Portal de Revistas do Laboratório de Políticas Públicas, Ruralidades e Desenvolvimento Territorial (LaPPRuDes)
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ESTUDO SOBRE OS IMPACTOS DO PROCESSO DE PRIVATIZAÇÃO DO SERVIÇO DE SANEAMENTO AMBIENTAL NA BAHIA
O saneamento básico adequado é um desafio para os municípios brasileiros. Considerando-se o histórico, desde o surgimento dos primeiros centros urbanos até o atual momento, as exigências das legislações vigentes sobre o saneamento estão longe de serem cumpridas. Visando a adequação desse serviço nos municípios uma nova e importante etapa vem sendo estudada, a privatização do saneamento. Considerando essa alternativa como solução para sanar as deficiências no saneamento básico, este artigo propõe uma avaliação dos casos de privatização no Brasil, com destaque para o caso da Embasa no Estado da Bahia. O caminho metodológico de construção se configurou a partir de revisão bibliográfica e o decorrer do artigo, busca-se expor a história e as legislações do saneamento. A relevância deste estudo se dá pela necessidade de ter ciência dos problemas na gestão do saneamento básico, e como esse caminho pode levar a privatização.  
A IMPORTÂNCIA DO GERENCIAMENTO DOS RESIDUOS SÓLIDOS
Um assunto de extrema importância na atualidade, o gerenciamento de resíduos sólidos é discutido e debatido em diversas esferas da sociedade, desde o meio político aos centros de formações acadêmicas e população em geral. Gerenciamento de resíduos sólidos é um conjunto de procedimentos de planejamento, implementação e gestão para reduzir a produção de resíduos e proporcionar coleta, armazenamento, tratamento transporte e destino final adequado aos resíduos gerados. Todo esse processo segue legislação e normatização conforme as agencias reguladoras no país, cujas abrangem normas e procedimentos específicos que vão desde a coleta, movimentação e ação final na destinação desses residuos. O público-alvo da oficina são empreendedores, estudantes, estagiários, orientadores, pesquisadores, trabalhadores da área ambiental e professores do ensino médio e superior em geral. A oficina tem como objetivo demonstrar a importância e aplicação do gerenciamento dos residuos sólidos na sociedade e seu meio ambiente. Como objetivos específicos estão: permitir o conhecimento sobre gerenciamento de residuos sólidos, entender a importância de um consumo consciente, conhecer e identificar os processos de coleta seletiva e suas classificações quanto a destinação correta dos resíduos sólidos. Como metodologia, teremos uma aula expositiva sobre o tema, as formas e dinâmicas de aplicação do gerenciamento dos residuos sólidos, e participação de gestores da startup Salva, empresa especializada na coleta e transporte de residuos sólidos, onde debateremos sobre logística reversa. Os recursos utilizados na oficina são: auditório, equipamentos de projeção e sonorização, além de modelos de equipamentos para coleta seletiva. Por fim expor e debater a importância do gerenciamento dos residuos sólidos reafirma a necessidade de ações que vão desde a políticas publicas em todas as esferas, como o financiamento operacional de gestão e gerenciamento dos residuos, e da urgência na promoção e implementação da educação ambiental nos meios acadêmicos e nas comunidades em geral, sendo essa questão responsabilidade de uma sociedade como um todo no processo de preservação e recuperação do meio ambiente e do planeta em que vivemos
PRODUÇÃO DE EXSICATAS COMO RECURSO DIDÁTICO
PRODUÇÃO DE EXSICATAS COMO RECURSO DIDÁTICO
Ângela Silva de Carvalho
Instituto Federal Baiano/Campus Serrinha. E-mail: [email protected]
Orcid: 0009-0007-9355-8140
RESUMO: Embora o Brasil seja um país megadiverso, vivencia-se entre a população a perda de biodiversidade e mesmo, é recorrente a falta de conhecimento acerca das plantas em especial as silvestres. Apesar de as plantas fazerem parte do dia a dia das pessoas, seu ensino e aprendizado vêm sendo marcado por uma série de problemas, entre eles o desinteresse dos alunos pelos conteúdos programáticos específicos dessa área do conhecimento e pela falta de conhecimento acerca das plantas. O Herbário constitui um conjunto de plantas processadas e organizadas, que servem como material de pesquisa para todas as áreas da ciência que utilizam os vegetais como seu objeto de estudo. As plantas herborizadas e identificadas que constituem a coleção do herbário são chamadas de exsicatas. A produção de exsicatas como recurso didático tem como importância, representar a flora de uma região possibilitando a avaliação de impactos ambientais e subsidiar planos de manejo em determinadas áreas prioritárias, além da conservação de materiais históricos com a identificação correta de espécies e contribuir para pesquisas em outras áreas da ciência, além de auxiliar no ensino aprendizagem de botânica. O público alvo da oficina são estudantes e professores do ensino médio e superior. Esta oficina tem como objetivo geral montar exsicatas e identificar plantas encontradas na região ou no local de pesquisa, para auxiliar no ensino aprendizagem de botânica. Como objetivos específicos estão: permitir o conhecimento sobre botânica, entender a importância dos herbários, conhecer e identificar plantas da região e conhecer as diferentes anatomias das plantas, além dos nomes populares e científicos. Como metodologia, incialmente será exposto o que é um herbário e a sua importância, o que é uma exsicata e sua importância e finalmente como produzir uma exsicata e quais materiais são utilizados a partir de embasamento teórico. Posteriormente será feita a prática de coleta de material botânico, a identificação das plantas coletadas e a produção das exsicatas. Os recursos utilizados na oficina são: chave de identificação de plantas, aplicativo Plant.net, data show, notebook, papel ofício, papelões, jornais, prensas de madeira, fita adesiva, cordas, tesouras de poda. Com isso, o ensino de botânica nas escolas é importante para que os alunos possam entender a importância das plantas em nosso meio ambiente e em nossas vidas. Além disso, a botânica é uma ciência que estuda a diversidade de plantas e seus processos biológicos, incluindo a fotossíntese, a psicológica, a reprodução e a evolução. Para implementar esta intervenção, é necessário utilizar diferentes métodos de ensino, também recursos audiovisuais, como vídeos, fotos e ilustrações, para facilitar a compreensão dos conceitos e que as escolas disponham de um espaço adequado para a montagem do herbário, bem como de materiais e equipamentos para a coleta e identificação das plantas.
Palavras-chave: Botânica. Herbário. Ensino médio.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
ARAÚJO, G. C. de. Botânica no ensino médio. 2011.
FAGUNDES, J.A.; GONZALES, C.E.F. Herbário escolar: suas contribuições ao estudo da Botânica no Ensino Médio. 2009.
 
III SPGCA - SEMINÁRIO DO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS AMBIENTAIS- TRANSIÇÃO ECOLÓGICA JUSTA NO SEMIÁRIDO
No dia vinte e seis de abril do ano de dois mil e vinte e três, eu, mulher negra, agricultora, professora, estive enquanto integrante do NEA-Abelmanto, Núcleo de Estudos em Agroecologia, como conferencista, na Mesa redonda 3- Ações das entidades civis na promoção da educação ambiental no Território do Sisal. Apresentei as ações e projetos desenvolvidos pelo NEA-Abelmanto, voltadas ao ensino, à pesquisa e à extensão, a partir de um entrelaçar em rede, na parceria com as comunidades, escolas, entidades públicas e sociais. Esse núcleo que tem atuado desde o ano de dois mil e dezesseis, possui em sua composição professores(as) do IF-Baiano, estudantes, egressos, representantes de organizações e dos Movimentos Sociais, que se reúnem para debater, planejar, executar e avaliar ações voltadas à agroecologia. Na oportunidade, destaquei a parceria com o Laboratório de Políticas Públicas, Ruralidades (LaPPRuDes), os projetos voltados à Agricultura Familiar, Economia Solidária, preservação da biodiversidade, Banco de Sementes Crioulas, água de qualidade, manejo do solo, valorização da caatinga, protagonismo feminino e agroecológico, hortas nas escolas como possibilidade pedagógica, PANC- Plantas Alimentícias não convencionais, dentre outras temáticas voltadas a roça, que é traduzida nas palavras de Silva e Souza (2020, p. 252) como: “[...] pisar o milho no pilão, domesticar a mandioca, bater o feijão na vara, despalhar o milho, limpar a cacimba, tecer a palha do ariri, buscar a lenha e água na cabeça por caminhos longínquos [...].” O NEA-Abelmanto, tem realizado um trabalho através de uma abordagem interdisciplinar, lúdica e contextualizada, corroborando para os saberes, práticas sustentáveis, agroecológicas e enraizado na pertença territorial, através da proposição de projetos educativos que valorizam o Território do Sisal, gente, cultura, arte, educação e vida, por isso, vem se consolidando como protagonista, no debate agroecológico em todas as dimensões
MUSEU DE SOLOS DA UESC COMO FERRAMENTA PARA POPULARIZAÇÃO DA CIÊNCIA DO SOLO NO ESTADO DA BAHIA
Para que a educação em solos atinja a sociedade é preciso a adoção de práticas eficazes que promovam o entendimento e conscientização sobre esse recurso vital para a vida na Terra. A exposição de monólitos de solos é um recurso didático que permite uma aproximação tangível das pessoas com os solos, pois, por manter as características originais, desperta o interesse e a curiosidade dos participantes, incentivando-os a aprender mais sobre a Ciência do Solo. Atento a isso, o Programa de Educação Tutorial – PET Solos: agregando saberes da Universidade Estadual de Santa Cruz, desde 2011 promove ações para popularização da Ciência do Solo e, o projeto de coleta de monólitos para o Museu de Solos da Bahia contempla uma dessas iniciativas. Assim, o presente estudo objetivou coletar monólitos de solos representativos dos Territórios de Identidade da Bahia, para criação do Museu de Solos, a fim torna-lo um espaço de aprendizado, difusão e popularização do conhecimento dos solos do nosso estado. Para tal procedeu-se com: 1) Descrição morfológica, coleta e confecção de dezoito monólitos de solos representativos dos territórios de identidade da Bahia: Litoral Sul, Irecê, Costa do Descobrimento e Recôncavo; 2) Atendimento a alunos do ensino fundamental, médio, técnico e superior visando discutir e mediar questões relacionadas a solo. Em oito anos de exposição o Museu de Solos da Bahia já recebeu cerca de 5.590 estudantes oriundos das mais diversas instituições de ensino, atendendo um total de 23 municípios. A visualização direta dos monólitos ajuda a superar a abstração que muitas vezes acompanha a compreensão teórica da Ciência do Solo, desenvolvendo habilidades críticas como observação, análise, interpretação e pensamento crítico
ANÁLISE DOS TEORES DE CARBONO E MATÉRIA ORGÂNICA EM ÁREAS COM CULTIVO E PASTAGEM MORRO DO CHAPÉU- BA
As formas de apropriação dos recursos pedológicos promovem alterações no estoque de carbono orgânico (CO), isso por que a dinâmica do Carbono (C) no solo está correlacionado a cobertura vegetal. A determinação dos teores de C nas frações de matéria orgânica do solo (MOS) são tão importantes quanto as de carbono orgânico total, pois, podem fornecer informações relevantes a respeito da qualidade do solo e dos impactos ocasionados pelos sistemas de usos (LOSS et al., 2009). O objetivo do presente trabalho foi avaliar os teores de CO e MOS em um recorte espacial com cultivo de sisal e área com pastagem no município de Morro do Chapéu-BA. Foi realizada a coleta de amostra de solo composta, para representar de forma satisfatória o local de estudo, que abrange duas áreas, uma com cobertura vegetal, plantação de sisal (Ponto C8) e outra sem cobertura vegetal - pastagem (Ponto C7). A análise química da MOS foi realizada por meio do método de colorimetria e os teores de CO pelo método de Walkley & Black (1958). As análises realizadas mostraram que opontoC7apresentou 1,50 dag/dm3 de MO e 0,87% de CO e o ponto C8 demonstrou valores mais expressivos, 1,87 dag/dm3 de MO e 1,08% de CO. Essa diferença pode estar diretamente relacionada a presença da cobertura vegetal, cultivo do sisal. Tal cultivo fornece importantes serviços ambientais, como o sequestro de carbono em áreas consideradas áridas e com solos pobres (GARCÍA-MOYA et al., 2011), além da capacidade de auxiliar na restauração e algumas funções ecossistêmicas, especialmente em áreas em processo de degradação (HERRERA et al., 2018). Portanto, o cultivo do sisal pode ser realizado em áreas com cobertura vegetal escassa e recursos ambientais limitados, pois seus benefícios podem ser alcançados mesmo em tais condições
VARIAÇÃO DA ARMAZENAGEM DE ÁGUA EM SOLO INFECTADO POR FUSARIOSE E CULTIVADO COM MARACUJAZEIRO
O trabalho visa analisar o comportamento da armazenagem da água em um solo Latossolo Vermelho Amarelo de textura Franco arenosa/ Franco areno argilosa, localizado no semiárido baiano, cultivado com maracujazeiro. Esse solo apresenta naturalmente a ocorrência de fusariose que ataca o maracujazeiro e para contornar esse problema foram testadas combinações de copa:porta-enxerto, quanto a produtividade, resistência e, sobretudo, a variação da armazenagem de água para cada um dos tratamentos. O tratamento 1 (T1) consiste na utilização de Passiflora edulis (pé franco) e que foi utilizado como copa nos outros tratamentos, sendo eles: P. gibertii (T2), P. (T3), P. mucronata (T4), P. foetida (T5), P. cincinata (T6), todos sob a mesma lâmina de irrigação. Para tanto, utilizou-se uma sonda FDR PR2/6 para a determinação do conteúdo de água no solo nas profundidades de 0,1; 0,2; 0,3 e 0,4 m, por meio da equação de calibração para o solo presente na área experimental. Os seis meses de avaliação foram divididos em nove períodos de 20 dias (Figura 1), sendo que nos primeiros períodos avaliados, houve uma maior diferenciação entre os tratamentos, uma vez que início do monitoramento da variação da armazenagem iniciou-se no começo dos períodos produtivo e as plantas estavam em transição do período vegetativo para o de início de floração e frutificação, explicando o fato de algumas estarem extraindo mais água do solo. Nos períodos seguintes, apesar de não serem valores idênticos, os tratamentos apresentaram uma mesma tendência de variação de armazenagem, ou seja, os momentos de acúmulo ou perda de água no solo eram semelhantes. A variação semelhante corrobora com os dados de igual ETR entre os tratamentos
RESISTÊNCIA DO SOLO À PENETRAÇÃO DE UM SOLO CULTIVADO COM TIFTON 85 IRRIGADO
O mal desenvolvimento da parte aérea das plantas está ligado a resistência a penetração do solo que impede a ramificação das raízes (Ralisch e Tavares Filho, 2002). Sob essa perspectiva, é imprescindível observar os aspectos da qualidade física por meio de um manejo adequado do solo. Em áreas de produção de feno, uma das causas de compactação é o uso excessivo de maquinário agrícola. Desse modo, este estudo teve o objetivo de avaliar a resistência à penetração (de um Neossolo Litólico, com textura classificada como areia franca) localizado na área de produção de feno (Tifton 85irrigado por aspersão), do IF Baiano - Campus Guanambi. Foram coletadas 8 amostras dispersas na área de cultivo, a uma profundidade de 0,15m com o extrator tipo Uhland e, posteriormente, foram encaminhadas ao laboratório de Física do solo, no qual passaram pelo toalet e estabilização na tensão de 1 kPa em mesa de tensão. Em seguida, elas foram submetidas ao teste de resistência a penetração (RP) no penetrógrafo de bancada, sendo realizadas duas repetições por amostra. As densidades do solo mínima, média e máxima foi de 1669.75, 1725.64 e 1858,11 kg m-3. respectivamente, sendo um indicativo da variabilidade espacial deste atributo no campo de produção de feno. Por meio da análise de regressão linear entre densidade do solo e RP, verificou-se porções da área com valores de RP acima do valor impeditivo (2 MPa) ao crescimento radicular conforme Cortez et al. (2019). A lâmina de irrigação e o tráfego intenso de máquinas agrícolas ocasionaram a compactação desse solo, o que pode provocar um mal desenvolvimento do sistema radicular e baixa produtividade
ÍNDICE DE MANEJO DE CARBONO EM DIFERENTES SISTEMAS DE MANEJO NO CERRADO DA BAHIA
A qualidade do solo é de fundamental importância para a sustentabilidade agrícola, no entanto a substituição da vegetação nativa por diferentes sistemas de manejo pode alterar a dinâmica da matéria orgânica do solo. Neste sentido o índice de manejo do carbono (IMC) pode identificar práticas de manejo que contribuam para armazenar matéria orgânica no solo. A pesquisa teve como objetivo avaliar as frações orgânicas e o índice de manejo do carbono do solo em áreas sob diferentes sistemas de manejo no cerrado da Bahia. O estudo foi realizado no município de Luís Eduardo Magalhães, nas seguintes áreas: área sob sistema de plantio convencional (APC), área sob sistema de plantio direto (APD), área sob sistema agroflorestal (SAFs), como referência, área sob vegetação de Cerrado nativo (ACN). Em cada área, foram coletadas 5 amostras de solo nas profundidades de 0-10, 10-20, 20-30 cm, nas quais se analisaram as frações de COam e COp. Para análise do IMC, o cálculo se fez através da relação entre os estoques de carbono da área cultivada em relação à área de referência (ACN). Os resultados mostram que a APD apresenta os maiores teores de COT e COam devido à concentração de palhada na camada superficial de 0 a 10 cm, contribuindo para o acúmulo e da matéria orgânica do solo (MOS). No entanto a SAFs apresentou maiores concentrações de COp e seus estoques. A APD aumentou o IMC em todas as camadas do solo. Sistemas de manejo como plantio direto e agroflorestal aumentam as concentrações de carbono no solo