Portal de Periódicos da UFU (PPUFU)
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Terminologia da Avaliação dos Trabalhos Cartográficos
No transcorrer de nossa vida profissional temos nos deparado com as palavras RESOLUÇÃO, APROXIMAÇÃO, PRECISÃO, ACURACIDADE e ACURÁCIA, todas relacionadas com a avaliação dos resultados obtidos nos vários tipos de trabalhos cartográficos ou com a eficácia dos instrumentos neles utilizados. Confessamos que não raramente nos vimos envolvidos em confusão a respeito de seus significados, o que nos levou a escrever o presente artigo.
Em qualquer ramo do conhecimento humano a comunicação se impõe como fator fundamental de desenvolvimento e consolidação do mesmo. Da simplicidade e clareza com que nos comunicamos depende o êxito em ser alcançado tal objetivo
Novo Processo no Estabelecimento do Apoio Fundamental
Parece ter chegado o momento de solucionar definitivamente o problema do Apoio Fundamental em todo o território brasileiro, mesmo para as regiões consideradas, até o momento, impenetráveis, utilizando-se os métodos convencionais de triangulação, trilateração ou de medição de distâncias por meio de aparelhos eletromagnéticos e eletro-ópticos. Essa solução vem com o progresso da ciência e da tecnologia, nesta era espacial em que vivemos
Emprego dos Sensores Remotos para Localização de Altos-Fundos Perigosos à Navegação em Zonas Rasas
A pesquisa programada com os Sensores Remotos para aplicação em Hidrografia tinha o objetivo de procurar, através das fotografias coloridas em multiespectrais, meios de determinar altos-fundos perigosos à navegação. As diferentes imagens obtidas foram estudadas não só com este objetivo, como também tentou-se restituir e medir fotogrametricamente o banco fotografado
Entre duas infinidades: Considerações sobre o tempo profundo
Divided into two parts, this article seeks to reflect, based on photographic images, on the exiguity of the human presence in relation to the temporal scale of the Earth – what in geology is called deep time. The initial part of the text presents a first-person account of the conception and production of the work Escala (Scale), a large-scale photograph taken by the author inside the Itaimbezinho canyon, on the border of the states of Santa Catarina and Rio Grande do Sul. The second segment examines a very specific type of image that served as a reference for the conception of Escala: 19th-century landscape photographs that use the human figure as a parameter for measuring natural space and its elements. Therefore, this reflection is based on authors from different areas of knowledge: from the history and philosophy of art, to geography and geology.Dividido em duas partes, o presente artigo busca refletir, a partir da imagem fotográfica, sobre a exiguidade da presença humana frente à escala temporal da Terra – ou seja, aquilo que em geologia se denomina tempo profundo. Na parte inicial do texto, apresento um relato em primeira pessoa acerca da concepção e produção da obra Escala, uma fotografia de grandes dimensões realizada no interior do cânion Itaimbezinho, na região dos Aparados da Serra. No segundo segmento, examino um tipo muito específico de imagem que serviu como referência para a concepção de Escala: fotografias de paisagem do século XIX que fazem uso da figura humana como parâmetro de mensuração do espaço natural e seus elementos
Cartas de afeto para as margens do Amazonas
The Letters of Affection are works of textile art, in small formats, measuring 10 x 10 cm. In this article, they recall the riverbanks of the Amazon River, with its leafy trees in infinite shades of green, their transparency and reflections on water. I dedicate the Letters to the Amazon River, as protection, as memory, as civilization genesis, water route and territorial border. I collected beautiful things that I found along the way – wool, threads, beads, fabrics, branches, leaves and vines. Here I present some Letters of Affection, with fibers dyed with plants, seeking to intertwine matter, memory and concept. Each Letter has seven layers, like the seven seas that receive the river waters and bathe our planet. I seek connections with the works of artist Valeria Scornaienchi and the artist Hugo Fortes. The image mirros my contact with the real. Each small work is like an impression, a visual trace of a time that I now get in touch with, as Didi-Huberman tells us, in these images that touch reality.Las Cartas de Afecto son obras en arte textil, en pequeños formatos de 10 X 10 cm. En este artículo, evocan las márgenes fluviales del río Amazonas, con sus árboles frondosos en infinitos matices verdes, sus transparencias y reflejos en las aguas. Dedico las Cartas al río Amazonas, como protección, como memoria, como génesis de civilización, camino de agua y frontera territorial. Recogí cosas bonitas que encontré en los caminos: lanas, hilos, cuentas, telas, ramas, hojas y lianas. Presento aquí algunas Cartas de Afecto, con fibras teñidas con plantas tintóreas, buscando el entrelazado de la materia, la memoria y el concepto. Cada Carta tiene siete capas, como los siete mares que reciben las aguas fluviales y bañan nuestro planeta. Traigo aproximaciones con las obras de la artista Valeria Scornaienchi y del artista Hugo Fortes. La imagen refleja mi contacto con lo real. Cada pequeña obra como una impresión, un rastro, una huella visual de un tiempo que ahora toco, como nos dice Didi-Huberman, en esas imágenes que rozan lo real. (gerado por IA)As Cartas de Afeto são obras em arte têxtil, em pequenos formatos, de 10 X 10 cm. Neste artigo, rememoram as margens fluviais do rio Amazonas, com suas árvores frondosas em infinitos matizes verdes, suas transparências e reflexos nas águas. Dedico as Cartas ao rio Amazonas, como proteção, como memória, como gênese de civilização, caminho de água e fronteira territorial. Recolhi coisas bonitas que encontrei pelos caminhos – lãs, linhas, contas, tecidos, galhos, folhas e cipós. Apresento aqui algumas Cartas de Afeto, com fibras tingidas com plantas tintoriais, buscando o entrelaçamento da matéria, da memória e do conceito. Cada Carta tem sete camadas, como os sete mares que recebem as águas fluviais e banham nosso planeta. Trago aproximações com as obras da artista Valeria Scornaienchi e do artista Hugo Fortes. A imagem espelha meu contato com o real. Cada pequena obra como uma impressão, um rastro, um traço visual de um tempo que agora toco, como nos fala Didi-Huberman, nessas imagens que tangenciam o real
When the Planet Blooms: Climate Change, Biodiversity Loss, and Artistic Creation
Este artigo explora a interseção entre arte, tecnologia e consciência ecológica, apresentando uma visão de futuro sustentável enraizada na criatividade e na conexão. A partir de esculturas em 3D inspiradas em flores nativas e ameaçadas de extinção, o artigo traz reflexões sobre a fragilidade e a resiliência da natureza diante dos crescentes desafios das mudanças climáticas e da perda de biodiversidade. As proposições artísticas discutidas neste artigo articulam ciência, arte e tecnologia, ressaltando a engenhosidade e a capacidade de adaptação presentes no design da natureza. Dessa forma, a prática da artista e autora não apenas lamenta a perda ecológica, mas também celebra a beleza interconectada da vida, convocando à ação e ao cuidado coletivo. Ao fundir a engenhosidade humana com a sabedoria da natureza, tais proposições artísticas servem como um chamado para que possamos reinventar nossa relação com o mundo natural, mesclando encantamento, reflexão e ativismo. Busca-se, assim, evidenciar o poder transformador da arte na construção da consciência ecológica e no cultivo da esperança para o florescer do planeta. When the Planet Blooms: Climate Change, Biodiversity Loss, and Artistic Creation explores the intersection of art, technology, and ecological awareness, presenting a vision for a sustainable future rooted in creativity and connection. Drawing from 3D-printed sculptures inspired by endangered and native flowers, it offers reflections on the fragility and resilience of nature amidst the escalating challenges of climate change and biodiversity loss. Highlighting the intricate interdependence of ecosystems, the artwork discussed in this article bridges science, art, and technology to emphasize nature\u27s brilliant design and adaptability. This practice not only mourns ecological loss but also celebrates the interconnected beauty of life, urging collective stewardship and action. By fusing human ingenuity with nature’s wisdom, the creations serve as a call to reimagine our relationship with the natural world, blending wonder, reflection, and activism. This work underscores art\u27s transformative power in shaping ecological awareness and fostering hope for a flourishing planet
Artistic Imagination Beyond Technotopic Futures
Este ensaio[1] se inicia com uma interrogação: o que é o futuro e de que modo a humanidade, ao longo da história, buscou prevê-lo e governá-lo? Em diálogo com Rousseau, Bernard Stiegler e Yuk Hui, sustenta-se que a ideia de que futuro é indissociável do desenvolvimento da tecnologia. A evolução da “retenção terciária” (Stiegler) e da “protensão terciária” (Hui) conduziu à situação contemporânea em que o techno-logos calculador onipresente, fixa o horizonte das visões tanto utópicas (o futurismo) quanto distópicas (o cyberpunk). Para superar a miopia ética desses discursos, é necessário inventar uma imaginação radical para além do horizonte tecno-tópico. O ensaio examina dois projetos interativos de arte-ciência – “Mitigation of Shock” (Superflux, 2017‑2019) e “Aerocene Pacha” (Saraceno, 2020) – como exemplos paradigmáticos de obras que transcendem o enquadramento tecno-tópico, metabolizando a tecnologia a partir de dentro. Esses projetos artísticos se desdobram para além das imagens e das narrativas sobre a tecnologia; eles utilizam instrumentos tecnocientíficos para inverter, de modo radical, nossa maneira de pensar o que a tecnologia poderia ser, e como ela poderia contribuir para a invenção de futuros desejáveis. Animados pelo ética DIY (Do It Yourself) da experimentação e da inventividade, eles cultivam uma consciência aguda da interdependência humana com outras espécies e inteligências não humanas, bem como uma atenção rigorosa ao equilíbrio ecológico. As grandes narrativas do futuro, impregnadas de entusiasmo ou temor, cedem lugar à paciência, ao cuidado e à receptividade diante da complexidade intrínseca das situações presentes. O futuro, nesse sentido, não é nem abstrato nem vazio; embora fundamentalmente aberto à transformação, ele já está vivo no presente. Tais projetos engendram formas inéditas de cognição e afinam nossos sentidos para as potencialidades que excedem as probabilidades calculadas — aquelas mesmas que reconduzem a auto-reprodução automatizada do logos tecnocrático que rege as formas socio-políticas existentes.
[1] Este artigo foi publicado pela primeira vez em búlgaro in Ст. Ставру (ред.) Етика и бъдеще: философски траектории към убягващото бъдеще under the title: “Фиктивни наративи за бъдещето като основа за етическа рефлексия” (Future Fictions as a Ground for Ethical Reflection), Sofia: Nova Zvezda, 2024, 107-124.This essay begins with the question what the future is and how humanity has attempted to predict and control it throughout history. Drawing on philosophers such as Rousseau, Bernard Stiegler and Yuk Hui the article unfolds the argument that the idea about the future is closely intertwined with the development of technology. The evolution of tertiary retention (Stiegler) and tertiary protention (Hui) leads to the contemporary situation in which the calculating techno-logos has become so ubiquitous that it has set the horizon for both utopian (e.g. futurism) and dystopian (e.g. cyberpunk) visions of the future. To overcome the ethical myopia of such discourses, we need to find a radical imagination beyond the techno-topic horizon. The essay discusses two interactive art-science projects “Mitigation of Shock” (Superflux 2017-2019) and “Aerocene Pacha” (Saraceno 2020) as examples which transcend the techno-topic framework by transforming technology from the inside. These works unfold beyond the images and narratives about technology. Instead, they utilize technoscientific instruments only to radically reverse thinking about what technology could be and how it could contribute to the creation of desirable futures. Rooted in the DIY ethos of experimentation and inventiveness these artworks raise heightened awareness of human interdependence with other non-human species and intelligences and profound concern for ecological balance. Grand narratives of the future, infused with enthusiasm or fear, are replaced with patience, care, and receptivity to the full complexity of situations in the present. The future in this case is neither abstract nor empty, and although fundamentally open to transformation, it is alive in the present. Such projects generate new forms of cognition and attune our senses to potentialities existing beyond the calculated probabilities, proposed as an automated self-reproduction of the technocratic logos governing existing socio-political forms of coexistence
A ARTE QUE ENSINA A SENTIR: POSSIBILIDADES PEDAGÓGICAS DAS OBRAS DO PACIENTE FERNANDO DINIZ
O artigo analisa as obras do artista e paciente Fernando Diniz, pertencentes ao acervo do Museu de Imagens do Inconsciente, com o objetivo de compreender sua produção à luz de seus significados estéticos, simbólicos e educativos, destacando sua importância no diálogo entre arte, loucura e modernidade. De forma específica, busca investigar o contexto histórico e institucional do Museu e o trabalho de Nise da Silveira, analisar obras de Diniz a partir da psicologia das cores e das ideias de Kandinsky, refletir sobre a criação como forma legítima de expressão e discutir suas contribuições para o ensino da Arte. A pesquisa é de natureza qualitativa, fundamentada nas contribuições teóricas de Nise da Silveira, C. G. Jung, Wassily Kandinsky e Eva Heller, e utiliza a análise visual de obras selecionadas como principal metodologia. Como resultado, evidencia-se que a arte de Fernando Diniz ultrapassa o campo terapêutico, afirmando-se como expressão estética e sensível capaz de inspirar práticas pedagógicas que valorizem a subjetividade, a cor e a emoção no ensino de Artes
Projeto Baixio de Irecê
O Projeto Baixio de Irecê fica na região do Médio São Francisco, no Estado da Bahia, estando compreendida entre os paralelos 10°25\u27S e 11°00\u27S e meridianos 41°50\u27 e 42°30\u27 WGr. Abrange 385 mil hectares, nos vales dos rios Verde e Jacaré, em sua porção inferior. Cerca de 2/3 da área se localiza no município de Xique-Xique e o terço restante no município de Sento Sé. Seus limites são: ao norte o reservatório de Sobradinho, a leste o rio Jacaré, a oeste a Serra do Rumo e ao sul se estende até a cota de 450 m.
Estudos preliminares indicaram a possibilidade do aproveitamento de uma área adicional, localizada entre as cotas de 450m e 480m, cuja superfície irrigável é estimada em 50 mil hectares.
Trata-se, portanto, do maior projeto de irrigação na América-Latina, somente suplantado, em todo o continente, pelo Projeto da Bacia do Columbia, nos desertos do extremo noroeste dos Estados Unidos e cuja área irrigada é de 443.100 hectares