Revistas UNIFOR-MG
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A jurisdição constitucional como mecanismo de realização do sistema dos Direitos Fundamentais
A jurisdição constitucional como o advento da Constituição Republicana de 1988 tornou-se um mecanismo apto a proteger e assegurar a efetividade dos direitos e garantias fundamentais insculpidos no texto constitucional. Assim, o presente ensaio busca reconstruir, de forma suscinta, os principais enfoques que abordam o papel da jurisdição constitucional no atual paradigma procedimentalista. Tal estudo é fruto das discussões inseridas no projeto de iniciação científica abordando a função da jurisdição constitucional, não somente como mecanismo de preservação da supremacia constitucional, mas precipuamente, sua relação com o sistema de direitos e garantias fundamentais
Avaliação da força máxima isométrica de roteadores internos e externos do ombro de tenistas juvenis
Vários estudos com atletas que utilizam a cintura escapular de forma específica foram publicados nos últimos anos, indicando um desequilíbrio muscular na articulação do ombro, sendo que o assunto vem gerando um interesse crescente. Esse desequilíbrio muscular poderia causar lesões nessa articulação, e as pesquisas abordando esse assunto vêm adquirindo um interesse crescente. O objetivo foi quantificar os valores de força máxima isométrica dos rotadores internos e externos do ombro, bem como determinar a diferença de força entre o membro dominante e o não dominante. A amostra foi composta por 9 tenistas de competição em nível estadual, todos do sexo masculino de uma equipe juvenil com idade variando entre 15 a 18 anos. Foi utilizado um equipamento que se constitui de uma mesa com um suporte giratório para mensurar a força máxima isométrica dos rotadores internos e externos do ombro e uma célula de carga com capacidade de 500 kgf. Os testes foram bilaterais, com 3 tentativas para cada movimento e com 5 segundos de duração. Foi identificada diferença significativa (P≤0,05) entre os valores médios da força máxima isométrica dos rotadores internos (Dir-19,88±2,34; Esq-12,0±1,22) e externos (Dir-16,58±2,94; Esq-11,23±1,90) do ombro e também em relação ao membro dominante (ombro direito) quando comparado com o não dominante (ombro esquerdo). Os resultados encontrados nesse estudo mostram uma diferença entre os valores da força máxima isométrica de rotadores internos e externos dos membros superiores e uma maior força do membro dominante quando comparada com os valores do membro não dominante
A tributação sobre o consumo e a democracia participativa: uma análise tardia, mas necessária
Este artigo tem por objetivo avaliar a tributação sobre o consumo no Estado brasileiro e, verificar se ela atende ao princípio da pessoalidade, que é um dos pilares de adequação da arrecadação às exigências do Estado Democrático de Direito. No seu desenvolvimento analisam-se os princípios constitucionais que regem a tributação sobre o consumo. Conclui-se que a forma como estes tributos estão estruturados no ordenamento jurídico brasileiro, desconsiderando os atributos pessoais do contribuinte, não há consonância com os princípios constitucionais orientadores do sistema tributário. A opção do Estado brasileiro em concentrar a arrecadação na tributação sobre o consumo ofende aos fundamentos e objetivos do Estado Democrático de Direito instituído pela Carta de 1988, em especial no que tange a cidadania e a constituição de uma sociedade justa e solidária, porque essa forma de incidência não é dimensionada considerando a manifestação de riqueza do consumidor final
Gestão do conhecimento em universidades corporativas
Este artigo objetiva analisar as características que definem as Universidades Corporativas, enquanto ferramenta de Gestão do Conhecimento e verificar sua aplicação por meio do enquadramento de uma instituição àquele conceito. Para isso, foi realizada uma pesquisa exploratória baseada em uma revisão de literatura e em um estudo de caso na UniverCemig, Universidade Corporativa da CEMIG, uma Sociedade de Economia Mista de Minas Gerais que atua no setor elétrico. A coleta de dados deu-se de três formas: por meio de pesquisa no site corporativo e relatório de sustentabilidade da empresa; observação direta das instalações e funcionamento do centro de aprendizagem em análise; e pela entrevista com o gerente do mesmo. O estudo ampliou a percepção acerca de uma ferramenta educacional, apontando que a UniverCemig encontra-se muito próxima do modelo teórico, necessitando para isso, obter o reconhecimento de seus créditos por instituições de ensino superior. A pesquisa também apontou os seus objetivos futuros rumo à excelência e exibiu as lacunas para novos trabalho
A percepção da dor como parâmetro de status moral em animais não humanos
Introdução: A dor pode ser desacreditada em animais-não-humanos desinente a inacessibilidade às informações científicas, cultura e empatia. Objetivou-se contextualizar historicamente o conhecimento da dor, investigar a existência de relação entre a afetividade e atribuição de senciência em animais-não-humanos e refletir como esses interveem nos parâmetros de atribuição moral. Metodologia: a contextualização dos eventos históricos e categorização da abordagem contemporânea da dor se deram por meio de análise bibliográfica, enquanto a avaliação concepção de pesquisadores, ativistas e comunidade foi acessada por meio de questionário. Resultados: A percepção da dor esteve atrelada à aquisição de conhecimento consolidado no modelo animal destituído de senciência, culminando contemporaneamente na orientação para o aprimoramento de metodologias e técnicas que subsidiem o desenvolvimento tecnocientífico e promoção de bem-estar-animal visando a efetividade do modelo experimental. A maior afinidade e atribuição moral aderida a escalas hierárquicas taxonômicas somada a desvinculação de mudanças de atitudes frente a comprovação da senciência animal, reforçaram a significância dos fatores socioculturais sobre os éticos na atribuição da dor. Conclusão: A conduta ética quanto ao uso de animais deve transcender os princípios antropocêntricos-hierárquicos que não admitem não-humanos na comunidade moral, assim como os princípios utilitaristas-senciocêntricos que inclui nesta apenas os seres-vivos dotados de sistema nervoso complexo. Deve-se refletir que embora a senciência tenha sido um parâmetro usado para isolar o homem da natureza, ora não cabe na sociedade contemporânea que já reconhece essa propriedade nos demais seres-vivos, demandando mudanças de paradigmas quanto a valoração animal e legitimação do princípio da igual-consideração-de-interesses
O lugar da mulher é na politica?
O nome atribuído a este artigo é provocativo e tem o intuito de apontar os caminhos trilhados nesta pesquisa. É que, mesmo diante de todo o avanço social, a mulher continua fazendo sua trajetória de vida indagando onde é o seu lugar, bem como é olhada pelos outros que também perguntam onde é o lugar dela. Este trabalho possui, então, o intuito de questionar e apontar os possíveis motivos pelos quais, no Brasil, as mulheres não participam ou participam pouco da política. Para tanto, faz uma abordagem em três eixos que nortearão todos os raciocínios: a mulher não participa porque não pode, porque não quer e, também, porque ninguém quer. Pretende chamar a atenção dos acadêmicos para a pouca participação da mulher na política e acerca da apatia geral e isto pode, de alguma forma, influenciar o cenário de participação feminina na seara política
Relação do índice de massa corporal e da circunferência abdominal com a pressão arterial em adolescentes estudantes da cidade de Oliveira - MG
Diante dos inúmeros riscos que o excesso de gordura corporal expõe ao organismo humano e do crescente número dos casos de obesidade em diversas faixas etárias, principalmente em crianças e adolescentes, este estudo objetivou em avaliar quantitativamente e qualitativamente as condições que se encontram os adolescentes estudantes quanto a duas variáveis antropométricas e suas relações com os níveis da pressão arterial dos mesmos. Foram avaliados 175 estudantes de ambos os sexos com idade entre 15 e 17 anos da rede pública e privada de ensino em Oliveira – MG. As variáveis expostas foram: índice de massa corporal e circunferência da cintura que posteriormente foram relacionados separadamente pela idade e sexo com os valores da pressão arterial. Foram utilizados os testes estatísticos Kolmogorov-Smirnov, Kruskal-Wallis e Mann-Whitney para análise dos dados. A frequência de obesidade e sobrepeso foram 6% e 27,66%, já para obesidade abdominal foi 7,30%. Verificou-se relação positiva entre todas as variáveis antropométricas com os casos de hipertensão, que foram 12,83% e 12% para Pressão Arterial Sistólica (PAS) e Pressão Arterial Diastólica (PAD). Notou-se também que o estado de obesidade (IMC) associado ou não com a condição de obesidade abdominal (CC) apresentou fortes associações com elevações a pressão arterial. Conclui-se que a frequência dos casos de hipertensão entre adolescentes é maior entre aqueles com excesso de peso e/ou obesidade abdominal
Avaliação da força muscular respiratória e da capacidade aeróbica em iniciantes de voleibol
Introdução: O voleibol é o segundo esporte mais praticado no mundo, por isso as pesquisas envolvendo este desporto tem crescido. O sistema respiratório participa ativamente na oferta de oxigênio para os tecidos durante o exercício contribuindo para que o músculo receba um aporte satisfatório de nutrientes e oxigênio. Objetivo: Comparar a força muscular respiratório e a capacidade aeróbica em iniciantes de voleibol com o grupo sedentárias. Métodos: A amostra foi composta por 27 voluntárias, pareadas por idade e IMC, e divididas em dois grupos, atletas e sedentárias, com idades entre 12 e 17 anos que após preencherem os critérios de inclusão realizaram o teste de força muscular respiratória PI máx e PE máx e o teste de 1.600 metros. Resultados: Quando se comparou a PI. Máx. obtida do grupo voleibol com o grupo de sedentárias não houve diferença significativa (p= 0,3687). O mesmo ocorreu nas comparações da PE. Máx. obtida (p=0,9226). Porém, quando comparado os valores de VO² máx. adquirido em ambos os grupos, observou-se diferença significativa (p=0,000). Nas correlações entre PI. Máx. Obtida, PE. Máx. Obtida e VO² máx. adquirido, houve correlação apenas nos valores de PE máx. obtida e o valor de VO² máx. adquirido no grupo de voleibol. Conclusão: Houve diferença somente em relação à capacidade aeróbica (VO² máx) entre o grupo das atletas e das sedentárias, mostrando que o treino de voleibol é capaz de favorecer o aumento da mesma. Palavras-chave: Voleibol; Força Muscular Respiratória; Capacidade Aeróbica;