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Pensar Portugal - A Modernidade de um País Antigo
Pensar Portugal – A Modernidade de um País Antigo é um livro de pequenos ensaios de ciências sociais e humanas, que apresentam e discutem assuntos e problemas relativos a Portugal. São ensaios que constituem estudos de caso, embora tenham a forma de crónicas. O ponto de vista não é propriamente filosófico, nem estético, nem político. É um exercício de compreensão do mundo contemporâneo, tendo as ciências sociais e humanas como enquadramento teórico. Estes ensaios filiam-se no reconhecimento de um pensamento da prática, e também no reconhecimento da importância do imaginário em toda a estruturação social. O livro está organizado em seis partes. Cada parte é iniciada por um capítulo teórico. A função destes capítulos é a de enquadrar, teórica e metodologicamente, os pequenos ensaios, colocadas no registo específico de cada uma das partes do livro
Sobre as causas do atraso científico em Portugal - Uma digressão histórica
O atraso científico que se verificou em Portugal desde o século XVII é um facto quase unanimemente reconhecido. Para o explicar, muitos pensadores e analistas, nacionais e estrangeiros, sugeriram as mais variadas causas reais ou imaginárias. Algumas estão ligadas a atributos pessoais, de caráter endógeno ou exógeno; outras a condicionalismos geopolíticos ou a fatores económico-financeiros. Duvidou-se da capacidade intelectual e do engenho dos portugueses; depreciou-se a sua aptidão para o trabalho, perseverança e reflexão; inventaram-se desconformidades entre atividades dependentes da emoção e da razão. Houve quem opinasse, sabiamente, que o atraso se devia ao desinteresse votado à ciência pelos portugueses e seus governantes, o que justificava a iliteracia científica generalizada, a pouca importância atribuída ao saber e o pouco investimento nacional na investigação científica. Da leitura deste livro, que aborda detalhadamente todos estes temas, facilmente se conclui que o atraso científico em Portugal não se deveu a causas inevitáveis ou a um singular e fatal destino, mas apenas a circunstâncias desfavoráveis que poderiam ter sido alteradas pela vontade dos portugueses. Se o progresso económico-social é um objetivo nacional, é indispensável que se reconheça a importância fundamental da ciência e se atribua à investigação científica o justo lugar que deve ocupar entre as infraestruturas nacionais mais reconhecidas e valorizadas
Pensar Portugal - A Modernidade de um País Antigo
Pensar Portugal – A Modernidade de um País Antigo é um livro de pequenos ensaios de ciências sociais e humanas, que apresentam e discutem assuntos e problemas relativos a Portugal. São ensaios que constituem estudos de caso, embora tenham a forma de crónicas. O ponto de vista não é propriamente filosófico, nem estético, nem político. É um exercício de compreensão do mundo contemporâneo, tendo as ciências sociais e humanas como enquadramento teórico. Estes ensaios filiam-se no reconhecimento de um pensamento da prática, e também no reconhecimento da importância do imaginário em toda a estruturação social. O livro está organizado em seis partes. Cada parte é iniciada por um capítulo teórico. A função destes capítulos é a de enquadrar, teórica e metodologicamente, os pequenos ensaios, colocadas no registo específico de cada uma das partes do livro
O antigo Paço dos arcebispos de Braga
O antigo Paço dos arcebispos de Braga ocupa um inequívoco lugar de destaque na paisagem urbana bracarense, cuja complexa história se entrecruza com a da construção do próprio palácio, constituído por um complexo de edifícios que se foram anexando uns aos outros, entre os séculos XIV e XVIII. Situado nas proximidades da Sé Catedral, o Paço arcebispal desenvolve-se por uma vasta área do centro histórico de Braga, sendo reconhecido como um dos edifícios patrimoniais mais emblemáticos da cidade, que tira também partido das características que foram conferidas aos seus espaços envolventes no contexto da intervenção de restauro ocorrida entre 1930 e 1950.Como exemplar complexo de arquitetura civil, o Paço arcebispal conta-nos uma história longa e dinâmica, associada aos protagonistas que ajudaram a dar forma aos edifícios que formalizam o palácio, um indiscutível testemunho do poder e importância que os arcebispos tiveram na história de Braga. O Paço dá também conta da evolução e do pulsar da cidade ao longo de séculos, pois nele encontramos expressões das diferentes tendências artísticas e culturais que se fizeram sentir, um pouco por toda a Europa, entre os finais da Idade Média e os finais do Antigo Regime. Assim, os seus sucessivos acrescentos e fases construtivas representam exemplos paradigmáticos da racionalidade urbanística e das linguagens arquitetónicas características do longo período de progressiva construção dos “paços” que compõem o Paço arcebispal bracarense. A história da sua evolução representa também um excelente testemunho das mudanças ocorridas nas cidades com vocação senhorial, permitindo-nos entender como foram mudando as estratégias de propaganda e de afirmação pública do poder no espaço urbano medieval, renascentista e barroco
Dizer o Direito: o papel dos tribunais no século XXI: Atas do VII Congresso Internacional “Direito na Lusofonia”
Este livro de actas recolhe comunicações apresentadas ao 7.º Congresso Internacional Direito na Lusofonia, cujo tema geral adoptado foi “Dizer o Direito: o papel dos Tribunais no séc. XXI”, tendo a sua realização, em versão exclusivamente online, sido prevista para os dias 21 a 25 de Junho de 2021.Em primeiro lugar, importa situar a iniciativa: o Congresso “Direito na Lusofonia” é um evento organizado pela Escola de Direito, mas com o intuito de congregar juristas de todos os espaços geográficos em que a língua portuguesa foi - e ainda é - veículo de construção normativo-jurídica.A realização da sétima edição do Congresso tem a novidade de ter lugar em versão exclusivamente online. Efectivamente, todas as anteriores edições do Congresso foram presenciais, tendo tido lugar em Braga (Portugal), Luanda (Angola), Brasília (Brasil) e Fortaleza (Brasil)
Sobre as causas do atraso científico em Portugal - Uma digressão histórica
O atraso científico que se verificou em Portugal desde o século XVII é um facto quase unanimemente reconhecido. Para o explicar, muitos pensadores e analistas, nacionais e estrangeiros, sugeriram as mais variadas causas reais ou imaginárias. Algumas estão ligadas a atributos pessoais, de caráter endógeno ou exógeno; outras a condicionalismos geopolíticos ou a fatores económico-financeiros. Duvidou-se da capacidade intelectual e do engenho dos portugueses; depreciou-se a sua aptidão para o trabalho, perseverança e reflexão; inventaram-se desconformidades entre atividades dependentes da emoção e da razão. Houve quem opinasse, sabiamente, que o atraso se devia ao desinteresse votado à ciência pelos portugueses e seus governantes, o que justificava a iliteracia científica generalizada, a pouca importância atribuída ao saber e o pouco investimento nacional na investigação científica. Da leitura deste livro, que aborda detalhadamente todos estes temas, facilmente se conclui que o atraso científico em Portugal não se deveu a causas inevitáveis ou a um singular e fatal destino, mas apenas a circunstâncias desfavoráveis que poderiam ter sido alteradas pela vontade dos portugueses. Se o progresso económico-social é um objetivo nacional, é indispensável que se reconheça a importância fundamental da ciência e se atribua à investigação científica o justo lugar que deve ocupar entre as infraestruturas nacionais mais reconhecidas e valorizadas
Cultures and Tourism: Reflections on Heritage, the Arts and Intercultural Communication
À medida que as práticas turísticas levam os povos a entrar em contacto uns com os outros e se estabelecem relações entre as populações, logo emergem as questões da identidade e da alteridade. Até que ponto os indivíduos que vivem nos lugares visitados pelos turistas são influenciados, nas suas práticas culturais e artísticas e nas representações que têm de si mesmos, pelas experiências que os turistas lhes transmitem? De que modo os turistas absorvem, transformam e incorporam o que veem e experimentam? Quais os impactos culturais, sociais e económicos desta relação?Discutindo estas e outras questões, Culturas e Turismo: Reflexões Sobre o Património, as Artes e a Comunicação Intercultural, reúne 21 artigos, selecionados do conjunto de trabalhos apresentados no congresso internacional “Cultura e Turismo: Desenvolvimento Nacional, Promoção da Paz e Aproximação Entre Nações” (2018, Moçambique). Com contribuições de investigadores oriundos de vários continentes, esta obra encontra-se dividida em quatro secções, subordinadas aos temas “Turismo, Cultura e Arte”, “Turismo, Desenvolvimento e Comunicação”; “Património Cultural: Festividades, Artesanato e Gastronomia” e “Roteiros e Paisagens Turísticos”.As tourist practices lead to contact between peoples and populations' relationships, identity and otherness issues immediately emerge. To what extent are the individuals living in the places tourists visit influenced, in their cultural and artistic practices and their representations of themselves, by the experiences tourists impart to them? How do tourists absorb, transform and assimilate what they see and experience? What are the cultural, social and economic impacts of this relationship? Culturas e Turismo: Reflexões Sobre o Património, as Artes e a Comunicação Intercultural (Cultures and Tourism: Reflections on Heritage, the Arts and Intercultural Communication), addresses these and other questions and assembles 21 articles, selected from the corpus of papers presented at the international congress "Cultura e Turismo: Desenvolvimento Nacional, Promoção da Paz e Aproximação Entre Nações" (Culture and Tourism: National Development, Peace Promotion and Rapprochement Between Nations; 2018, Mozambique). This work includes contributions from researchers from various continents and comprises four sections, under the topics "Tourism, Culture and Art", "Tourism, Development and Communication"; "Cultural Heritage: Festivities, Handicrafts and Gastronomy" and "Tourism Routes and Landscapes"
Revistas Científicas de Comunicação Ibero-Americanas na Política de Divulgação do Conhecimento: Tendências, Limitações e os Desafios de Novas Estratégias
This book is the product of discussions, the exchange of ideas and research on the conditions and policies for the dissemination of scientific production in Communication and related topics. These include the criteria for indexing journals, the metrics systems for assessing impact, the criteria and hierarchies in the circulation of the knowledge produced, the importance of open access and the dissemination of knowledge in different languages — Portuguese, Spanish and English — in the Ibero-American space. Debates, for more than six years, provided by the Fórum de Publicações e Difusão de Conhecimento Científico (Forum on Publication and Dissemination of Scientific Knowledge) of the Confederação Ibero-Americana das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação (Confibercom; Ibero-American Confederation of Scientific and Academic Communication Associations).
Under the title Revistas Científicas de Comunicação Ibero-Americanas na Política de Divulgação do Conhecimento: Tendências, Limitações e os Desafios de Novas Estratégias (Ibero-American Journals of Communication Within the Policy of Knowledge Dissemination: Trends, Constraints and the Challenges of New Strategies), the work assembles the contribution of Portuguese, Spanish and Latin American authors, who, other than analysing crucial aspects of the international operating mechanisms for scientific dissemination, suggest new approaches to break down barriers and promote greater democratisation of Ibero-American scientific knowledge on Communication among their own countries and in the world. In this book, the 14 contributing authors seek to echo, in society as a whole, the many voices from Latin America and other Portuguese-, Galician-, Catalan- and Spanish-speaking countries that have much to say to the world through research in Communication.Esta edição resulta dos debates, troca de ideias e investigações sobre as condições e políticas de difusão da produção científica em Comunicação e dos temas que lhes estão associados, tais como, os critérios para indexação de revistas, os sistemas de métricas de avaliação de impacto, os critérios e as hierarquias na circulação do conhecimento produzido, a importância do acesso aberto e a divulgação do conhecimento nos diferentes idiomas – Português, Espanhol e Inglês –, no espaço ibero-americano. Debates, durante mais de seis anos, proporcionados pelo Fórum de Publicações e Difusão de Conhecimento Científico da Confederação Ibero-Americana das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação (Confibercom).Intitulada Revistas Científicas de Comunicação Ibero-Americanas na Política de Divulgação do Conhecimento: Tendências, Limitações e os Desafios de Novas Estratégias, a obra reúne a contribuição de autores portugueses, espanhóis e latino-americanos, que além de analisarem aspetos cruciais dos mecanismos operativos internacionais de divulgação científica, apontam caminhos para romper barreiras e possibilitar uma maior democratização do conhecimento científico Ibero-Americano de Comunicação entre os seus próprios países e no mundo. Os 14 autores, aqui reunidos, preocupam-se em ecoar, na sociedade como um todo, as muitas vozes da América Latina e dos restantes países de línguas portuguesa, galega, catalã e espanhola que têm muito a dizer ao mundo todo por meio da investigação em Comunicação
O antigo Paço dos arcebispos de Braga
O antigo Paço dos arcebispos de Braga ocupa um inequívoco lugar de destaque na paisagem urbana bracarense, cuja complexa história se entrecruza com a da construção do próprio palácio, constituído por um complexo de edifícios que se foram anexando uns aos outros, entre os séculos XIV e XVIII. Situado nas proximidades da Sé Catedral, o Paço arcebispal desenvolve-se por uma vasta área do centro histórico de Braga, sendo reconhecido como um dos edifícios patrimoniais mais emblemáticos da cidade, que tira também partido das características que foram conferidas aos seus espaços envolventes no contexto da intervenção de restauro ocorrida entre 1930 e 1950.Como exemplar complexo de arquitetura civil, o Paço arcebispal conta-nos uma história longa e dinâmica, associada aos protagonistas que ajudaram a dar forma aos edifícios que formalizam o palácio, um indiscutível testemunho do poder e importância que os arcebispos tiveram na história de Braga. O Paço dá também conta da evolução e do pulsar da cidade ao longo de séculos, pois nele encontramos expressões das diferentes tendências artísticas e culturais que se fizeram sentir, um pouco por toda a Europa, entre os finais da Idade Média e os finais do Antigo Regime. Assim, os seus sucessivos acrescentos e fases construtivas representam exemplos paradigmáticos da racionalidade urbanística e das linguagens arquitetónicas características do longo período de progressiva construção dos “paços” que compõem o Paço arcebispal bracarense. A história da sua evolução representa também um excelente testemunho das mudanças ocorridas nas cidades com vocação senhorial, permitindo-nos entender como foram mudando as estratégias de propaganda e de afirmação pública do poder no espaço urbano medieval, renascentista e barroco
O antigo Paço dos arcebispos de Braga
O antigo Paço dos arcebispos de Braga ocupa um inequívoco lugar de destaque na paisagem urbana bracarense, cuja complexa história se entrecruza com a da construção do próprio palácio, constituído por um complexo de edifícios que se foram anexando uns aos outros, entre os séculos XIV e XVIII. Situado nas proximidades da Sé Catedral, o Paço arcebispal desenvolve-se por uma vasta área do centro histórico de Braga, sendo reconhecido como um dos edifícios patrimoniais mais emblemáticos da cidade, que tira também partido das características que foram conferidas aos seus espaços envolventes no contexto da intervenção de restauro ocorrida entre 1930 e 1950.Como exemplar complexo de arquitetura civil, o Paço arcebispal conta-nos uma história longa e dinâmica, associada aos protagonistas que ajudaram a dar forma aos edifícios que formalizam o palácio, um indiscutível testemunho do poder e importância que os arcebispos tiveram na história de Braga. O Paço dá também conta da evolução e do pulsar da cidade ao longo de séculos, pois nele encontramos expressões das diferentes tendências artísticas e culturais que se fizeram sentir, um pouco por toda a Europa, entre os finais da Idade Média e os finais do Antigo Regime. Assim, os seus sucessivos acrescentos e fases construtivas representam exemplos paradigmáticos da racionalidade urbanística e das linguagens arquitetónicas características do longo período de progressiva construção dos “paços” que compõem o Paço arcebispal bracarense. A história da sua evolução representa também um excelente testemunho das mudanças ocorridas nas cidades com vocação senhorial, permitindo-nos entender como foram mudando as estratégias de propaganda e de afirmação pública do poder no espaço urbano medieval, renascentista e barroco