Portal de Publicações da FUNDARTE
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O GRUPO DE PESQUISA DA FUNDARTE
A história da FUNDARTE é atravessada por fatos sociais e artísticos que remontam a necessidade humana de viabilizar ao mundo toda a vontade de ser e de estar presente com as artes. É através de diferentes processos artísticos que formam e transformam os fazeres sensíveis do humano, que a instituição promove o Ensino das Artes Visuais, da Dança, da Música e do Teatro, além do Acesso aos Conhecimentos Artísticos e Científicos, através de suas publicações e editorações veiculadas por meio de diferentes canais de comunicação. Nesse sentido, o escopo do texto apresenta uma contextualização histórico-institucional da FUNDARTE, a fim de delinear a proposta de criação do Grupo de Pesquisa da FUNDARTE, que emerge com o objetivo de contribuir com a comunidade acadêmica e interessados nas áreas da Arte e da Educação em Arte, considerando as suas linguagens, com pesquisas e publicações periódicas, com vistas ao compartilhamento da produção reflexiva a partir de ações e de conhecimentos resultantes das investigações propostas e desenvolvidas pelos seus membros-pesquisadores, quer sejam de cunho teórico e/ou prático. Por fim, são apresentados quem são os seus primeiros membros-pesquisadores, considerando a formação acadêmica e a atuação profissional
O DESAFIO DO PIBID DE ARTES VISUAIS NA ELABORAÇÃO DE ATIVIDADES REMOTAS EM UMA ESCOLA DA REDE MUNICIPAL DE PELOTAS
Logo ao iniciar o ano letivo de 2020, fomos todos obrigados a ficar em casa devido a pandemia do Covid 19. Com o passar dos dias, muitas profissões tiveram que se adaptar ao home office. Não foi diferente para os professores. Porém, o despreparo das escolas, a falta de conhecimentos tecnológicos, e falta de material para elaboração das aulas são apenas os problemas mais visíveis na trajetória da educação pública em tempos de isolamento. Como bolsistas do Pibid, não tivemos a possibilidade de conhecer os alunos das escolas as quais estamos atuando. Nem mesmo através das tecnologias. Já que a há uma grande dificuldade de contato. As aulas são assíncronas, através de Facebook ou WhatsApp. Mas nem todos os alunos têm acesso a internet e mesmo aqueles que tem, não tem acesso livre, dependendo de terceiros para fazer as atividades. Diante desse diagnóstico inicial, foi muito difícil colaborar na elaboração dos planos de aula. A escolha de imagens para estar no plano de aula, também se tornou um novo obstáculo. As imagens deveriam ser pensadas para o programa enviado aos alunos quanto para o material impresso. E nesse contexto novamente barramos nos problemas de acesso dos alunos. Quais as suas realidades durante a pandemia
VIAGEM MUSICAL ATRAVÉS DA HISTÓRIA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
O presente relato de experiência objetiva compartilhar as ações e percepções do projeto de extensão “Do Medievo à Contemporaneidade: uma viagem musical através da história” realizado pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs). O projeto visou oportunizar vivências musicais por meio do desenvolvimento da música ao longo da história, priorizando a experimentação musical e contribuindo para a difusão do conhecimento de estilos, gêneros, obras musicais, compositores, e demais características de períodos históricos. Deste projeto resultaram duas ações, as quais ocorreram durante o ano de 2021, no formato on-line. As ações foram abertas ao público interessado, bem como a professores e professoras de todas as áreas produzindo assim, um contato com a história da música e interligando-as às práticas pedagógicas
FOLCLORE NA ESCOLA INFANTIL: UM ESTUDO DE CASO
O texto apresenta a pesquisa em andamento que tem como objetivo investigar ideias e práticas docentes sobre folclore na educação infantil, em uma escola da rede pública municipal de ensino, localizada no Rio Grande do Sul. Pretende-se, além disso, construir possibilidades para o trabalho pedagógico com esta temática na escola, utilizando como base os estudos do folclore. A metodologia a ser adotada é a abordagem qualitativa, através do método estudo de caso (LÜDKE; ANDRÉ, 1986). A técnica para a coleta dos dados será a coleta de documentos, a aplicação de formulário virtual e a realização de entrevistas. A análise dos dados será feita com base na análise de conteúdo (MORAES, 1999). Para fundamentar teoricamente a pesquisa serão utilizados conceitos e teorias de Burke (2009), Cavalcanti (2002), Wolffenbüttel (2019) e Garcia (2000), dentre outros autores. A partir das reflexões deste projeto, esperamos contribuir para a inserção do folclore na escola, oportunizando que a criança tenha uma aprendizagem que contemple sua cultura cotidiana
A PESQUISA NA FUNDARTE: ARTE E CONTEXTO
O texto relaciona um recorte do Artigo intitulado “O Grupo de Pesquisa da FUNDARTE” (ALMEIDA; HUMMES; DAL BELLO, 2021), o qual apresenta uma contextualização sobre a história institucional e os contextos que contribuíram para o surgimento do Grupo de Pesquisa da Fundação Municipal de Artes de Montenegro – FUNDARTE. Nesse sentido, são retomados, aqui, alguns aspectos sobre o Núcleo de Pesquisa, precursor das ações teórico-científicas e extensionistas da instituição, circunscrevendo a sua história institucional. E, também, apresenta-se os objetivos relacionados as primeiras propostas investigativas do Grupo de Pesquisa da FUNDARTE, intituladas: “Cartas Narrativas: O que Eu (Com)Vive na FUNDARTE” e “O Estado da Arte nas Edições da Revista da FUNDARTE: de 2010 a 2020”. Entende-se que a continuidade dessa história e dessas ações, em devir na FUNDARTE, poderão vir a ser uma importante aproximação investigativa, por parte dos membros-pesquisadores de seu Grupo de Pesquisa, incentivando e fomentando potencialidades educacionais, artísticas e científicas
PLANO MUSEOLÓGICO DO MUSEU DA INFÂNCIA UNESC: REINVENÇÕES E PROTOCOLOS SANITÁRIOS PARA VISITAR ESCOLAS COM AS MEDIAÇÃOES CULTURAIS EM TEMPOS DE PANDEMIA DA COVID-19
O plano museológico é uma ferramenta de gestão, imprescindível para as atividades dos museus. O Plano museológico é compreendido como ferramenta básica de planejamento estratégico, de sentido global e integrador, indispensável para a identificação da vocação da instituição museológica para a definição, o ordenamento e a priorização dos objetivos e das ações de cada uma de suas áreas de funcionamento, bem como fundamenta a criação ou a fusão de museus, constituindo instrumento fundamental para a sistematização do trabalho interno e para a atuação dos museus na sociedade (BRASIL, 2009, Art. 45.). O Museu da Infância foi criado pelo Programa de Pós-Graduação em Educação - PPGE da Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC em 2005. O projeto intitulado “Museu da Criança: espaço de educação, linguagem e memória” surgiu como uma proposta de extensão ligado a linha de pesquisa “Educação, Linguagem e Memória” do Programa de Pós-Graduação em Educação e aos Cursos de Artes Visuais, Letras e Pedagogia. Sua missão é preservar, pesquisar e comunicar as diferentes concepções de infância por meio da produção cultural para crianças, das crianças e sobre a infância, dialogando com públicos de todas as idades, instigando e promovendo interações, pesquisas, experiências e reflexões a partir dos bens culturais salvaguardados pela instituição. Com objetivo de fortalecer as ações de preservação, pesquisa e comunicação dos bens culturais sobre, para e da infância, contribuindo para a compreensão da história as diferentes infâncias e das produções culturais de cada geração. O Plano Museológico do Museu da Infância - MI, é o resultado do projeto contemplado pelo Prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura/Patrimônio Cultural - Edição 2019, edital nº 059/2019 do Estado de Santa Catarina, elaborado durante o ano de 2020-21. Em reuniões e visitas técnicas, in loco e virtuais, conduzidas pela museóloga Valdirene Böger Dorigon, o Plano Museológico foi construído, de forma participativa com a equipe do Museu da Infância e por outros profissionais que auxiliaram na sua constituição. O plano museológico do Museu da Infância, foi elaborado com base na Lei nº 11.904, de 14 de janeiro de 2009 e em outras leis e decretos necessários para sua formatação. A Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC) aprovou o projeto - Plano Museológico Museu da Infância e informamos, que a contrapartida social seria a realização de 20 (vinte) mediações em escolas públicas da região. O Plano Museológico do Museu da Infância (MI) foi sendo desenvolvido, inicialmente no formato presencial e, após o início da pandemia do COVID-19, com o lançamento do. Decreto Estadual N. 515 de 17 de março de 2015 e Decreto Municipal N. 390/2020 passamos a realizar os trabalhos no formato online. O projeto estava previsto para ser finalizado em 2020, mas não foi possível e pedimos adaptação de prazo. De acordo com Lei que instituiu o Estatuto de Museus, Lei nº 11.904/ 2009, os programas do plano museológico devem ser constituídos por: Institucional, de Gestão de Pessoas, de Acervo, de Exposições, Educativo e Cultural, de Pesquisa, Arquitetônico-urbanístico, de Segurança, de Financiamento e Fomento e de Comunicação. O Programa de Acessibilidade a todas as pessoas foi incluído pela Lei nº 13.146/2015. Destacamos aqui o Programa Educativo e Cultural. Essas ações educativas são essenciais nas instituições museológicas. Previsto no Estatuto de Museus, Art. 29, “Os Museus deverão promover ações educativas, fundamentadas no respeito à diversidade cultural e na participação comunitária, contribuindo para ampliar o acesso da sociedade às manifestações culturais e ao patrimônio material e imaterial da Nação” (BRASIL, 2009, Art 29). Uma das ações do Museu da Infância é a realização de mediações culturais nos seus dois espaços expositivos que atualmente conta com exposição: O espaço expositivo 1 (um) dá visibilidade a dois núcleos: O Brinquedo e a Rua e Infâncias e Culturas Escolares. O espaço expositivo 2 (dois) dá visibilidade a outros dois núcleos: Infância e paz e Infância na Arte. Com a suspensão das atividades presenciais em função dos problemas decorrentes da Pandemia da COVID-19 as atividades internas e as visitas foram canceladas. Dessa forma, a equipe sentiu a necessidade de reinventar suas práticas com novas formas de chegar ao público. Gravamos vídeos com jogos, brincadeiras, mediações, palestras e lives, a partir das peças do acervo e disponibilizamos nas mídias sociais (Facebook, Instagram e Youtube). Somente em 2021, quando os protocolos sanitários estavam um pouco mais flexíveis, com a concordância da Sala de Situação COVID da Unesc, conseguimos iniciar as visitas às escolas, previstas do projeto como contrapartida. Cumprindo todos os protocolos obrigatórios (máscara, face shield, distanciamento e álcool gel), seguimos para o trabalho in loco nas escolas públicas previamente agendadas. O interesse das escolas por esse trabalho foi intenso e por essa razão atendemos 23 (vinte e três) escolas. Em 21 (vinte e um) escolas a mediação foi presencial e apenas 02 (duas) escolas optaram por mediação no formato on-line. Notamos que muitas escolas da região não possuíam equipamento adequado para o acesso de qualidade a Internet, não suportando as plataformas digitais para a realização do encontro, e isso acabou dificultando as mediações. Os estudantes e professores estavam há tanto tempo envolvidas com ensino por meios tecnológicos, e percebemos que estavam cansados e necessitando esse contato mais direto. Optamos por realizar visitas presenciais e isso despertou maior interesse e envolvimento, principalmente com a temática brinquedos e brincadeiras. A sensação que nos ocorreu foi de que, as crianças e adolescentes estavam curiosas, atentas com o que tínhamos para mostrar e houve um despertar para o brincar. Levamos objetos que fazem parte dos recursos pedagógicos do MI: cavalinhos de pau, bolinhas de gude, jogos das cinco marias, bilboquês, petecas e outros. Nada substitui a visita ao museu, mas mesmo em tempos de pandemia o museu foi à escola e as mediações suscitaram trocas culturais, aprendizados e sorrisos. Pensar o MI como um espaço não formal de educação em constante diálogo com os espaços formais de educação tem nos ajudado a pensar exposições e mediações unindo esses dois grandes campos. Por isso organizamos a exposição de média duração intitulada “Hora de Estudar, Hora de Brincar”. Peças musealizadas, patrimônio cultural do acervo do núcleo Infâncias e Culturas Escolares e do Núcleo O Brinquedo e a Rua nos aproxima nessa relação
PRODUÇÃO VIRTUAL DE CLIPE MUSICAL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
O presente relato objetiva compartilhar as experiências vivenciadas para produzir um clipe musical pelo Grupo Instrumental Ferrabraz, com sede em Sapiranga-RS, de maneira completamente virtual, durante o período de distanciamento social por COVID-19. Esta experiência pode ser entendida através do conceito de lazer sério (Stebbins), em especial nas dimensões de manutenção do grupo, realização do grupo, etos único e identificação. O conceito de disjunção (Jarvis) permite compreender os processos de aprendizagem vivenciados. Percebemos que a proposta de produzir um clipe de maneira completamente virtual foi um desafio que trouxe benefícios para aprendizagem dos integrantes e fortaleceu o sentimento de pertencimento ao grupo
OS PROFESSORES DE MÚSICA E A PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO NAS TESES E DISSERTAÇÕES BRASILEIRAS
A presente pesquisa é parte de uma investigação que está sendo desenvolvida em um Programa de Pós-Graduação em Educação em nível de mestrado que tem como um dos objetivos levantar e analisar as produções de conhecimento com foco da temática sobre o professor de música no âmbito dos Programas de Pós-Graduação do Brasil. A escolha por teses e dissertações como documentos de análise justifica-se pelo fato destas produções apresentarem as diferentes perspectivas teóricas e abordagens metodológicas utilizadas pelos autores que realizaram pesquisas sobre a temática no período de 2008 a 2020. A partir de uma abordagem qualitativa e método pesquisa bibliográfica e documental, foi possível responder ao seguinte questionamento: O que dizem as teses e dissertações brasileiras sobre o professor de música? Feito os procedimentos metodológicos, constatou-se que as produções sobre o professor de música são oriundas de diversas áreas do conhecimento e abordam temas sobre a construção da identidade docente, dos múltiplos espaços de atuação do professor de música e de sua atuação na Educação Básica. Este recorte evidenciou ainda quantitativo significante de pesquisas sobre o cumprimento da Lei 11.769/2008, um importante acontecimento para a inserção da música na escola
POÉTICA DA AUTOFICÇÃO NA PERSPECTIVA YIN YANG E UMA MICROCULTURA DIALÉTICA E HOLÍSTICA DO CORPO
O artista-pesquisador contemporâneo, que investiga poeticamente sobre a sua própria corporeidade, depara-se muitas vezes com questões paradoxais por tensionar os sentidos das relações que o estabelecem no mundo. A partir dessa percepção, essa escrita pretende refletir algumas questões a respeito de uma poética da autoficção pela perspectiva do Yin Yang. Já que está poética evidencia uma corporeidade que a todo momento articula imagens paradoxais em um processo de sensibilização e constituição de uma micropolítica holística e dialética do corpo
AS INFLUÊNCIAS DA ARTE ABSTRATA NOS JOGOS DE TABULEIROS MODERNOS
Este artigo estabelece relações entre a Arte Abstrata e o jogo de tabuleiro moderno com base nos estudos de Kandinsky (2000) e Woods (2012). Assim, levantamos o seguinte questionamento: que influências da Arte Abstrata são incorporadas nas mecânicas dos jogos de tabuleiros modernos? Os dados foram coletados por meio de pesquisa bibliográfica e análises de jogos de tabuleiro. Os resultados obtidos demonstram como o Abstracionismo serve de inspiração para as iconografias dos jogos e também como o processo artístico é representado dentro dessas mecânicas. Apesar disso, dentre os jogos analisados, nenhum se propõe a falar sobre Arte Abstrata especificamente, utilizando obras de arte como componentes de jogo, mas sem se aprofundar na temática