Faculdade Sant'Ana OJS
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    O ESTIGMA SOCIAL EM PESSOAS AUTISTAS

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    Segundo o DSM-5, “o autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento, caracterizado por dificuldades de comunicação e interação social, comportamentos repetitivos e restritos.” (DSM-5, p.53). Já o termo “estigma” de acordo com o dicionário da língua portuguesa refere-se a “1- marca deixada por uma ferida; cicatriz”, “2- marca desonrosa ou infame, associada a uma característica que desqualifica uma pessoa ou grupo social”. O estigma social em pessoas autistas abrange preconceitos, discriminação e falta de compreensão por parte da sociedade, vai desde a desvalorização das capacidades dos indivíduos até a sua exclusão, seja em ambiente escolar, laboral ou social. O TEA não é facilmente identificado, trata-se de um fenótipo as vezes invisível aos olhos da sociedade, e isso causa estranhamento em algumas situações em que o indivíduo foge as expectativas sociais, apresentando comportamentos não esperados. O desconhecimento a cerca dessas peculiaridades reforçam a exclusão e dificultam a inclusão dessas pessoas, aumentando o estigma social sobre elas. A convivência ou a exposição a pessoas autistas ajudam a diminuir esse estigma, a mídia tem um papel importante nesse sentido, exibindo séries, filmes e programas que ajudam a sociedade a compreender melhor essa temática e a desenvolver atitudes mais positivas e empáticas em relação as pessoas com TEA (ARAUJO, SILVA E ZANON, 2023). Embora as campanhas de conscientização e inclusão tenham avançado no Brasil, o estigma cultural continua sendo um grande desafio (FIOCRUZ), é necessária uma força tarefa de conscientização nas diversas vertentes da sociedade, desmistificando o conceito de que autismo e incapacidade andam de mãos dadas, políticas públicas que garantam o acesso a diagnóstico e intervenção precoce, possibilitam as crianças autistas desenvolverem habilidades sociais necessárias para tornarem-se adolescentes e adultos capazes de levar uma vida plena, inseridos no mercado de trabalho e na sociedade em geral. A conscientização é essencial para que as pessoas compreendam que o TEA é um espectro complexo e que o estigma social interfere diretamente na vida e no desenvolvimento de pessoas com esse transtorno.  

    AS VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS NO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: REFLEXÕES SOBRE A PRÁTICA DOCENTE

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    O ensino e a aprendizagem da língua portuguesa passaram por diversas mudanças ao longo do tempo. Desde as questões históricas e sociais da aprendizagem de línguas até os contextos atuais de sala de aula, é possível observar uma série de orientações de livros didáticos, transformando gradualmente a forma como as línguas maternas são transmitidas e acessadas. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a língua portuguesa do Brasil, composta pelo português padrão e todas as variantes linguísticas, é falada por mais de 190 milhões de brasileiros. A diversidade de linguagens presentes na comunidade contribuiu para o hermetismo dos diferentes discursos. No entanto, muitas vezes durante o ensino da língua materna, essas diferenças são desprezadas e consideradas como um desvio da norma linguística. Nesse sentido, por meio de pesquisa investigativa, com revisão bibliográfica de autores de destaque no tangente ao assunto, este artigo busca discutir as inferências de variantes linguísticas no ensino da língua portuguesa, ressaltando ainda o combate à estereótipos linguísticos. Além disso, buscou-se definir os conceitos de variação linguística e de português padrão, bem como apresentar os fatores que influenciam o ensino da variação linguística

    JUDÔ E AUTISMO: A ARTE MARCIAL COMO AUXÍLIO AO DESENVOLVIMENTO POSTURAL E MOTOR EM INDIVÍDUOS COM AUTISMO

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    O presente estudo analisa os benefícios da prática do Judô no desenvolvimento motor, postural e social de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A metodologia adotada foi uma revisão sistemática de literatura, com foco em estudos publicados entre 2015 e 2024, que abordam os impactos dessa arte marcial em crianças com TEA. Os resultados indicam que o Judô contribui significativamente para a melhoria da coordenação motora, controle postural, autocontrole emocional e socialização. A prática regular proporciona um ambiente estruturado e disciplinado que favorece o desenvolvimento de funções executivas, como planejamento e atenção. Contudo, os estudos apresentam limitações, especialmente no que diz respeito à generalização dos resultados, amostras pequenas e à necessidade de adaptações específicas para cada nível do espectro autista. Assim, são recomendadas investigações futuras que ampliem as amostras e explorem os efeitos de longo prazo da prática do Judô em diferentes contextos, como escolas e comunidades

    O ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NO MUNICÍPIO DE PONTA GROSSA

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    Este estudo tem como objetivo analisar o Atendimento Educacional Especializado (AEE) oferecido às pessoas com deficiência no município de Ponta Grossa, Paraná, no contexto da educação inclusiva. Trata-se de uma pesquisa documental e descritiva, que utiliza uma abordagem qualitativa para investigar como as políticas educacionais e os programas de inclusão estão sendo implementados nas redes municipal e estadual de ensino. A análise abrange o histórico da educação especial no Brasil, o papel das legislações vigentes e as ações e programas desenvolvidos no Município de Ponta Grossa como a atuação das Salas de Recursos Multifuncionais e do Centro Integrado de Atendimento à Criança da Educação Especial Inclusiva (CIAC Superação). Os resultados mostram um aumento significativo na demanda pelo AEE e avanços nas políticas públicas locais. No entanto, desafios como a necessidade de formação continuada de professores e adaptação das práticas pedagógicas para incluir alunos com diferentes tipos de deficiência ainda persiste

    O PAPEL DO PSICÓLOGO NO TRATAMENTO DO VÍCIO EM JOGOS DE APOSTAS

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    Os jogos têm sido parte da humanidade desde seus primórdios, desempenhando um papel no desenvolvimento cognitivo e lazer, conforme Huizinga (1938/1999), desde a infância, brincadeiras oferecem desafios que estimulam a tomada de decisões para alcançar um objetivo: vencer. Entre os jogos, os de azar, como os caça-níqueis, são particularmente viciantes. A resposta imediata desses jogos, aliada à possibilidade de grandes prêmios, ativa o sistema dopaminérgico, gerando prazer e alimentando o desejo de continuar jogando. Pequenos ganhos são suficientes para criar uma ilusão de sucesso. Esse tipo de padrão comportamental pode levar a comportamentos disfuncionais e de risco, como impulsividade, compulsões, irritabilidade e outras comorbidades relacionadas ao vício. O cenário atual apresenta a popularização dos jogos e plataformas de apostas, encontradas acerca de toda a internet, principalmente nas redes sociais. Diante disso, a demanda na procura pelo tratamento em vício em apostas tende a aumentar, e o caminho para a recuperação e diminuição dos prejuízos desse transtorno é a partir da psicoterapia individual. Neste caso, o psicólogo deve entender como esse vício funciona para conseguir manejar o caso e identificar os fatores de risco. O presente resumo possui a finalidade de identificar como o psicólogo pode auxiliar no tratamento terapêutico do vício em jogos e plataformas de apostas, a partir de uma revisão bibliográfica acerca do Transtorno de Jogo ou Jogo Patológico. A fim de fundamentar a presente pesquisa, utilizou-se das definições presentes no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (5ª Edição) e a apresentada por Dalgalarrondo em seu livro Psicopatologia e Semiologia dos Transtornos Mentais. Para responder aos objetivos mensurados, o presente estudo foi realizado através de uma pesquisa bibliográfica. A escolha foi realizada mediante a leitura de materiais científicos e após definidos os descritores “Transtorno do Jogo” ou “vício em apostas” ou “apostas” e “Psicologia” ou “patologia”, realizou-se pesquisas nas bases de dados Google Acadêmico e Scielo. Para essa revisão, as seguintes etapas foram efetuadas: critérios de inclusão e exclusão dos artigos (em idioma Português, publicados no período de 2020 a 2024 e que não especificam em seu estudo uma faixa etária, outro transtorno a não ser os relacionados a dependência e compulsão); definição das informações a serem extraídas dos artigos selecionados; análise crítica dos estudos e discussão dos resultados. A partir dos resultados obtidos fora demonstrado que o Transtorno do Jogo por vezes é considerado uma forma de vício, muitas vezes em seus casos mais graves, sendo encaminhado para tratamentos psicológicos. Compreendido como transtorno de controle de impulsos, o psicólogo apresenta o papel de auxílio na redução do prejuízo mental e econômico do indivíduo, por meio de uma prática de redução de danos, seja por ações individuais ou em grupo,semelhante ao trabalho realizado nos Centros de Atenção Psicossociais. Destarte, se demonstra a necessidade de uma maior investigação sobre a gaming disorder, visto que, jogos não tem apenas uma função de lazer, mas também um grande impacto econômico atualmente na vida das pessoas.

    QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO VERSUS CONDIÇÕES PSICOSSOMÁTICAS ADVINDAS DO MERCADO DE TRABALHO

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    Resumo: O presente estudo apresenta a análise crítica de uma produção de Maiara Lene Carvalho intitulada: Qualidade de vida no trabalho versus Condições psicossomáticas advindas do mercado de trabalho. Este artigo explora a qualidade de vida no trabalho, concentrando-se na relação entre motivação, desmotivação e a ocorrência de doenças psicossomáticas, como a Síndrome de Burnout. A qualidade de vida no ambiente profissional é crucial para o bem-estar dos funcionários e o sucesso das empresas. Quando essa qualidade é negligenciada, podem surgir sérios problemas de saúde física e emocional, impactando negativamente a produtividade. O estudo visa identificar os fatores que comprometem a qualidade de vida no trabalho e os prejuízos decorrentes, tanto para os indivíduos quanto para as organizações. Além disso, busca explorar as interações entre motivação, desmotivação e o surgimento de doenças psicossomáticas. Compreender como a falta de qualidade de vida no trabalho contribui para essas doenças é fundamental para melhorar o bem-estar dos trabalhadores e a eficiência organizacional. Baseado em uma revisão de literatura, o estudo aborda conceitos teóricos relacionados à qualidade de vida, motivação, desmotivação e doenças psicossomáticas. Discute a evolução do conceito de qualidade de vida no trabalho desde a década de 1960 até os dias atuais, destacando as transformações nas práticas organizacionais. A pesquisa evidencia que a qualidade de vida no trabalho está intimamente ligada à motivação dos funcionários. Ambientes que não promovem o bem-estar podem desencadear doenças psicossomáticas, como estresse, depressão e Burnout, resultando em queda de produtividade e prejuízos para a empresa. O artigo conclui que a qualidade de vida no trabalho é essencial tanto para os colaboradores quanto para as organizações. Investir no bem-estar dos funcionários não só melhora sua saúde e satisfação, mas também contribui para o sucesso empresarial. A falta de qualidade de vida pode levar ao desenvolvimento de doenças psicossomáticas que prejudicam a vida pessoal e profissional dos indivíduos. Portanto, as organizações devem implementar medidas que melhorem o ambiente de trabalho, promovendo a motivação e prevenindo a desmotivação, para evitar essas doenças e garantir a sustentabilidade dos negócios.     Palavras-chave: Qualidade de vida no trabalho, Motivação e Desmotivação. Doenças psicossomáticas. Síndrome de Burn Out.

    ESPIRITUALIDADE EM CUIDADOS PALIATIVOS: UM RECURSO PARA LIDAR COM A DOR

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    A espiritualidade tem se mostrado um importante recurso para auxiliar pacientes a enfrentarem a dor, especialmente no contexto dos cuidados paliativos. Este estudo tem como finalidade investigar como a espiritualidade contribui para a melhora da qualidade de vida de pacientes que enfrentam dor física, emocional e existencial. A pesquisa explora as relações entre espiritualidade, religiosidade e o enfrentamento da dor, bem como os impactos dessas práticas no bem-estar dos pacientes. Além disso, busca-se compreender como a espiritualidade pode ser integrada no tratamento clínico para promover alívio do sofrimento. Este trabalho consiste em uma pesquisa de revisão teórica, cujo objetivo foi analisar artigos científicos que tratam da relação entre espiritualidade e manejo da dor, com foco em pacientes em cuidados paliativos. A análise dos dados demonstrou que a espiritualidade e a religiosidade desempenham um papel significativo na ressignificação do sofrimento e no alívio da dor. Os estudos de Silva e Nascimento (2021) mostram que pacientes em cuidados paliativos que recebem suporte espiritual relatam menor percepção da dor, menos sintomas de ansiedade e depressão, além de uma maior aceitação da condição terminal. Apesquisa de Lima et al. (2017) revelou que a prática espiritual oferece um espaço de reflexão sobre a vida e a morte, o que facilita o enfrentamento do sofrimento, reduzindo o impacto emocional causado pela dor crônica. O estudo de Marques e Sarriera (2017) destaca que, ao integrar a espiritualidade nos cuidados clínicos, os profissionais de saúde conseguem fornecer uma abordagem mais humanizada, capaz de atender tanto às necessidades físicas quanto emocionais e espirituais dos pacientes. Os dados sugerem que o suporte espiritual também fortalece as redes de apoio social e familiar, contribuindo para uma sensação de acolhimento e pertencimento, o que impacta positivamente na qualidade de vida. Os resultados indicam que a espiritualidade, quando integrada ao tratamento clínico, oferece benefícios claros no manejo da dor e no bem-estar geral dos pacientes. Além de promover alívio emocional, ela auxilia na aceitação do sofrimento e da condição terminal, contribuindo para uma melhor qualidade de vida. A abordagem espiritual, portanto, deve ser considerada uma prática complementar importante no cuidado apacientes em cuidados paliativos. Os dados demonstram que a espiritualidade proporciona ao paciente uma maneira de lidar com a dor, ressignificando-a e oferecendo um sentido maior à experiência de sofriment

    O LUTO NA PERSPECTIVA PSICANALÍTICA

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    Resumo: O luto, experiência universal que acompanha a vida humana, tem sido objeto de estudo em diversas áreas do conhecimento. A psicanálise, também está nesse debate e oferece uma compreensão dos processos mentais envolvidos nesse fenômeno. Freud em 1917 diferencia o luto da melancolia; estabelece as bases para a análise psicanalítica do luto e delineia os mecanismos psíquicos subjacentes a essa experiência. Este estudo tem por objetivo geral analisar a compreensão psicanalítica do luto e objetivos específicos: destacar as principais características implicações desse processo para a subjetividade; estabelecer um diálogo entre a teoria freudiana e as contribuições na atuação profissional; ampliar a compreensão sobre a complexidade do luto no aprendizado acadêmico. Para tal, utilizou-se uma revisão da literatura especializada, identificando e analisado os principais conceitos e ideias apresentados por Freud sobre o luto. A metodologia utilizada baseia-se na análise qualitativa do texto, buscando compreender o significado e a relevância das ideias apresentadas por Freud para a compreensão do luto na perspectiva psicanalítica. Na teoria freudiana, o luto é uma reação normal à perda de um objeto, portanto o processo de luto, envolve a retirada da libido dos investimentos no objeto perdido, permitindo que o sujeito possa investir em novos objetos. No luto, a tristeza é predominante, mas o sujeito mantém a capacidade de realizar outras atividades e de investir em novas relações. Em contraste com o luto, a melancolia é caracterizada por uma tristeza profunda e duradoura, acompanhada de um sentimento de perda e vazio interior, podendo configurar-se como um estado patológico, exigindo intervenção clínica. Ao diferenciar o luto da melancolia, Freud contribuiu significativamente para a compreensão das dinâmicas psíquicas subjacentes à perda e à tristeza. A psicanálise destaca a importância do trabalho psíquico no processo de elaboração da perda e enfatiza a necessidade de que o sujeito possa investir em novos objetos. A compreensão da perspectiva psicanalítica sobre o luto pode ser útil para profissionais da saúde mental que trabalham com pessoas em luto, pois, oferecem uma compreensão dos processos mentais envolvidos nessa experiência complexa. Ao compreender os mecanismos psíquicos envolvidos no processo de luto, os profissionais podem oferecer um acompanhamento mais adequado e eficaz aos seus pacientes.

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