University of Pernambuco - Engineering School/ Editorial System Journals
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Estrutura de Consenso Rápido para Aplicações Blockchain
Os sistemas sociais, epidemiológicos e econômicos dependem da tomada de decisões coletivas, onde o comportamento conjunto influencia indivíduos ou componentes autônomos. A evolução da opinião tem um papel significativo em sistemas descentralizados de formação de consenso, e em tecnologias de protocolo Blockchain, onde o consenso é crucial para a validação de transações e decisões (Hussein et al., 2023). O trabalho tem como propósito estudar o consenso de uma rede Blockchain através da modelagem da dinâmica do modelo do voto da maioria em redes aleatórias afim de determinar o comportamento do deslizamento crítico (Nascimento, 2021) no início da evolução da dinâmica de opinião e o comportamento do consenso ao longo do tempo, além disso, medir quais características de rede afetam a qualidade do modelo. Em redes aleatórias, todos os nós têm aproximadamente o mesmo número de conexões (Pereira, 2005), representando agentes como validadores em redes Blockchain. A distribuição de conexões segue um padrão de Poisson, permitindo uma disseminação eficiente e segura de informações. O modelo de voto majoritário (Oliveira et al., 2024; Vilela, 2019) é usado para modelar a dinâmica nessas redes, onde cada agente pode estar a favor ou contra a maioria, com uma probabilidade dependente da "temperatura social" (q). A magnetização, que é a soma do estado de cada agente, serve para determinar o estado do sistema. Perto da temperatura crítica de uma transição de fase, a informação universal de um sistema pode ser armazenada em um conjunto de expoentes críticos. Janssen, Schaub e Schmittmann (Janssen, 1989) mostraram que para uma magnetização inicial próxima de zero, um expoente independente aparece durante o intervalo de tempo muito curto. Com a variação de alguns parâmetros de rede, como o número de participantes, a opinião inicial e a conectividade, o comportamento do consenso é realizado através da média da soma das opiniões de cada rede e se a rede atingiu o consenso ao longo do tempo. Adicionalmente, os tempos de consenso são analisados para cada parâmetro. A qualidade do modelo é medida pela mudança da opinião inicial da rede ao chegar ao consenso, relacionando uma qualidade melhor à invariância da opinião. Usando esta abordagem, foram realizadas simulações de Monte Carlo da dinâmica de opinião através do voto majoritário em redes aleatórias para entender como o número médio de interações sociais impacta o comportamento emergente e a opinião final. Os resultados mostram que o expoente de deslizamento crítico inicial tem o mesmo valor para todos os tamanhos de rede e apresenta um valor igual a 0.49346 ± 0.00005. Para a conectividade média da rede, o expoente também é invariável, com valor 0.492 ± 0.003. Da mesma forma, para a magnetização inicial, o expoente é constante, com valor 0.471 ± 0.006. Ademais, o aumento no número de participantes da rede impacta positivamente a qualidade do modelo, no entanto, requer um tempo maior para alcançar o consenso. Quanto mais conexões um participante possui mais rápido o consenso acontece, além de aumentar a qualidade do mesmo. Por sua vez, uma opinião inicial próxima do empate dificulta a formação de consenso. O trabalho ressalta o domínio do deslizamento crítico no estágio inicial da dinâmica de consenso e sua invariância às mudanças no número de agentes, na conectividade e na opinião inicial do sistema. Somado à formação de consenso favorável para alguns parâmetros de rede, essas descobertas têm implicações importantes para sistemas de consenso descentralizados, como os utilizados em tecnologias de Blockchain, onde a rápida disseminação de informações e a formação de consenso são cruciais
Velocímetro para veículos do tipo Mini Baja
O velocímetro é um dispositivo essencial de auxílio na condução, como também apresenta claramente a eficiência desenvolvida pelo motor e pelo sistema de transmissão de um veículo. Tendo isso em vista, foi desenvolvido um protótipo para o carro da equipe Corisco Baja, que realiza a medição da frequência de rotação das rodas do veículo, podendo assim calcular e exibir a velocidade instantânea do carro. Para obter a rotação, foi utilizado um sensor de proximidade indutivo PNP acoplado à manga de eixo da roda dianteira, voltado para o disco de freio do tipo wave (onda), que possui uma borda ondulada, de forma que o sensor emite um sinal de nível lógico alto quando há uma crista da onda e de nível lógico baixo para uma baixa da onda. Portanto, o indutivo fornece um sinal com pulsos de tensão, cuja frequência está diretamente associada à rotação do disco de freio e consequentemente da roda. A velocidade linear do veículo foi calculada pela relação entre o raio do pneu e sua velocidade angular (Halliday, 2016). A interpretação desses dados é realizada por um Arduino Uno (Monk, 2016), uma placa de microcontrolador baseada no ATmega328P, o código escrito possui uma equação que engloba: A distância angular entre as ondulações do disco, o raio do pneu e a função FreqMeasure (medida de frequência) que obtém a frequência dos pulsos do sensor. Para exibição, o resultado é enviado a dois circuitos integrados shift registers (registradores de deslocamento) (Idoeta, 2008), que, associados a dois displays de 7 segmentos, exibem a velocidade ao piloto. Por fim, para comportar o sistema, foram confeccionadas placas cobreadas de circuito impresso e um painel em impressão 3D, fixado em um suporte por detrás do volante do carro. Realizados os testes de campo, o funcionamento do sistema correspondeu ao esperado, embora, atingindo velocidades acima de 30km/h, os valores apresentaram falhas na exibição devido a ruídos de sinal nas conexões do sensor. Para correção foi acrescentado um filtro de erros de leitura no código do microcontrolador. Com o sistema em operação, o velocímetro trouxe dados importantes sobre o carro, como: Velocidade final, relação entre velocidade e a regulagem dos componentes da transmissão e auxiliar o piloto na condução do veículo ao entrar em curvas ou obstáculos
Diferenças na aplicação da termografia infravermelha passiva para identificação de descolamento em fachadas com revestimento cerâmico e argamassado
Estudos sobre a detecção de manifestações patológicas por meio da Termografia Infravermelha (TI) passiva têm sido realizados em fachadas com diversos tipos de revestimento, tais como: argamassado (Adamopoulos et al., 2021), pedra (Chácara et al., 2023), concreto (De Filippo et al., 2023) e cerâmico (Bauer; Lucenas; Pavón, 2023). Com relação à eficiência e celeridade nas vistorias, a TI tem constatado resultados satisfatórios, tanto em análises qualitativas como quantitativas (Garrido et al., 2020, Rocha; Santos; Póvoas, 2018), de modo que agrega valor às inspeções por ser uma técnica não destrutiva com a qual manifestações patológicas, a saber, fissuras, umidade e descolamento, podem ser detectadas na superfície e subsuperfície dos revestimentos. Tendo em vista que os materiais da construção civil apresentam propriedades e características diferentes, a forma e intensidade com que as anomalias se apresentarão nas imagens térmicas podem ser diferentes. Este trabalho tem como objetivo apresentar diferenças identificadas na aplicação da termografia infravermelha passiva utilizada para detecção de descolamento em fachadas com revestimento cerâmico e argamassado. A metodologia adotada neste estudo abrangeu quatro etapas principais: investigação de campo, inspeção termográfica, análise qualitativa e análise quantitativa. A pesquisa foi realizada em um edifício construído em 1982 situado na região litorânea de Recife/PE. Foram examinadas duas anomalias de descolamento para cada tipo de revestimento, levando em conta a orientação das fachadas (argamassado – norte e sul; cerâmica – norte, sul, leste e oeste), no período de manhã e da tarde. De forma geral, a identificação de descolamento nas superfícies em revestimentos argamassados foi mais fácil do que em revestimentos cerâmicos quando se trata de análise qualitativa. Isso pode ser atribuído à maior porosidade do revestimento argamassado, que realça melhor as anomalias nos termogramas, e à complexidade do sistema dos revestimentos cerâmicos, que possuem uma estrutura mais homogênea e isolante, dificultando a absorção e a liberação de calor pela superfície da fachada. Em se tratando de edifício antigo e/ou que suas fachadas passaram por reparos, existem desafios para as análises termográficas. No caso de revestimentos argamassados, a textura irregular devido à presença de diferentes materiais nas áreas em que ocorreram reparos, causou variações na temperatura superficial que podem ser confundidas com anomalias, implicando em interpretações incorretas. Por outro lado, uma edificação antiga com revestimento cerâmico executado com dupla colagem (procedimento que tende a apresentar irregularidade na aplicação da argamassa de assentamento) ocasionou alterações na temperatura superficial, dificultando a detecção dos descolamentos. Em termos de análise quantitativa, o acúmulo de sujidade em revestimentos argamassados aumentou a temperatura daquela região expressa no termograma, o que não refletiu necessariamente a presença de anomalia sob o revestimento, mas a influência da sujeira na condução do calor. A análise de termogramas é desafiadora, não apenas devido às variações ambientais, mas também por causa das características próprias das camadas de revestimento. Diferenças na textura, composição e nas condições do local podem tornar a detecção de anomalias mais complexa. Quando existe dúvida sobre possíveis anomalias de descolamento e perda de aderência nos revestimentos, uma abordagem importante é analisar como ocorre dinâmica do fluxo de calor nessas áreas específicas.
Palavras-chave: Termografia infravermelha; fachada; argamassa; cerâmica.
Referências
ADAMOPOULOS, E. et al. Integrating Multiband Photogrammetry, Scanning, and Gpr for Built Heritage Surveys: the façades of Castello del Valentino. ISPRS Annals of the Photogrammetry. Remote Sensing and Spatial Information Sciences, v. 3-M-1, p. 1-8, 2021. DOI: https://doi.org/10.5194/isprs-annals-VIII-M-1-2021-1-2021.
BAUER, E.; LUCENAS, R. R. D.; PAVÓN, E.. Critérios para identificação e diagnóstico de anomalias em fachadas cerâmicas através da termografia infravermelha quantitativa. Ambiente Construído, v. 23, n. 2, p. 101–119, 2023. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/s1678-86212023000200665.
CHÁCARA, C. et al. Integration of NDT, 3D parametric modelling, and nonlinear numerical analysis for the seismic assessment of a vaulted stone-masonry historical building. Journal of Building Engineering, v. 70, p. 106347, 2023. DOI: https://doi.org/10.1016/j.jobe.2023.106347.
DE FILIPPO, M. et al. Ai-powered inspections of facades in reinforced concrete buildings. HKIE Transactions Hong Kong Institution of Engineers, v. 30, n. 1, p, 1-14, 2023. DOI: https://doi.org/10.33430/V30N1THIE-2020-0023.
GARRIDO, I. et al. Thermographic methodologies used in infrastructure inspection: A review— Post-processing procedures. Applied Energy, v. 266, p. 114857, 2020. DOI https://doi.org/10.1016/j.apenergy.2020.114857.
ROCHA, J. H. A.; SANTOS, C. F. dos.; PÓVOAS, Y. V. Detection of precipitation infiltration in buildings by infrared thermography: a case study. Procedia Structural Integrity, v. 11, p. 99-106, 2018. DOI: https://doi.org/10.1016/j.prostr.2018.11.014.
 
Articulando Colaborações entre Indústria, Academia e Governo: Uma Plataforma Inteligente
As práticas de Colaboração entre a Indústria e Academia (IAC) apresentam fatores impactantes nas inserções de novas tecnologias nas organizações encaminhando impactos positivos aos participantes, onde as comunidades podem identificar as necessidades de uma das outras e desenvolver estratégias de cooperação para sanar as demandas das organizações. As aplicações de práticas de IAC na indústria e academia podem ser encontradas em artigos acadêmicos, como (Garousi et al., 2016) (Dallegrave et al., 2023) (Marques et al., 2023) (Barbosa et al., 2020) (Wohlin et al., 2012) e reafirmam a importância e valores dessas colaborações entre a indústria e a academia. A Pesquisa de Marques et al. (2023) realizou uma revisão abrangente da literatura sobre IAC em agilidade de software, utilizando Revisão Sistemática da Literatura (SLR) e Snowballing em cinco bases de dados. A pesquisa analisou um total de 8.460 artigos e resultou na identificação de dez categorias que destacam os desafios enfrentados, além de 14 categorias que descrevem práticas eficazes relevantes para projetos colaborativos. Adicionalmente, o estudo apresentou uma descrição detalhada de sete modelos de colaboração entre a indústria e a academia. O objetivo desta pesquisa é desenvolver uma plataforma inteligente destinada a fortalecer a colaboração entre Indústria, Governo e Academia (IAC). Esta plataforma auxiliará na qualificação de projetos e editais de pesquisadores, profissionais e Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs). Um dos pontos poucos explorados em artigos científicos, nessa temática, são as fontes de financiamento e a colaboração direta com o governo, sendo um contexto deficitário quando se refere a IAC. Este trabalho apresenta a temática de Colaborações entre Indústria, Academia e Governo (IAC), com foco na qualificação de distribuições e análises de Editais de Fomento à Pesquisa. A principal metodologia de pesquisa utilizada no projeto será o Design Science Research (DSR), transpassando por ciclos de construção de MVPs, Desenvolvimento de Revisão da Literatura (Revisão Sistemática, Mapeamento Sistemático ou Analise Cinzenta), Grupos Focais/Surveys com profissional (com foco na validação de propostas do projeto), Construção da Plataforma (de forma incremental), Desenvolvimento de Práticas Inteligentes (inserindo contextos de Processamento de Linguagem Natural – PLN e Grande Modelos de Linguagem – LLM) e Validação do Produtos com Especialistas. O estado atual desse projeto de pesquisa esta em fase de aprimoramento das propostas iniciais. Estamos preparando as propostas e o MVP (Mínimo Produto Viável) para serem debatidos e discutidos com acadêmicos e profissionais da área, com o objetivo de refinar a proposta e gerar novas ideias
Análise das manifestações patológicas em patrimônio edificado através de mapas de danos: um estudo de caso na fachada, no altar e na sacristia da Igreja de Santo Antônio na cidade do Recife-PE
Preservar o patrimônio histórico é um desafio crescente, especialmente em contextos urbanos onde edificações antigas enfrentam diversas agressões. Este trabalho tem como objetivo analisar as manifestações patológicas em patrimônios históricos, utilizando mapas de danos como ferramenta diagnóstica. Os mapas de danos são representações gráficas que detalham as áreas afetadas por diferentes tipos de manifestações patológicas em uma edificação, permitindo uma visualização mais didática das manifestações patológicas existentes. O estudo de caso foi realizado no Convento de Santo Antônio, em Recife, e busca fornecer subsídios para intervenções de restauração e manutenção. A metodologia proposta foi dividida em quatro etapas: Revisão Sistemática da Literatura, Inspeções Visuais, Elaboração de Mapas de Dados e Análise dos Resultados. Foi realizada uma revisão sistemática da literatura sobre temas semelhantes a esta pesquisa, sendo conduzida pelo método PRISMA para garantir rigor e transparência. Inicialmente, foram filtrados 92 trabalhos, dos quais 29 foram selecionados para análise detalhada. Os resultados indicam que os mapas de danos são ferramentas de grande valia para a identificação e visualização das manifestações patológicas, permitindo uma compreensão mais clara do estado de conservação das edificações. As inspeções realizadas no Convento de Santo Antônio revelaram diversas manifestações patológicas, como infiltrações e fissuras, que exigiram instruções específicas. Este estudo destaca a importância de uma abordagem sistemática na conservação do patrimônio histórico, apontando que a identificação precisa das manifestações patológicas pode orientar estratégias de intervenção mais eficazes. A pesquisa contribui para a compreensão das complexidades envolvidas na preservação de edificações históricas e reforça a necessidade de ações integradas que consideram como especificidades de cada patrimônio
A experiência prática de um estudante internacional em estágio docência no CCE Tópicos Avançados de Sustentabilidade -TAS.
Os programas de extensão universitária são considerados essenciais, pois integram conhecimentos teóricos e práticos, permitindo que os alunos apliquem seu aprendizado, aprimorem habilidades técnicas e interpessoais e fortaleçam a consciência crítica e a responsabilidade ético-social, promovendo, assim, a democratização do conhecimento e a transformação social (Fernández et al., 2025). Por outro lado, os estágios de docência aprimoram a preparação dos alunos de pós-graduação na execução de diversas responsabilidades, que vão desde o apoio até a observação da conduta e do bem-estar dos alunos (Lehman, 2020). Assim, a incorporação desses elementos no componente curricular de extensão (CCE) promove uma atmosfera que conecta o estagiário, os alunos e a comunidade em geral. Considerando isso, o CCE de Tópicos Avançados em Sustentabilidade (TAS) introduz os alunos de graduação, mestrado e doutorado em Engenharia Civil sobre os diversos aspectos e aplicações dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável no cotidiano de um engenheiro que se preocupa com os impactos da construção no bem estar da sociedade, ao mesmo tempo em que os motiva a propor soluções viáveis para os desafios locais, integrando as dimensões ambientais, econômicas e sociais da sustentabilidade as atividades de ensino, extensão e pesquisa desenvolvidas no Componente.. O CCE TAS oferece uma oportunidade de estágio para um aluno de pós-graduação stricto sensu vivenciar a prática de ensino e de extensão junto a alunos de graduação e pós-graduação. Este resumo detalha as experiências adquiridas como estudante internacional durante o estágio docência no CCE de TAS no semestre 2025.1.O processo de estágio começou com a revisão do plano de ensino da CCE e das apresentações utilizadas nas aulas de anos anteriores, incorporando novos conteúdos e slides, coordenando o cronograma de aulas e atividades práticas com o professor coordenador do CCE,, ministrando conteúdos relacionados à disciplina por meio de palestras supervisionadas pelo professor, auxiliando-o no planejamento, execução e avaliação dsd atividades de extensão, ensino e pesquisa previstas e colaborando com a avaliação do processo de aprendizado dos alunos. As aulas semanais realizadas presencialmente, nas quintas-feiras, iniciaram às 13h50 e terminando às 17h10. Normalmente, o planejamento e reflexões sobre as atividades desenvolvidas nas aulas eram acompanhadas por reuniões virtuais nas terças-feiras pela manhã antes da aula com a participação da equipe docente aqui composta pelada professora do CCE, da monitora de graduação que obteve bolsa aprovada pelo Edital da PROGRAD 2025 para apoiar as atividades do CCE, além do aluno de mestrado em estágio docência. Ao revisar o plano de ensino da TAS e alinhá-lo as estratégias institucionais, foi realizado um exame minucioso do conteúdo programático em colaboração com o professor para atualizar, os temas abordados em sala, os professores convidados, as estratégias de avaliação além das referências utilizadas. As apresentações também foram sendo atualizadas conforme as necessidades que iam sendo identificadas a medidas que as aulas iam sendo dadas. A plataforma Google Classroom foi utilizada para centralizar o conteúdo fornecido em sala de aula, incluindo referências, modelos de trabalhos desenvolvidos, atividades e feedback aos alunos. O desenvolvimento e acompanhamento das atividades de ensino, extensão e pesquisa que iam sendo protagonizados pelos alunos do CCE, exigiu pontualidade e envolvimento consistente da equipe docente com os alunos. Os alunos foram expostos ao projeto de inovação desenvolvido pelo grupo do DESS intitulado “Descarboniza UPE: Etapa 1 – POLI”, que envolveu a catalogação das emissões produzidas pelo consumo de eletricidade, transporte, resíduos sólidos e águas residuais e sua conexão com o Plano de Logística Sustentável – PLS UPE tendo exposto os alunos a estas iniciativas institucionais que eles ainda não conheciam. Outra experiência adquirida durante o estágio de docência envolveu o auxílio aos alunos nas áreas de ensino, pesquisa e extensão. As aulas conduzidas pelos alunos no Flipped Classroom, um estilo de ensino ativo, foram avaliadas em colaboração com o supervisor. O desempenho dos alunos no planejamento, na apresentação do material, elaboração e disponibilização de podcasts sobre os temas apresentados e na avaliação da retenção desse material pelos seus colegas foi avaliado pela equipe. As atividades planejadas no programa DESS@POLI 2024, financiado pelo Edital 01/2024 da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), e pelo projeto CCE@DESS, aprovado pela Coordenação Setorial de Extensão e Cultura (CSEC), foram sendo desenvolvidas em colaboração com os alunos e acompanhamento da equipe docente. Como resultado do CCE TAS em 2025 realizou-se o Concurso de Vídeos 2025, com a participação de alunos da POLI/UPE e de outras instituições, e 8 encontros do Fórum DESS@UPE 2025, que contou com convidados internos e externos da UPE fortalecendo as parcerias e colaborações já estabelecidas pelo grupo. O acompanhamento destas atividades permitiu aprimorar habilidades de gestão de pessoal, coordenação e organização de eventos durante o estágio de docência, além da criação de conteúdo que foi disponibilizado pelas mídias sociais (como 24 vídeos, 8 podcasts) além de produções científicas (2 artigos submetidos e 5 resumos expandidos). Após a conclusão do conteúdo programado, as notas foram agregadas e comunicadas aos alunos durante a aula final, acompanhadas pela troca de feedback sobre sua experiência no CCE TAS. O estágio de ensino facilitou o aprendizado de novas experiências e habilidades nas fases de preparação, execução e conclusão do componente além de contribuir com o aprimoramento as habilidades intelectuais, de comunicação e interpessoais tendo expandindo a rede de conexões para futuras cooperações. Esses resultados demonstram os benefícios significativos e o enriquecimento que a prática do estágio de ensino e monitoria proporciona aos
alunos graduação e pós-graduação a sua formação.
Palavras-chave: Ensino; Estudante internacional; Sustentabilidade; Extensão
 
Mapeamento de manifestações patológicas em edificações históricas: Estudo de caso do Convento de Santo Antônio
O acervo histórico de uma cidade é um verdadeiro tesouro dinâmico que resguarda as lembranças do passado e a essência cultural de um povo. As construções antigas desempenham um papel fundamental nesse contexto, pois comunicam essas memórias de forma visual a cada geração, promovendo um sentimento de continuidade e conexão coletiva entre os moradores de uma região (Bersch et al., 2020). Além de fortalecer os laços entre as pessoas, a herança histórica de um lugar também simboliza uma memória coletiva do passado, tornando-se um pilar essencial da identidade cultural de uma comunidade (Costa; Torres, 2021). Entretanto, nos dias de hoje, é frequente que algumas pessoas considerem os edifícios antigos como ultrapassados e inadequados, defendendo sua substituição por construções mais modernas. Essa visão equivocada acarreta graves impactos na conservação e valorização do patrimônio histórico, pois contribui para o descaso e o abandono desses bens culturais pela sociedade (Barreto, 2020). Um aspecto importante que alimenta essa percepção é o surgimento de diversas manifestações patológicas nas edificações ao longo do tempo. Segundo Rocha (2017), muitas construções históricas que adotaram as técnicas construtivas introduzidas pelos colonizadores portugueses, como o uso de métodos empíricos e materiais rudimentares, tais como alvenarias de pedra, barro e madeira, atualmente apresentam os mais variados tipos de danos estruturais. Por isso, destaca-se a relevância de investigar minuciosamente as causas, origens e mecanismos de degradação responsáveis por essas manifestações, uma vez que elas reduzem a durabilidade das estruturas e comprometem a segurança das edificações históricas (Tutikian; Pacheco, 2013). Nesse cenário, o Mapa de Danos surge como um método eficiente para catalogar e avaliar essas falhas, ao ilustrar de forma gráfica os defeitos presentes na edificação. Paralelamente, o Método GUT funciona como um recurso complementar, transformando as análises qualitativas do Mapa de Danos em informações numéricas, permitindo assim a detecção e hierarquização dos setores com maior vulnerabilidade. Desse modo, esta pesquisa teve como finalidade identificar, analisar e quantificar os danos existentes no Claustro do Convento Franciscano de Santo Antônio, utilizando o Mapa de Danos e o Método GUT. Para isso, conduziu-se um estudo descritivo e prático, com uma abordagem quali-quantitativa, empregando o estudo de caso como estratégia de investigação. O processo metodológico iniciou-se com uma revisão bibliográfica sobre os principais trabalhos relacionados ao tema. Em seguida, realizou-se uma investigação histórica sobre o local analisado, buscando entender suas técnicas construtivas e intervenções prévias. Posteriormente, efetuaram-se vistorias visuais e documentação fotográfica da região escolhida, visando a criação dos mapas de danos. Por fim, aplicou-se o Método GUT para determinar quais manifestações exigiam medidas prioritárias. Os resultados demonstraram que todas as áreas avaliadas apresentavam problemas recorrentes, como fissuras, trincas, manchas de sujidades, desagregação granular e eflorescências. Para complementar a análise, aplicou-se a Matriz GUT, que apontou manchas de sujidade, trincas e fissuras como as questões de maior urgência. A avaliação das quatro alas do edifício identificou a ala Norte como a mais comprometida e, consequentemente, a que demanda prioridade na futura intervenção. A principal causa para tal comprometimento é, provavelmente, a sua maior exposição às intempéries, em especial às precipitações pluviais intensas impulsionadas por ventos vindos do Sul durante o inverno, fator que potencializa a ação da umidade. Concluiu-se então que o Mapa de Danos foi uma ferramenta valiosa para o diagnóstico das construções históricas, facilitando a identificação precisa das suas manifestações patológicas. Já o Método GUT mostrou-se eficaz ao apontar com exatidão os pontos críticos que necessitam de intervenções. Por fim, verificou-se que muitos dos problemas detectados poderiam ter sido prevenidos ou identificados antecipadamente se um plano de conservação adequado tivesse sido adotado. Tal plano é fundamental para assegurar a integridade física, cultural e simbólica desses patrimônios, prolongando sua vida útil ao longo dos anos
Avaliação do solo natural presente no IFPB - Campus Monteiro para a produção de adobe
A construção com terra, especialmente por meio do uso do adobe, representa uma das práticas mais antigas da arquitetura vernácula mundial. Ao longo da história, essa técnica tem sido reconhecida por seu baixo impacto ambiental, eficiência térmica e viabilidade econômica, características que a tornam particularmente atrativa em contextos de sustentabilidade e autoconstrução (Santos; Bessa, 2020; Brito del Pino et al., 2021; Minke, 2022). No Brasil, o adobe teve presença marcante na formação dos assentamentos coloniais e ainda hoje é encontrado em construções rurais, apesar do seu uso ter sido gradualmente substituído por materiais industrializados (Santos, 2008). O adobe é obtido a partir da mistura de solo, água e, em alguns casos, fibras vegetais ou sintéticas, cimento, cal e entre outras para estabilização e melhoria de desempenho mecânico (ABNT, 2020; Bertelsen et al., 2021). A escolha adequada do solo é um dos fatores críticos para garantir a qualidade e durabilidade do bloco. Estudos demonstram que solos com composição equilibrada de areia, silte e argila, além de testes empíricos de coesão e resistência, são fundamentais para o sucesso da técnica (Carazas; Rivero, 2002; Brito del Pino et al., 2021). A NBR 16814 destaca que solos orgânicos (ou contendo matéria orgânica em decomposição) ou com comportamento expansivo não podem ser utilizados. Nesse contexto, a avaliação do solo local se torna essencial para a aplicação bem-sucedida do adobe. A literatura atual propõe metodologias que combinam testes laboratoriais e ensaios de campo simples para determinar a aptidão de um solo à produção de adobe sustentável. Com relação aos ensaios de campo, é possível avaliar empiricamente indicativos de plasticidade, coesão, capacidade aglutinante e resistência do solo (Brito del Pino et al., 2021). Diante desse panorama, este artigo tem como objetivo analisar a viabilidade do solo presente no Instituto Federal da Paraíba – Campus Monteiro para a fabricação de blocos de adobe, por meio de ensaios de campo baseados em metodologias simples. O estudo contribui não apenas para a compreensão técnica da aptidão do solo local, mas também para a valorização de práticas construtivas sustentáveis, alinhadas aos princípios de inovação social e preservação do conhecimento ancestral. A metodologia adotada segue os procedimentos descritos por Brito del Pino et al. (2021) e Minke (2020), consistindo inicialmente na coleta e preparação (peneiramento com malha de 4,76 mm e secagem em estufa) de amostras de solo representativas do campus do IFPB – Monteiro. Em seguida, foram realizados os seguintes ensaios manuais de campo: teste de sedimentação (granulometria): para estimar a proporção de areia, silte e argila; teste de coesão (teste da tira): para observar a plasticidade e resistência coesiva; teste da queda de bola: para avaliar a consistência da mistura e a capacidade de aglutinação; e teste de resistência manual: através da confecção e compressão manual de discos secos. Os resultados obtidos permitiram identificar se o solo disponível pode ser adequado para a produção de adobe, além de gerar dados úteis para futuras propostas de uso em obras experimentais e educativas. Com base na aplicação dos ensaios de campo, observou-se que o solo do Instituto Federal da Paraíba – Campus Monteiro possui características compatíveis com as exigências previstas nos testes de campo para a fabricação de adobe. O teste de sedimentação indicou uma proporção adequada entre areia, silte e argila, ficando a quantidade de areia entre 1,5 e 3 vezes a quantidade de silte e argila, com teores de argila entre 15% e 25%, favorecendo a plasticidade e a capacidade de moldagem do material (Morales et al., 1993). No teste de coesão (teste da tira), obteve-se um comprimento de ruptura igual a 14 cm, ficando no intervalo ideal que é entre 7 e 15 cm, demonstrando boa aglutinação e comportamento plástico do solo (Carazas; Rivero, 2002). No teste da queda de bola, foi observado uma deformação sem ausência de separação do material, indicando uma excelente capacidade aglutinante do solo (Brito del Pino et al., 2021). O teste de resistência manual evidenciou que os discos de solo seco resistem moderadamente à compressão entre os dedos e, quando quebrou, apresentou apenas dois pedaços, sinalizando um solo com boa resistência. Dessa forma, conclui-se que o solo em questão tem potencial para ser explorado em projetos pedagógicos, pesquisas experimentais e iniciativas de extensão voltadas à bioconstrução. A avaliação do solo do IFPB – Campus Monteiro, por meio de ensaios simples de campo, demonstrou resultados positivos quanto à sua viabilidade para a produção de blocos de adobe. Os testes realizados permitiram verificar empiricamente que o solo apresenta proporções adequadas entre areia, silte e argila, boa plasticidade, coesão, capacidade aglutinante e resistência. Os achados reforçam a importância de revalorizar técnicas construtivas tradicionais como o adobe, que aliam sustentabilidade, baixo custo e eficiência térmica. Futuras etapas poderão incluir ensaios laboratoriais normatizados para aprofundar a caracterização físico-mecânica do material, bem como investigações com aditivos naturais ou recicláveis, visando à melhoria do desempenho dos blocos de adobe
Interação entre o relevo e características pedológicas como fatores de risco a movimentos de massa no bairro de Vasco da Gama Recife/PE
O crescimento desordenado nas áreas urbanas, é uma realidade em diversos países e está diretamente relacionado ao risco de ocorrência de desastres (Pereira et al., 2025; Liu; Shao; Shao, 2024; Ozturk et al., 2022). A exposição as áreas de risco são ainda maiores entre as populações com menor poder aquisitivo, visto que as áreas de morro são menos atrativas para o mercado imobiliário (Bastos Moroz; Thieken, 2024). Por isso, é fundamental entender a correlação entre os movimentos de massa e os seus fatores influentes, visto que, até certo ponto, esse conhecimento favorece a mitigação de possíveis desastres (Ke et al., 2024; Zhai et al., 2025). Dessa forma, o estudo tem como objetivo analisar a correlação entre a declividade e as características pedológicas do terreno, no bairro de Vasco da Gama, a fim de identificar áreas com potencial suscetibilidade a movimentos de massa. O mapeamento foi feito com base em dados obtidos pelo Pernambuco Tridimensional (PE3D), para a declividade e em dados da Agência Nacional de Águas (ANA) para a pedologia, e processados com auxílio do Sistema de informações Geográficas (SIG). Foi realizado a atribuição de notas para a reclassificação dos fatores quanto a suscetibilidade a movimentos de massa, de modo que, as classes dos fatores observados nos mapas obtiveram notas de 1 a 10 de acordo com sua suscetibilidade, considerando-se a nota 1 baixa suscetibilidade e 10 alta suscetibilidade (IBGE, 2019). Foi identificado que o tipo de solo que compõem predominantemente o bairro de Vasco da Gama é o Latossolo Amarelo, que recebeu nota 3 (IBGE, 2019). Este tipo de solo é caracterizado por apresentar forte coesão natural, no estado seco, mas na presença de umidade perde esta característica, tornando a região mais propícia a movimentos de massa (Freire et al., 2022; Silva, 2024). Observou-se que o bairro de Vasco da Gama apresentou predominância de classe Ondulado, que apresenta declividades de 8% até 20% e presença de Suave-ondulado (3-8%), com existência de áreas planas (0-3%) em uma pequena área na porção sul do bairro. As classes Ondulada, Suave-ondulado e Plano receberam as notas 5, 3 e 1, respectivamente. Verificou-se que a declividade possui um papel fundamental no condicionamento de processos gravitacionais, visto que quanto maior a o ângulo formado entre a encosta e o plano horizontal, maior é a suscetibilidade do local a movimentos de massa (IBGE, 2019; Neto et al., 2023). A combinação do tipo de solo (latossolo amarelo) com áreas de declividade mais elevadas (ondulado e suave ondulado) contribuem para o entendimento de que o bairro de Vasco da Gama apresenta áreas suscetíveis a movimentos de massa
Proposta de retrofit das instalações elétricas de uma edificação histórica
Neste resumo é apresentado uma proposta de retrofit nas instalações elétricas de baixa tensão de uma edificação histórica existente (bloco A) na Escola Politécnica de Pernambuco (POLI), localizada no campus Benfica, da Universidade de Pernambuco (UPE). Essa ação extensionista encontra-se cadastrada como um dos projetos de um programa de extensão (PG-26) aprovado no edital PFA 01/2024, cujo objetivo é certificar se as instalações elétricas existentes em edificações da POLI atendem às normas técnicas em vigência (SANTOS, 2019; HASSELMANN, e NORAT, 2023; DE LIMA, LAGO, CRUZ, e MORAES, 2025). A metodologia empregada neste trabalho foi o PDCA (Plan, Do, Check, Act, ou em português, Planejar, Executar, Verificar e Agir), utilizado como trilha metodológica capaz de promover uma sistematização das informações coletadas em prol da identificação de não conformidades, como também a propositura de adequações necessárias para a redução do consumo de energia e melhor conforto térmico aos usuários. Reuniões de estudo em grupo foram inicialmente realizadas seguidas de visitas técnicas a edificação de interesse, onde foram coletadas informações para a análise prévia das instalações existentes. Os dados obtidos foram inseridos em plantas baixas da edificação, possibilitando uma padronização das informações em documento único. Posteriormente, novas reuniões de grupo foram realizadas para analisar o layout obtido em comparação às normas técnicas vigentes. Nessa etapa foram identificadas a inexistência de documentação técnica das instalações elétricas no local (planta baixa original, memorial descritivo, diagramas unifilares e trifilares), tomadas de uso geral e/ou específico instaladas em alturas diferentes das recomendadas por norma, falta de identificação dos circuitos nas tomadas e quadros além da falta de sinalização de segurança nos quadros. Também cabe destacar que não existe no bloco A informes orientativos que mobilizem os ocupantes para um consumo racional de energia. Diante disso, será necessário implementar adequações que assegurem a conformidade com a norma, promovendo maior segurança, organização e eficiência no sistema elétrico da edificação. Neste sentido, é importante observar que iniciativas de retrofit em edificações históricas devem considerar não apenas os aspectos técnicos e energéticos, mas também a articulação com estratégias educativas e de preservação do patrimônio, conforme discutido por Carvalho, Cunha e Oliveira (2020), ao abordarem a necessidade de integração entre eficiência energética e valorização histórica no ambiente construído (CARVALHO, CUNHA e OLIVEIRA, 2020). Como proposta de adequação e atualização do bloco A estão sendo organizados os seguintes documentos: planta baixa atualizada do sistema de tomadas, interruptores, quadros e sistema de iluminação. Proposta de layout a ser usado para identificação dos circuitos, seções e quadros na edificação, levando em consideração também a segurança. Por fim, elaborar materiais educativos a serem divulgados nos espaços com o objetivo de engajar os usuários da edificação para mudança de hábitos e rotinas em prol de evitar o desperdício de energia elétrica