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    New perspectives on Marx: Remarks on the Marx-Engels-Gesamtausgabe (MEGA) project

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    Tradução de texto de Gerald Hubmann. Uma versão muito modificada deste texto apareceu em espanhol: HUBMANN, Gerald. El proyecto del MEGA. El Marx desconocido. Tabula Rasa, 48, p. 203–213, 2023 (https://doi.org/10.25058/20112742.n48.07). O original em alemão, aqui publicado em tradução para português, continua inédito

    Alcançar a suprema altura e a extrema claridade, enquanto se segue o Caminho do Meio: o espírito da filosofia chinesa e sua formação: Attaining Supreme Heights and Ultimate Clarity While Following the Middle Way: The Spirit and Formation of Chinese Philosophy

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    Feng Youlan sustenta que o núcleo da filosofia chinesa reside em “Alcançar a suprema sabedoria enquanto se segue o Caminho do Meio” (极高明而道中庸), concepção intrinsecamente vinculada à unidade ontológica entre essência e fenômeno. Certos filósofos caracterizam essa orientação mediante a noção de “transcendência interna”, antitética à “transcendência externa” predominante na filosofia ocidental — esta última estabelecendo cisão radical entre essência e fenômeno. O conceito de “unidade entre céu e homem” (天人合一) configura manifestação paradigmática desse princípio. A gênese desse paradigma filosófico associa-se à transição da religião natural para a religião ética durante as dinastias Shang e Zhou. Nesse processo histórico, o Imperador Celestial de natureza moral substituiu progressivamente o Imperador Celestial antropomórfico, internalizando-se como virtude intrínseca aos indivíduos. Essa transformação alcançou sua consumação histórica nos períodos das Primaveras e Outonos e dos Reinos Combatentes. Palavras-chave: “Alcançar a suprema altura e a extrema claridade, enquanto se segue o Caminho do Meio”; Unidade entre o céu e o homem; moralidade; Natureza do Mandato do Céu.Feng Youlan argues that the core of Chinese philosophy lies in the ideal of “Attaining Supreme Heights and Ultimate Clarity While Following the Middle Way, while following the Middle Way” (极高明而道中庸), a conception intrinsically linked to the ontological unity of essence and phenomenon. Certain philosophers characterize this orientation through the notion of “internal transcendence”, which stands in contrast to the “external transcendence” that predominates in Western philosophy—where essence and phenomenon are radically separated. The concept of the “unity of Heaven and humanity” (天人合一) serves as a paradigmatic manifestation of this principle. The genesis of this philosophical paradigm can be traced to the historical transition from natural religion to ethical religion during the Shang and Zhou dynasties. In this process, the anthropomorphic Heavenly Emperor was gradually replaced by a morally grounded Heavenly Sovereign, who came to be internalized as a virtue inherent in the individual. This transformation reached its historical consummation during the Spring and Autumn and Warring States periods. Keywords: “Attaining supreme wisdom while following the Middle Way”; unity of Heaven and humanity; morality; the nature of the Mandate of Heaven

    Novas vozes na imprensa brasileira: a estreia de José Eduardo Agualusa em O Globo

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    Em 2015, uma nova voz passou a integrar o escopo de colunistas do jornal brasileiro O Globo, com a publicação de textos semanais do literato e jornalista angolano José Eduardo Agualusa. Através da análise da matéria de apresentação de Agualusa e de sua primeira crônica produzida para o jornal, serão investigados os possíveis diálogos entre os interesses manifestados por esse escritor e o perfil jornalístico d’O Globo, incluindo seus propósitos e valores. Utilizando uma abordagem metodológica que examina as relações entre História e Imprensa, este trabalho pretende entender as motivações do periódico carioca ao contratar Agualusa

    Letras políticas: produção cronística de um intelectual negro na imprensa dos anos 1920

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    O artigo estuda a presença de concepções raciais na produção intelectual de um pensador não-branco, tanto como filosofia quanto como horizonte de possibilidades de atuação política no debate público da década de 1920. Por meio da produção cronística de José Eutrópio (1886-1929), que abordou sistematicamente a questão racial examinando-a sob diferentes ângulos, investigam-se os projetos, expectativas e frustrações de intelectuais negros no pós-abolição, assim como a diversidade e complexidade das manifestações a respeito de raça e as ideias, discursos ou hábitos políticos no Brasil do início do século XX

    O Pioneiro, a neutralidade e a eleição de 1950: o caso da página do Partido de Representação Popular

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    O artigo que apresentamos propõe discutir um aspecto bastante característico da imprensa, aquele relacionado à defesa constante do desligamento de interesses políticos e partidários dos jornais. O impresso O Pioneiro começou a circular em 1948 em Caxias do Sul-RS, um período de profundas discussões políticas na História nacional e trazia, entre seus participantes, ex-integrantes da Ação Integralista Brasileira, o que nos leva ao questionamento sobre o efetivo desligamento partidário que sustentava. A partir da Análise de Discurso e pensando a História Política da região e suas evidentes ligações com a política nacional, o presente trabalho analisa o caso da Página do Partido de Representação Popular presente no jornal durante a eleição de 1950

    Ignorância do outro e ignorância de si: sobre a falta de historicidade e rigor acadêmico da concepção hegemônica da história da filosofia: Ignorance of the other and self-ignorance: On the lack of historicity and academic rigor in the hegemonic conception of the history of philosophy

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    Em nosso artigo, buscamos mostrar como a concepção hegemônica da filosofia e de sua história, a saber, aquela segundo a qual a filosofia só teria surgido na Grécia e seria exclusivamente ocidental, é baseada, fundamentalmente, em duas ignorâncias: uma ignorância do outro e uma ignorância de si. Em relação à ignorância do outro, buscamos mostrar como aqueles que defendem a concepção hegemônica de filosofia não se baseiam em nenhum estudo acadêmico rigoroso de tradições não-ocidentais, fazendo afirmações sobre a diferença delas em relação à “filosofia ocidental” que são ancoradas em uma compreensão de senso comum sobre elas e em uma leitura inexistente ou extremamente superficial da produção intelectual dessas culturas. Em relação à ignorância sobre si mesmo, buscamos mostrar como aqueles que defendem a concepção hegemônica da filosofia e de sua história tratam essa concepção como uma espécie de “verdade eterna” sobre a filosofia, ignorando que essa concepção surge e se consolida em um momento histórico bastante preciso e recente, de modo que não retrata fielmente como a própria filosofia “ocidental” compreendeu e concebeu a si mesma e à filosofia ao longo da história. Assim, buscamos mostrar que as principais razões para a concepção hegemônica da filosofia ter se consolidado são de ordem ideológica, e não em razão de algum suposto rigor histórico que ela demonstraria, já que, muito pelo contrário, tal rigor lhe falta inteiramente. Desse modo, esperamos estabelecer que faz-se urgente a necessidade de conduzir o debate sobre a filosofia e sua história de modo academicamente sério e rigoroso, não apoiado em percepções imprecisas e de senso comum sobre tradições não-ocidentais, assim como sobre a própria tradição filosófica “ocidental”. Palavras-chave: Filosofia, História da Filosofia, Ignorância de Si, Ignorância do Outro, Rigor AcadêmicoIn our article, we seek to show how the hegemonic conception of philosophy and its history, namely that according to which philosophy only arose in Greece and is exclusively Western, is fundamentally based on two ignorances: anignorance of the other and a self-ignorance. In relation to ignorance of the other, we seek to show how those who defend the hegemonic conception of philosophy are not based on any rigorous academic study of non-Western traditions, making claims about their difference from “Western philosophy” that are anchored in a common sense understanding of them and in a non-existent or extremely superficial reading of the intellectual production of these cultures. In relation to ignorance about oneself, we seek to show how those who defend the hegemonic conception of philosophy and its history treat this conception as a kind of “eternal truth” about philosophy, ignoring the fact that this conception arose and consolidated itself at a very precise and recent historical moment, so that it does not faithfully portray how “Western” philosophy itself has understood and conceived of itself and of philosophy throughout history. Thus, we seek to show that the main reasons why the hegemonic conception of philosophy has been consolidated are ideological, and not because of some supposed historical rigor that it would demonstrate, since, on the contrary, such rigor is entirely lacking. In this way, we hope to establish that there is an urgent need to conduct the debate on philosophy and its history in an academically serious and rigorous manner, not based on inaccurate and common sense perceptions of non-Western traditions, as well as the “Western” philosophical tradition itself. Keywords: Philosophy, History of Philosophy, Self-Ignorance, Ignorance of the Other, Academic Rigo

    Ficha Técnica

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    Ficha Técnica

    Por que a Moralidade, e não a Força ou a Lei? Reflexões do confucionismo Pré-Qin sobre os princípios da vida e da governança: Why Morality, and not Force or Law? Reflections from Pre-Qin Confucianism on the Principles of Life and Governance

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    During the Spring and Autumn and Warring States periods, the relationship between morality, law, and coercive power became a key concern in Confucian moral and political philosophy. Confucius asserted that both daily life and political governance should be guided by moral principles. Although he acknowledged the utility of law, he emphasized that its application must be aligned with the generative and inclusive nature of benevolence(ren, 仁), and must not devolve into harsh and punitive rule. Mencius, grounded in the belief in the innate goodness of human nature, held that, provided with adequate living conditions, individuals would spontaneously actualize the virtues of benevolence (ren, 仁), righteousness/justice (yi, 义), ritual propriety (li, 礼), and wisdom (zhi, 智) in everyday life. Hence, rather than relying on retributive punishment, Mencius advocated for the creation of favorable conditions and the cultivation of moral and political agency among the people. Xunzi, while upholding the Confucian view that morality holds primacy over law and coercion, developed a more integrative framework wherein law and force are seen as instrumental tools that serve the ultimate end of moral cultivation. This allowed him to construct a more comprehensive and compatible Confucian system of thought. Keywords: Pre-Qin Confucianism; Moral Practice; Political Governance; Norms of Everyday Life.Durante o período da Primavera e Outono e dos Reinos Combatentes, a relação entre moralidade, lei e força coercitiva tornou-se uma questão central na filosofia moral e política do confucionismo. Confúcio defendia que tanto a vida cotidiana quanto a governança política deveriam ser orientadas por princípios morais. Embora reconhecesse a função normativa da lei, ele ressaltava que sua aplicação deveria estar em conformidade com o caráter gerador e inclusivo da benevolência (ren, 仁), rejeitando o recurso a punições severas e repressivas. Mêncio, ao sustentar a tese da bondade inata da natureza humana, argumentava que, desde que as pessoas dispusessem de condições mínimas de vida, seriam naturalmente capazes de manifestar as virtudes de benevolência (ren, 仁), retidão/justiça (yi, 义), ritual (li, 礼) e sabedoria (zhi, 智) no cotidiano. Assim, em vez de recorrer à punição sancionadora, Mêncio enfatizava a importância de criar condições favoráveis à vida moral e política do povo, promovendo o exercício ativo de sua agência ética. Já Xunzi, ainda que herdando a ideia confuciana de que a moralidade está acima da lei e do poder, propôs um pensamento integrador no qual força e legislação são vistas como instrumentos auxiliares para a realização do ideal moral, construindo assim um sistema mais inclusivo e pragmático. Palavras-chave: Confucionismo Pré-Qin; Prática Moral; Governança Política; Normas da Vida Cotidiana

    Cosmotécnica e Eficácia: problemáticas da hibridização da Medicina Chinesa com o paradigma biomédico ocidental: Cosmotechnics and Efficacy: problems of the hybridization of Chinese Medicine with the Western biomedical paradigm

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    This article proposes an analysis of the contributions of Yuk Hui’s work The Question Concerning Technology in China and its relationship with François Jullien’s concept of efficacy, through a reflection on Traditional Chinese Medicine (TCM). Based on this discussion, we aim to explore the practical and philosophical challenges of re-signifying technologies, considering as an example the implications of this theory for the integration of Chinese medicine into the Western context. Therapeutic efficacy, rooted in distinct views of body and nature, cannot be fully translated without a loss of meaning. We therefore seek to reflect on how to integrate technologies without erasing their original cosmologies. Keywords: Cosmotechnics. Efficacy. Chinese Medicine. Biomedical Paradigm.Este artigo propõe uma análise das contribuições da obra The Question Concerning Technology in China, de Yuk Hui, e a relação com o conceito de eficácia, de François Jullien, através de uma reflexão sobre a Medicina Tradicional Chinesa. A partir dessa discussão, buscamos explorar os desafios práticos e filosóficos de ressignificar tecnologias, considerando, como exemplo, as implicações dessa teoria na inserção da medicina chinesa no contexto ocidental. A eficácia terapêutica, enraizada em visões distintas de corpo e natureza, não pode ser plenamente traduzida sem perda de sentido. Buscamos, portanto, refletir sobre como integrar tecnologias sem apagar suas cosmologias originárias. Palavras-chave: Cosmotécnica. Eficácia. Medicina Chinesa. Paradigma biomédico

    O Clássico das Mudanças como origem da cosmotécnica chinesa: The Classic of Changes as the origin of Chinese cosmotechnics

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    The purpose of this article is to establish the Classic of Changes (Yijing 易经) as the source of the processual ontology that defines Chinese philosophy from its inception to the present day. Only this allows us to reflect upon technique and science in China through parameters established over the centuries by the Chinese tradition itself, that is, as a cosmotechnique of its own, while refuting the realities outside Greece. To do so, it will be necessary to analyze the Classic of Changes through the following aspects: its origin and its relationship with Chinese mythology, its composition through 64 hexagrams, its philosophical meaning and, finally, its contribution to the understanding of Chinese philosophy (Confucianism, Daoism and Buddhism) as a philosophy of interrelationality. Intrinsic to the purpose of this text is a project of decolonization of thought that uses as a method the Chinese interpretation of the universe of S&T through the philosophies of that country. For this reason, the careful study of the Yijing (易经) is indispensable and complements Yuk Hui’s work on the Chinese cosmotechnical notion. Keywords: Classic of Changes; cosmotechnics; Chinese philosophy; processual ontology.O objetivo deste artigo é estabelecer o Clássico das Mudanças (Yijing 易经) como a fonte da ontologia processual que define a filosofia chinesa desde o seu início até os dias atuais. Somente isto nos permite refletir sobre a técnica e a ciência na China através de parâmetros estabelecidos ao longo dos séculos pela própria tradição chinesa, ou seja, enquanto uma cosmotécnica própria, ao mesmo tempo em que refutamos a universalidade da filosofia e da mitologia gregas como parâmetros para a compreensão de realidades externas à Grécia. Para tanto, será necessário analisar o Clássico das Mudanças por meio dos seguintes aspectos: sua origem e sua relação com a mitologia chinesa, sua composição por meio de 64 hexagramas, qual seu significado filosófico e, por fim, sua contribuição para a compreensão da filosofia chinesa (confucionismo, daoísmo e budismo) como uma filosofia da inter-relacionalidade. Intrínseco ao propósito deste texto está um projeto de descolonização do pensamento que emprega como método a interpretação chinesa referente ao universo da C&T por intermédio das filosofias daquele país. Por esse motivo, o estudo cuidadoso do Yijing (易经) se faz indispensável e complementa o trabalho de Yuk Hui acerca da noção cosmotécnica chinesa. Palavras-chave: Clássico das Mudanças; cosmotécnica; filosofia chinesa; ontologia processual

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