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Rasuras em manuscritos escolares e implicações enunciativas: da projeção de (inter)locução à transmissibilidade
A "casa de usher" de Roger Corman o campo de memória e o cromático¬-discursivo no discurso fílmico
Uma reflexão enunciativa para o trabalho com o texto na escrita
Este texto apresenta um estudo preliminar conceitual da teoria enunciativa de Émile Benveniste, que é bastante circunscrito ao texto de 1970, O aparelho formal da enunciação, uma espécie de síntese da teoria linguística enunciativa de Benveniste. Além disso, refletimos sobre o ensino de língua Portuguesa em uma escola de educação básica, a fim de provocar uma reflexão e em seguida uma discussão sobre a colaboração que os estudos enunciativos, principalmente os que aqui destacamos, podem trazer às reflexões sobre o ensino de língua, enquanto condição, como diz Benveniste, de um homem tornar-se sujeito pelo seu dizer. Estas considerações têm, como pano de fundo, a necessidade de entender melhor como explicar e ainda descrever o uso e a organização da língua em uma dada situação discursiva específica e como fazê-lo em circunstâncias de ensino de língua Portuguesa
O aposto como marca de intersubjetividade: uma analise enunciativa
Este artigo tem como objetivo principal defender a ideia de que o aposto, embora seja considerado um elemento parentético sintaticamente, é um dos procedimentos acessórios por meio do qual emerge a intersubjetividade no discurso. Para tanto, será analisado um guia de viagem publicado online, no qual se contemplarão os efeitos de sentido (semantização) produzidos pelo locutor ao fazer uso desse recurso linguístico. O principal suporte teórico que ampara as análises é a Teoria da Enunciação desenvolvida por Émile Benveniste, segundo a qual todo discurso emana de um locutor, que, ao instaurar diante de si um alocutário, se apropria do aparelho formal da língua e constrói o aparelho formal da enunciação, singular em cada instância enunciativa. A fim de verificar como o aposto é contemplado na gramática tradicional, procedeu-se, inicialmente, a uma consulta a duas dessas gramáticas. Buscaram-se, também, contribuições de alguns linguistas ao estudo desse tópico gramatical, com vistas a observar em que medida contemplam sua funcionalidade
Aspectos enunciativos da subjetividade na leitura
Neste trabalho, pretendemos identificar marcas de subjetividade na leitura de uma peça publicitária, à luz da Teoria da Enunciação de Émile Benveniste, a fim de propormos a leitura como um ato enunciativo, único e irrepetível. Para tanto, foram analisadas as leituras realizadas por alunos da EJA, correspondente ao Ensino Médio, observando os recursos linguísticos através dos quais esses sujeitos marcam-se na referida leitura