OJS Centro Universitário do Rio São Francisco
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ENSINO DE LEITURA FILOSÓFICA NA ESCOLA BÁSICA: Implicações da relação professor e estudante
O estudo tem como objetivo compreender a relação professor e estudante e as estratégias didáticas que professores de Filosofia desenvolvem na escola básica. As discussões partem da compreensão de conceber que os professores de Filosofia habitam a profissão docente revelando práticas que emergem da relação com os estudantes e das tessituras peculiares do campo filosófico. O trabalho ancora-se na abordagem qualitativa, por facultar a aproximação do objeto de estudo com a epistemologia da produção de sentidos do narrado e do vivido. O dispositivo de pesquisa utilizado foram as entrevistas semiestruturadas, desenvolvidas com três professores que atuam no ensino de Filosofia na escola básica. Os resultados apontaram que a docência em Filosofia na escola básica é singular em se considerando desafios que os professores vivenciam para tecer o ensino na área de Filosofia. Transversalizam, a prática de ensino, didáticas que emergem dos contextos cotidianos em que o ensino se efetiva, sobretudo com foco nas relações que professores e estudantes estabelecem no campo educativo, em que a afetividade não passa a largo
DOENÇAS OCUPACIONAIS DO TRABALHO EM CALL CENTER: Do estresse ocupacional à síndrome de Burnout
O presente trabalho aborda a relação entre o trabalho de call center, o estresse e a síndrome de burnout, uma condição caracterizada por exaustão emocional, despersonalização e baixa realização profissional. A síndrome de burnout tem se tornado uma preocupação crescente no ambiente de trabalho, afetando profissionais de diferentes setores. O objetivo geral deste estudo foi investigar as consequências que a doença ocupacional pode causar a vida de colaboradores que trabalham no call center, analisando a complexidade dessa relação, considerando fatores individuais, organizacionais e sociais que influenciam o desenvolvimento do burnout. A metodologia utilizada para este trabalho consiste em uma revisão de literatura integrativa, de natureza qualitativa exploratória. Os resultados destacam que o burnout não é apenas resultado do estresse no trabalho, mas sim um processo multifacetado. A inclusão do burnout na Classificação Internacional de Doenças pela OMS e os desafios adicionais trazidos pela pandemia de COVID-19 reforçam a necessidade de medidas efetivas. Empresas e organizações devem promover ambientes de trabalho saudáveis, com equilíbrio entre demandas e recursos disponíveis, políticas de gestão do estresse, programas de bem-estar e apoio emocional. Profissionais de saúde desempenham um papel fundamental na identificação e tratamento do burnout, oferecendo intervenções terapêuticas e apoio psicológico. É necessário também o envolvimento de legisladores para promover regulamentações que protejam a saúde mental dos trabalhadores. Em suma, o estudo ressalta a importância de reconhecer, prevenir e tratar o burnout como uma questão de saúde ocupacional. A saúde mental e o bem-estar dos trabalhadores são fundamentais para o bom funcionamento das organizações. A prevenção e o tratamento do burnout trazem benefícios tanto para os indivíduos quanto para as empresas, resultando em ambientes de trabalho mais saudáveis e sustentáveis. A colaboração entre empregadores, profissionais de saúde e legisladores é essencial para alcançar esse objetivo
A IMPORTÂNCIA DO ACOLHIMENTO E CUIDADOS DA ENFERMAGEM À GESTANTES AUTISTAS VÍTIMAS DE ABUSO SEXUAL
Introdução: Os crescentes casos de abuso sexual representam um grave problema de saúde pública. Gestantes autistas que sofrem o trauma precisam ser assistidas de forma responsável e criteriosa. Para muitas mulheres, passar por uma gestação é um desafio, principalmente em casos de mulheres com algum transtorno. A violência sexual causa estresse fisiológico e psicológico na paciente, podendo acarretar em complicações gestacionais. Objetivo: Discorrer sobre os aspectos relacionados as consequências e aos cuidados às gestantes com autismo após o abuso sexual. Metodologia: O presente trabalho trata-se de uma revisão da literatura, de caráter descritivo e exploratório. A identificação e seleção dos estudos foi realizada através de busca nas bases de dados indexadas ao PubMed e na SciELO, através dos Descritores: “Transtorno do Espectro Autista” AND “Violência contra a mulher” AND “Gestantes”. Foram incluídos estudos originais em português e inglês, com textos completos disponíveis gratuitamente. Resultados e discussão: Estudos relatam que, o autismo, é um transtorno do neurodesenvolvimento. Segundo a CID 10 e atual CID 11, o transtorno do espectro autista- TEA, traz prejuízos na comunicação, no socioemocional, e no comportamento, trazendo estereótipos de maneira repetitiva e restrição à atividades. Desencadeiam anormalidades estruturais cerebrais, comorbidades aumentadas, como epilepsia e transtorno de déficit de atenção – TDAH, ansiedade e depressão. Devido ao exposto, surge a preocupação da saúde no que diz respeito ao cuidar bem, papel este, da área da enfermagem para com as pacientes vítimas do abuso sexual, sendo elas, pacientes vulneráveis e alvos fáceis dos abusadores, com necessidade de acolhimento, cuidados e atenção redobrados. Sabe-se que, o período gestacional das mulheres com TEA é repleto de desafios, devido ao processamento sensorial e às adaptações hormonais. Faz-se necessário um atendimento pré-natal individualizado, ponderando prós e contras para a continuação da medicação psicotrópica, com maior compreensão das dificuldades relacionadas ao autismo, principalmente quanto à comunicação e interação com os profissionais de saúde. Considerações finais: De acordo com estudos sobre o TEA juntamente com o abuso sexual à gestantes, conclui-se que, os problemas psicológicos e traumas secundários afetam a gestação podendo desencadear parto prematuro com alto índice de mortalidade materna e neonatal. Outrossim o acompanhamento deve ser feito também com ajuda de psicólogo e psiquiatra. E o cuidado de enfermagem é essencial para apoiar e aconselhar às gestantes no que deve ser feito após o ocorrido. Dada a complexidade do tema tornam-se prementes maiores estudos a respeito
A IMPORTÂNCIA DA CONSULTA DE ENFERMAGEM NO PUERPÉRIO PARA O BINÔMIO MÃE-BEBÊ
Introdução: Durante o período gestacional, a mulher passa por transformações físicas, emocionais e sociais que se iniciam desde o momento da concepção e se estendem durante todo o período, incluindo o parto e o pós-parto. A gestação envolve muito mais do que gerar uma criança, pois neste período ocorrem mudanças biológicas, somáticas, psicológicas e sociais que influenciam a situação psíquica individual e demais relações da gestante. A maneira como a mulher vivencia estas mudanças repercute intensamente na constituição da maternidade e na relação mãe-bebê, e a consulta de enfermagem puerperal é um momento importante para a mulher esclarecer as suas dúvidas, aprender sobre o cuidado de si e do bebê, sendo uma oportunidade rica e propícia para os momentos de educação em saúde entre enfermeiro e puérpera, contribuindo para a promoção da saúde da mulher, do recém-nascido e da sua família. Objetivo: Discorrer sobre a importância da consulta de enfermagem no puerpério para o binômio mãe-bebê. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, descritiva e exploratória, realizada nas bases de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), e na plataforma Google Scholar, através dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): "Consulta de enfermagem" AND "Cuidados de enfermagem" AND "Pós-parto". Os critérios de inclusão consistiram em artigos publicados nos últimos 10 anos, em português e inglês, disponíveis na íntegra, e que discutissem acerca da importância da consulta de enfermagem no puerpério. Resultados e Discussões: Nos estudos selecionados aborda-se a importância das consultas e orientações para as puérperas, pois, são fundamentais para que elas estejam cientes sobre sinais e sintomas que podem ser sinalizadores de riscos. A consulta de enfermagem tem como objetivo ser humanizada, se colocando no lugar do paciente reconhecendo sua vontade própria e sua sensibilidade, tomando como base o conhecimento científico. Assim, observa-se a necessidade de realização das visitas domiciliares puerperais que buscam priorizar a saúde da mulher e da criança. Contudo, foi visto que este profissional não deve apenas englobar o aspecto biológico, mas também os fatores sociais, culturais e econômicos, levando em consideração ainda que a visita deve ser norteada a partir das perspectivas da usuária e de seus familiares, observou-se também a grande influência nas escolhas da mulher identificando problemas, fazendo planejamentos e intervenções para obter resultados. Considerações finais: Conclui-se que a atuação do Enfermeiro no puerpério é de extrema relevância, pois evidenciou-se o seu olhar clínico, crítico, humanizado e holístico durante as consultas pré-natais e puerperais, auxiliando a mulher a se adaptar e enfrentar os desafios do ciclo gravídico-puerperal. Assim, por meio de campanhas e palestras nas unidades básicas de saúde, deve-se abordar projetos que tratem sobre a assistência puerperal na vida dessas mulheres, buscando amenizar riscos as mesmas nesse período de vulnerabilidade
INFLUÊNCIA DO AMBIENTE FAMILIAR NO DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL NA PRIMEIRA INFÂNCIA
O adjetivo pai e mãe, vai além da capacidade natural de gerar, contendo responsabilidades diferentes associadas ao gênero. A relação mãe e filho pode ser explicada facilmente, já que essa união vem antes mesmo do nascimento. Foi relatado que em algumas gestações em que o pai deu total suporte não só material mas também emocional para a mãe, a relação pai-filho progrediu mais cedo e até mesmo aliviando a carga de conflitos em torno da maternidade. Os pais são responsáveis de estruturar as vivências em casa e em sociedade, favorecendo o desenvolvimento infantil. Este trabalho visa discutir a influência do ambiente familiar no desenvolvimento psicossocial na primeira infância. O ambiente familiar pode influenciar no comportamento da criança desde os primeiros anos de vida. É importante considerar que o bebê de 0 à 18 meses não tem as emoções e sentimentos aprimorados, ele somente consegue unir informações a partir das relações e interações que a criança estabelece com as pessoas utilizando as emoções das mesmas para orientar as suas. Diante do exposto considera-se que a influência comportamental dos pais desde a primeira infância é essencial para um bom desenvolvimento psicossocial infantil
A IMPORTÂNCIA DO CUMPRIMENTO DO ESQUEMA DE VACINAÇÃO DA CRIANÇA E OS IMPACTOS DA RECUSA VACINAL
A vacinação infantil representa uma das ferramentas mais eficazes de saúde pública, que previne milhões de casos de doenças infecciosas evitáveis. Em 1973, o Brasil criou o Programa Nacional de Imunizações (PNI) a fim de promover a imunização gratuita para a população, o sucesso do programa fez o país se tornar referência mundial em vacinação
VACINAÇÃO INFANTIL UM PENSAR NO FUTURO
O esquema de imunização infantil é crucial para termos um mundo mais saudável e livre de surtos e epidemias. As campanhas de imunização possibilitaram que diversas doenças pudessem ser controladas ou até erradicadas. De acordo com dados publicados pela OMS e o UNICEF, em 2022, 20,5 milhões de crianças deixaram de receber vacina por meio dos serviços de imunização de rotina.
PARÂMETROS HEMATOLÓGICOS ASSOCIADOS À SEPSE NO AMBIENTE HOSPITALAR
Bactérias, fungos, vírus ou protozoários podem ser agentes causadores de sepse no indivíduo, esta, caracteriza-se como uma resposta inflamatória sistêmica a uma doença infecciosa. Ao avaliar os exames laboratoriais de um paciente com suspeita de sepse podem ser notadas alterações em parâmetros hematológicos, tais mudanças são comuns e não devem ser negligenciadas, constituindo um problema de saúde pública grave em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Abordar de forma concisa sobre os parâmetros hematológicos associados à sepse no ambiente hospitalar. Trata-se de uma revisão narrativa baseada na análise de publicações dos últimos 5 anos. Como bases de dados foram utilizadas as plataformas SciElo, Pubmed, BVS e Google Acadêmico, sob os descritores: “Sepse”, “Hemograma’’ e “Ambiente Hospitalar”, nas línguas portuguesa e inglesa. O que determina a gravidade da sepse não é o patógeno e sim o grau de resposta do hospedeiro, por isso grande parte dos pacientes com quadro de sepse aguda tem uma boa resposta ao tratamento inicial, mas por causa de complicações como fatores de risco, comorbidades, tempo de internação e procedimentos invasivos, ocorre o agravamento do quadro, chegando ao choque séptico. É comum se deparar com o quadro de leucocitose seguido de neutrofilia em pacientes com sepse, posto que vários mecanismos contribuem para a neutrofilia, como o aumento da liberação pela medula óssea e aumento da produção de neutrófilos. A ativação de reservas da medula óssea pode resultar na maior liberação de formas imaturas, ocasionando desvio à esquerda, podendo apresentar mieloblastos e metamielócitos. É possível observar alterações na série vermelha, em virtude de algumas bactérias utilizarem como meio de crescimento o ferro da hemoglobina, podendo causar anemias. Há uma redução na morfologia dos eritrócitos na sepse, podendo apresentar hemácias com Hipocromia, Anisocitose acentuada com Microcitose e presença de Esquizócitos, essa deformação é fundamental para a estabilidade da perfusão da microcirculação, quando há redução na deformabilidade das hemácias, o tempo é reduzido fazendo com que haja um aumento da pressão nos capilares, podendo ocorrer bloqueio dos mesmos. De maneira inicial, a resposta da fase aguda normalmente resulta na elevação da contagem de plaquetas (trombocitose com presença de agregados plaquetários), já na sepse grave comumente encontra-se trombocitopenia, pacientes das UTIs apresentam um quadro de trombocitopenia grave, quanto menor o número de plaquetas maiores as chances de óbito do paciente
ANÁLISE DA INCONSTITUCIONALIDADE DA TESE DA LEGÍTIMA DEFESA DA HONRA SOB A ÓTICA DO PRINCÍPIO DA DIGNIDADE HUMANA
Em 2021, a Suprema Corte brasileira declarou a inconstitucionalidade da tese da legítima defesa da honra nos crimes de feminicídio submetidos a julgamento perante o Tribunal do Júri, cuja competência abrange os crimes dolosos contra a vida. Previsto no rol do art. 5º da Constituição Federal, que trata dos direitos e garantias fundamentais. Tendo em vista o aumento significativo dos casos de feminicídio durante a pandemia do coronavírus, a questão ganhou relevância no mundo jurídico, inclusive no instituto do Tribunal do Júri, que é regido, dentre outros, pelo princípio da plenitude de defesa. Este trabalho teve como objetivo realizar uma ponderação entre os princípios da plenitude da defesa e a dignidade da pessoa humana, diretriz basilar do ordenamento jurídico brasileiro. Bem como, analisar se a declaração da inconstitucionalidade trará prejuízos à defesa técnica no âmbito do tribunal do júri.
COMPLICAÇÕES ADVINDAS DO USO DE ÁLCOOL E TABACO NO PERÍODO GESTACIONAL
O uso de drogas de abuso por gestantes é um grave problema social e de saúde pública. A gestante com dependência química tem menor adesão a assistência pré-natal, e apresentam maior risco de intercorrências obstétricas e fetais. Trata-se de uma gestação de alto risco em razão não somente do uso da droga durante o período de desenvolvimento do feto, mas também da condição de risco social e emocional dessas mulheres. Os cuidados com o pré-natal possibilitam identificar os riscos que, ocasionalmente, são provocados durante esse período. Dessa forma, os profissionais envolvidos com a gestante devem ficar sempre atentos, durante as consultas, pois podem identificar na gestante a vontade de parar de utilizar essas drogas