OJS Centro Universitário do Rio São Francisco
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EFEITOS INDIRETOS DO PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA DA PENA:: O SISTEMA PENAL BRASILEIRO E AS PENAS PARA ALÉM DOS CONDENADOS
Os efeitos indiretos da pena e, por consequência, do princípio da intranscendência da pena, faz morada nas penas que são impostas aos indivíduos que cometeram delitos, perpassando para seus ascendentes, cônjuge, irmãos, descendentes ou indivíduos com um considerável grau de afinidade. Diante ao que foi exposto anteriormente, pode-se afirmar que os efeitos indiretos da pena de um ser humano ao outro é fortemente constituída no Brasil
A 5ª GERAÇÃO DA INTERNET: UM COMPREENSÍVEL OVERVIEW
Nos últimos anos, a telefonia móvel vem passando por avanços significativos desde a última década. Inicialmente, uma chamada realizada através de um telefone móvel permanecia em níveis aceitáveis de conversação e confiabilidade quando a observancia da disponibilidade em manter a chamada em andamento, ou seja, em conexão. Em tempos atuais, as possibilidades se expandiram muito, ao passo que, é possível efetuar uma chamada de várias maneiras, bem como realizar uma série de outros processamentos paralelos ao tempo em que ocorre a chamad
SÍNDROME DE LA TOURETTE: REPERCUSSÕES NEUROMOTORAS E SOCIOEMOCIONAIS DO PACIENTE.
INTRODUÇÃO: A Síndrome de La Tourette (ST) um transtorno do sistema neurológico que ataca as células neuromotoras, ocasionando manifestações súbitas que surgem involuntariamente através de tiques e estereotipias, dentre elas, a coprolalia (ato involuntário de dizer palavras obscenas) e a copropraxia (ato involuntário de fazer gestos obscenos). OBJETIVOS: Descrever a síndrome de La Tourette e suas repercussões neuromotoras e socioemocionais. METODOLOGIA: Consiste em uma revisão de literatura, descritiva e exploratória. As buscas foram realizadas em bases de dados indexadas à BVS: SCIELO e LILACS. Foram usados os descritores: “Síndrome de Tourette” AND “Tiques” AND “Doenças do Sistema Nervoso”. Foram selecionados estudos originais em português e inglês, disponíveis na íntegra gratuitamente e publicados nos últimos dez anos. RESULTADOS: A Síndrome de Tourette tem sido alvo crescente de pesquisas na área da saúde, dados expressivos com índices em ascendência mostraram que os distúrbios no sistema neuromotor estão crescendo e acometendo mais indivíduos do que o esperado pela ciência. Ao ser afetado, o sistema neurológico, desencadeia sintomas notórios. Se tratando da ST, os pacientes sofrem prejuízos socioemocionais, bullying, afastamento dos estudos, vida social e laboral, gerando danos diversos, que precisam ser acompanhados por um especialista. Sinais da Síndrome, tendem a aparecer ainda na infância em idade pré-escolar, na maioria dos casos são leves e transitórios e podem desaparecer de acordo com o amadurecimento. Na fase adulta, uma pequena parcela dos diagnosticados permanecem com os tiques, que persistem e aumentam gradativamente ao passar do tempo. Em alguns casos, o paciente se agride com tapas na face e tórax, torcem o pescoço, rangem os dentes, como no bruxismo, encolhem os ombros repetidamente e fazem trejeitos com blefaroespasmos dos olhos e puxadas de canto de boca, entre outros atos impulsivos, recorrentes e súbitos, como a coprolalia e a copropraxia. Para que haja um diagnóstico e uma formulação de itinerário terapêutico adequados, deve-se verificar o nível de gravidade da ST do paciente. Com o diagnóstico definido, analisa-se a variação ao longo do tempo da localização anatômica, frequência, complexidade, tipo, gravidade dos tiques e a ausência de outras condições médicas que explique as vocalizações e atos involuntários. Freud, dedicou alguns trabalhos sobre o assunto no final do século XIX, relatando que os tiques verdadeiros seriam de origem neurológica e os histéricos, de origem psicológica. Assim, em muitos casos, a primeira opção de tratamento é a junção do uso de medicação com a psicoterapia, onde, serão trabalhadas as questões emocionais e de pensamentos disfuncionais do paciente, para a busca do alívio dos sintomas, pois, até o momento, não há medicamento curativo especializado. Considerações finais: A Síndrome de Tourette prejudica e impossibilita ao paciente em ter uma vida normal, tiques súbitos e sem controle dificultam o seu socioemocional. Mostra-se necessário o aprofundamento da pesquisa a respeito da ST, para que os pacientes obtenham tratamento assertivo e que os sintomas sejam melhorados, assim podendo ter uma vida laboral e socioemocional mais tranquila e digna
RESISTÊNCIA ANTIMICROBIANA E SEU AGRAVAMENTO DURANTE A PANDEMIA DO COVID-19
A resistência antimicrobiana é uma condição que pode ser adquirida por vírus, fungos, bactérias ou parasitas, que se alteram ao longo do tratamento deixando de responder às medicações as quais eram sensíveis. Este estudo trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de abordagem qualitativa, realizada por meio de pesquisa de artigos científicos publicados entre 2020 e 2023, por meio da Biblioteca Eletrônica Científica Online - SciELO, e nas bases de dados, MEDLNE e PUBMED. Buscando analisar o impacto do Covid-19 nos casos de resistência antimicrobiana (RAM), e os aspectosque influenciaram o aumento de casos e riscos para a RAM. Visto que durnate o período da pandemia a venda de fármacos antimicrobrianos aumentaram juntamente com os casos de suspeitas de RAM. Resultando em um problema de saúde pública a nível mundial, de modo que, necessita-se tomar as medidas de conscientização, educação, estratégias eficazes para conter a disseminação da RAM
PAPEL DO ENFERMEIRO NA PREVENÇÃO, IDENTIFICAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DA MULHER COM DEPRESSÃO PÓS -PARTO
Atualmente a depressão é considerada um problema de saúde pública, visto que apresenta uma elevada incidência e alto custo social, especialmente quando atinge uma mulher no período do puerpério. A pré-disposição das mulheres para desenvolver depressão associa-se muitas vezes as cobranças que são impostas pela sociedade. Dentre as multitarefas exercidas que estão associadas a depressão, se destaca a maternidade, pois o nascimento de um filho gera o profundo impacto na vida da mulher. Há um consenso que, a maternidade muitas vezes, pode ser uma experiência de sofrimento emocional, marcada pela ambivalência entre o desejo e o medo de ser mãe, devido, em grande parte às mudanças corporais e as novas responsabilidades . Sendo preciso reconhecer, que a maternidade traz consigo uma carga, que muitas vezes a mulher não consegue suportar, a gestação por si só já é um gatilho, que combinado com fatores genéticos, psicológicos e ambientais, pode levar a depressão. A Depressão pós-parto (DPP) não é um fenômeno nacional, tem prevalência de até 15% em países desenvolvidos e atinge 40% em países em desenvolvimento, sendo considerada a complicação mais comum no pós-parto. Sendo vista como um grave problema de saúde pública, que afeta a qualidade de vida da mulher e o vínculo com o recém-nascido, e seu desenvolvimento. Entretanto, apesar dos esforços dos profissionais, indícios apontam que os cuidados pós-parto na atenção primaria a saúde (APS) precisam de melhora em relação a estrutura, física e material, gestão e assistência nos serviçosde saúde, qualificação profissional, cuidado centradona mulher, superação da atenção tecnicista, permitindo a melhoria da saúde da mulher e um melhor atendimento a casos de DPP. Este trabalho teve como objetivo identificar e descrever as estratégias utilizadas pela enfermagem na prevenção, identificação e acompanhamento da depressão pós-parto
ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO NO CUIDADO AO PACIENTE EM OXIGENAÇÃO POR MEMBRANA EXTRACOR´PÓRIA
A oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO) é um sistema temporário, mecânico e fechado, que objetiva oferecer ao paciente um suporte cardíaco, respiratório ou cardiopulmonar. A ECMO é uma terapia aplicada em casos de falência do coração e/ou pulmões, ou seja, é uma intervenção para que a oxigenação do sangue ocorra fora da cavidade corporal do paciente, permitindo a perfusão tecidual de todos os órgãos e proporcionando o descanso e a recuperação pulmonar e cardíaca. O trabalho teve como descrever as atribuições do enfermeiro no cuidado ao paciente em oxigenação por membrana extracorpórea. Trata-se de uma revisão narrativa, descritiva e exploratória, realizada nas bases de dados BDENF e LILACS. A resolução do COFEN nº 358/2009, institui a sistematização da assistência de enfermagem (SAE) como privativa do enfermeiro, sendo sua função operalizar e documentar o Processo de Enfermagem (PE), sendo através dele que ocorre a promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde. Sendo assim, a conduta do enfermeiro frente a terapia do ECMO é feita através do processo de enfermagem, assim como a monitoração, administração de medicamentos e a checagem do circuito. É de responsabilidade do enfermeiro reconhecer o tipo de ECMO VV ou VA, para que em caso de emergência saiba retirar o paciente do circuito, além de identificar potenciais emergências, e saber resolvê-las. As intervenções de enfermagem devem ser elaboradas para uma assistência que seja norteada para as necessidades específicas de cada paciente, desse modo o enfermeiro deve possuir pensamento crítico e qualificação adequados para assistir o paciente estando direcionado para a especificidade de cada indivíduo, visando a segurança tanto profissional como do cliente. Portanto, cabe ao enfermeiro pensamento crítico, para que possa prestar uma assistência sistematizada, e dessa maneira os pacientes tenham uma sobrevida de qualidade, além do cuidado durante todo processo de internação. Sendo assim, faz-se necessário mais pesquisas sobre o assunto, tendo em vista a atuação essencial do enfermeiro
DESAFIOS DA SAÚDE FEMININA FRENTE AO SISTEMA CARCERÁRIO
A população brasileira é marcada por iniquidades e vulnerabilidades sociais, que se tornam muito claras quando o assunto é saúde, especialmente no sistema prisional. Neste contexto, os privados de liberdade estão expostos a uma série de negligências de direitos humanos e desamparo de garantias fundamentais do direito à saúde. O direito à saúde está previsto na Constituição Federal de 1988 – artigo 196, como um direito de todos e dever do Estado, e no que tange aos privados de liberdade, está assegurado pela Lei de Execução Penal de 1984 e pela Política Nacional de Atenção Integral à Saúde de Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP) de 2014. O acesso à saúde por parte das mulheres privadas de liberdade é precário, além disso, as expõe a vulnerabilidades e agravos à saúde. Os indicadores de saúde dessa população revelam que as estratégias de prevenção e promoção de saúde deveriam ser angariadas sob a perspectiva de ações direcionadas à prevenção de doenças transmissíveis, tais como: tuberculose, hanseníase e Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), HIV, sífilis e hepatites virais e tratamento das doenças crônicas não transmissíveis (hipertensão arterial sistêmica e diabetes), dentre outros cuidados de suma importância para a saúde da população prisional, como: imunização, saúde bucal e saúde mental. No que se refere às mulheres, a ineficiência em relação à assistência traz algumas peculiaridades que pioram ainda mais a condição de saúde, tais como a ausência do exame ginecológico, a não realização do planejamento reprodutivo, o pré-natal deficiente, além da ausência de acompanhamento das detentas que estão no climatério. O acesso dessas mulheres aos cuidados em saúde que muitas vezes já era deficiente antes do confinamento, piora após a reclusão, o que leva a refletir quanto à necessidade de modificações no sistema prisional, para que haja o atendimento às necessidades básicas das mulheres. A saúde da população prisional é estabelecida no Plano Nacional de Saúde do Sistema Prisional (PNSSP), o qual preconizava que, para cada 500 presos, deveria existir uma equipe mínima de nível ambulatorial composta por: médico, enfermeiro, dentista, psicólogo, assistente social, auxiliar de enfermagem e atendente de consultório dentário. A definição de diagnósticos e identificação de elementos que potencializam ou minimizam a vulnerabilidade, assim como a compreensão dos agravos que incidem sobre a saúde das mulheres encarceradas subsidia a adoção de intervenções teórico-práticas que podem repercutir em melhorias nas condições de saúde. Essas ações, desenvolvidas no âmbito carcerário, devem centrar-se na prevenção e promoção da saúde, estar em consonância com os orçamentos de uma política integral e abranger programas de prevenção, diagnóstico, controle, monitoramento da situação de saúde e acesso aos serviços. Portanto, eliminariam marcadores de duas ordens: um relacionado à estrutura e à dinâmica de organização dos serviços de saúde; e o outro, à operacionalização das ações relacionadas ao aparato jurídico-político. O presente trabalho teve como objetivo discutir as condições de saúde das mulheres no sistema carcerário brasileiro e seus desafios