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    1115 research outputs found

    Ficha Técnica

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    Ficha Técnica

    Afinal de contas, o que é filosofia? Os destinos entrelaçados da filosofia grega antiga e da filosofia indiana dos Upaniṣads: What’s Philosophy After All? The intertwined destinies of ancient Greek philosophy and the Indian Philosophy of the Upaniṣads

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    The article highlights the similarities between ancient Greek philosophy and Indian philosophy of the Upaniṣads, as projects of self-knowledge and transformation that resort basically to rational means. The strategy adopted combines two basic sets of tools. On the one hand, we resort to elements of contemporary internal critique of “philosophy” in the West, with an emphasis on revised aspects of ancient Greek tradition. On the other, we point to peculiar features of Indian philosophy of the Upaniṣads in order to help locating, identifying, and recognizing possible dormant/rejected/forgotten characteristics of dominant modern western philosophical projects. By doing so, we hope both traditions might emerge re-dignified in their role of leading men, through judicious rationality, to the knowledge of Truth and the realization of Happiness. Keywords: Upaniṣads; Vedānta; Saṅkarācārya; Ancient Greek philosophy.O artigo destaca as semelhanças entre a filosofia grega antiga e a filosofia indiana dos Upaniṣads, enquanto projetos de autoconhecimento e transformação que recorrem, essencialmente, a meios racionais. A estratégia adotada combina, basicamente, dois conjuntos de ferramentas. Por um lado, fazemos recurso à crítica contemporânea do próprio Ocidente sobre o que é “filosofia”, com ênfase nos processos de revisitação da tradição grega antiga. Por outro, apontamos algumas das características fundamentais da filosofia dos Upaniṣads, frequentemente omitidas pelo discurso orientalista, que ajudam na localização, identificação e reconhecimento de elementos do fazer filosófico no Ocidente, eventualmente esquecidos/rejeitados/ocultados pelas correntes dominantes da filosofia moderna nesse mesmo Ocidente. Ao assim fazê-lo, ambas as tradições podem ressurgir redignificadas e resignificadas em seu papel fundamental de conduzir os entes, por meio de uma racionalidade criteriosa, ao conhecimento da Verdade e à realização da Felicidade. Palavras-chave: Upaniṣads; Vedānta; Śaṅkarācārya; Filosofia grega antig

    Orientalismo alemão e a falácia da inexistência de filosofia na China: German Orientalism and the Fallacy of the Nonexistence of Philosophy in China

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    The text analyzes how German philosophers such as Herder, Hegel and Schelling constructed a negative and reductionist view of Chinese philosophy, based on stereotypes and Eurocentrism. Herder described China as an “embalmed mummy”, attributing its supposed stagnation to biological and geographical characteristics. Hegel denied philosophical status to Chinese thought, alleging a lack of individual freedom and linguistic deficiencies. Schelling associated China with a “generic humanity” without mythology, essential for historical progress. These interpretations, based on prejudices and limited sources, influenced and still influence the predominant Western conception of philosophy, legitimizing colonialist discourses. The text criticizes these views, highlighting their arbitrariness and methodological flaws, and defends philosophical plurality, questioning supposedly universal Western criteria. It concludes with a call to decolonize the philosophical canon and promote more consistent intercultural dialogues. Keywords: German idealism; Eurocentrism; philosophical colonialism; Chinese philosophyO texto analisa como filósofos alemães como Herder, Hegel e Schelling construíram uma visão negativa e reducionista da filosofia chinesa, baseada em estereótipos e eurocentrismo. Herder descreveu a China como uma “múmia embalsamada”, atribuindo sua suposta estagnação a características biológicas e geográficas. Hegel negou o estatuto filosófico ao pensamento chinês, alegando ausência de liberdade individual e deficiências linguísticas. Schelling associou a China a uma “humanidade genérica” sem mitologia, essencial para o progresso histórico. Essas interpretações, fundamentadas em preconceitos e fontes limitadas, influenciaram e influenciam até hoje a concepção ocidental predominante de filosofia, legitimando discursos colonialistas. O texto critica essas visões, destacando sua arbitrariedade e falha metodológica, e defende a pluralidade filosófica, questionando os critérios ocidentais supostamente universais. Conclui com um chamado para descolonizar o cânone filosófico e promover diálogos interculturais mais consistentes. Palavras-Chave: Idealismo alemão; eurocentrismo; colonialismo filosófico; filosofia chinesa

    Triumpho de um assassino de Cristiano Ottoni: o relato de um assassinato como ferramenta política na imprensa do segundo reinado

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    Em 1866, o médico Manoel Esteves Ottoni é assassinado no distrito de Filadélfia, no Vale do Mucuri, por João José de Figueiredo. Quatro anos depois, em 1870, Cristiano Benedito Ottoni, político liberal e primo da vítima, escreve uma série de artigos para o jornal A Reforma intitulada Triumpho de um assassino, nos quais comenta as circunstâncias em torno do assassinato e do julgamento de Figueiredo. O presente artigo se propõe a analisar o primeiro dos textos publicados por Cristiano Ottoni a partir dos conceitos por ele empregados com o intuito de observar a representação narrativa que Ottoni cria do interior de Minas Gerais e como o autor transforma o assassinato de seu primo em um instrumento de arguição política

    Apresentação

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    A atual edição da revista História Social se inicia com um dossiê dedicado ao tema “Imprensa na História, histórias na imprensa”. Essa escolha foi informada por questões centrais surgidas durante o processo de reativação da revista, em especial a seguinte: quais temas em destaque nas teses e dissertações defendidas no Programa de Pós-Graduação em História ao longo da última década ainda não encontraram espaço de diálogo e divulgação na HS

    Um novo olhar para Independência do Brasil: análise do livro “Independência do Brasil: as mulheres que estavam lá”

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    A presente resenha analisa o livro Independência do Brasil: As mulheres que estavam lá (2022), organizado por Heloisa Starling e Antonia Pellegrino, que apresenta uma perspectiva revisionista sobre o processo de Independência do Brasil. A obra destaca a participação ativa de sete mulheres que estavam presente no processo de Independência, frequentemente silenciadas ou apagadas na historiografia tradicional, como Hipólita Jacinta, Bárbara de Alencar, Maria Leopoldina e Maria Felipa. O texto enfatiza como essas figuras femininas contribuíram para momentos importantes em torno de processos em busca da Independência, revelando as contradições e conflitos sociais do período. A resenha ressalta a relevância do livro ao propor uma releitura inclusiva da história, iluminando o protagonismo feminino em um contexto marcado por desigualdades estruturais e pela escassez de fontes sobre essas mulheres

    Breves apontamentos sobre a gestação da “Filosofia chinesa” na China da década de 1920 e a trajetória do jovem Feng Youlan (1895-1933): Brief notes about the gestation of the “Chinese Philosophy” in China during the 1920s and young Feng Youlan’s career (1895-1933)

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    O presente texto discutiu a gestação da “Filosofia Chinesa” como disciplina acadêmica na China da década de 1920, tomando a trajetória profissional e intelectual do jovem Feng Youlan como estudo de caso. Argumenta-se que a “Filosofia Chinesa” é parte de um debate mais amplo sobre a “Nova Cultura” chinesa e não pode ser separada da busca de influência pessoal de seus participantes. Ao todo, este texto divide-se em cinco seções. Na primeira, delineamos a questão de como a “Filosofia Chinesa” como disciplina acadêmica está relacionada à situação da intelectualidade na década de 1920, classificada esquematicamente em “progressistas” e “tradicionalistas”. A segunda seção analisa o caso do Roteiro de História da Filosofia Chinesa do “progressista” Hu Shi, a primeira tentativa de elaborar a disciplina na China. A terceira seção narra as reações de dois intelectuais “tradicionalistas”, Zhang Taiyan e Liang Qichao. A quarta e quinta seções retratam Feng Youlan, primeiro descrevendo o seu desenvolvimento profissional e, depois, enfocando a sua trajetória intelectual. Argumentamos que ambas as dimensões não podem ser separadas, explicando os motivos para que ele tenha, com sucesso, criado o primeiro tratamento completo da “Filosofia Chinesa” moderna. Palavras-chave: Filosofia Chinesa; Feng Youlan; Nova Cultura; Intelectuais.This paper discusses the gestation of “Chinese Philosophy” as an academic discipline in China during the 1920s, taking the professional and intellectual career of the young Feng Youlan as case study. It argues that “Chinese Philosophy” is part of a wider debate about the Chinese “New Culture” and cannot be separated from the pursuit of personal influence by its participants. The text is divided into five sections. The first outlines the question of how “Chinese Philosophy”, understood as an academic discipline, is related to the broad situation of the intellectuals during the 1920s, who can be schematically classified as “progressists” and “ traditionalists”. The second section analyzes the case of the History of Chinese Philosophy – a Coursebook, work of the “progressist” Hu Shi, which is the first attempt to elaborate the subject in China. The third section reports the reactions of two “traditionalist” intellectuals, Zhang Taiyan and Liang Qichao. The fourth and fifth sections deal with Feng Youlan, firstly describing his professional development and, then focusing on his intellectual trajectory. We argue that both dimensions cannot be separated and, together, explain the motives for him to have, successfully, created the first complete account of the modern “Chinese Philosophy”. Keywords: Chinese Philosophy; Feng Youlan; New Culture; Intellectuals

    Notas sobre aspectos metodológicos da utilização da metapsicologia na abordagem de problemas exógenos: Notes on methodological aspects of the use of metapsychology in the approach to exogenous problems

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    O objetivo deste artigo é examinar aspectos metodológicos de certos modos de utilização da metapsicologia na abordagem de problemas exógenos, assim como alguns de seus importantes riscos associados. Para tanto, na seção 1, apresentaremos a noção de utilização extrapolativa da metapsicologia – assim como, mais especificamente, as noções de metapsicologismo e de metodologismo psicanalítico. Já na seção 2, discutiremos sobre aspectos não tão comumente analisados do mencionado modo de utilização da metapsicologia em âmbito acadêmico. Então, na seção 3, analisaremos um caso midiático de tal utilização extrapolativa a qual consideramos como contributiva à naturalização de certos tipos de inconsistência de abordagem psicanalítica a problemas exógenos: aquele correspondente a certa explicação do comportamento político de Bolsonaro. Palavras-chave: epistemologia; metodologia; psicanálise; interdisciplinaridade; bolsonarismo.The aim of this article is to examine methodological aspects of certain modes of using metapsychology in the treatment of exogenous problems, as well as some of the important risks associated with such uses. To this end, in Section 1 we will present the notion of an extrapolative use of metapsychology – and, more specifically, the notions of metapsychologism and psychoanalytic methodologism. In Section 2, we will discuss aspects of this mode of employing metapsychology that are not commonly addressed within academic contexts. Finally, in Section 3, we will analyze a media case exemplifying such  extrapolative use, which we consider to have contributed to the naturalization of certain forms of inconsistency in the psychoanalytic approach to exogenous problems – namely, a particular explanation of Bolsonaro’s political behavior. Keywords: epistemology; methodology; psychoanalysis; interdisciplinarity; bolsonarism

    O sonhário e a história viva dos sonhos: para uma psicanálise em chave crítica e histórica: The Dreamery and the Living History of Dreams: Towards a Psychoanalysis in Critical and Historical Key

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    This article presents the essay “In the dreamers” dreamery: towards a conceptual history of dreams and the psychic apparatus” by Pierre-Henri Castel, contextualizing his intellectual project and analyzing the main theses defended. The objective is to discuss the challenges of its translation into Brazilian Portuguese and explore the relevance of Castel’s historical-critical approach to contemporary psychoanalytic debates, especially regarding dream theory and clinical practice in Brazil. The work examines how Castel proposes a critical genealogy of psychoanalytic theories of dreams, from Freud to contemporary authors, questioning both established orthodoxies and theoretical eclecticisms. The analysis highlights the originality of the neologism “dreamery” as a concept that articulates individual and collective dimensions of oneiric experience, as well as the contributions of this perspective to the Brazilian psychoanalytic field. Keywords: Pierre-Henri Castel; Psychoanalysis; Dream; Conceptual History; Psychoanalytic Epistemology.Este artigo apresenta o ensaio “No sonhário dos sonhadores: por uma história conceitual dos sonhos e do aparelho psíquico” de Pierre-Henri Castel, contextualizando seu projeto intelectual e analisando as principais teses defendidas. O objetivo é discutir os desafios de sua tradução para o português brasileiro e explorar a relevância da abordagem histórico-crítica de Castel para os debates contemporâneos da psicanálise, especialmente no que tange à teoria dos sonhos e à prática clínica no Brasil. O trabalho examina como Castel propõe uma genealogia crítica das teorias psicanalíticas do sonho, desde Freud até autores contemporâneos, questionando tanto ortodoxias estabelecidas quanto ecletismos teóricos. A análise destaca a originalidade do neologismo “sonhário” como conceito que articula dimensões individuais e coletivas da experiência onírica, bem como as contribuições desta perspectiva para o campo psicanalítico brasileiro. Palavras-chave: Pierre-Henri Castel; Psicanálise; Sonho; História Conceitual; Epistemologia Psicanalítica

    Friedrich Schlegel, Theodor Adorno y la modernidad estética. Un campo de afinidades: Friedrich Schlegel, Theodor Adorno and aesthetic modernity. A field of affinities

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    El presente trabajo es un recorrido exploratorio de un campo de posibles relaciones entre la obra de Theodor Adorno y el primer romanticismo alemán, particularmente, el trabajo del joven Friedrich Schlegel (1797-1805). Nos concentramos en tres posibles afinidades entre ambos autores. Primero, consideramos una serie de comentarios que permiten construir las posibles afinidades entre Schlegel y Adorno. Segundo, analizamos el rechazo a la estética idealista que ambos mantienen en beneficio de no violentar el objeto. Y tercero, presentamos la idea de un tipo de crítica como la inmanente que permitiría recrear un juicio no restrictivo sobre el objeto. Finalmente, evaluamos las posibles dificultades que nuestro propio planteo podría tener. Palabras claves: estética – crítica – idealismo – objetividad – subjetividadThis paper is an exploratory work of a field of possible relationships between the work of Theodor Adorno and Early German Romanticism, particularly the work of the young Friedrich Schlegel (1797–1855). We focus on three possible affinities between both authors. First, we consider a series of comments that allow us to construct the possible affinities between Schlegel and Adorno. Second, we analyze the rejection of the idealistic aesthetic that both maintain for the benefit of not violating the object. And third, we present the idea of a type of critique, such as the immanent critique, that would allow recreating a non-restrictive judgment on the object. Finally, we evaluate the possible difficulties that our own approach could have.Keywords: Aesthetic – Critique – Idealism – Objectivity – Subjectivit

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