University of Pernambuco - Engineering School/ Editorial System Journals
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    Dinâmica de propagação de epidemias entre cidades dispostas em redes complexas

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    Este trabalho estuda a propagação de epidemias considerando aglomerados urbanos e a mobilidade geográfica de seus habitantes. Utiliza-se o modelo SIR (suscetível-infectado-recuperado), com equações diferenciais acopladas entre cidades por meio de um modelo de mobilidade baseado na interação gravitacional. Desenvolveu-se um protótipo computacional em Python para simular redes de cidades com topologia do tipo árvore de Cayley. As simulações fornecem curvas de suscetíveis, infectados e recuperados ao longo do tempo, permitindo observar sincronia entre picos de infecção, dinâmica do epicentro e parâmetros relevantes para minimizar a quantidade de infectados

    Avaliação das Técnicas de Explicabilidade (XAI) em Modelos de Classificação aplicados a dados não estruturados e desbalanceados

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    Com o crescimento do uso de modelos de aprendizado de máquina em cenários decisórios críticos, aumenta-se também a necessidade de interpretabilidade, especialmente em contextos nos quais os dados são desbalanceados e não estruturados, como textos oriundos de redes sociais, análises financeiras e registros médicos (Pereira, J. 2021). Segundo Dablain et al. (2024), há uma carência significativa de abordagens que combinam análise interpretativa com sensibilidade ao desbalanceamento de classes, principalmente em domínios textuais. Ainda de acordo com Silva et al. (2025), a escolha adequada da estratégia de balanceamento pode melhorar consideravelmente a performance dos modelos, mas há um limite para a eficácia da duplicação sintética de amostras. Nesse contexto, este trabalho tem como objetivo principal investigar o impacto do desbalanceamento de dados em métricas de explicabilidade de modelos de classificação textual, bem como identificar quais técnicas de Inteligência Artifical Explicável (XAI, do inglês Explainable Artificial Intelligence) são mais eficazes nesse contexto. A metodologia adotada inclui um mapeamento sistemático da literatura para identificar lacunas existentes na interseção entre XAI e dados desbalanceados, seguido da implementação e avaliação de modelos de classificação, como: SVM (Support vector machine), Random Forest, Rede Neural, LSTM (Long Short-Term Memory), CNN (Convolutional Neural Network) e Transformers. Ambos algoritmos serão aplicados com diferentes estratégias de balanceamento: sem balanceamento, undersampling e oversampling. As técnicas de explicabilidade aplicadas incluem LIME (Local Interpretable Model-agnostic Explanations), SHAP (SHapley Additive exPlanations), visualizações baseadas em atenção, entre outras. Os primeiros resultados obtidos com os modelos SVM e LSTM indicam que a estratégia de oversampling tende a mitigar os efeitos negativos do desbalanceamento, tanto na performance quanto na clareza das explicações geradas. Observou-se que o SVM apresentou viés interpretativo para a classe negativa, com explicações pouco conectadas semanticamente aos textos, enquanto o LSTM demonstrou maior coerência contextual e estabilidade, mesmo em cenários com desbalanceamento acentuado. Esses achados confirmam que o desbalanceamento não afeta apenas a capacidade preditiva dos modelos, mas também a confiabilidade das interpretações geradas, aspecto crítico em sistemas utilizados para justificar decisões automatizadas. Espera-se, ao final do projeto, propor diretrizes metodológicas para a aplicação de técnicas de explicabilidade em cenários com dados não estruturados e desbalanceados, bem como disponibilizar repositórios públicos de dados e experimentos que favoreçam a reprodutibilidade científica. Assim, este projeto busca preencher lacunas relevantes ao conectar modelos diversos, estratégias de balanceamento e mecanismos de explicabilidade, com foco em aplicações práticas e socialmente relevantes

    Monitoramento da Pressão do Freio em Veículos do Tipo Mini Baja

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    O projeto se baseia nos princípios de instrumentação eletrônica, aquisição de dados e confiabilidade mecânica. Foi desenvolvido um protótipo de monitoramento da pressão no sistema de freios e correlacionar com as condições operacionais do veículo. Os dados coletados serão utilizados para prevenir falhas, melhorar a resposta de frenagem e otimizar a performance de veículos Baja SAE em competições

    O Uso de Derivativos Financeiros no Setor de Energia Elétrica Brasileiro: Uma Análise de Risco e Retorno

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    O mercado de derivativos tem registrado crescimento expressivo no Brasil e no mundo, impulsionado pelas transformações recorrentes na economia global e pela crescente demanda e diversificação desses instrumentos financeiros. Tal evolução impõe novos desafios ao campo contábil, já que a identificação e mensuração dos derivativos tornam-se mais complexas devido à pluralidade de produtos e à constante inovação financeira (Darós e Borba, 2005). Além de atuarem na mitigação de riscos, os derivativos são frequentemente utilizados como instrumentos de especulação, o que exige uma abordagem criteriosa e o desenvolvimento de políticas eficazes de gestão, dado que sua utilização sem o devido conhecimento pode ocasionar perdas substanciais (Amaral, 2003). O setor de energia elétrica brasileiro, estratégico para o desenvolvimento nacional, estruturou-se num modelo híbrido, com consumidores regulares vinculados ao Ambiente de Contratação Regulada (ACR) e grandes players operando no Ambiente de Contratação Livre (ACL). Esse contexto, marcado pela reestruturação do setor e pela diversificação das fontes energéticas, atribui papel central aos derivativos no contexto da gestão de riscos. Tais instrumentos têm ganhado espaço tanto nos debates especializados quanto no âmbito regulatório, dada sua capacidade de promover a eficiência e a sustentabilidade financeira das empresas do setor (Loiola, 2002). O avanço das regras de mercado, conformadas pelo MAE (Mercado Atacadista de Energia Elétrica) e reguladas pela ANEEL, trouxe inovações como a implementação de leilões (Lei 10.438/2002) e modernização dos contratos, favorecendo a sofisticação dos arranjos financeiros do setor, incluindo contratos futuros e outros derivativos, que permitem a precificação eficiente dos riscos inerentes ao mercado energético nacional (ANEEL, 2025). Tais contratos, negociados principalmente em ambientes como a BBCE, são liquidados financeiramente e vinculados a indexadores como o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) e o Custo Marginal de Operação (CMO), representando uma ferramenta essencial para proteção (hedge), redução de risco de crédito e tomada de decisões estratégicas pelos agentes do setor. Este estudo tem como objetivo propor contratos futuros de energia elétrica adaptados à realidade do mercado brasileiro, a partir da análise de PLDs regionais e dos preços médios do MWh para diferentes fontes energéticas, entre 2019 e 2023, bem como sugerir estratégias para aperfeiçoamento das práticas financeiras, políticas de risco, governança e transparência setorial. A metodologia adotada utilizou dados secundários do Sistema de Informações da Geração da ANEEL (2019-2023), período em que a capacidade instalada do país cresceu de 170,026 GW para 197,058 GW, com expansão do número de empreendimentos de 8.795 para 23.552. Segundo Portal Solar (2023), a comercialização, nos ambientes ACR e ACL, envolve regulamentações específicas quanto à participação dos agentes (REN nº 957/2021) e o papel da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), responsável pelo registro dos contratos, realização dos leilões e cálculo do PLD, indicador-chave do equilíbrio financeiro entre gerados e contratados. Entre 2019 e 2023, a CCEE promoveu quatro leilões, contratando 53.064 MW. O cálculo do PLD é realizado por modelos como o NEWAVE e o DECOMP, considerando o CMO e patamares de carga, estabelecendo limites mínimos e máximos anuais definidos pela ANEEL (CCEE, 2023). O estudo propôs contratos futuros modelados em R$/MWh, considerando dados de PLD e preços médios das fontes energéticas, seguindo recomendações da literatura (Loiola, 2002). Para avaliação de risco, adotou-se o desvio padrão dos retornos diários de PLD, anualizado conforme padrão de mercado (multiplicação pela raiz de 252), metodologia usual nos estudos financeiros (FERRAMENTA DO INVESTIDOR, 2017). Os resultados revelam oscilações expressivas do PLD nas sub-regiões do SIN. Na região Sul, identificou-se a segunda maior volatilidade semanal (136,90%) e de retorno total do período (505,55%), seguida pela região Norte (131,08% semanal e 502,15% total) e Sudeste (81,72% semanal e 456,03% total). Os padrões se mantiveram ao longo dos períodos avaliados (2021-2023), evidenciando acentuadas variações regionais do risco. Na avaliação por fonte de geração (biomassa, gás natural, PCH/CGH, eólica e solar), as fontes renováveis se mostraram menos expostas à volatilidade. O backtest em contratos futuros simulados demonstrou mitigação das oscilações negativas, resultando sempre em ganhos financeiros frente ao cenário sem derivativos. Todos os 532 contratos simulados foram lucrativos, com predominância de contratos de compra — o que indica, para 2021-2022, PLDs mais baixos que a média dos leilões. Conclui-se que a eletricidade, recurso indispensável e não armazenável, apresenta grande vulnerabilidade a riscos de preço, especialmente em mercados híbridos como o brasileiro. A alta volatilidade regional do PLD cria oportunidades para o uso de contratos futuros, que permitem proteção financeira em cenários adversos, ainda que limitem ganhos em movimentos favoráveis. A análise por fonte e sub-região mostra que o Norte obteve os melhores retornos em UTE e CGH, o Sudeste em eólica, hidrelétrica e solar, e o Sul em PCH. Os achados reforçam o papel estratégico dos derivativos na redução do risco e na potencialização dos resultados para agentes do ACL, impulsionando eficiência, inovação e competitividade setorial

    Uso de resíduos de construção civil como subsídio para o melhoramento de solos em áreas de risco: uma revisão sistemática de literatura

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     A expansão urbana consiste em uma das mais agressivas interações entre a sustentabilidade ambiental e o crescimento acelerado da população, tendo em vista a ampliação das demandas por moradias e infraestrutura urbana (Voukkali et al., 2024). Nesse contexto, a expansão desenfreada das cidades, somado a escassez de políticas públicas e de fiscalização, corroboram para a ocupação de áreas de risco a deslizamentos e para a instabilidade do ambiente natural (Monteiro; Gregório; Mendonça, 2025; Nunes; Costa, 2023). O setor da construção civil destaca-se como um imenso causador de impactos ambientais, considerando a volumosa extração de matéria prima e o descarte inadequado de resíduos (Oliveira et al., 2024). De acordo com Pazare et al. (2023), a estabilização do solo pode ser feito de modo mecânico, químico e pela adição de materiais. Nesse contexto, diversas pesquisas vêm procurando por alternativas para a destinação do RCC em agregado, de maneira ambientalmente correto, inserindo-o na matriz de solos com baixa capacidade de suporte (Fangfang et al., 2024; Pinto et al., 2025; Safi; Singh, 2022). A opção pelo uso de resíduos de construção civil (RCC) visando o melhoramento de solos em áreas de risco a deslizamento é o objetivo dessa revisão sistemática de literatura, visando impulsionar soluções que assegurem a estabilidade do solo, uma melhor qualidade e segurança à população. Como medotologia, trata-se de uma pesquisa aplicada, por meio de uma revisão sistemática de literatura, que buscou sintetizar os resultados acerca de pesquisas sobre o uso de resíduos de construção civil como material alternativo no reforço de solos. Os trabalhos utilizados foram adquiridos por meio de plataformas disponíveis no website Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior (CAPES), limitando-se a artigos publicados em periódicos. Além disso, não ocorreu restrições quanto ao espaço temporal, visando tornar a revisão mais abrangente do ponto de vista do desenvolvimento de conhecimentos na área da construção civil. Em relação aos resultados, foram obtidos cerca de 51 artigos, possibilitando a elaboração de uma análise descritiva e bibliográfica da temática em estudo, permitindo uma maior compreensão no tocante aos benefícios observados com a incorporação de RCC no solo. Concluiu-se que a temática em estudo é um assunto global espalhado em diversos países, fazendo-se presente de modo descontínuo ao longo dos anos. Com isso, observa-se que o uso do RCC, em áreas de solos com baixa capacidade de carga, caracteriza-se como uma solução inovadora no âmbito geotécnico, contribuindo para uma melhoria nas propriedades do solo de modo econômico e ecologicamente correto.   Palavras-chave: Melhoramento de solos; RCC; Revisão Sistemática de literatura. &nbsp

    O uso da realidade virtual na formação de trabalhadores: uma revisão sistemática da literatura.

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    A construção civil é um dos setores mais relevantes da economia brasileira, sendo responsável por cerca de 7 milhões de postos de trabalho formais e informais em 2023 (CBIC, 2024). Contudo, a escassez de mão de obra qualificada ainda representa um grande desafio, impactando diretamente a produtividade e a segurança nos canteiros de obras. Em 2023, foram registrados 15.476 acidentes apenas no setor de construção de edifícios (MTE, 2024), o que reforça a urgência de melhorias nos métodos de capacitação. Nesse contexto, a Realidade Virtual (RV) desponta como tecnologia promissora para o treinamento de trabalhadores, permitindo a simulação segura de ambientes de alto risco. Este trabalho apresenta uma Revisão Sistemática da Literatura (RSL) visando analisar como a RV tem sido aplicada no treinamento de trabalhadores da construção civil, com ênfase em riscos críticos como quedas, choques elétricos e esmagamentos. A metodologia adotada seguiu as diretrizes PRISMA e a estratégia PICo (Jidong et al., 2021), abrangendo seis bases de dados internacionais: ScienceDirect, Scopus, Compedex, IEEE Xplore, SpringerLink e Web of Science. Os critérios de inclusão e exclusão foram definidos previamente, resultando na seleção de 28 artigos publicados entre 2015 e 2025. A análise dos resultados revelou um aumento significativo nas publicações sobre o tema, principalmente entre 2022 e 2024. A maioria dos estudos utiliza treinamentos imersivos com feedback em tempo real e análise de comportamento, como demonstrado por Abotaleb et al. (2022) e Eiris, Gheisari e Esmaeili (2020), promovendo melhor engajamento e retenção do conteúdo de segurança. Para o desenvolvimento das simulações analisadas, com base na utilizaçãode dados reais, como registros de ocorrências, como do OSHA, NIOSH e CPWR (Isingizwe; Eiris; Al-Bayati, 2024), e em modelagens 3D exportadas por softwares como Autodesk Revit, 3ds Max e SketchUp. A renderização dos ambientes foi majoritariamente feita com o motor gráfico Unity 3D, programado em C# (Shi et al., 2019; Liu et al., 2024). A execução das simulações utilizou dispositivos como Oculus Quest, HTC Vive, que garantem maior imersão e controle nas interações com os ambientes (Alzarrad et al., 2024). No quesito avaliação do aprendizado, os estudos aplicaram testes pré e pós-treinamento, com destaque para o uso da escala Likert, do System Usability Scale (SUS) e do modelo Technology Acceptance Model (TAM) (Jacobsen et al., 2022; Liu et al., 2024). Métodos estatísticos como teste t, ANOVA e análise de regressão foram empregados para medir a eficácia dos treinamentos (Shi et al., 2019; Getuli et al., 2024). Os resultados demonstram melhorias significativas na percepção de segurança, na navegação pelos ambientes simulados e na identificação de riscos. Apesar dos avanços, as pesquisas apresentam limitações importantes. A principal diz respeito à ausência de validação prática em canteiros de obras reais, o que dificulta a generalização dos resultados. Muitos estudos utilizam apenas estudantes ou estagiários como participantes, deixando de fora a população-alvo real dos treinamentos. Além disso, os altos custos de implementação e a necessidade de dispositivos e softwares específicos ainda dificultam a escalabilidade das soluções propostas. Mesmo com essas barreiras, a literatura aponta a RV como ferramenta eficaz para treinamentos de segurança, promovendo não apenas maior motivação entre os usuários, mas também uma compreensão mais aprofundada dos procedimentos e riscos. A integração com BIM e sensores comportamentais fortalece a capacidade de personalização dos treinamentos, o que pode contribuir para maior efetividade em situações reais de trabalho (Getuli et al., 2024). Por fim, conclui-se que a RV é uma inovação relevante e aplicável à formação de trabalhadores da construção civil. Como sugestão para estudos futuros, recomenda-se a realização de aplicações práticas em canteiros reais, com trabalhadores em atividade, bem como a ampliação da integração da RV com tecnologias adaptativas e sistemas responsivos

    Correlação entre o uso e cobertura da terra e a suscetibilidade a movimentos de massa no Cabo de Santo Agostinho-PE

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    A movimentação de massa geralmente ocorre quando há o deslocamento descendente do material do talude e pode ser desencadeado por vários motivos, como terremotos, precipitações elevadas e ação antrópica. Essas movimentações são um risco natural grave, pois representam ameaça à segurança humana e podem causar perdas econômicas e ambientais (Ke et al., 2024; Alam et al., 2025). A expansão urbana desordenada em áreas de risco suscetíveis a movimentos de massa, contribuem para alterações nas condições naturais do terreno. Em geral essas modificações ocorrem nas condições de uso do solo, como retirada da vegetação, aumento de área impermeabilizadas e mudanças na topografia (Ahmed, 2021; Bastos Moroz; Thieken, 2024; Kalia, 2023; Neto et al., 2023). Neste contexto, o objetivo do trabalho é entender como os padrões de uso e ocupação da terra influenciam na suscetibilidade a movimentos de massa no município de Cabo de Santo Agostinho-PE. Realizou-se o mapeamento do município através do Sistema de informações Geográficas (SIG) com os dados espaciais referentes ao uso e cobertura da terra obtidos através do MapBiomas. Em seguida foi feita a reclassificação do fator uso e cobertura da terra quanto a sua suscetibilidade a movimentos de massa, onde, as classes encontradas no mapa receberam notas de 1 a 10, sendo 1 menos suscetível a movimentos de massa e 10 mais suscetível a movimentos de massa (IBGE, 2019). Verificou-se as seguintes classes de uso e cobertura da terra, com suas respectivas notas: Formação Florestal (1), Formação Savânica (2), Mangue (2), Campo Alagado e Área Pantanosa (2), Pastagem (8), Cana (9), Mosaico de Usos (9), Praia, Duna e Areal (5), Área Urbanizada (10), Mineração (10), Apicum (2), Rio, Lago e Oceano (1), e Outras Lavouras Temporárias (9). O mapa apresentou predominância das classes Cana e Mosaico de Usos, além de concertações significativas de Áreas Urbanizadas e de Formação Florestal na região leste. A reclassificação demonstrou que as classes mais predominantes são as que sugerem interferência antrópica, (cana, mosaico de usos e áreas urbanizadas) que são associadas a notas mais altas e reflete o maior potencial da ação antrópica na suscetibilidade a movimentos de massa, seja pela impermeabilização do solo, remoção ou alteração da sua vegetação. Visto que a vegetação adequada é responsável por um papel essencial na estabilização de encostas (Neto et al., 2023; Silva, 2024). Entende-se que o uso e cobertura do Cabo de Santo Agostinho exerce influência significativa no potencial suscetibilidade a movimentos de massa, especialmente pela predominância de classes com notas elevadas

    Geomorfologia e Risco: Mapeamento de Suscetibilidade a Deslizamentos em Paulista/PE

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    A interação entre a morfologia do terreno e elementos como uso e ocupação do solo, além de eventos extremos de precipitação, comprometem o equilíbrio natural do relevo elevando o grau de vulnerabilidade das encostas, favorecendo a ocorrência de erosões e deslizamentos de massa com alto potencial destrutivo. Regiões com relevo acidentado, pouca cobertura vegetal e intensas intervenções humanas estão entre as mais suscetíveis a esses eventos, que podem resultar em significativas perdas materiais e humanas. (Li et al., 2024; Han et al., 2025; Girão, 2004). A pesquisa tem como objetivo analisar as características geomorfológicas do município de Paulista, no estado de Pernambuco, com o intuito de identificar e compreender possíveis áreas suscetíveis à ocorrência de deslizamentos de massa. Para isso, foram avaliados os aspectos do relevo local, com ênfase na declividade. Foram realizadas coleta de dados geoespaciais no Sistemas de Informação Geográfica (SIG), tratados e analisados no software QGis (Quantum GIS) com associação de pesos para declividade, estabelecidos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) como determinados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O relevo do município é caracterizado por tabuleiros com altitudes que variam entre 40 e 50 metros próximos à planície costeira, podendo ultrapassar 160 metros na porção oeste (Prefeitura da Cidade de Paulista, 2024). Esta variedade de formas de relevo que influenciam diretamente sua ocupação urbana e os riscos geotécnicos associados. A maior parte do território é caracterizada por relevo plano por se tratar de uma região costeira, com declividades entre 0% e 3%, representando aproximadamente 40% da área total do município. Essa classe possui baixo grau de suscetibilidade a deslizamentos, sendo considerada estável para ocupação. Cerca de 20% da área do município apresenta relevo suave-ondulado, com declividades entre 3% e 8% e baixo risco de deslizamentos (grau 2). Essas áreas, embora levemente inclinadas, também são relativamente seguras para ocupação urbana, desde que haja manejo adequado das águas pluviais. As áreas de relevo ondulado, com declividades variando entre 8% e 20%, correspondem a aproximadamente 30% do território. Esse tipo de relevo possui um grau de suscetibilidade intermediário a elevado (grau 5) para deslizamentos, exigindo cuidados técnicos nas intervenções urbanas, especialmente em épocas de chuvas intensas. Já o relevo fortemente ondulado, com declividades de 20% a 45%, ocupa cerca de 10% da área de Paulista e apresenta o maior grau de suscetibilidade a deslizamentos (grau 8). Essas áreas requerem atenção especial principalmente no que se refere ao controle de ocupações irregulares e à implementação de medidas preventivas de contenção e drenagem. O mapeamento dessas áreas justifica-se pelo reconhecimento da realidade trágica relacionada a episódios com eventos chuvosos no Brasil. Especialmente em áreas com declividades acentuadas, estas circunstâncias exercem influência direta sobre a suscetibilidade a deslizamentos de massa. A ocorrência desses eventos está frequentemente associada a terrenos onde fatores naturais e antrópicos interagem e amplificam o risco (Mandal et al., 2024; IBGE, 2019). Os mapas de suscetibilidade a deslizamentos tornam-se ferramentas essenciais para a identificação de áreas com risco potencial, auxiliando na tomada de decisões mais seguras (Han et al., 2025). Nesse contexto, esse panorama reforça a importância do estudo da geomorfologia para auxiliar na relação dos impactos ambientais decorrentes entre o relevo e a ocupação urbana. Dessa forma, a gestão territorial de Paulista deve considerar a diversidade do relevo para planejar o uso e a ocupação do solo, priorizando a segurança da população e a sustentabilidade ambiental

    Guia para a resolução de conflitos durante a elaboração de modelos BIM de projetos de instalações prediais

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    Diante do crescente nível de complexidade dos layouts dos projetos, o Building Information Modeling (BIM) vem se destacando como uma abordagem eficiente para a gestão e coordenação de instalações prediais, conhecidas como sistemas Mecânicos, Elétricos e Hidráulicos (MEP) (Park et al., 2024). Ao modelar esses sistemas, vários elementos devem colaborar entre si, evitando que conflitos construtivos passem despercebidos e que acarretem em aumentos de custo e atrasos na entrega (Liu et al., 2024). Porém, apesar dos avanços nas ferramentas de detecção automática de conflitos MEP, a resolução desses conflitos continua a ser demorada e desafiadora, visto que demanda processos iterativos, reuniões de coordenação e tomadas de decisão influenciadas pelos conhecimentos e experiências dos profissionais envolvidos (Pestana; Paice; West, 2024). A literatura aponta que, embora o BIM permita identificar conflitos em modelos MEP, a ausência de diretrizes padronizadas e bancos de dados estruturados limita a eficiência da resolução, especialmente em termos de automação. Ainda se faz necessário o desenvolvimento de guias e regras a serem seguidos durante a modelagem, de forma a proporcionar uma base técnica para a plataforma BIM e aprimoração do processo de resolução automática de conflitos MEP (Ji; Li, 2023). Diante desse cenário, esta pesquisa tem como objetivo principal propor um guia para a resolução de conflitos detectados no processo de modelagem BIM de projetos de instalações prediais. Para isso, inicialmente foi realizada uma ampla revisão da literatura acerca das principais práticas utilizadas para otimização da detecção e resolução de conflitos em modelos BIM. Em seguida, uma pesquisa exploratória é desenvolvida, constituída de: uma Revisão Sistemática da Literatura (RSL) visando investigar os principais componentes MEP envolvidos em conflitos, e as diretrizes e procedimentos existentes para a resolução e prevenção de conflitos de projetos de instalações prediais; e um levantamento documental de normas, manuais e demais arquivos técnicos que forneçam instruções e soluções para os conflitos encontrados durante sua compatibilização com demais disciplinas. Por fim, um guia é estruturado, reunindo os procedimentos normativos e direcionamentos para auxiliar na coordenação de conflitos em projetos de instalações prediais. Como resultado da revisão bibliográfica, foi possível identificar na literatura o uso de ferramentas/tecnologias de: modelagem 3D e coordenação de projeto; detecção e gerenciamento de conflitos; planejamento e simulações 4D e 5D; colaboração em nuvem; algoritmos e inteligência artificial; sistemas de informações geográficas; realidade virtual e aumentada; automação e programação visual; e gerenciamento de dados. A RSL evidenciou a ocorrência mais frequente de conflitos envolvendo elementos hidráulicos-estruturais, especialmente tubulações e vigas, e mecânicos-hidráulicos, como dutos e tubulações de encanamento. Como exemplo de diretrizes, identificou-se orientações como categorização e filtragem de conflitos irrelevantes, priorização de sistemas, avaliação do custo, tempo e consumo de material para cada solução, consideração da distância mínima entre componentes. O guia é direcionado a projetistas MEP, apresentando um fluxo de trabalho sistematizado para conduzir cada passo da resolução de conflitos e assegurar a escolha de soluções adequadas tecnicamente. São apresentadas as normas e regulamentações para projetos de instalações prediais e instruções que orientam o processo. Dessa forma, o trabalho contribui com a proposição de uma base técnica aplicável para resolver diferentes tipos de conflitos MEP, incentivando a padronização de práticas na modelagem BIM, de forma a contribuir para a redução de retrabalho e melhoria da qualidade dos projetos. O guia poderá ser utilizado em pesquisas futuras como suporte para o desenvolvimento de novas soluções tecnológicas e automações, aprimorando a coordenação entre os sistemas MEP as demais disciplinas, de forma a garantir o desempenho de projetos complexos

    Planejamento Ambiental: Identificação dos pontos de Resíduos para implantação de Ecoestações no Cabo de Santo Agostinho/PE.

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    O setor de construção civil é considerado uma opção para reaproveitar materiais reciclados, com a utilização de agregados reciclados (AR) que pode substituir materiais, como areia e cascalho, para reduzir o impacto ambiental (RASHID, WILLIAMS, 2025; BELLO, CALMON, 2024). Porém a gestão ineficiente de Resíduos da Construção Civil (RCC) contribui para o aumento da pressão sobre os recursos naturais e para o agravamento de problemas ambientais, como poluição do solo, da água e da atmosfera (Yu et al., 2025). As técnicas de geotecnologias tem desempenhado um papel estratégico no monitoramento, mapeamento e tomada de decisão voltada ao gerenciamento adequado destes materiais. Softwares como o Quantum GIS (QGIS), aliado a estimativa de Densidade de Kernel (KDE), permitem identificar padrões espaciais de descarte irregular e zonas de maior vulnerabilidade socioambiental (PACHECO-TORGAL, JALALI, 2025; LIMA, SOUZA, PONTES, 2024). Neste contexto, o estudo teve como objetivo utilizar a ferramenta QGIS (Quantum Geographic Information System), versão 3.42.3, para mapear e avaliar os pontos de descarte irregular de RCC, buscado definir locais estratégicos destinados ao recebimento, deposição e classificação de resíduos, para a implementação de Ecoestações nos bairros do município do Cabo de Santo Agostinho/PE. Foram cadastrados 52 pontos de descarte irregular, sendo mapeados nos bairros Engenho Ilha 18 pontos (34,62%), 17 pontos em Ponte dos Carvalhos (32,69%), 2 pontos em Bom Conselho (3,85%), 6 pontos no Distrito Industrial Santo Estevão (11,54%) e 9 pontos em Pontezinha (17,31%). Considerando uma zona de influência de 200 metros, foi realizado o mapa de densidade de Kernel, para identificar as áreas com maior concentração de descarte irregular. Foram propostos 3 (três) locais estratégicos para a implantação de Ecoestações, considerando-se as características geográficas e utilizando um raio de abrangência de 1,5 km. Diante dos resultados, foram selecionados os bairros de Ponte dos Carvalhos, Engenho Ilha e Pontezinha, os quais apresentaram maiores pontos de deposições irregulares, considerando-se a relação entre a área impactada e a extensão territorial de cada setor urbano, como forma de otimizar a coleta seletiva, promover a triagem e a destinação ambientalmente adequada, além de fomentar práticas sustentáveis. Desta forma, verificou-se que uma análise espacial para um adequado  planejamento ambiental e urbano, torna-se uma ferramenta eficiente para a tomada de decisões mais eficazes

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