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    2109 research outputs found

    Índice de assuntos

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    Uma análise discursivo-funcional de orações prefaciadas por comoquiera

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    Este trabalho investiga as orações introduzidas por comoquiera que no espanhol, concebidas, na literatura, como concessivas impróprias. Parazuelos (1993), Flamenco García (1999) e Rodríguez Rosique (2001) afirmam que essas orações abarcam um conjunto amplo de situações possíveis, de modo que nenhuma delas invalida a conclusão alcançada na oração principal. A fim de desvendar a que propósito comunicativo as orações prefaciadas por comoquiera que são utilizadas no espanhol atual, adotamos, como aparato teórico, o modelo da Gramática Discursivo-Funcional de Hengeveld e Mackenzie (2008). O universo de investigação consiste em 167 ocorrências extraídas do CREA (Corpus de Referencia del Español Actual). O resultado dessa pesquisa sugere um novo olhar para o fenômeno em análise, uma vez que o concebemos de forma discreta, em termos de funções retóricas ou semânticas

    Transitividade intermediária: indício de não modularidade: Intermediary transitivity: a clue to non-modularity

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    Este artigo apresenta como uma visão não categórica de transitividade permite observar fenômenos linguísticos que apontam para uma teoria de não modularidade. A partir de dados de línguas bantu, mostro como a transitividade é um fenômeno que transcende o verbo, seguindo a proposta de Hopper e Thompson (1980). Essa abordagem permite resgatar a noção de “estrutura ativa” (KLIMOV, 1974; SEKI, 1976), para defender que as variações de transitividade são marcadas linguisticamente em diferentes níveis: no léxico, na morfologia, na sintaxe e no discurso, pelo menos. Dessa maneira, ao diluir os limites dos diferentes níveis de análise, este trabalho contribui para reforçar o compromisso de generalização da Linguística Cognitiva (LAKOFF, 1990) e para indicar a transitividade como um objeto nos estudos sobre modularidade.Palavras-chave: estrutura ativa; línguas bantu; Linguística Cognitiva

    A interação entre pessoas surdas: o papel dos marcadores discursivos na língua brasileira de sinais

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    Este trabalho tem o objetivo de analisar o emprego dos marcadores discursivos na língua brasileira de sinais e o papel que desempenham na interação entre pessoas surdas. O arcabouço teórico está fundamentado, principalmente, em Marcuschi (2003, 1989), Preti (1999), Castilho (2017, 2016, 1989), Urbano (1999), Galembeck e Blanco (2001), Risso, Silva e Urbano (2015), Schiffrin (1987) e Quadros (2017, 2016, 2015), e o corpus é formado por vídeos disponíveis na internet pelo projeto da Universidade Federal de Santa Catarina, denominado Corpus de Libras. Como resultados, observamos que, assim como as línguas orais, a libras também dispõe de marcadores discursivos com funções definidas em um evento comunicativo: atuam na organização, estruturação e articulação do texto, atribuem dinamicidade ao diálogo e contribuem para a construção e gestão do ato conversacional

    Revisitando o conceito de “contexto de produção” em duas obras do Interacionismo Sociodiscursivo

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    Este artigo objetiva analisar as bases do conceito de “contexto de produção” na teoria do Interacionismo Sociodiscursivo (ISD) à luz dos marxistas e estudiosos da linguagem russos Valentin Volóchinov e Pável Medviédev, cotejando-o particularmente com a noção de “meio ideológico” proposta por eles no quadro da ciência das ideologias. Frequentemente, esses dois conceitos são abordados indiscriminadamente. Para isso, visitaremos duas obras do ISD, nas quais é apresentado o modelo de análise textual/discursiva da teoria, quais sejam, “O funcionamento dos discursos: um modelo psicológico e um método de análise” (1985) e “Atividade de linguagem, textos e discursos: por um interacionismo sociodiscursivo” (1997). Os resultados mostram que, na obra de 1997, diferentemente do livro de 1985, o conceito de “contexto de produção” no ISD é embasado na teoria do agir comunicativo de Habermas, filósofo revisionista de Marx, sobretudo do sentido político da “luta de classes” do marxismo, que é a base da concepção ideológica de Volóchinov e Medviédev

    Sobre a etimologia de “malacacheta”

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    In this paper, we propose to revisit the etymology of the word "malacacheta", the name of a mineral also known as "mica". Portuguese language dictionaries state that the origin of the word is obscure. Based on data collected in texts from earlier times, we propose two hypotheses: a) a new hypothesis, taking the word as a cognate with marcassita, the name of another mineral that may have been confused with malacacheta: that is, both malacacheta and marcassita would be divergent forms of the same root word; b) the hypothesis that the word is related to the name of the Maxakali indigenous people, who inhabit certain regions of the state of Minas Gerais. Hypothesis a), however, becomes the most likely, in view of marcassita being a divergent form of *marcaxeta, therefore, with the same Arabic root. From the hypothetical form *marcaxeta would come marcacheta, maracaxeta and the current form malacacheta, referring to various kinds of minerals (nowadays called talc, mica and muscovite), while the old generic meaning of marcassita became specified.Neste trabalho, propomos revisitar a etimologia da palavra malacacheta, nome genérico de diversos minerais, que muitos dicionários tratam como sinônimo de “mica”. Dicionários da língua portuguesa afirmam que a origem da palavra é obscura. A partir de dados coletados em textos de épocas anteriores, aventamos duas hipóteses: a) uma hipótese nova, de que o vocábulo é cognato de marcassita, nome de outro mineral que pode ter sido confundido com a malacacheta: ou seja, tanto malacacheta quanto marcassita seriam formas divergentes do mesmo étimo; b) a hipótese de que a palavra é relacionada ao nome do povo indígena Maxakali, que habita certas regiões do estado de MG. A hipótese a), no entanto, torna-se a mais provável, haja vista marcassita ser forma divergente de *marcaxeta, portanto, com o mesmo étimo árabe. Da forma hipotética *marcaxeta viriam marcacheta, maracaxeta e a forma atual malacacheta, referindo-se a diversos tipos de minerais (hoje denominados de talco, micas e muscovita), enquanto o antigo sentido genérico de marcassita se especificou

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    "Ele me chamou de comedor de burrito": xenofobia, impolidez e ameaça à face de imigrantes latinos nos Estados Unidos

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    This qualitative and ethnographic study aims to approach xenophobia in communicative interactions between Americans and Latino immigrants in the United States through impoliteness in speech and to analyze its influence on the identity construction of this group of immigrants. The theoretical contribution included the concepts of xenophobia and the contextualization of the immigrants’ situation within the social body of the United States, examined through the studies of Lee (2019) and Allport (1954), linguistic impoliteness, through the studies of Culpeper (1996, 2010), passing through Goffman's face studies (1975, 1982). Data were generated through two questionnaires developed on the Google Forms platform. The survey was carried out from the responses of 15 participants, being 13 of Latin origin. Data were analyzed pragmatic-discursively based on content analysis (BARDIN, 1977). The results showed linguistic evidence of impoliteness that threatens the face of Latin American immigrants in order to perpetuate their peripheral situation in the North American social context, corroborating stereotypes that end up interfering with these immigrants’ social interaction.Este estudo de natureza qualitativa e cunho etnográfico tem como objetivos abordar a xenofobia nas interações comunicativas entre estadunidenses e imigrantes latinos nos Estados Unidos através da impolidez no discurso e analisar a sua influência na ameaça à face desse grupo de imigrantes. O aporte teórico incluiu os conceitos de xenofobia e a contextualização da situação do imigrante no corpo social dos Estados Unidos, examinados através dos estudos de Lee (2019) e Allport (1954), a impolidez linguística, por meio dos estudos de Culpeper (1996) e Culpeper e Kadar 2010), perpassando os estudos de face de Goffman (1975, 1982). Os dados foram gerados através de dois questionários desenvolvidos na plataforma Google Forms. A pesquisa foi realizada a partir das respostas de 15 participantes, sendo 13 de origem latina. A análise pragmático-discursiva dos dados se deu de forma interpretativista e seguiu a linha da análise temática (MANEN, 1990). Os resultados mostraram evidências linguísticas de impolidez que ameaçam a face do imigrante latino-americano de modo a contribuir para a manutenção da sua situação periférica no contexto social estadunidense e corroborando estereótipos que acabam por interferir na interação social desses imigrantes

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