Portal de Periódicos do Centro de Estudos Interdisciplinares (CEEINTER)
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INELE – PROGRAMA DE INSTRUÇÃO NEUROPSICOLÓGICA DA LEITURA E ESCRITA: EFEITOS NA CURVA DE APRENDIZAGEM E EXPRESSÃOGRÁFICA
Esta pesquisa tem como objetivo analisar os impactos do Programa de Instrução Neuropsicológica da Leitura e Escrita (INELE), no desenvolvimento da curva de aprendizagem verbal e da expressão gráfica de alunos do ensino fundamental. Realizada com abordagem quase-experimental, a investigação abrange estudantes de 7 a 9 anos em uma escola pública do Sul de Minas Gerais. O estudo utiliza os instrumentos RAVLT, para avaliar memória auditiva verbal, e HTP para explorar criatividade e habilidades gráficas. Dividida em três etapas, a pesquisa avalia os participantes antes e depois da aplicação de 20 encontros do programa, organizados em módulos que abordam consciência fonológica, fluência e compreensão de leitura. Espera-se que os resultados demonstrem melhorias significativas em habilidades cognitivas, pedagógicas e psicossociais, validando o INELE como uma intervenção eficaz e adaptada às demandas educacionais contemporâneas
AULA PRÁTICA DE ECOLOGIA NO AMBIENTE ESCOLAR: OBSERVAÇÃO E ANÁLISE DAS INTERAÇÕES ECOLÓGICAS NO ENSINO MÉDIO
Ensinar Ecologia é fundamental para formar cidadãos sensíveis sobre a importância da preservação do meio ambiente e da sustentabilidade. Ao compreender as interações entre os seres vivos e o ambiente, os estudantes desenvolvem senso crítico e responsabilidade ecológica. Este trabalho relata uma experiência pedagógica desenvolvida com estudantes da 1ª série do Ensino Médio na EEEFM Florentino Avidos, situada no município de Vila Velha-ES, tendo como objetivo principal promover a compreensão dos conceitos de Ecologia por meio de uma aula prática realizada no ambiente escolar. A proposta buscou proporcionar aos estudantes a oportunidade de aplicar, na prática, os conteúdos teóricos abordados em sala de aula, favorecendo uma aprendizagem significativa e contextualizada. A metodologia consistiu na exploração do espaço escolar, através de um roteiro de pesquisa preparado e explicado previamente. Os estudantes foram divididos em pequenos grupos e orientados a observar o ambiente, com foco na identificação de populações, comunidades e interações ecológicas entre seres vivos. Durante a atividade, os estudantes realizaram anotações sobre os organismos encontrados e descreveram comportamentos e/ou relações observadas entre eles. Foram identificadas diversas populações, como de formigas, pombos e de diferentes espécies de plantas, bem como interações ecológicas, como predação entre formigas e lagartas, e possíveis relações tróficas envolvendo aves e insetos. Os dados observados serviram de base para a construção, ao final da aula, de esquemas simples de cadeias alimentares, representando as relações tróficas entre os organismos presentes no ecossistema escolar. Os resultados apontaram para um alto nível de engajamento dos alunos, que demonstraram entusiasmo e curiosidade durante a observação em campo. A atividade permitiu a aplicação direta dos conceitos de população, comunidade, habitat, nicho ecológico, cadeia alimentar e interações ecológicas, o que facilitou a compreensão do conteúdo. Além disso, os estudantes conseguiram estabelecer conexões entre o conteúdo teórico e a realidade local, ampliando sua percepção sobre a biodiversidade presente no próprio espaço escolar. Conclui-se que a aula prática contribuiu de forma eficaz para o desenvolvimento das competências da área de Ciências da Natureza, promovendo uma aprendizagem ativa e investigativa, em consonância com as Habilidades e os Objetos de Conhecimento da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O uso do ambiente escolar como espaço pedagógico favoreceu a observação científica, o pensamento crítico e a educação e valorização ambiental, promovendo a sensibilização da preservação do meio ambiente. A experiência reforça a importância de práticas que integrem vivência e investigação no ensino de Ciências
BIBLIOTERAPIA: A LEITURA COMO UM RECURSO TERAPÊUTICO PARA O BEM-ESTAR E A APRENDIZAGEM
A biblioterapia, entendida como o uso terapêutico da leitura, tem se mostrado como um recurso relevante para a promoção do bem-estar emocional e o fortalecimento de processos de aprendizagem. Dessa forma, este trabalho tem como objetivo analisar como a biblioterapia pode ser aplicada em ambientes educacionais, contribuindo para o desenvolvimento emocional, social e cognitivo dos sujeitos. Por meio de uma revisão bibliográfica de caráter qualitativo, foram investigadas produções acadêmicas que discutem a realização da biblioterapia em diferentes contextos. Sendo assim, os resultados demonstraram que a biblioterapia pode auxiliar nas ressignificações, reflexões sobre sentimentos, fortalecimento da autoestima e no estímulo à reflexão crítica, além de favorecer habilidades de linguagem e empatia. Conclui-se que a biblioterapia é uma estratégia interdisciplinar eficaz e acessível, que pode ser amplamente explorada por educadores, terapeutas, bibliotecários e outros profissionais
NUVEM DE PALAVRAS COMO PRÁTICA PEDAGÓGICA NO ENSINO DE GEOGRAFIA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DE LITERATURA
As nuvens de palavras, também conhecidas como word clouds, são representações visuais que organizam termos de acordo com sua frequência em um conjunto textual, destacando os mais relevantes por meio de variações de tamanho e cor. Essa ferramenta tem ganhado espaço no campo educacional como recurso didático, especialmente no ensino de Geografia, onde a síntese de conceitos complexos e a visualização de relações espaciais são fundamentais. Este artigo realiza uma revisão sistemática da literatura, analisando estudos publicados entre 2014 e 2024 nas bases SciELO, Scopus e CAPES, com o objetivo de mapear, inicialmente, as aplicações pedagógicas das nuvens de palavras na Geografia, discutindo seus benefícios, limitações e possibilidades de integração com metodologias ativas. Os resultados indicam que essa ferramenta favorece a aprendizagem significativa, o engajamento discente e a avaliação formativa, embora sua eficácia dependa de um planejamento pedagógico cuidadoso para evitar análises superficiais. Conclui-se que as nuvens de palavras são recursos versáteis, mas que exigem pesquisas futuras sobre sua combinação com tecnologias emergentes, como inteligência artificial e aprendizagem adaptativa
DIDÁTICA DO ENSINO DA MATEMÁTICA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
A didática compreendida como campo da educação que estuda e organiza os métodos e as estratégias de ensino, tenciona apontar os aspectos que interferem na aprendizagem das crianças e por conseguinte refletir sobre os meios e as condições que favorecem o processo de aquisição de conhecimento. No que se refere a didática do ensino do componente curricular da matemática dos anos iniciais do ensino fundamental, o processo pedagógico deve promover a construção de uma base sólida de conhecimentos matemáticos nas crianças. Dito isso, deve partir dos conhecimentos prévios, pois, as crianças já chegam à escola com experiências matemáticas como noções de quantidade, contagem, medidas. Esta pesquisa objetiva discutir a didática do ensino da matemática nos anos iniciais do ensino fundamental. Metodologicamente, recorreu-se a pesquisa bibliográfica orientada pela abordagem qualitativa. Nesse sentido, o ensino da matemática recorre aos recursos concretos e lúdicos, o uso de materiais manipuláveis como blocos lógicos, ábacos, tampinhas, jogos adaptáveis para matemática que podem contribuir para tornar o conteúdo mais acessível e significativo. Somado a isso, a didática da matemática deve promover sobre atividade que estimulam o interesse, a participação, estimular a prática de resolução de problemas e o raciocínio lógico. Nesta investigação, procurou-se desenvolver atividades que propiciassem a resoluções de situações reais trabalhando com problemas contextualizados desenvolvendo o pensamento crítico, a criatividade e a argumentação. Além disso, recorreu-se a jogos tradicionais, a exemplo do jogo da trilha e sua adaptação para o ensino de matemática envolvendo as quatro operações tornando o processo de aprendizagem mais significativo. Utilizou-se também o jogo de aplicativo Crossmath destinado ao exercício da matemática composto de diversos níveis, a saber: fácil, médio, difícil e expert, neste momento, foi executado o planejamento com progressão do jogo com o desenvolvimento gradativo do grau de dificuldade. Com vista a reforçar o desenvolvimento do raciocínio lógico executou-se também o jogo de dama, nesta atividade, as crianças foram capazes de antecipar jogadas, planejar movimentos, prever as ações do seu adversário, desenvolver o pensamento sequencial e formular hipóteses, habilidade fundamentais também na resolução de problemas matemáticos. Em síntese, existem diversas estratégias para o ensino da matemática na atualidade que podem contribuir para tornar a aprendizagem mais atrativa para as crianças, a exemplo de: resolução de problemas, modelagem matemática, etnomatemática, história da matemática, o uso de computadores (Software), celulares (aplicativos), jogos matemáticos. Por fim, o ensino da matemática deve valorizar não apenas o resultado, mas também o processo, considerar a forma de pensar formulada pela própria criança, mais importante do que acertar é compreender o raciocínio por trás das operações e conceitos, nesse sentido, os “erros” devem ser vistos como parte do processo de aprendizagem e oportunidade para reflexão isso ajuda a desenvolver autonomia e flexibilidade de pensamento matemático
TRANSFORMANDO O ENSINO FARMACÊUTICO: : O USO DA METODOLOGIA CASE-BASED COLLABORATIVE LEARNING (CBCL) NAS DISCIPLINAS DE QUÍMICA FARMACÊUTICA, FARMÁCIA CLÍNICA E FARMÁCIA HOSPITALAR
Introdução. O Case-Based Collaborative Learning (CBCL), é uma abordagem pedagógica inovadora que vem ganhando destaque em contextos educacionais diversos. Essa metodologia de ensino-aprendizagem é considerada uma metodologia de sala de aula invertida, e se baseia na exploração de casos reais ou simulados, proporcionando aos estudantes a oportunidade de aplicar conhecimentos teóricos em situações práticas. O foco central do CBCL é fomentar o aprendizado colaborativo, promovendo a interação entre os estudantes, o que contribui para o desenvolvimento de habilidades e atitudes essenciais como comunicação, trabalho em equipe, pensamento crítico e resolução de problemas. Ela é utilizada em todos os períodos de um curso de graduação em Farmácia de uma instituição de ensino superior privada sem fins lucrativos, tendo como foco a integração das disciplinas que compõem o período na elaboração do caso. Diante disso, o objetivo deste trabalho é relatar a utilização do CBCL no 7º período do curso de Farmácia. Metodologia: Este caso foi desenvolvido de forma integrada nas três disciplinas, abordando os objetivos de aprendizagem definidos em cada uma delas. Em Química Farmacêutica, reconhecer a estrutura atividade dos Benzodiazepínicos. Em Farmácia Clínica, reconhecer qual a abordagem farmacológica para tratamento de crises convulsivas. Já, em Farmácia Hospitalar e Gestão Farmacêutica, reconhecer critérios para elaboração de protocolos clínicos de atendimento. Para tanto, foram elaboradas as questões norteadoras do caso, as quais foram trabalhadas em cada disciplina. Antes do momento em sala de aula, os estudantes receberam o material didático de apoio de cada disciplina, e realizaram um pré-teste, com questões envolvendo o material didático encaminhado. Após, na sala de aula, os estudantes realizaram o pós-teste, para o fechamento daquela temática/síntese do conhecimento. Resultados: Os estudantes trouxeram material impresso com anotações e marcações. No primeiro momento eles são convidados a desenvolver raciocínio individual sobre as perguntas norteadoras e no segundo momento, realizam este processo em pequenos grupos. Em grupo, os estudantes, instigados pelas perguntas norteadoras, levantaram outros questionamentos como; “quais medicamentos seriam mais adequados para o manejo da crise convulsiva não responsiva?”, “quais profissionais deveriam estar envolvidos na elaboração de um protocolo clínico?” e “como o medicamento interage com o receptor”. O professor teve o papel de instigar ainda mais a discussão. Como última etapa, os grupos expõem suas conclusões e o professor promove a discussão intergrupos. Além disso, a colaboração em grupo favorece a troca de conhecimentos e experiências, permitindo que os estudantes adquiram diferentes perspectivas sobre as questões abordadas. Segundo a literatura, os estudantes que vivenciam a metodologia do CBCL frequentemente apresentam melhor retenção de conhecimento em comparação com aqueles submetidos a métodos tradicionais de ensino, fato também observado após a aplicação desse caso clínico integrado. Ademais, os estudantes relatam maior satisfação com o processo educativo, já que o CBCL frequentemente promove um ambiente de aprendizado mais envolvente e motivador. Considerações finais: O CBCL estimulou o senso crítico e a autonomia discente, pois casos clínicos multidisciplinares aproximam a aprendizagem da realidade prática, integrando conhecimentos e preparando para o contexto profissional
CINEMA NA EDUCAÇÃO: PROPOSIÇÕES PARA UM CONCEITO DE LETRAMENTO CINEMATOGRÁFICO E LETRAMENTO FÍLMICO
Este estudo é um recorte de uma pesquisa mais ampla ainda em construção. Para esta investigação, buscou-se analisar teses e dissertações que estão disponíveis no Catálogo da CAPES e que trazem em seus arcabouços discussões sobre a diferenciação e a aproximação entre o conceito de letramento cinematográfico e letramento fílmico. Com um recorte temporal de 2016 a 2020, foram encontrados um total de dezoito textos, porém para esta averiguação, apenas três textos entraram para análise, por serem eles os que mais se adequaram aos objetivos desta pesquisa. A problemática deste estudo foi: quais textos adentram no conceito de letramento cinematográfico e letramento fílmico e, de fato, trazem discussão sobre esse tipo de letramento? A metodologia utilizada foi a pesquisa quantitativa e qualitativa. Como resultado inicial, percebe-se que não há uma exploração robusta sobre o conceito de letramento cinematográfico e letramento fílmico, nem mesmo uma diferenciação de um para outro. Outro ponto percebido foi que nos textos encontrados, os autores ao tratarem sobre as questões do letramento na esfera fílmica usam outros termos, como letramento audiovisual, letramento de filmes e letramento visual, ou seja, o termo letramento cinematográfico ou fílmico, por assim dizer, é um termo novo e ainda a ser explorado
A SOCIALIZAÇÃO DE ESTUDANTES COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NA PERCEPÇÃO DAS MÃES
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) passou por diversas reformulações ao longo do tempo, inicialmente associado a dificuldades de interação social e evoluindo para incluir déficits sociais, dificuldades de comunicação e comportamentos repetitivos. As classificações mais recentes destacam dois eixos principais: dificuldades na comunicação e interação social, e padrões restritos de comportamento. No Brasil, garantias legais asseguram proteção e inclusão educacional, com políticas que garantem acesso e permanência no sistema de ensino, prevendo adaptações e suporte adequado. O ambiente familiar é crucial no desenvolvimento dos estudantes, enfrentando desafios como adaptações na rotina e estratégias para promover inclusão social, já que o TEA pode afetar a compreensão de intenções e emoções alheias. Este estudo investigou a percepção de treze mães sobre desafios e avanços na socialização de seus filhos em contextos como escola e família, destacando a importância da conscientização e garantia de direitos, evidenciando a necessidade de políticas inclusivas e formação adequada de profissionais envolvidos no atendimento e educação desses estudantes
GEOMETRIA INCLUSIVA: JOGO DA MEMÓRIA PARA AUTISTAS
É notável que a aprendizagem matemática tem uma importância fundamental, na educação de cada um dos estudantes. Porém, para alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) essa aprendizagem matemática poderá ser desenvolvida com algumas dificuldades. Pesquisas como a de Silva (2020) alertam para o fato de que ainda há muitas dúvidas sobre como direcionar o ensino e a aprendizagem Matemática para estudantes com TEA. Contudo foi desenvolvido no subprojeto PIBID uma temática da associação do conteúdo matemático com a área da inclusão, um momento lúdico sobre a identificação das figuras geométricas por meio do jogo da memória voltado para estudantes com TEA. Na finalidade de ensinar o aluno com TEA a reconhecer e nomear diferentes figuras geométricas por meio da geometria inclusiva utilizando o jogo da memória. Além disso, também pretendendo desenvolver o raciocínio lógico; estimular a concentração; promover a interação e inclusão social entre os alunos. Nesse sentido, conduzimos a atividade com o propósito de conseguir alinhar a aprendizagem matemática com a parte da inclusão para estudantes com TEA. Produzimos algumas figuras geométricas com a adaptação de EVA especificamente de cores diferentes para que assim chamasse a atenção do público alvo. Metodologicamente, colocamos o jogo na mesa para que o participante tivesse contato com o mesmo, a partir disso, foi explicado como funcionava o jogo, virando as cartas para baixo o participante tinha que encontrar o par correspondente e falar qual figura geométrica tinha no par e assim sucessivamente até encontrar e identificar todos os pares de figuras presente no jogo. Logo após a aplicação do jogo vimos que o estudante possuía conhecimento prévio de algumas figuras geométricas tais como: retângulo, círculo e quadrado. No entanto, chegou a confundir o nome de algumas figuras geométricas, o que de fato era esperado, mas aos poucos foi assimilando onde estavam as figuras com seus respectivos pares estimulando a sua memória e concentração na temática abordada. Ao final da atividade, o participante ainda sugeriu algumas ideias para melhorar o jogo, por exemplo, adicionar mais figuras geométricas diferentes com seus respectivos pares. Para assim fortalecer ainda mais a memória e concentração ele também citou que gostou muito do jogo, foi um momento bastante legal e positivo que se sentiu bem e conseguiu compreender o que estava sendo passado. Em síntese a aplicação do jogo evidenciou a importância da matemática inclusiva para pessoas com TEA onde o jogo trouxe resultados positivos. Com isso, conclui-se que a atividade foi muito bem empregada, com bons resultados tanto para o participante, quanto para as pessoas que aplicaram o jogo como uma magnífica experiência na posição de ensinar, ou seja, “a criança com TEA não é formada apenas de dificuldades, mas, também, de potencialidades” (SOUZA, 2019, p.146). Portanto, para o aluno com TEA sua observação ao jogo trouxe muita aprendizagem ao observar e identificar os nomes de cada figura geométrica aplicada no jogo, e aos pibidianos uma excelente experiência pedagógica
HOJE EU TÔ DO JEITO QUE O CAPS NÃO GOSTA: CULTURA, ESTIGMA E OS DESAFIOS DA DESINSTITUCIONALIZAÇÃO DA SAÚDE MENTAL
Este trabalho analisa os desafios da desinstitucionalização da saúde mental no Brasil, com foco na cultura estigmatizante que dificulta a implementação efetiva da Política Antimanicomial. O objetivo principal é explorar como representações culturais, como memes, reforçam estereótipos da loucura, impactando a percepção social sobre transtornos mentais. Utilizando revisão bibliográfica de autores como Foucault e Goffman, além de legislações como a Lei nº 10.216/2001 e a Resolução nº 56 do CNJ, o estudo aborda as implicações culturais e jurídicas na saúde mental. O método consistiu na análise crítica de textos e documentos legais, conectando a teoria à prática social e institucional. O resultado evidenciou que, embora haja avanços como a inauguração de leitos de saúde mental no Maranhão, os estigmas culturais e a resistência institucional ainda representam obstáculos significativos. A conclusão aponta para a necessidade de mudanças culturais para garantir a efetivação plena do SUS e da política antimanicomial