: Água, Ar e Solo. Monitores Ambientais Ativos e Passivos. Métodos elétricos e óticos. Padrões de qualidade de água para consumo humano. CONAMA 274/2000. Portaria 2914/11. CONAMA 357/05. Etapas de Tratamento de Água. Reuso de água: processos e inovações. Potenciometria. Espectrofotometria

    PSICOLOGIA PROCESSOS PSICOSSOCIAIS E TRABALHO Plano de Ensino 2022.2

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    Estudo do trabalho como um processo psicossocial, considerando sua evolução histórica, concepções teóricas, transformações no funcionamento das organizações e nas condições de trabalho. Inserção do indivíduo (jovem e adulto) no mercado de trabalho contemporâneo e os impactos na saúde e bem-estar do trabalhador

    Análise da prevalência de patologias tiroidianas em mulheres com excesso de peso

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    Introdução: O progressivo aumento na frequência global da obesidade torna este tema uma emergência na área de saúde, sendo cada vez mais importante a referenciação e o maior entendimento sobre suas repercussões. O peso corporal é definido por uma estreita conexão entre o que ganhamos/ingerimos de energia e o que perdemos/consumimos dela. Esse consumo de energia é influenciado por 2 (dois) tópicos principais: exercício físico e o gasto energético de repouso (REE). Visto que os hormônios tiroidianos participam de inúmeras vias metabólicas que influenciam esse REE, refere-se então uma certa influência de tiroidopatias na regulação do peso e no processo da obesidade. Dentre as principais alterações na tireoide, temos 5 (cinco) representantes: hipotireoidismo, hipertireoidismo, nódulos na tireoide, a tireoidite e o câncer. Objetivo: Descrever a prevalência de doenças tiroidianas em um grupo de mulheres com sobrepeso e obesidade, comparar variáveis clínicas e metabólicas do grupo de mulheres com e sem hipotireoidismo e testar a associação entre IMC e TSH. Metodologia: Estudo transversal, analítico, com dados pré-existentes, incluindo mulheres com excesso de peso acompanhadas entre o período de 2009 a 2020 no Ambulatório de Obesidade da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (Saúde Bahiana), na cidade de Salvador-BA. Resultados: A amostra estudada foi composta por 127 mulheres com sobrepeso ou obesidade, com peso oscilando de 52,9 até 140,6 kg (87,4 ± 17,1 kg). O IMC mínimo foi de 25,96 enquanto o máximo foi 54,92 (36,1 ± 6,5 kg/m2). A circunferência abdominal média foi de 109,0 cm, com 147,0 como seu valor máximo. A obesidade esteve presente em 80,6% das pacientes apresentadas. Destas 127 pacientes incluídas no estudo, 40 (33,1%) apresentavam pelo menos alguma das disfunções tireoidianas. Dessas pacientes, 19 apresentaram hipotireoidismo e 18 nódulos tiroidianos, sendo de forma isolada ou associadas com outras disfunções da tireoide. As outras apresentaram apenas 1 paciente cada. Foi observado que as mulheres sem essa disfunção tiveram média de IMC de 36,5 kg/m2, maior quando comparada às mulheres com esta patologia, que apresentaram valores de 33,9 kg/m2 (p=0,05). Além disso, as mulheres sem hipotireoidismo apresentaram-se com maior circunferência abdominal (111,5 ± 12,7 cm vs 104,7 ± 10,3 cm, p<0,05). Foi observada correlação positiva moderada entre IMC e 4 TSH (r= 0,452, p = 0,038) com significância estatística. Além disso, LDL-c também apresentou correlação positiva fraca, porem com apresentou significância estatítica (r= 0,225, p= 0,013). O TSH, quando correlacionada aos valores de triglicerídes, colesterol total e CA, demonstrou correlação positiva moderada sem significância estatística. O T4 Livre apresentou correlação negativa moderada com os níveis de triglicérides com significância estatística. Conclusão: Este estudo transversal demontrou uma maior frequência do hipotireoidismo e de nódulos tiroidianos em mulheres com excesso de peso, em comparação com as outras patologias em questão, o que acompanha a literatura atual, sendo o hipotireoidismo mais frequente do que o descrito na população geral. Foi encontrada ainda uma forte correlação entre o IMC e o TSH, o que corrobora para uma maior associação entre obesidade e alterações na tireoide

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