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PROVAS DE CONCURSOS PARA O MAGISTÉRIO DA INSTRUÇÃO PÚBLICA PRIMÁRIA NO ESTADO DE SERGIPE (1874-1924): uma descrição em busca da origem das questões
Nesse artigo é apresentado o resultado da seleção e análise dos saberes matemáticos, identificados nas provas de concursos para professores primários, realizados desde 1874 a 1924. Para chegar a essa conclusão foi tomada como referência Valente (2013). A partir das provas dissertativas foram identificados conteúdos aritméticos como: operações de adição, multiplicação, divisão e subtração, entre números inteiros, decimais e quebrados. Após a descrição foi apresentada uma breve aproximação entre os enunciados das questões e a resolução utilizadas pelos candidatos com a forma como os conteúdos eram abordados em manuais de autoria de Antônio Trajano. Do exame efetuado é possível identificar elementos de aproximação entre a forma como os conteúdos foram abordados nos manuais e os enunciados e as resoluções dos candidatos. E ao que tudo indica os conteúdos geométricos não eram considerados como referência para a seleção dos professores para o ensino primário em Sergipe, um vez que nas provas examinadas só aparece conteúdos aritmético
MARIA MONTESSORI E AS ORIENTAÇÕES PARA O ENSINO DOS SABERES MATEMÁTICOS: O QUE DIZEM PESQUISAS BRASILEIRAS?
Neste texto o objetivo foi identificar as orientações para o ensino dos saberes matemáticos, relacionadas ao método defendido por Maria Montessori, a partir de um exame de pesquisas brasileiras desenvolvidas no âmbito da história da educação matemática, de forma a contribuir para um entendimento acerca do processo de consolidação dos princípios que norteiam o método dessa educadora. Após exame, pode-se destacar que as orientações estão relacionadas à formação de professores no curso primário brasileiro, com orientações para o uso de materiais concretos como o Material Dourado, permeando os períodos escolanovista, do método intuitivo e do Movimento da Matemática Moderna, nos estados do Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo, o que dá indícios de circulação e apropriação
DE REPENTE HISTORIADOR(A) DA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA: descrição de um caso de formação em Sergipe
Neste trabalho é apresentada uma descrição de um processo de formação de historiadores da educação matemática em Sergipe, com destaque para os vinculados ao GHEMAT-SE e NIHPEMAT, a fim de destacar aspectos relacionados aos caminhos percorridos pelos pesquisadores para a descoberta da história da educação matemática, as primeiras leituras que devem ser realizadas, o encontro com as fontes, e o processo pelo qual se dá as primeiras produções nesta área de pesquisa. Para tal, foi aplicado um questionário a dez pesquisadores que produziram trabalhos de conclusão de curso e dissertações de mestrados no âmbito da história da educação matemática, do Departamento de Matemática (UFS) e do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática (UFS), respectivamente. Como suporte teórico utilizamos Valente (2013) para compreensão do que é história da educação matemática e o ofício do historiador; e Santos (2016) para o entendimento do processo de refinamento em pesquisas históricas. Foi possível constatar que os sujeitos investigados conheceram a HEM na graduação ou no mestrado e que possuem dificuldades como: o uso do ferramental teórico metodológico, uso de termos e como justificar uma pesquisa histórica. Identificamos que uma etapa fundamental para os sujeitos investigados é a revisão bibliográfica de pesquisas já realizadas que se aproximam com seu tema. Além disso, o encontro com as fontes faz parte do seu processo de formação como historiador, evidenciando uma preocupação em conservar a materialidade da fonte e disponibiliza-las para outros pesquisadores. Por fim, na produção de trabalhos destes sujeitos há um processo que parte do mapeamento de trabalhos e em seguida, com uma questão de pesquisa, o historiador vai em busca de fontes que privilegiem a temática abordada para então realizar um exame destas
USO(S) DO MÉTODO INTUITIVO DE CALKINS EM RELAÇÃO AO SABER OPERAÇÃO IDENTIFICADO(S) EM PROGRAMAS DE ENSINO DE SERGIPE (1890-1944)
Neste artigo é apresentada uma pesquisa que teve por objetivo identificar usos(s) do método intuitivo de Calkins (1886/1950) nos documentos oficiais de Sergipe no período de 1890 a 1944, privilegiando o saber operação. Para isso, foi utilizado como fonte, Leis, Decretos, Regulamentos e Programas de ensino. Em relação ao referencial foram consultados autores como Valente (2013) para entendimento sobre história da educação matemática, e Chartier (1990) sobre apropriação. Por meio do exame das fontes foi possível identificar traços de uso(s) do método intuitivo de Calkins (1886/1950) nos documentos examinados. Pois, o Programa de 1912 apesar de não seguir a riscar os passos recomendados pelo referido autor para o ensino dos saberes, adição, subtração, multiplicação e divisão, propõem o uso de objetos e a partir deles, ensinar as crianças as coisas, com o auxílio de números concretos, para em seguida, ensinar as quatros operações por meios de algarismo. No entanto, os Programas de 1915, 1916, 1917, 1924, 1931, 1938 e 1944, ao que parece, só apresentam traços de usos do terceiro passo sugerido por Calkins (1886/1950), que é o ensino do saber operação por meio dos algarismo. Além disso, recomendava-se que os exercícios fossem aplicados de forma graduada, partindo sempre do simples para o complexo, dos fatos para as coisas, do que se sabe para o que se ignora. Ou seja, a recomendação era que o ensino fosse o mais prático possível
SABERES GEOMÉTRICOS PARA O ENSINO PRIMÁRIO EM DOCUMENTOS OFICIAIS DE SERGIPE (1931-1944)
Neste texto é apresentado um exame sobre os saberes geométricos em Sergipe, a partir do objetivo de identificar se e como os saberes geométricos foram prescritos nos documentos oficiais de Sergipe ao longo dos anos de 1931 a 1944. Para isso foram tomadas por fontes Leis, Decretos, Regulamentos e os Programas de Ensino dentro do marco estabelecido. O marco cronológico foi definido a partir das fontes contempladas nesta pesquisa. Foram tomados Ragazzini (2001) e Valente (2013) para o entendimento sobre fontes, Valente (2013) com relação a história da educação matemática e Leme da Silva (2015) sobre saberes geométricos. Constatou-se que os saberes geométricos foram prescritos em Desenho, Trabalhos Manuais e Matemática, as recomendações eram de que o ensino fosse abordado de modo natural, instigando o aluno a construir seu conhecimento a partir do cotidiano. Com relação ao método, este só foi identificado no ano de 1931 que indicava uma mudança no que diz respeito ao papel do aluno e do professor, com o primeiro deixando de apenas observar e passando a ser construtor do seu conhecimento, a partir da mediação do segundo. Por fim, infere-se que os saberes abordados versavam entre linhas, ângulos, formas e sólidos geométricos, não sofrendo alterações significativas ao longo do marco estabelecido
CONHECIMENTOS DO PROFESSOR: O QUE PENSAM ESTAGIÁRIOS EM LICENCIATURA EM MATEMÁTICA SOBRE O QUE UM PROFESSOR PRECISA SABER PARA ENSINAR
Este texto contém reflexões sobre concepções de estagiários do curso de Licenciatura em Matemática sobre o que um professor precisa saber para ensinar. Para tanto, nos apoiamos nas ideias de Shulman (1986) e Ball, Thames e Phelps (2008) sobre os conhecimentos do professor. Foram analisados depoimentos de 25 estagiários da turma de Estágio Supervisionado em Ensino de Matemática I da Universidade Federal de Sergipe. A análise aponta que os depoimentos contemplam aspectos que sinalizam concepções relacionadas ao conhecimento do conteúdo específico a ensinar e ao conhecimento pedagógico do conteúdo
EDITORIAL
Dentro do vasto universo envolvendo educação matemática, os textos deste número abordam questões epistemológicas, sociais, neurocognitivas, contextos e personagens históricos, docência, inclusão e relação com o saber. Na perspectiva diferenciada de cada texto, as abordagens dos autores buscam valorizar as experiências dos atores envolvidos no amplo leque dos saberes matemáticos
OS TESTES DE EDWARD LEE THORNDIKE COMO TEMA DE PESQUISA EM HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA EM SERGIPE
Neste artigo é apresentado o resultado de uma pesquisa que teve por objetivo inicial fazer um balanço dos trabalhos de pesquisadores sergipanos vinculados ao grupo de pesquisa NIHPEMAT. Efetuada a primeira, tarefa optou-se por dar visibilidade a um tema que é tratado por Rezende (2016) e que foge ao padrão dos outros trabalhos que versam sobre saberes elementares matemáticos - são os testes de Edward Lee Thorndike. Para isso, foi feita uma escolha por tratar de apropriações feitas por autores de revistas pedagógicas que circularam no Brasil entre 1920 e 1960, relacionadas a aspectos da teoria dos testes, defendida por Thorndike. Após exame, foi possível inferir que houve apropriações por parte dos autores dos artigos das revistas pedagógicas, no que diz respeito aos princípios defendidos por Thorndike em relação aos testes como maneira de medir a inteligência e capacidade de leitura dos alunos com o intuito de buscar melhorias para o ensino
DO CONTADOR MECÂNICO AO METRO: Materiais no Ensino dos Saberes Aritméticos em Sergipe
Neste texto são respaldadas considerações sobre possíveis práticas e finalidades de usos dos materiais prescritos ao ensino dos saberes aritméticos em Sergipe. Para se atingir o propósito da investigação, inicialmente foi realizado um exame em programas de ensino em busca de informações sobre os materiais e os saberes. Em seguida, tornou-se necessário investigar propostas pedagógicas contidas nos próprios materiais, analisando conteúdos, procedimentos e finalidades a que eram evidenciados na prescrição legal, recorrendo-se também a periódicos que circularam a época e a manuais de ensino apontados pela legislação. Como fundamentação teórica, foram adotados autores como Valente (2013, 2014), para informações sobre as Cartas de Parker; Pais (2011, 2016) sobre contadores e Calkins (1886/1950) e Valdemarin (2006), para entendimento do método intuitivo ou lições de coisas. Com base na análise realizada, constatou-se, que vários materiais são prescritos ao ensino, de contadores mecânicos aos padrões do sistema de pesos e medidas, mas que de maneira geral, parecem se constituir como um intermédio para a conceituação dos mais variados saberes propostos no curso primário sergipano
RELAÇÕES COM O ENSINAR E AS CATEGORIAS DE AÇÃO DO PROFESSOR DE MATEMÁTICA
Neste artigo trazemos os resultados da análise de uma aula baseada em atividade com a utilização de materiais didáticos manipuláveis de um professor de Matemática do Ensino Fundamental II. A aula foi separada em 4 momentos e para cada momento procuramos encontrar as categorias de ação docente envolvidas. Utilizando os procedimentos da Análise de Conteúdo encontramos 14 categorias de ação. Comparando com os resultados de pesquisas anteriores verificamos que algumas categorias já conhecidas foram redescobertas. No entanto, 7 novas categorias foram localizadas, sendo elas: justificar, organizar, pedir, perguntar, providenciar, responder e supervisionar. Tais categorias expressam diversos tipos de relações com o ensinar na sala de aula e estão sendo consideradas como decorrentes, exclusivamente, do tipo de aula planejada pelo professor (baseada em atividade com a utilização de materiais didáticos manipuláveis)