Portal de Revistas do Laboratório de Políticas Públicas, Ruralidades e Desenvolvimento Territorial (LaPPRuDes)
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Educação especial na Amazônia: análise das adaptações curriculares em uma escola pública em Belém - PA
O presente resumo expandido consiste em uma pesquisa cujo objetivo é analisar as adaptações curriculares de grande porte no Instituto de Educação do Estado do Pará (IEEP), sob a justificativa de identificar de que forma a instituição está adaptada para alunos da educação especial. Esse trabalho consiste em uma revisão da bibliográfica sobre a importância do currículo e concepções sobre as adaptações curriculares. Tem como metodologia a análise documental e observação sistêmica. Verificando que apesar da escola dispor de algumas estruturas que viabilizam o acesso de alunos com necessidades especiais, São necessárias adaptações curriculares que garantam o acesso dos alunos em outros ambientes da instituição
Produção acadêmica nacional strito sensu: o profissional de apoio na educação especial inclusiva
O estudo teve como objetivo conhecer a produção acadêmica nacional stricto sensu sobre o profissional de apoio junto às crianças com deficiência na rede regular de ensino. Optou-se por uma abordagem qualitativa de caráter exploratório a partir da pesquisa bibliográfica. O levantamento foi realizado no banco de teses e dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES mediante a inserção dos descritores: profissional de apoio, cuidador educacional, cuidador escolar, acompanhante especializado, monitor educação especial, monitor educação inclusiva, mediador escolar e estagiário inclusão. Os resultados apontaram 23 produções realizadas no período de 2011 a 2021, considerando como critério de seleção, os trabalhos que tinham no título: profissional de apoio ou que no resumo referiam-se a sua atuação em sala de aula. Os estudos buscaram caracterizar o perfil, as atribuições e sinalizar para a criação de parâmetros mais claros para a contratação desse profissional
Intervenção precoce ao estudante com Transtorno do Espectro Autista: interface educacional e clínica
Relato de experiências sobre a intervenção precoce do estudante com Transtorno do Espectro Autista – TEA no âmbito escolar com interface ao tratamento clínico, ampliando as possibilidades de inclusão e desenvolvimento do estudante autista. Há dúvidas por parte da família, a aceitação da mesma diante do diagnóstico de deficiência de um familiar, situação que exige conhecimento dos profissionais da educação que, após investigações pedagógicas estarão encaminhando os discentes (não diagnosticados) à profissionais especializados na área da saúde, para diagnosticar e direcioná-los para tratamentos medicamentosos/reabilitadores, quando indicados. Para tanto a práxis deste relato está ancorada na abordagem de estudo de caso, pesquisa cientifica qualitativa, e tem como objetivo apresentar a relevância da intervenção precoce com interface educacional e clínica, que já perpassou a primeira fase ensino fundamental recorrendo às ações relacionadas à educação especial. As questões que evidenciam a problemática desta experiência são: em que medida a intervenção precoce contribui com a inclusão da criança autista na escola? Quais especialidades estão envolvidas nessa intervenção? De que forma? A fundamentação da pesquisa está em documentos normativo-legais como: a Constituição Federal de 1988, a Lei Brasileira de Inclusão nº 13.146/2015, e autores de referência como: Cunha (2017), Gaiato (2018), GRANDIN; PANEK (2020). A relevância dessa abordagem, evidencia contribuir com as discussões sobre a inclusão na educação, associada à intervenção precoce com interface educacional/clínico
O Atendimento Educacional Especializado e o ensino remoto: um estudo de revisão integrativa
O referido trabalho divaga acerca do Atendimento Educacional Especializado (AEE) que foi desenvolvido por meio do ensino remoto durante à Pandemia da Covid-19, enfatizando assim, os desafios e as possibilidades engendradas no percurso deste trabalho. Dessa forma, de posse do material selecionado, buscou-se delinear algumas reflexões iniciais. Fez-se necessário questionar: Como o trabalho do AEE vem sendo desenvolvido por meio da metodologia do ensino remoto? Deste modo, a metodologia desenvolvida no estudo foi a revisão integrativa, a fim de deslindar a problemática proposta. Para realizar este estudo, pesquisou-se artigos que se assemelharam a essa temática, com o objetivo de esmiuçar a experiência do trabalho com o Atendimento Educacional Especializado de forma remota, assim como subsidiar a discussão proposta. Nos resultados, observou-se, a priori, similaridade registradas nas práticas pedagógicas utilizadas, bem como nos desafios encontrados, entretanto, por serem realidades diferentes, percebeu-se em dois dos artigos selecionados, relatos de experiências exitosas em relação à participação, envolvimento e devolutivas das propostas de atividade realizadas pelas crianças partícipes do AEE, o que demonstra que, mesmo diante das limitações, essas crianças/famílias conseguiram se adaptar e participar desse novo formato de ensino
Acompanhamento de um caso de estudante diagnosticada com TDAH a partir de uma perspectiva historicizante
O presente relato de experiência é fruto de um período de atendimento educacional especializado (AEE) realizado junto a uma estudante do ensino médio técnico de um Instituto Federal diagnosticada com TDAH. O enfoque desse trabalho é baseado numa perspectiva não centrada no modelo médico, que considera de maneira crítica a tendência medicalizadora da educação e da adolescência, tida como uma marca da contemporaneidade que atravessa diversas esferas da sociedade. Observou-se a adesão por parte da rede de apoio da estudante aos discursos patologizantes das manifestações apresentadas pela jovem, com o emprego de intervenções epistemologicamente fundadas no modelo médico, biologizante e normatizador, voltadas ao treino de habilidades, eliminação de sintomas e comportamentos considerados inadequados, além da prescrição medicamentosa pela técnica médica para tratamento de diferentes diagnósticos, que flutuam e cambiam-se ao longo do período de acompanhamento, havendo variações de psicoativos e respectivas suas dosagens. O trabalho do AEE junto a essa estudante procurou depositar seus empenhos tomando como base uma perspectiva ética de escuta das manifestações comportamentais da jovem enquanto cartas endereçadas a um outro social, e a quem possa recebê-las para além das tentativas de normatização. Considera-se que o aporte teórico da psicanálise oferece subsídios para essa escuta ampliada e para sustentação do trabalho, para que se torne possível o desencadeamento de novas modalidades de estar na instituição escolar. A aposta nessa mirada teórica permite apontar para a possibilidade de sobrevivência e travessia diante desse quadro enquanto elementos necessários para o trabalho educativo
Inspirações para educação infantil do campo
Gostaria de apresentar para vocês o material: “Inspirações para a Educação Infantil do Campo”. Essas ideias foram produzidas e organizadas com muito carinho e tem como intuito colaborar junto com vocês educadoras (es) no processo de planejamento e aplicação de atividades com as crianças campesinas na comunidade em que atuam. As informações aqui dispostas são frutos dos resultados encontrados no meu Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, que foi desenvolvido no Programa de Especialização em Educação do Campo (IF Baiano - Campus Bom Jesus da Lapa), a pesquisa realizada está intitulada como: “Educação Infantil do Campo: um estudo sobre as propostas curriculares em uma escola do campo”, cujo objetivo foi analisar como as propostas curriculares de uma escola campesina abordam a educação infantil do campo, e para alcançar algumas respostas ficaram definidos os seguintes objetivos específicos: (i) elencar os desafios encontrados pela escola para viabilizar a inserção das famílias na educação infantil do campo; (ii) identificar por meio de questionário com as professoras a associação do conhecimento popular e teórico na educação infantil do campo; (iii)analisar de que forma os documentos e propostas metodológicas contemplam as discussões da educação infantil do campo na escola e (iv) propor práticas pedagógicas que auxiliem as professoras no fortalecimento dos saberes/fazeres da comunidade na escola.As proposições estão organizadas em 10 eixos centrais que podem se desdobrar em outras temáticas. Os tópicos estão estruturados da seguinte forma como: 1. Eu sou... (origem e realidade da criança campesina); 2. Onde estou? (traços específicos da comunidade); 3. O que me representa? (simbologias locais); 4. Que história me rodeia? (percurso histórico da família/comunidade); 5. De onde a comida vem? (localização, plantação, modos de produção e comercialização de produtos); 6. Do que me alimento? (alimentação proveniente da comunidade); 7. Que bichinhos são esses? (reconhecimento de animais típicos); 8. Que plantinhas são essas? (reconhecimento de plantas típicas); 9. Que tempinho bom! (relevância do clima e fenômenos naturais); 10. Eu sou grande ou pequeno? (grandezas e medidas). Mediante o estudo e análise das evidências encontradas sentimos a necessidade de criar um produto que oferecesse: orientações/dicas sobre a Educação Infantil do Campo, sugestões de atividades, vídeos, dinâmicas, curiosidades, experimentos, textos, bem como propor a indicação de artigos acadêmicos e livros que auxiliassem nas etapas de delineamento do Plano de Curso da escola, assim como no momento de construção de metodologias e práticas do (a) professor (a).Provavelmente vocês devem estar curiosas (os) para saber como surgiu o meu interesse por essa área de pesquisa. O desejo em me aprofundar por esse tema surgiu a partir das inquietações diárias, por ser filha de uma professora do campo e neta de agricultoras campesinas sempre transitei no ambiente rural, seja ele escolar ou não. E esses momentos fizeram com que eu criasse um vínculo forte com o campo, essa relação profunda repercutiu em vários âmbitos da minha vida. O sentimento de pertencimento aflora de maneira intensa e me incentiva a buscar/compartilhar todo o conhecimento possível
Água-Fonte de vida, saúde e produção: saberes e fazeres das mulheres no Território do Sisal
Por meio da chamada interna de extensão lançada pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano através da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) nº 02/2016-Projeto Margaridas foi desenvolvido o projeto “Água-Fonte de vida, saúde e produção: saberes e fazeres das mulheres no Território do Sisal” nas comunidades denomidadas Canto e Alto Alegre, ambas situadas no município de Serrinha-BA O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IFBaiano) consiste em uma instituição de Ensino, Pesquisa e Extensão e compreende que esta última ação envolve aspectos que norteiam os campos educativo, cultural,político, social, científico e tecnológico. Esta chamada surgiu como uma estratégia que promoveu o incentivo ao desenvolvimento de ações relacionadas à promoção da equidade de gênero, compreendendo os setores de Direitos Humanos, Saúde e Trabalho. Ao analisar o âmbito rural, as relações de trabalho estão estruturadas em recorte de gênero influenciando na organização social das famílias rurais, havendo diferenciações na participação da mulher em atividades diversas. Assim, as atividades relativas às mulheres são a reprodução de espécies vegetais, o cuidado com as crianças e atividades domésticas, fatores condicionantes para o lazer feminino
A importância da organização do trabalho pedagógico para o aprendizado e inclusão de crianças com deficiência na educação infantil
Este trabalho, um recorte de uma pesquisa de Mestrado em andamento, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Educação Especial da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), tem por objetivo realizar uma discussão teórica acerca da importância da organização do trabalho pedagógico para o aprendizado e desenvolvimento da criança com deficiência na educação infantil. Como procedimento metodológico, foi realizada uma pesquisa bibliográfica, sendo selecionados os materiais para análise a partir dos conceitos centrais e de autores da Teoria-Histórico Cultural. Concluímos que a organização do trabalho pedagógico deve ser um tema debatido e pensado nas escolas como forma de entender, avaliar e melhorar o trabalho pedagógico para as crianças com deficiência, para que se garanta não só a matrícula desta criança na rede de ensino, mas sim aprendizados e experiências significativas que promovam o desenvolvimento desse sujeito de direitos, contribuindo para sua permanência escolar
Entraves encontrados pelos docentes no processo de ensino e aprendizagem dos alunos com deficiência intelectual
O presente artigo aborda os entraves que os docentes de sala de aula regular encontram para ensinar pessoas com deficiência. Investigando as dificuldades que os docentes do fundamental II têm encontrado no processo de ensino e aprendizagem com seus aprendizes com deficiência Intelectual. Apresentando como aporte teórico alguns autores como: Mantoan (1988; 2003) Mendes (2004); Denari (2006). A pesquisa teve abordagem qualitativa utilizando como método o estudo de caso. Os instrumentos utilizados foram observação, entrevista e questionário aos professores. No resultado, foi explicitado pelos docentes que as dificuldades encontradas estavam relacionadas a avaliação, comportamento, falta de atenção, material didático, adaptação de materiais e falta de formação continuada. Diante dessa conjuntura, foi proposta práticas na perspectiva inclusiva intuindo contribuir no processo de ensino e aprendizagem dos alunos. Concluímos, que a inclusão dos aprendizes com deficiência deve ser debatida integralmente, observando os contextos de ensino e aprendizagem, respeitando suas especificidades, buscando proporcionar efetivamente seu desenvolvimento
O brincar e a interdisciplinaridade na aprendizagem após isolamento social no ensino fundamental
A pandemia da COVID-19 impactou de muitas formas a sociedade e, no contexto educacional, há estudos que apontam os desdobramentos do isolamento social e do retorno às aulas presenciais. A interdisciplinaridade educacional, promovida pelas parcerias entre docentes de Artes, Educação Física e regentes de turmas torna-se significativa no desenvolvimento da infância e no processo de ensino-aprendizagem, através de ferramentas como o brincar e atividades pedagógicas lúdicas inclusivas. O objetivo deste trabalho é propor uma reflexão sobre a importância da interdisciplinaridade educacional e do brincar (ludicidade), sobretudo no ensino fundamental, baseado na vivência prática profissional da equipe de fisioterapeutas de uma rede municipal de ensino do Estado de São Paulo, observada no período entre outubro/2021 a julho/2022, e em estudos que relatam os efeitos da pandemia no desenvolvimento neuropsicomotor e pedagógico infantis. Neste cenário, a atuação colaborativa do Fisioterapeuta, como apoio técnico, pode contribuir com o planejamento docente quanto às estratégias pedagógicas acessíveis, na ampliação do uso do movimento corporal para a aprendizagem e no incentivo à autonomia e à participação ativa dos estudantes, visando o desenvolvimento infantil integral