Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública

Repositório Institucional - Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
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    Comparação entre estadiamentos pré e pós-operatórios de pacientes portadores de câncer de próstata gleason 6, submetidos a prostatectomia radical

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    SalvadorIntrodução: O câncer de próstata é um problema mundial de saúde pública. Genética, idade avançada e raça negra são os principais fatores para o seu desenvolvimento. O diagnóstico é realizado a partir do toque retal, dosagem do antígeno prostático específico (PSA), além de exames de imagem. Na identificação de alteração patológica, a biópsia assume o papel de análise microscópica tecidual e definição terapêutica. A avaliação histológica é baseada na classificação ISUP (International Society Urologic Pathologic), última atualização da escala de Gleason. Atualmente, as opções para o tratamento da neoplasia prostática localizada são: prostatectomia radical, vigilância ativa, além de radioterapia e braquiterapia. O Hospital Universitário Professor Edgard Santos (HUPES) recebe pacientes com biópsias realizadas por urologistas e radiologistas de múltiplos centros dotados de técnicas variadas para coletar amostras, dificultando padronização. A maioria dos pacientes atendidos tem baixo nível socioeconômico e cultural, e possui dificuldade de acesso ao local de tratamento. Essas características dificultam a repetição da biópsia e aumentam a insegurança do HUPES no retorno dos pacientes. Em virtude das particularidades descritas e considerando a existência de subestadiamento das biópsias prostáticas, o HUPES optou por submeter alguns pacientes Gleason 6 a prostatectomia radical, mesmo estes sendo, teoricamente, indicados para a vigilância ativa. Objetivo: investigar o percentual de subestadiamento em pacientes com câncer de próstata com escore de Gleason 6, submetidos a prostatectomia radical no HUPES, em Salvador (BA). Metodologia: Foi realizada consulta de prontuários médicos de pacientes atendidos no serviço de urologia do HUPES entre janeiro de 2019 e junho de 2021, submetidos a prostatectomia radical, com diagnóstico através de biópsia por agulha com resultado Gleason 6. O estudo foi transversal, não intervencionista e observacional, além de ter caráter descritivo, secundário, individuado, retrospectivo e clínico. Foram realizadas análises descritivas das frequências e distribuições das principais características pessoais e clínicas dos pacientes. Resultados: no período analisado, 124 pacientes realizaram prostatectomia radical, sendo 35 Gleason 6. A média de idade foi de 67,5 (± 5,71) anos, sendo a maioria parda (68,6%). 28,6% obtiveram resultados coincidentes, ou seja, Gleason 6 na biópsia por agulha e no exame anatomopatológico. A maiores medianas do PSA total e do volume prostático foram de pacientes Gleason 7 (4+3). Conclusão: Houve subestadiamento em 71,4% das biópsias pré operatórias em pacientes com câncer prostático Gleason 6 submetidos a prostatectomia radical

    Eficácia da posição prona em pacientes hospitalizados uma revisão sistemática com metanálise

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    SalvadorIntrodução: A posição prona (PP) é utilizada para otimizar as trocas gasosas pulmonares, uma vez que promove otimização na relação ventilação perfusão. No entanto, apesar disso, pacientes restritos ao leito são mantidos a maior parte do tempo em posição supina (PS). Assim, considerando a plausibilidade biológica da intervenção, a PP é uma manobra utilizada, em pacientes hospitalizados, no combate à hipoxemia. Esta intervenção tem sido prescrita principalmente para aqueles com síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) e que são dependentes de uma ventilação mecânica, seja essa invasiva ou não-invasiva. Tendo em vista que muitos estudos se mostraram inconclusivos quanto à desfechos primários importantes como mortalidade, intubação e tempo de internação, faz-se necessário sumarizar os achados científicos relacionados à eficácia da PP em pacientes hospitalizados, por meio desta revisão sistemática com metanálise. Objetivos: Sumarizar dados acerca da eficácia da PP em pacientes hospitalizados em comparação aos pacientes mantidos em PS e verificar a eficácia, através da metanálise, quanto aos desfechos mortalidade, taxa de intubação e tempo de estadia. Métodos: Foi realizada uma revisão sistemática com metanálise de ensaios clínicos randomizados através de busca nas bases de dados PubMed, Cochrane Library, Physiotherapy Evidence Database (PEDro), ScienceDirect, Biblioteca Virtual e Saúde (BVS) e EMBASE. A avaliação da qualidade metodológica se deu com uso da escala Risk of bias tools (Rob2) e do sistema Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation (GRADE). Estimativas de efeito combinados foram expressos como a diferença da média entre os grupos e risco relativo. A metanálise dos dados foi realizada com o software Review Manager versão 5.4 (Cochrane Collaboration). Análise de subgrupo foi realizada para os desfechos dos pacientes intubados e dos não intubados. Resultados: Foram incluídos 16 ensaios clínicos randomizados. Os estudos individuais são inconclusivos quanto ao desfecho mortalidade, não demonstrando diferenças significativas entre os grupos, com a exceção apenas de um estudo. Alguns estudos demonstraram redução na taxa de intubação e nenhum demonstrou diferenças entre o tempo de estadia entre os grupos. Na metanálise, a posição prona demonstrou significativa redução geral de 15% no risco de morte (RR 0,85 m 95% IC: 0,75-0,96; N = 4520, p<0,05) quando comparado a pacientes em PS. A análise de subgrupo demonstrou redução significativa de 22% no risco de morte aos pacientes em ventilação mecânica. Quanto a taxa de intubação, a metanálise demonstrou que houve uma redução do risco de intubação significativa em 19% aos pacientes que se submeteram à PP comparados aos pacientes em PS (RR 0,81, 95%IC [0,72-0,90], N = 2.274). A metanálise não demonstrou diferenças entre os grupos quanto ao tempo de estadia no hospital e na UTI. Conclusão: Esta revisão sistemática com metanálise concluiu que houve redução da mortalidade geral em pacientes hospitalizados quando foram submetidos à PP. Além disso, concluiu-se que pacientes em ventilação espontânea são submetidos a um menor número de intubações quando submetidos à PP. Já quanto ao tempo de estadia hospitalar, o uso da PP não demonstrou diferenças entre os grupos PP e PS

    Avaliação do efeito de um creme dental clareador associado um desafio ácido na dureza dos tecidos dentais

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    SalvadorINTRODUÇÃO: Cremes dentais possuem materiais abrasivos, que unidos a uma dieta rica em alimentos cítricos, podem alterar a dureza do dente. OBJETIVO: Esse estudo, tem como finalidade, avaliar a dureza do tecido dental, tanto em dentina, quanto em esmalte, quando utiliza-se um creme dental clareador após um desafio ácido. METODOLOGIA: Para realização desse experimento, foram utilizados 20 dentes humanos hígidos, seccionados no sentido vestíbulo-lingual, resultando num total de 40 corpos de prova. Esses fragmentos foram divididos em dois grupos, um de dentina e outro de esmalte. Em seguida foram planificados, submetidos a imersão em meio ácido, que foi o suco de limão com pH de 3,5, e novamente divididos em dois grupos (n=10) para realização da escovação simulada com cremes dentais distintos, o 1) Colgate Luminous White e 2) Colgate Total 12. Após cada etapa, foi feita uma medida de dureza Knoop (Shimadzu HMV-AD Micro Hardness Tester, Japão), avaliando a possível alteração do tecido dental em dentina e em esmalte. RESULTADOS: De acordo com a análise estatística dos dados, verifica-se que independentemente do creme dental testado, as maiores médias de dureza tanto no esmalte quanto na dentina foram encontradas no tempo inicial, e as médias dos períodos após desafio ácido e após escovação foram estatisticamente semelhantes entre si. CONCLUSÃO: O desafio ácido com o suco de limão reduziu a dureza do esmalte e da dentina, entretanto, a escovação simulada não foi capaz de agravar esse resultado

    Pré-natal como fator protetor para prematuridade na gestação de adolescentes

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    SalvadorIntrodução: A assistência pré-natal representa um conjunto de medidas que visa proporcionar à gestante a manutenção saudável da gravidez, de modo a reduzir os riscos para a gestante e para o recém-nascido. Para tanto, o ideal é que ocorram no mínimo, seis consultas pré-natais, já que existem estudos que indicam que, a assistência pré-natal adequada, durante todo o período gestacional, é um fator que interfere na incidência de complicações na adolescência. Objetivo: Analisar a relação de prematuridade em gestantes adolescentes com a frequência das consultas de prénatal. Metodologia: Estudo descritivo, observacional, realizado por meio da utilização de dados secundários do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos – SINASC. Analisou-se os dados dos partos ocorridos na Bahia entre 2011 e 2019. As variáveis do estudo foram: idade da mãe, instrução da mãe, número de consultas de pré-natal, duração da gestação, peso do recém-nascido ao nascer, índice de APGAR no 5º minuto e presença de anomalia congênita no recém-nascido. Os dados foram registrados sob a forma de gráficos ou tabelas, através do programa Excel. As variáveis quantitativas e qualitativas (categóricas) foram apresentadas em números absolutos (n) e em frequência (%). Resultados: No período de 2011 a 2019 foram encontradas 1.708.533 puérperas na Bahia, sendo 336.977 adolescentes. Observou-se um menor número de consultas pré-natais em gestantes adolescentes (54%) quando comparadas às adultas (40%). Ao comparar os desfechos neonatais entre adolescentes e adultas, notou-se que nas gestações de adolescentes houve maior prevalência de baixo peso ao nascer (9,6%) quando comparadas às adultas (8%). Quanto à prematuridade, verificou-se que 14% dos partos em adolescentes aconteceram com menos de 37 semanas, comparados aos 11% em adultas. Com relação ao índice de APGAR no 5º minuto e a presença de anomalia congênita não houve diferença significante entre as duas faixas etárias apresentadas. Quando comparadas às adultas, as adolescentes apresentaram maiores proporções de baixa escolaridade. Conclusão: As adolescentes enquanto faixa etária se apresentam como fator de risco para prematuridade e baixo peso ao nascer e esse fator de risco é diminuído quando há acompanhamento pré-natal adequado

    EDUCAÇÃO FÍSICA NUTRIÇÃO E SAÚDE Plano de Ensino 2022.1

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    Princípios da nutrição. Os nutrientes essenciais, suas funções e dinâmicas metabólicas associadas à atividade física na promoção da saúde

    PSICOLOGIA DCV - DESENVOLVIMENTO DO CICLO DE VIDA IV - ADOLESCÊNCIA Plano de Ensino 2022.1

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    Abordagem da Adolescência considerando as complexas modificações enfrentadas pelo jovem nos diversos domínios: corporal, psíquico, social, intelectual; Considerações aos diversos contextos sócio-culturais. Abordagem histórica culminando na avaliação da inserção do adolescente na sociedade contemporânea. Estudo da esfera dos conflitos enfrentados e da psicopatologia própria

    MEDICINA SAÚDE DA MULHER I Plano de Ensino 2022.2

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    Estudo dos conceitos básicos e introdutórios da saúde da mulher no pré-natal. Conhecimento sobre assistência e cuidado à gestante de risco habitual. Rede Cegonha na organização do serviço de atenção primária à saúde da mulher no contexto das políticas públicas de humanização. Produção de material para educação em saúde

    Achados de tomografia computadorizada em pacientes com sintomas respiratórios e doença inflamatória intestinal em um centro de referência em Salvador/Ba

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    Salvador: As doenças inflamatórias intestinais (DII) são responsáveis por manifestações que vão além do intestino e, dentre elas, as pulmonares. Além de causarem sintomas como dispneia, dor torácica e tosse, as alterações pulmonares decorrentes da DII podem ser detectadas através da Tomografia de Tórax. Objetivo: Descrever os principais achados na tomografia de tórax de pacientes com Doença Inflamatória Intestinal apresentando manifestações pulmonares. Método: Trata-se de um estudo transversal descritivo, baseado em questionário aplicado aos pacientes com DII, bem como na revisão de prontuários e análise de resultados de exames. Resultados: Dentre 255 pacientes com DII que responderam o questionário inicial, 44 relataram sintomas respiratórios como dispneia, dor torácica, tosse seca ou com expectoração. Destes, 10 realizaram Tomografia Computadorizada de Tórax e 9 apresentaram alguma alteração no exame, distribuídas entre enfisema, bronquiectasia, opacidades fibroatelectásicas, nódulos e opacidades em vidro fosco. Conclusão: Os achados tomográficos apresentados neste estudo indicaram processos inflamatórios atuais ou prévios. Assim, este trabalho viabiliza maior compreensão das alterações pulmonares em pacientes com DII

    Morbi-mortalidade intrahospitalar no período pré e pandêmico da covid 19 por tromboembolismo pulmonar, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral nas regiões do brasil entre 2019 e 2021

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    SalvadorIntrodução: as principais causas de mortalidade cardiovascular no mundo são Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), Acidente Vascular Cerebral (AVC) e Tromboembolismo Pulmonar (TEP). No Brasil há discrepâncias quanto a morbimortalidade por TEP entre as regiões podendo refletir o acesso à saúde e desconhecimento da população sobre esta doença. A Covid-19 está associada com inflamação e aumento de tromboses venosas, TEP e tromboses arteriais, com potencial de impactar o tempo de hospitalização e mortalidade por esta doença. Objetivo: comparar o número de eventos, mortalidade intrahospitalar e a duração dos internamentos por TEP, IAM e AVC e entre regiões brasileiras entre períodos pré-pandemia de COVID-19 (2019) e pandêmico (2020 e 2021). Método: foi realizado um estudo descritivo, com recorte temporal, baseado em dados secundários do DATASUS que dispensam aprovação em Comitê de Ética; disponível no endereço eletrônico: www.datasus.gov.br, segundo local de internação, com doenças pertencentes à lista de morbidade CID-10 [para AVC (I64), IAM (I21) e TEP (I26)] de janeiro de 2019 a dezembro de 2021, hospitalizados nas 5 regiões do Brasil agrupadas entre Norte e Nordeste (N-NE) versus Sudeste, Sul e Centro-Oeste (S-SE-CE). Foram comparadas as médias e desvio-padrão das mortalidades e do tempo de internamento por doença nos períodos de 2019, 2020 e 2021 entre os dois grupos de regiões do Brasil. Resultados: A mortalidade intrahospitalar foi maior por TEP que para IAM e AVC no período estudado. A mortalidade por TEP nas regiões N-NE foi significativamente maior que nas regiões S-SE- CE: em 2019 foi de 22,75 (2,81) em N-NE vs. 15,72 (1,17) em S-SE-CE, p = 0,026 e em 2021 foi de 23,79 (0,21) em N-NE vs. 17,65 (1,23) em S- SE-CE, p = 0,007. Houve diferença na mortalidade por IAM apenas em em 2019: 1,22 (0,20) em N-NE vs. 9,08 (0,5) na S-SE-CE, p = 0,012, mas não em 2021: 10,29 (1,12) em NNE vs. 8,84 (1,33) em S-SE-CE, p = 0,298. Não houve diferenças na mortalidade por AVC: em 2019 foi 17,11 (0,62) em N-NE vs. 13,63 (1,74) em S-SE-CE, p = 0,80 e em 2021, foi 17,24 (0,12) em N-NE vs. 15,05 (1,16) em S-SE-CE, p = 0,86. A mortalidade no Brasil por TEP foi maior em 2021 que em 2019, mas não de forma significativa: 20,05 (3,39) vs. 18,53 (4,19), p = 0,09. Não houve diferenças das mortalidades no Brasil entre 2021 e 2019 para IAM e AVC. A média do tempo de internação, foi maior para TEP que para IAM e AVC, mas houve redução para as três doenças entre 2019 e 2021: para TEP foi de 8,90 (0,98) vs. 8,32 (0,86), p = 0,023; para IAM foi de 7,44 (1,39) vs. 6,32 (0,88), p = 0,02; para AVC foi de 7,22 (0,37) vs. 6,78 (0,37), p = 0,011. Conclusão: A mortalidade por TEP no Brasil supera a mortalidade por AVC e por IAM, sendo significativamente maior nas regiões N-NE que nas regiões S-SE, CO. A mortalidade no Brasil por TEP, portanto, é alta e aumentou durante a pandemia da Covid-19. O tempo de hospitalização por TEP supera aquele devido a AVC e IAM em todo o Brasil e houve uma redução entre o período pré e pandêmico da Covid-19, possivelmente refletindo a pressão por leitos hospitalares. A avaliação sistemática do risco de TEV em pacientes internados, associada ao uso tromboprofilaxia de forma adequada e por tempo suficiente precisam ser prioridades para a segurança dos pacientes hospitalizados no Brasil. O diagnóstico e manejo do TEP em hospitais do SUS, precisa melhorar em todo o Brasil, particularmente nas regiões N-NE

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