Portal de Publicações da Faculdade de Medicina de Campos
Not a member yet
    566 research outputs found

    Impacto da massoterapia na qualidade do trabalho em hospitais públicos:: estudo descritivo

    Get PDF
    To analyze the impact of massage therapy on the quality of work of health professionals in two public hospitals managed by an anesthesiology company. Cross-sectional, descriptive, and quantitative study, conducted through massage therapy interventions with healthcare professionals from two public hospitals located in the eastern zone of the city of São Paulo. Data were analyzed using classical descriptive statistics. It should be noted that this study followed the ethical precepts of research. Fifty-eight health professionals, linked to public hospitals of an anesthesiology company, participated in this study. Regarding the socio-professional profile, the majority of participants were female (n = 33/56.90%), with a predominance of the age group of 30 to 39 years (n = 23/39.66%), followed by 18 to 29 years (n = 21/36.21%), occupying the role of nursing assistant or technician (n = 13/22.41%). There was a predominance of those who went to work feeling tired (n = 25/43.10%), considering psychological stress as the greatest challenge of the work routine (n = 29/50.0%). The majority evaluated their work routine negatively (n = 30/51.72%) and stated that fatigue and/or stress affect their work routine (n = 56/96.55). Regarding the aspects inherent to the massage therapy intervention, all participants positively evaluated the intervention in the following variables (n=58/100%): meeting expectations; more frequent provision; positive impact on satisfaction in performing work activities; effectiveness in reducing stress and improving performance in the workplace; and the likelihood of recommending it to others. Furthermore, if they could choose a time, they would choose to take a break during the day (n=36/62.07%), since the experience provides benefits mainly in the physical (n=34/58.62%) and psychological (n=16/27.59%) aspects. In line with the literature, the work routine of health professionals imposes challenges that can be alleviated, to some degree, through massage therapy interventions. This study provides evidence of the potential benefits of massage therapy for healthcare professionals in public hospitals. The intervention appears to be well-received and effective in reducing stress and improving job performance.Analisar o impacto da massoterapia na qualidade do trabalho de profissionais da saúde de hospitais públicos. Estudo transversal, descritivo e quantitativo, realizado a partir de intervenção por massoterapia junto a profissionais da saúde de dois hospitais públicos localizados na zona leste da cidade de São Paulo. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva clássica, e o estudo seguiu os preceitos éticos da pesquisa. Participaram do estudo 58 profissionais da saúde, vinculados a hospitais públicos de uma empresa de anestesiologia. No perfil socioprofissional, a maioria dos participantes era do sexo feminino (n = 33/56,90%), com predominância da faixa etária de 30 a 39 anos (n = 23/39,66%), seguida de 18 a 29 anos (n = 21/36,21%), ocupando a função de auxiliar ou técnico de enfermagem (n = 13/22,41%). Observou-se predominância daqueles que relataram ir trabalhar sentindo-se cansados (n = 25/43,10%), considerando o estresse psicológico como o maior desafio da rotina de trabalho (n = 29/50,0%). A maioria avaliou sua rotina de trabalho de forma negativa (n = 30/51,72%) e afirmou que o cansaço e/ou o estresse afetam sua rotina de trabalho (n = 56/96,55%). Quanto à intervenção por massoterapia, a totalidade dos participantes avaliou positivamente as seguintes variáveis (n = 58/100%): atendimento às expectativas; oferta com maior frequência; impacto positivo na satisfação em realizar as atividades laborais; eficácia na redução do estresse e na melhoria do desempenho no ambiente de trabalho; e probabilidade de recomendação a outras pessoas. Ademais, caso pudessem escolher um momento, optariam por realizar uma pausa durante o dia (n = 36/62,07%), uma vez que a experiência possibilita ganhos, principalmente, nos aspectos físico (n = 34/58,62%) e psicológico (n = 16/27,59%). Alinhando-se à literatura, a rotina de trabalho dos profissionais da saúde impõe desafios que podem ser amenizados, em algum grau, por meio de intervenções por massoterapia. O estudo fornece evidências sobre os benefícios potenciais da massoterapia para profissionais da saúde em hospitais públicos, mostrando- se bem aceita e eficaz na redução do estresse e na melhoria do desempenho no trabalho

    Saúde Mental no contexto escolar:: uma análise da percepção dos docentes da rede municipal de Campos acerca das psicopatologias da infância

    No full text
    Em 2023, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 53,7% das matrículas da educação especial, da educação infantil ao ensino médio, correspondiam a estudantes com deficiência intelectual, enquanto 35,9% referiam-se a alunos com Transtorno do Espectro do Autismo. Entende-se por saúde mental infantil um fenômeno multidimensional, relacionado a condições que afetam o desenvolvimento emocional, cognitivo, comportamental e social da criança, nas quais se constrói, de forma simultânea, seu mundo interno e sua relação com o ambiente. Assim, torna-se inviável tratar a saúde mental infantil apenas em nível individual, sem considerar os fatores estruturais e contextuais que a atravessam — sendo a escola um dos principais espaços de impacto nesse processo de desenvolvimento. Dessa forma, o presente trabalho teve como objetivo inicial comparar o conhecimento sobre saúde mental no contexto escolar, investigando a percepção de professoras da educação infantil em duas escolas municipais de Campos dos Goytacazes. A metodologia adotada foi quali-quantitativa, utilizando o modelo de grupo focal como estratégia central de coleta de dados, associado à aplicação de entrevistas semiestruturadas e questionários anônimos, realizados via Google Form, antes e depois do encontro. A proposta era avaliar o impacto de um momento dialógico na ampliação do conhecimento docente sobre saúde mental e as principais psicopatologias da infância. No entanto, durante os grupos focais, emergiram de forma espontânea e intensa relatos de exaustão, sofrimento emocional e descrença na efetividade da inclusão escolar. Muitas professoras expressaram sentir-se sozinhas, desamparadas institucionalmente e sobrecarregadas, relatando que as crianças atípicas frequentemente são vistas como um “obstáculo” à rotina da sala de aula — não por rejeição pessoal, mas pela falta de suporte e preparo adequado. O espaço tornou-se, assim, uma escuta sensível das dores e fragilidades dessas educadoras, revelando que todas as redes de apoio à criança (família, escola e serviços de saúde) se encontram, de certo modo, adoecidas. Diante do exposto, em uma amostra de 43 docentes, apenas 39,4% afirmaram receber suporte teórico sobre o tema. Em contrapartida, ao serem questionadas sobre os principais desafios no trato com a saúde mental em sala de aula, 48,8% apontaram a resistência dos responsáveis e 34,9% destacaram a falta de recursos e apoio institucional. Ademais, na primeira aplicação do questionário sobre a capacidade de identificar comportamentos típicos e atípicos na infância, 67,4% responderam que sim. Todavia, após a exposição de conteúdos diagnósticos e o debate promovido durante o encontro, esse percentual reduziu-se em 13,9%, o que evidencia a falta de informação consistente para subsidiar o processo de ensino-aprendizagem. Os resultados apontam para a necessidade urgente de políticas públicas voltadas à saúde mental dos profissionais da educação e à criação de espaços formativos que articulem conhecimento técnico e cuidado emocional. Além disso, urge uma reavaliação crítica do modo como a inclusão escolar vem sendo conduzida nas instituições de ensino

    Plantas medicinais e saúde comunitária: : uma ação de extensão no CSEC Custodópolis

    No full text
    O uso de plantas medicinais tem grande relevância na sociedade, promovendo a preservação e a transmissão de saberes terapêuticos ao longo das gerações. No bairro Custodópolis, em Campos dos Goytacazes, esse conhecimento tradicional permanece vivo e constitui um importante recurso cultural e de cuidado em saúde. Reconhecendo a importância do uso consciente desses recursos naturais, tanto para fins medicinais quanto nutricionais, este projeto de extensão foi desenvolvido com o objetivo de conscientizar a população local e os usuários do Centro de Saúde Escola de Custodópolis (CSEC) sobre a utilização adequada das espécies medicinais, esclarecendo seus benefícios, riscos, interações e efeitos no organismo. Desde o início do projeto, foram identificadas, cultivadas, catalogadas e disponibilizadas para população um total de 106 espécies de plantas medicinais. Como parte das atividades acadêmicas, os alunos envolvidos elaboraram 10 monografias sobre essas espécies, cujos conteúdos serão organizados em um livro informativo, dividido em capítulos temáticos de acordo com as plantas estudadas. Além disso, atuamos em eventos e ações voltadas à promoção da saúde, com o objetivo de divulgar conhecimentos sobre plantas medicinais e proporcionar a degustação de chás ao público participante. Uma das principais conquistas recentes do projeto foi a criação de um berçário de plantas medicinais (viveiro de mudas), viabilizado com o apoio financeiro da Universidade de Palm Beach (EUA). O espaço conta com estrutura apropriada para o cultivo e desenvolvimento inicial das mudas, incluindo estufa para controle de temperatura e luminosidade, canteiros suspensos, sistema de irrigação e área de preparo de substrato. Esse ambiente favorece a multiplicação e preservação de espécies medicinais, além de funcionar como espaço educativo e de fortalecimento da autonomia da comunidade no cuidado com a saúde. Perspectivas futuras envolvem a ampliação do cultivo das espécies medicinais, visando proporcionar à comunidade um maior acesso aos seus benefícios terapêuticos e nutricionais. Além disso, pretende-se avançar na extração de compostos fitoquímicos para sua incorporação em diferentes formas farmacêuticas, com o objetivo de oferecer alternativas terapêuticas que atendam às demandas de saúde da população local

    Educação em saúde e vigilância epidemiológica de enteroparasitoses: : experiência do Parasitomania

    No full text
    As enteroparasitoses continuam sendo um grave problema de saúde pública no Brasil, sobretudo em regiões marcadas por desigualdade social e infraestrutura sanitária inadequada. A ocorrência dessas infecções está relacionada às condições ambientais, ao sistema imunológico dos indivíduos e às características dos parasitas envolvidos, fatores que classificam a população infantil como vulnerável. Nesse cenário, a educação em saúde torna-se uma ferramenta fundamental na prevenção, sobretudo se aliada a abordagens lúdicas, que facilitam o aprendizado e promovem mudanças de comportamento, como a correta higienização das mãos e o cuidado com alimentos. Relatar a experiência de um ano promovendo ações didáticas, diagnósticas e de divulgação científica sobre parasitoses no projeto Parasitomania. No último ano, o projeto promoveu ações em escolas públicas e privadas com o objetivo de informar e conscientizar crianças, familiares e profissionais da educação sobre as parasitoses intestinais. Nessas ações, foram utilizadas atividades lúdicas, como jogos da memória com parasitas, dinâmicas interativas e oficinas de lavagem das mãos, bem como realizadas coletas de dados por meio de questionários e exames parasitológicos de fezes gratuitos, com objetivo diagnóstico e de vigilância epidemiológica, dados esses que foram submetidos sob a forma de trabalho original como um braço secundário do projeto. Além das ações em escolas, o Parasitomania esteve presente na Semana Nacional de Ciência de Tecnologia, ampliando o alcance das atividades educativas para o público em geral. Paralelamente, o projeto também investiu em divulgação científica por meio do perfil no Instagram “@parasitomania”, que atingiu um alcance de 13,1 mil contas no último mês, através da publicação de conteúdos que visam à educação em saúde. Como resultado dessas ações, foram ainda enviados cinco trabalhos ao Congresso Brasileiro de Saúde da Criança e do Adolescente, em 2024. No Parasitomania, pode-se reafirmar na prática como condições de saneamento e hábitos de higiene precários influenciam na transmissão de parasitoses. Ademais, o uso do Instagram ampliou o alcance das informações, configurando outra conquista do projeto. Essa vivência reforçou a importância da extensão como forma de aproximar o conhecimento científico da comunidade. As ações da extensão mostraram que unir educação, diagnóstico e comunicação é eficaz para prevenir parasitoses na população. Ressalta-se, portanto, a relevância do projeto como ferramenta de transformação social

    A influência dos descongestionantes nasais alfa-agonistas na qualidade de vida de pacientes com rinite alérgica:: uma análise da prevalência, dependência e efeitos adversos

    No full text
    A rinite alérgica tem se tornado uma condição cada vez mais prevalente, e o baixo controle de seus sintomas se correlaciona com taxas crescentes de automedicação. Um dos medicamentos mais utilizados de forma indiscriminada é o descongestionante intranasal com ação alfa-agonista. Nesse contexto, buscou-se analisar a prevalência e consequências do uso dessa classe medicamentosa em pacientes com rinite alérgica no município de Campos dos Goytacazes. No estudo descritivo transversal em questão, as amostras foram coletadas entre setembro de 2024 e julho de 2025, no Hospital Plantadores de Cana, por meio de um questionário estruturado na plataforma REDCap. Para a análise estatística dos dados, foi utilizado o software Excel. Foram entrevistados 100 participantes, sendo 79 do sexo feminino (79%) e 21 do sexo masculino (21%), de idade média 40,70 ± 13,20 anos. Os sintomas mais relatados foram “espirros” (85%), “prurido nasal” (83%) e “obstrução nasal” (82%). A prevalência do uso de descongestionantes nasais foi de 75%, sendo 51% (51) de uso semanal, e a de participantes que se automedicam foi 63%. Foi possível constatar que participantes com o pior controle dos sintomas tiveram a prevalência de automedicação cerca de três vezes maior (RP=3,33; IC95%:1,20-9,29; p<0,01) comparados aos participantes com melhor controle. Em relação às taxas de dependência, constatou-se que 23% dos participantes são dependentes do medicamento atualmente e 15% já foram dependentes, mas deixaram de ser. Foi possível constatar que a dependência medicamentosa está relacionada a uma maior prevalência de efeitos adversos sistêmicos como ansiedade (RP=2,13; IC95%: 1,48-3,06; p<0,01), insônia (RP=3,26; IC95%: 1,86-5,74; p<0,01), tontura (RP=3,81; IC95%: 1,60-9,06; p<0,01), hipertensão (RP=2,31; IC95%: 1,25-4,29; p<0,05) e, mais significativamente, taquicardia (RP=7,18; IC95%: 2,97-17,32; p<0,01). Em contrapartida, não houve correlação significativa com a presença de cefaleia e retenção urinária (p>0,05). A análise em questão evidencia a necessidade da atenção aos possíveis efeitos deletérios do mau controle dos sintomas da rinite alérgica com medicamentos inadequados não prescritos ou recomendados por profissionais

    Perfil microbiológico das infecções comunitárias da cidade de Campos dos Goytacazes

    No full text
    Infecção Comunitária é aquela identificada a partir de amostras colhidas nas primeiras 48 horas de internação ou em incubação na admissão do paciente, desde que não relacionada à internação anterior. Traçar o perfil microbiológico das infecções comunitárias da cidade de Campos dos Goytacazes. Esta é uma pesquisa do tipo transversal, com dados coletados no período de setembro de 2024 a junho de 2025, com base nas culturas positivas de cinco unidades de saúde da Cidade de Campos dos Goytacazes. A maioria das amostras com resultados positivos para infecção comunitária foram as analisadas em urinoculturas, os resultados apresentam n=5875 amostras com prevalência da Escherichia coli (63,89%), Klebsiella sp (16,2%) e Proteus mirabilis (4%). O perfil de resistência aos antimicrobianos testados em antibiogramas apresenta-se com a disposição: Escherichia coli – Ampicilina (49,6%), Amoxicilina + Clavulanato (28,2,2%). Sulfametoxazol + Trimetoprima (27%) e Ciprofloxacino (26,8%); Klebsiella sp – Ampicilina (87,6%), Amoxicilina + Clavulanato (31,5%), Ciprofloxacino (28,7%) e Sulfametoxazol + Trimetoprima (28,3%); Proteus mirabilis – Ampicilina (48,7%), Cefuroxima (34,5%), Gentamicina (20,4%) e Amoxicilina + Clavulanato (19,2%). A resistência bacteriana comunitária no município de Campos dos Goytacazes, demonstra um importante fator de provável falha terapêutica em infecções comuns como a Infecção do Trato Urinário. Dados corroboram trabalhos científicos da literatura e servem como guias para protocolos de tratamentos nos serviços de saúde do município

    Efeito Macklin em caso de trauma torácico fechado na criança

    No full text
    Apesar de incomum, o trauma torácico em cirurgia pediátrica é grande causa de lesão fatal em crianças, principalmente pela sua anatomia única, que, além de permitir que tanto traumas contusos quanto penetrantes atinjam órgãos vitais, também reflete na cinemática do trauma e na evolução do quadro. Lesões traumáticas do tórax podem provocar o pneumomediastino, condição de alto potencial de letalidade em que o ar está presente na cavidade mediastinal. Uma das suas causas é a ruptura traqueobrônquica, que, mesmo com o possível atraso no seu reconhecimento provocado por fatores psicológicos e de apresentação clínica, requer diagnóstico e tratamento imediato. Pode, ainda, estar relacionado ao efeito Macklin, que também necessita prontamente de manejo e é causado por uma alteração da pressão intratorácica que gera a ruptura de alvéolos e o escape do ar para a camada intersticial pulmonar, sendo capaz de associar-se ao enfisema subcutâneo pela ascensão do ar pelo mediastino. Ao longo deste relato descreve-se um caso de pneumomediastino associado a enfisema de partes moles por trauma cervicotorácico fechado em um paciente pediátrico masculino de 7 anos, que deu entrada no Hospital de emergência na cidade de Campos dos Goytacazes noano de 2025, com o objetivo de discutir métodos de diagnóstico e conduta clínica e cirúrgica empregados para contribuir com a abordagem de outros casos semelhantes. Por fim, concluiu-se que é extremamente importante atentar-se aoexame físico inicial em relação a presença de enfisema subcutâneo, incluindo a possibilidade de lesão alveolar entre as hipóteses diagnósticas, destacando-se a imprescindível conduta “expectante armada” em casos como esse

    O impacto da rotulagem nutricional frontal na qualidade alimentar e nos desfechos clínicos das doenças crônicas não transmissíveis

    No full text
    A rotulagem nutricional frontal (Front-of-Package Nutrition Labeling – FoPNL) foi implementada como medida de saúde pública para alertar consumidores sobre altos teores de açúcares, gorduras saturadas e sódio nos alimentos industrializados. No Brasil, o modelo adotado pela ANVISA é o de lupa, obrigatório desde outubro de 2024. Avaliar a compreensão dos consumidores sobre os diferentes modelos de FoPNL, com ênfase no modelo da lupa; identificar o impacto da rotulagem no comportamento de compra; investigar se, mesmo cientes dos riscos, os consumidores continuariam comprando os produtos; verificar a preferência por modelos alternativos e a possível contribuição da rotulagem no controle das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs). Estudo transversal com aplicação de questionários estruturados em pacientes dos ambulatórios do Hospital Escola Álvaro Alvim (HEAA). Foram coletados dados sociodemográficos e avaliadas variáveis como compreensão dos símbolos, intenção de compra, frequência de consumo, percepção de saudabilidade, conhecimento prévio da FoPNL, contato com campanhas educativas e empenho em mudar a alimentação. Participaram 145 indivíduos com idades entre 18 e 78 anos, sendo a maioria mulheres (76,6%), com ensino médio completo (38,6%) e renda entre 1 e 3 salários mínimos (63,5%). Grande parte trabalha em tempo integral (33,1%) ou está desempregada/do lar (22,1%). A maioria declarou ser responsável pelas compras (74,5%) e possuir comorbidades, principalmente hipertensão (31,5%). O IMC médio foi de 27,7. Sobre os produtos avaliados, 90,2% reconheceram excesso de açúcar no biscoito recheado; 91,6% gordura saturada na margarina; 84,6% açúcar no sorvete; 94,4% açúcar no refrigerante; e 90,9% sódio no tempero. A maioria os classificou como não saudáveis, especialmente o tempero (92,4%) e o refrigerante (89,6%). Ainda assim, 33,3% afirmaram que comprariam refrigerante mesmo reconhecendo seus riscos. O consumo da maioria foi raro ou até uma vez por semana. O modelo considerado mais claro foi o octógono (48,3%), seguido da lupa (23,4%). Apenas 23,4% conheciam a FoPNL e 87,6% nunca haviam visto campanhas educativas. Participantes com ensino superior completo apresentaram 5,78 vezes mais chances de conhecer a rotulagem nutricional frontal (OR = 5,78; IC95% = 1,55–21,47) em comparação com os que têm escolaridade abaixo do ensino médio. Observou-se que 4,9% atribuíram incorretamente açúcar à margarina. Os principais obstáculos para escolhas saudáveis foram hábitos alimentares (44,8%), situação financeira (39,9%) e falta de tempo (31,5%). Ao avaliar o empenho em mudar hábitos alimentares, 14,5% foram classificados como detratores, 22,88% neutros e 62,8% como promotores, segundo o NPS (Net Promoter Score). Apesar de reconhecerem os nutrientes críticos, o conhecimento nem sempre levou à intenção de evitar o consumo, evidenciando a necessidade de estratégias de educação nutricional. O modelo do octógono teve melhor desempenho na comunicação de risco, com potencial para maior efetividade. A rotulagem frontal possui potencial educativo, mas seu impacto é limitado pela baixa divulgação, pela reduzida familiaridade com o modelo atual e por barreiras práticas. Os achados indicam a necessidade de políticas públicas que aliem rotulagem mais intuitiva a ações contínuas de educação alimentar para escolhas conscientes e controle das DCNTs

    Internações por causas externas no estado do Rio de Janeiro entre 2010 e 2023:: uma análise epidemiológica

    No full text
    As causas externas compreendem eventos não naturais que afetam a saúde, como acidentes, violências, quedas e outras lesões, sendo responsáveis por um número expressivo de internações hospitalares no Brasil. Esses eventos impactam principalmente adultos jovens do sexo masculino e representam importante causa de morbimortalidade. Este estudo teve como objetivo analisar o perfil e a tendência temporal das internações por causas externas no Estado do Rio de Janeiro entre 2010 e 2023, com base nos dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), acessados pelo TabNet/DATASUS. Trata-se de um estudo descritivo, ecológico e retrospectivo. Foram incluídas internações hospitalares de residentes no estado do Rio de Janeiro de acordo com o CID-10. As variáveis analisadas foram ano, sexo, faixa etária e tipo de causa externa, com foco nas categorias mais incidentes: acidentes de trânsito, quedas e agressões. Os resultados revelaram que os acidentes de trânsito lideraram as internações no início do período, mas apresentaram tendência de queda ao longo dos anos. Em contrapartida, observou-se aumento progressivo das internações por quedas, sobretudo entre idosos. As agressões mantiveram números estáveis, com destaque para a população masculina entre 15 e 44 anos. Em todas as causas externas analisadas, os homens foram os mais afetados, especialmente na faixa etária jovem adulta. A redução nas internações por acidentes de trânsito pode estar relacionada a políticas públicas, campanhas educativas e maior fiscalização. O aumento nas quedas entre idosos indica a necessidade de estratégias específicas de prevenção, como medidas de segurança domiciliar e promoção da mobilidade segura. As agressões, por sua vez, permanecem como desafio persistente e exigem ações integradas nas áreas de saúde, segurança e assistência social. Conclui-se que as internações por causas externas no estado refletem padrões distintos por faixa etária e tipo de evento. A análise desses dados é essencial para orientar políticas públicas voltadas à prevenção de agravos evitáveis, com foco na promoção da saúde e na redução da sobrecarga ao sistema hospitalar

    Dieta baseada na contagem de carboidratos como estratégia de otimização do perfil glicêmico em pacientes diabéticos em insulinoterapia

    No full text
    A diabetes mellitus é uma doença crônica que exige controle glicêmico rigoroso, especialmente em pacientes insulinizados. A contagem de carboidratos, estratégia respaldada pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e American Diabetes Association (ADA), demonstra potencial para melhorar o controle metabólico e a qualidade de vida. Este estudo visa avaliar o impacto da adesão a uma dieta específica baseada nesse método nos parâmetros glicêmicos de pacientes em insulinoterapia. Foram analisados 300 prontuários do SUS no Centro Saúde Escola de Custodópolis, recrutando 24 pacientes diabéticos insulinizados (idade média: 57,2 anos; HbA1c >7,5%). 20 participantes iniciaram o ensaio clínico longitudinal de 12 meses. A metodologia incluiu: elaboração de dieta individualizada via bioimpedância; sessões educativas sobre contagem de carboidratos; monitorização trimestral de HbA1c, glicemia e perfil lipídico; e aplicação de questionários digitais (adesão/satisfação). O estudo está na fase de acompanhamento clínico-laboratorial. Resultados preliminares indicam, que dos 20 pacientes que iniciaram a pesquisa, 8 apresentaram valores iniciais de HbA1c >10%, desses em 4 houve redução do valor da HbA1c ao longo do projeto, 8 participantes dos 20 declaram já ter tido algum episódio de hipoglicemia. Espera-se que a adesão à dieta reduza HbA1c ≥0,5%, aumente o tempo no alvo glicêmico (TIR) em 10%, diminua episódios de hipoglicemia e reduza a necessidade de insulina, melhorando a qualidade de vida. As barreiras socioeconômicas e operacionais (comunicação, acesso a recursos) comprometem a adesão e o progresso da pesquisa, como não conseguir executar a dieta por questões socioeconômicas. Conclui-se que tais fatores interferem diretamente nos resultados, destacando a necessidade de estratégias adaptativas para viabilizar intervenções nutricionais personalizadas nesta população

    128

    full texts

    566

    metadata records
    Updated in last 30 days.
    Portal de Publicações da Faculdade de Medicina de Campos
    Access Repository Dashboard
    Do you manage Open Research Online? Become a CORE Member to access insider analytics, issue reports and manage access to outputs from your repository in the CORE Repository Dashboard! 👇