Portal de Periódicos do Centro de Estudos Interdisciplinares (CEEINTER)
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DA FORMAÇÃO UNIVERSITÁRIA AO DESEMPREGO: REFLEXÕES SOBRE O USO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Este estudo tem como objetivo refletir, a partir de uma tira, sobre as consequências do uso da inteligência artificial (IA) na formação acadêmica e sua influência na inserção no mercado de trabalho. A pergunta de pesquisa que orienta este trabalho é: em que medida o uso excessivo da inteligência artificial no meio acadêmico pode impactar a empregabilidade dos recém-formados? Para responder a essa questão, o estudo fundamenta-se nos escritos do Círculo de Bakhtin (Bakhtin, 2016 [1979]; Volóchinov, 2018 [1929]), no Letramento Acadêmico (Lea; Street, 2006) e nos Multiletramentos (Rojo, 2009; 2012). Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa teórica, com abordagem qualitativo-interpretativa e fins explicativos. Destaca-se a crescente popularização da IA no meio acadêmico e no mercado de trabalho, um fenômeno que pode comprometer a interação humana, a autonomia intelectual e, consequentemente, a inserção profissional dos recém-formados
FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO CAMPO E POLÍTICAS PÚBLICAS: DESAFIOS E PROPOSTAS
O presente estudo visa evidenciar os principais desafios que permeiam as políticas públicas educacionais direcionadas à Educação do Campo e a formação de professores. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e de revisão bibliográfica, fundamentada em autores como Arroyo (2007), Saviani (2009), Molina (2015) e Ramal (2016), promovendo uma discussão aprofundada sobre a temática. Compreende-se que a discussão da formação de professores para a Educação do Campo no âmbito das políticas públicas educacionais é essencial ao evidenciar as políticas híbridas e as contradições que permeiam as diversas legislações que abarcam a Educação do Campo, como o PRONERA e o PROCAMPO. Observou-se que é preciso ampliar as discussões e a luta pela defesa de uma educação que seja do e no campo, considerando a formação de professores essencial para a construção de um processo educativo de valorização e reconhecimento dos povos do campo, promovendo a sua emancipação e a justiça social
NEURODIVERSIDADE NA EDUCAÇÃO SUPERIOR : RELATOS DE UMA FORMAÇÃO DOCENTE
Este estudo apresenta os resultados de uma oficina de formação continuada sobre neurodiversidade, direcionada a professores do ensino superior. A atividade, que incluiu a utilização de estações sensoriais e a discussão de casos práticos, visou sensibilizar os docentes para as especificidades dos estudantes neurodivergentes. Os resultados demonstram a importância da formação continuada para o desenvolvimento de práticas pedagógicas inclusivas. Ao vivenciar diferentes estímulos sensoriais, os professores puderam compreender melhor as dificuldades enfrentadas por esses alunos e adaptar suas estratégias de ensino, tornando o ambiente de aprendizagem mais acolhedor e equitativo. A oficina contribuiu para a construção de um espaço de reflexão sobre a importância da inclusão e da valorização das diferenças no contexto educacional
FORMAÇÃO DOCENTE: DESAFIOS DO FUTURO PROFESSOR DE LÍNGUA PORTUGUESA NA INCLUSÃO DE ALUNOS ATÍPICOS
O presente estudo investiga a formação de professores de Língua Portuguesa para a educação inclusiva, analisando a preparação docente para o ensino de alunos com necessidades específicas. O objetivo é compreender como a ausência de disciplinas voltadas à inclusão impacta a prática pedagógica. A pesquisa, de abordagem qualitativa, baseia-se na análise documental das matrizes curriculares de cursos de licenciatura em quatro universidades de Pernambuco. Os resultados apontam deficiências na formação inicial, evidenciando a necessidade de maior ênfase em práticas inclusivas. A discussão destaca a importância da formação continuada e de políticas que fortaleçam práticas inclusivas no ensino. Conclui-se que uma formação docente mais abrangente e estruturada é essencial para garantir uma educação acessível e equitativa, promovendo maior inclusão e aprendizagem significativa para todos os alunos.
 
A ATUAÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL DO INSTITUTO FEDERAL, DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA DO CEARÁ: DESAFIOS E POSSIBILIDADES
O presente artigo tem como objetivo analisar a atuação profissional do assistente social desenvolvida no Instituto Federal do Ceará, identificando desafios e possibilidades enquanto demanda crescente para os profissionais do Serviço Social, produzindo significativos e desafiadores avanços, principalmente no que se refere a sua forma de inserção na política educacional. Esse estudo deu-se por base de uma pesquisa bibliográfica, de natureza básica e caráter qualitativo, para a seleção dos artigos, utilizou-se como base de dados o Google acadêmico, selecionando artigos publicados nos últimos 03 (três) anos, de 2020 a 2022, para a pesquisa usou como descritores o operador booleano AND, que resultaram na combinação: A atuação do assistente social no IFCE AND Desafios e Possibilidades AND Vulnerabilidades no contexto estudantil, por meio de pesquisa avançada, no idioma em língua português e na categoria de artigo. Espera-se contribuir para a discussão, tendo em vista a escassez de estudos nessa temática
ASSOCIAÇÃO DA OBRA “PSICOLOGIA DAS MASSAS E ANÁLISE DO EU” COM AS LACUNAS DA RESSOCIALIZAÇÃO NO SISTEMA PRISIONAL
Trata-se de uma revisão bibliográfica e documental referente ao livro “Psicologia das Massas e Análise do Eu” que foi escrito em 1921 por Sigmund Freud (1856-1938), nessa obra são analisados os mecanismos de coesão de uma massa social e as manifestações do Eu dentro de uma comunidade, reverberando para temas sociais como ressocialização e instituições de controle de massas, a exemplo do sistema prisional. Trazendo para o contexto nacional, percebe-se que embora, em teoria, a pena de privação de liberdade tenha como principal objetivo, de acordo com o Código Penal, a constrição do direito de ir e vir, recolhendo o condenado em presídio para futuramente reinseri-lo na sociedade, intencionando prevenir contra a reincidência, promovendo a ressocialização. Tal objetivo máximo de ressocialização é lacunar, pois observa-se que a vivência e restrições do encarcerado resulta em mudanças sociocognitivas e emocionais, favorecendo sequelas interacionais em ser e agir na sociedade. O processo de reinserção no Brasil enfrenta obstáculos relacionados à perpetuação da influência da lógica punitivista, que é utilizada para a manutenção do encarceramento em massa, e às condições precárias, sobretudo estruturais das penitenciárias, que servem como empecilhos para a efetivação de programas ressocializadores bem estruturados e efetivos. A política prisional repressiva em vigor ocasiona o confinamento exacerbado dos indivíduos, expondo-os a contextos inadequados de convivência, os quais, em vez de promoverem a reeducação, tendem a reiterar e intensificar comportamentos considerados disruptivos. Objetivou-se neste trabalho promover a associação entre as dificuldades no processo de ressocialização e a teoria psicanalítica, considerando-se a repressão das pulsões e a atuação do superego no contexto de grandes massas. O procedimento metodológico foi de revisão bibliográfica e documental, reunindo artigos das bases de dados Scielo e Pepsic para análise e utilizando, como fonte primária, o livro “Psicologia das Massas e Análise do Eu” (1921), considerando também as predicações de Foucault (1975). Os resultados da pesquisa evidenciam que o sistema prisional, ao invés de promover a ressocialização, intensifica padrões de exclusão e dependência. A falta de suporte para a reconstrução identitária e a criação de novos laços sociais dificulta a reintegração e perpetua o ciclo da criminalidade. Alternativas baseadas na educação, no trabalho e no fortalecimento dos vínculos sociais se mostram mais eficazes para a ressocialização, permitindo que o indivíduo reconstrua sua identidade fora da lógica da massa carcerária, como estratégia destaca-se a metodologia da Associação de Proteção aos Condenados (APAC) caracterizada por uma disciplina rígida, baseado no respeito, na ordem, trabalho e no envolvimento da família do recuperando. Conclui-se que é necessário repensar o modelo prisional, adotando estratégias que promovam a autonomia e o pertencimento social, efetivando assim a plena ressocialização
ENCANTAMENTO E RESISTÊNCIA NA ESCOLA: UMA ESCUTA SENSÍVEL NO ESTÁGIO DE OBSERVAÇÃO
Este trabalho tem como objetivo pensar uma leitura crítica e sensível da escola e, com ela, refletir sobre a possibilidade da educação como prática de resistência e encantamento, articulada à experiência de observação na disciplina de estágio de Psicologia Escolar II, com as contribuições de Adriana Marcondes Machado (1996), Paula, Araújo e Almeida (2019), bell hooks (2013) e Luiz Antônio Simas e Luiz Rufino (2020). A proposta é discutir como práticas escolares tradicionais ainda reproduzem mecanismos de repressão e produção do fracasso escolar, em contraste com uma perspectiva emancipadora, que integra razão, afetividade, emoção, experiência e encantamento — entendido, com Simas e Rufino, como política de vida que afirma a pluralidade e a reconexão com o viver — no processo de ensino-aprendizagem. A metodologia consistiu na observação de um ambiente escolar, a partir do estágio em Psicologia Escolar II, com registros em diário de campo durante dois meses. Perceberam-se tensões entre práticas disciplinadoras e os gestos livres, criativos e encantados das crianças. Paralelamente, buscamos por referenciais teóricos que dessem conta dessas inquietações. Obras de hooks, Machado, Paula, Araújo e Almeida, Simas e Rufino, entre outros, foram fundamentais para pensar diferentes modos de vida e conhecimento na escola, sob uma perspectiva crítica e libertadora. Durante a observação, constatou-se um ambiente escolar marcado pela rigidez, engessamento e sistematização teórica, que valoriza a produtividade em detrimento do gesto inocente. A espontaneidade poética infantil foi frequentemente reprimida pela instituição, como no caso de uma criança que, ao interagir livremente, foi silenciada e colocada na fila por uma professora. O episódio ilustra a crítica de hooks à educação tradicional, que forma sujeitos disciplinados, mas desconectados de sua integralidade. Também evidencia o que Simas e Rufino (2020) denunciam como desencantamento do mundo: uma lógica que sufoca experiências sensíveis, plurais e criativas — justamente aquelas que poderiam afirmar o encantamento como política de vida. A observação foi adensada pelo diálogo com Machado (1996), que denuncia a patologização das dificuldades de aprendizagem como estratégia que individualiza problemas institucionais, reforçando o fracasso escolar. O cruzamento entre as observações e os textos analisados demonstra que o psicólogo escolar deve ir além do diagnóstico, atuando como agente de possíveis de transformação institucional, atento à ausência do gesto espontâneo e às formas micro de exclusão. Em síntese, buscamos propor pensamentos que encontrem nos gestos, nas palavras e sons no gesto poético do brincar uma educação libertadora que com bell hooks, nos encoraja alimenta práticas de amor e sensibilidade, e com o encantamento de Simas e Rufino (2020), que valoriza as expressões subjetivas e a inteireza da vida das crianças diante das estruturas que produzem hierarquização, fracassos e desigualdades. A escuta do psicólogo escolar deve acolher e potencializar a humanidade dos estudantes
O USO DE TESTES EM AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA : UM OLHAR SOBRE PRÁTICA, ÉTICA E FORMAÇÃO
Este trabalho tem se construído a partir da perspectiva do uso de testes psicológicos na avaliação. É essencial frisar que o processo de avaliação nem sempre requer a aplicação de testes; é possível realizar uma avaliação por meio de outras ferramentas como entrevistas e observações do comportamento da pessoa avaliada. Contudo, quando usados adequadamente, testes desempenham um papel significativo na compreensão do funcionamento emocional, mental e comportamental dos indivíduos em avaliação. Adicionalmente, contribuem para a produção de documentos fundamentais como laudos, pareceres e relatórios psicológicos, que exercem grande impacto na tomada de decisões relacionadas à saúde, educação e demais áreas. Este estudo visa aprofundar o entendimento sobre a função dos exames na avaliação psicológica ao considerar a relevância de utilizá-los de forma responsável e ética com sólido conhecimento técnico. Além disso, busca-se analisar a interação dessas ferramentas com a prática profissional em relação à capacitação do psicólogo e ao desenvolvimento de uma visão mais sensível às necessidades dos indivíduos avaliados. Trata-se de uma pesquisa de revisão de literatura, com caráter descritivo e exploratório. A opção por esse tipo de pesquisa está fundamentada na sugestão de Gil (2008), que compreende a revisão bibliográfica um método legítimo para reunir e analisar diversas produções sobre um determinado tema, contribuindo assim para o progresso do conhecimento. Ao longo da pesquisa, observou-se que os testes, embora fundamentais, exigem preparo ético e técnico, considerando que seus resultados podem trazer impactos não apenas ao indivíduo, mas também à sociedade como um todo (ZANINI et al, 2021). Também ficou evidente que nem sempre a formação acadêmica garante, por si só, o preparo necessário para aplicar e interpretar testes com segurança. Isso acontece porque o conteúdo relacionado à avaliação psicológica pode variar bastante entre os cursos e, em alguns casos, pode ser até insuficiente (BANDEIRA; ANDRADE; PEIXOTO, 2021). Como conclusão preliminar, espera-se que os resultados, além de atingidos, sirvam como base de apoio para outras pesquisas, para o fortalecimento da formação acadêmica e, também, para a atuação de psicólogos que buscam uma prática mais ética, consciente, fundamentada e sensível às complexidades do sujeito avaliado, contribuindo assim para intervenções mais responsáveis e efetivas na realidade profissional
AVALIAÇÃO PERCEPTO-MOTORA EM CRIANÇAS DE 0 A 6 ANOS DE IDADE : UMA REVISÃO DE LITERATURA
A presente pesquisa se constitui em aprofundar matérias relevantes, destacando os testes de avaliação da maturação percepto-motora, utilizando os instrumentos da caixa lúdica com ênfase no psicodiagnóstico, visando ampliar a compreensão sobre aspectos sensoriais e motores envolvidos no desenvolvimento infantil. O objetivo central desta investigação se consolida na necessidade de um entendimento mais aprofundado acerca de como a avaliação percepto-motora pode contribuir de forma significativa para o desenvolvimento típico e atípico da criança, considerando os impactos que tais avaliações podem gerar no diagnóstico precoce e nas intervenções clínicas e educacionais. Trata-se de uma pesquisa fundamentada em revisão de literatura, com foco em estudos e teorias já consolidados, considerando o caráter descritivo e exploratório que define este tipo de delineamento metodológico, permitindo observar tendências e lacunas ainda existentes na área pesquisada. Com a perspectiva de alcançar resultados relevantes, espera-se que esta pesquisa confirme seu propósito inicial, contribuindo para o campo da investigação científica em psicologia, além de promover o aprimoramento teórico e prático na formação acadêmica e profissional de graduandos em psicologia, principalmente em contextos clínicos e educacionais. Tendo em vista que a pesquisa se inicia em maio de 2025, espera-se que ocorram mudanças significativas e aperfeiçoamentos em seu percurso, à medida que novos dados e perspectivas forem sendo integrados ao estudo. Como conclusão preliminar, espera-se que os resultados não apenas sejam alcançados, mas também configurem um referencial teórico e prático relevante, contribuindo para futuras pesquisas no campo da psicologia, especialmente no que diz respeito ao desenvolvimento infantil e suas múltiplas dimensões
PSICOLOGIA SOCIAL COMUNITÁRIA NO BRASIL : HISTÓRIA, FORMAÇÃO E PRÁTICAS EM POLÍTICAS PÚBLICAS
A Psicologia Social Comunitária (PSC) no Brasil surge como uma resposta crítica à psicologia tradicional, buscando superar sua abordagem individualizante e desconectada das realidades sociais da maioria da população. Este texto analisa os caminhos históricos da PSC, suas bases teórico-metodológicas e sua importância tanto na formação de Psicólogos quanto em sua atuação nas políticas públicas, especialmente no SUS e no SUAS. Para fundamentar a discussão, são utilizados três textos principais: Gonçalves & Portugal (2016), que oferecem uma leitura histórico-crítica da PSC no Brasil; Scarparo & Guareschi (2007), que discutem os desafios da formação profissional frente às demandas sociais; e Silva & Corgozinho (2011), que conectam a PSC à prática nos serviços socioassistenciais como o SUAS/CRAS. A análise evidencia que a PSC propõe uma prática psicológica engajada, situada nos territórios e voltada à emancipação, valorizando a história coletiva, a participação social e a construção compartilhada de sentidos