Ciência da Informação (E-Journal)
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Pré-registro de teses e dissertações no Repositório Institucional da Universidade Federal de Juiz de Fora: uma alusão aos preprints
A disponibilização de teses e dissertações no Repositório Institucional da Universidade Federal de Juiz de Fora (RI-UFJF) ocorre aproximadamente 90 dias após a defesa do trabalho e aprovação pela banca examinadora. A lacuna existente entre o aceite e o acesso ocorre devido ao processo de homologação tramitado dentro da instituição para registro e validação do título obtido. Em alusão aos preprints utilizados para acelerar o processo de comunicação dos resultados de pesquisas em periódicos, o registro prévio dos principais dados da pesquisa acadêmica foi a solução encontrada para trazer a celeridade para divulgação das produções. O pré-registro de teses e dissertações é realizado a partir das informações contidas na matéria jornalística realizada pela Equipe de Divulgação Científica da Diretoria de Imagem Institucional da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e divulgada no site da instituição. A coleção “Defesas Recentes – Teses e Dissertações” contém os pré-registros – título do trabalho, orientador, autor, banca – e utiliza a matéria como se fosse o resumo do trabalho. O texto completo do arquivo fica pendente e é inserido por ocasião do recebimento do processo homologado no Repositório Institucional. Com a divulgação do pré-registro imediatamente após a defesa, as principais informações, bem como os resultados das pesquisas que foram objeto de tese e dissertações já podem ser recuperados em pesquisas realizadas no RI-UFJF e em serviços de busca
Análise de Redes Sociais de Periódicos de Acesso Aberto e Fechado: um olhar a partir das escolhas de publicação dos doutores indicada no Lattes
O presente estudo faz uso da metodologia de Análise de Redes Sociais para apresentar as relações entre os periódicos de acesso aberto e fechado utilizados pelos pesquisadores com doutorado cadastrados na Plataforma Lattes. A partir da consulta aos dados tabulados das principais revistas onde publicam os mais de 300 mil doutores cadastrados na base, uma rede de relações foi gerada nos softwares livres VOSviewer e Gephi. No Gephi os nós foram demarcados quanto ao tipo de acesso para a revista pelo cruzamento do ISSN obtido com os dados do Directory of Open Access Journals – DOAJ. Ao mesmo tempo que a produção de doutores cadastrados na Base Lattes serve como um retrato da produção brasileira, os vínculos estabelecidos entre as revistas podem representar proximidades temáticas e possíveis escolhas para o escoamento de produção científica em opções abertas em detrimento de revistas fechadas. Uma busca por uma revista previamente pretendida apresentará a ego-network desta revista, potencialmente com opções em acesso aberto. Os resultados obtidos estão disponibilizados para consulta e exploração online
Análise dos fatores críticos de sucesso na implantação de um sistema acadêmico
A utilização do Enterprise Resource Planning (ERP) pelas organizações públicas tem aumentado consideravelmente nos últimos anos. Em paralelo a este crescimento, observa-se a necessidade de maior atenção ao processo de planejamento e implementação desses sistemas. Esta pesquisa busca identificar os aspectos que afetam os Fatores Críticos de Sucesso (FCS) durante a implantação de um ERP Acadêmico no setor público brasileiro. Para isso, foi realizado um estudo de caso em uma universidade pública federal, sendo os dados gerados pela pesquisa analisados por meio do software IRAMUTEQ, baseado nos métodos de Análise de Similitude e Nuvem de Palavras. Os resultados obtidos representaram o total de 21 aspectos que influenciam os Fatores Críticos de Sucesso. Dentre eles, pode-se citar a proatividade dos envolvidos, a boa relação e articulação entre os indivíduos, as experiências anteriores, bem como a falta de planejamento de processos de negócio claros e as limitações na infraestrutura
Modelagem do processo de criação do conhecimento em um contexto organizacional caracterizado como Ba
Conhecimento organizacional é a capacidade de uma organização de criar um novo conhecimento, difundi-lo na organização como um todo e incorporá-lo em produtos e processos[1]. Epistemologicamente, o conhecimento construído socialmente é compreendido na sua forma explícita e tácita, que ocorre em um determinado contexto, os quais podem ser incorporados em regras, códigos de conduta, ética, rotinas organizacionais, processos, manuais, cultura organizacional ou produtos. Nesse contexto, salienta-se que Ba[2] representa um espaço, um local, um momento de interação e compartilhamento, onde se cria uma cultura compartilhada: confiança, estima mútua e empatia. Trata-se de uma plataforma de criação do conhecimento organizacional, um ambiente transcendental e de energização agregadora deste conhecimento, integrando ao contexto no qual o mesmo é criado, compartilhado e utilizado. Nesse sentido, o objetivo deste artigo é propor uma modelagem do processo de criação do conhecimento organizacional em um contexto caracterizado como Ba. A abordagem metodológica utilizada foi baseada em uma pesquisa qualitativa, de natureza descritiva, adotando-se como procedimento de coleta de dados a revisão sistemática de literatura com busca às bases científicas Scopus e Web of Science. Os resultados apresentados apontam que a literatura científica selecionada apresenta os elementos necessários à modelagem do processo de criação do conhecimento organizacional, caracterizado como Ba.[1] NONAKA, I. & TAKEUCHI, H., The knowledge-creating company: how Japanese companies create the dynamics of innovation. University Press, Oxford, 1995.[2] O conceito “Ba” foi criado pelo filósofo japonês Kitaro Nishida, o qual define bem o que é contexto organizacional, na perspectiva da Gestão do Conheciment
Canal IBciência: divulgação da Produção Científica do Instituto de Biociências da USP
A grande quantidade de produções científicas geradas pelos pesquisadores do Instituto de Biociências da USP - IB/USP trouxeram uma demanda nova para a Biblioteca, que é como tornar acessíveis comunicações e divulgações feitas pelos pesquisadores, do andamento e dos resultados de suas pesquisas acadêmicas, disponíveis na plataforma YouTube, que são: aulas, cursos, entrevistas, atividades entre outros. Boa parte deste conteúdo tem linguagem informal e com o propósito de divulgação científica. Para reunir, disseminar e tornar acessível este material, a Biblioteca do IB/USP criou em 2017 o IBciência (https://www.youtube.com/c/IBciênciaDivulgaçãoCientíficadoIBUSP), um Canal no YouTube que reúne as comunicações do Instituto. Para realização, inicialmente foram selecionados vídeos, os quais foram indexados de acordo com os assuntos. Foram feitas inscrições em canais oficiais da USP e diariamente são feitas inclusões de novos vídeos. Atualmente conta com um crescimento considerável de inscritos, inclusive do exterior; as visualizações aumentaram de 2.523 em 2017 para 17.834 em 2018, o que evidencia a relevância do serviço pelos docentes, alunos e imprensa da USP. Ações como o registro no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), acompanhamento periódico das métricas e revisão da indexação das playlists buscam manter a qualidade. Identificou-se até o momento, que o perfil dos usuários buscam principalmente aulas ministradas por docentes do IB/USP. Constata-se que a comunicação científica em plataformas digitais é cada vez maior e a Biblioteca proporciona com este serviço, um espaço para expandir a divulgação científica, aproximar a sociedade das pesquisas desenvolvidas no Instituto e ampliar a visibilidade de seus pesquisadores
Proteção autoral de dados e ciência aberta na blockchain
Diante da dinâmica da produção científica, o uso de blockchain como alternativa para a gestão dos direitos autorais alinha-se às necessidades do contexto científico, especificamente na conjuntura da ciência aberta pelos desafios relacionados ao compartilhamento e à reutilização de dados e à questão da proteção autoral. Processos desde produção até disponibilização dos dados são relativamente dispendiosos e os detentores de dados têm recorrido a estratégias para proteger à sua autoria. Assim, para minimizar aspectos relacionados à proveniência, a rastreabilidade e garantia da autoridade de dados tem-se utilizado a tecnologia blockchain. Buscou-se analisar a convergência entre o uso da blockchain para registro do direito autoral e a relação com a ciência aberta. Realizou-se pesquisa exploratória que utilizou análise de conteúdo com observação das unidades temáticas “direito autoral” e “ciência aberta”, verificando os núcleos de sentido em documentos a partir dos eixos propostos na taxonomia da FOSTER. Dois eixos dos propostos pela FOSTER estão sendo tratados, Open science evaluation e Open data, o que demonstra que interesses de pesquisadores estão indo além de tópicos técnicos convencionais, emergindo assim para o movimento da ciência aberta. Os autores ressaltaram o uso da blockchain como elemento que outorga segurança nos dados da pesquisa submetida a avaliação. Observando a rastreabilidade no acesso, reutilização e controle no compartilhamento de dados, verificou-se que as pesquisas concedem garantia à blockchain para a proteção autoral dos dados, visto que, esses dados estarão disponíveis para uso da comunidade científica no paradigma da ciência aberta. Há destaque para questões que envolvem transparência no processo de avaliação das pesquisas por pares, rastreabilidade no acesso e reutilização de dados de pesquisa. Destacou-se a importância de contar com sistemas de avaliação que gerem confiança nos pareceres emitidos por ser determinantes em processos da comunicação científica, minimizando assim receio pela perda de originalidade e possibilidades de plágio. A tecnologia blockchain surge como notável possibilidade para o desenvolvimento de estratégias que fomentam a ciência aberta, na perspectiva da consideração e proteção dos direitos dos autores. No âmbito do estudo, o uso dessa tecnologia tornou-se relevante em questões vinculadas à transparência em processos de avaliação por pares, citação, reconhecimento de autoria na reutilização de dados, rastreabilidade, verificação de acessos e uso, autenticidade e integridade dos dados, aspectos integrados aos eixos da ciência aberta
Abrir a pesquisa para além do acesso aberto e dados abertos: a experiência do projeto Documenta?!
A apresentação, em formato Pecha Kucha, compartilha aprendizados iniciais da experiência, ainda em desenvolvimento, de abrir o projeto de pesquisa Documenta?! com apoio do programa de mentoria Mozilla Open Leaders. Destaca que a noção de abertura desta iniciativa vai além dos aspectos econômicos, jurídicos, técnicos e editoriais mobilizados pelo discurso dominante da Ciência Aberta e seu “open by default”. Alternativamente, o “open by design” fomentado pelo programa de mentoria propõe o desenvolvimento intencional e consciente de ambientes que não reproduzam estruturas de poder existentes na sociedade. Na prática, o projeto de pesquisa aberta Documenta? desenvolveu estratégias para fomentar a colaboração, a diversidade e a governança compartilhada.A apresentação, em formato Pecha Kucha, compartilha aprendizados iniciais da experiência, ainda em desenvolvimento, de abrir o projeto de pesquisa Documenta?! com apoio do programa de mentoria Mozilla Open Leaders. Destaca que a noção de abertura desta iniciativa vai além dos aspectos econômicos, jurídicos, técnicos e editoriais mobilizados pelo discurso dominante da Ciência Aberta e seu “open by default”. Alternativamente, o “open by design” fomentado pelo programa de mentoriapropõe o desenvolvimento intencional e consciente de ambientes que não reproduzam estruturas de poder existentes na sociedade. Na prática, o projeto de pesquisa aberta Documenta? desenvolveu estratégias para fomentar a colaboração, a diversidade e a governança compartilhada
Um cenário das políticas dos repositórios temáticos brasileiros
O presente trabalho propõe-se a identificar os RDs brasileiros cadastrados no diretório Directory of Open Access Repositories (OpenDOAR), analisá-los quanto as características em consonância com a literatura da Ciência da Informação, avaliar se o repositório cadastrado contém quanto as tipologias informadas, identificar a existência de política e qualificar o tipo de política.Sendo assim, o estudo, almeja apresentar o panorama dos repositórios cadastrados no OpenDOAR e provocar uma reflexão sobre o cenário brasileiro das iniciativas de RT
Biblioteca Digital de Trabalhos Acadêmicos (BDTA) da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA): relato de experiência.
O trabalho apresenta o relato de experiência da construção da Biblioteca Digital de Trabalhos Acadêmicos(BDTA) dividida em cinco fases: 1) Planejamento (2017); 2) Implantação (2018) (customização do software Dspace e infraestrutura); 3) Aprovação da política, construção do formulário de autorização para publicação e criação de e-mail (2018); 4) Elaboração de tutorial, treinamentos criação de nova comunidade e logotipo. Apresenta o arranjo atual da BDTA com suas comunidades, subcomunidades e coleções criadas a partir da estrutura organizacional da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA). Como procedimentos metodológicos adotou-se a abordagem qualitativa, caracterizando-se como uma pesquisa de natureza descritiva e um estudo de caso. A construção da BDTA/UFRA corrobora com o movimento do acesso aberto à informação científica, pois permite a visualização dos trabalhos de conclusão de curso produzidos, resultado do conhecimento dos discentes adquiridos ao longo dos cursos, indo ao encontro dos regulamentos governamentais de desburocratização do acesso à informação por meio do uso das tecnologias disponíveis. Em suma, promove a visibilidade do conhecimento científico gerado na universidade.