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    Psicanálise e justiça social: tecem laços? Psychoanalysis and Social Justice: Toward a Possible Articulation

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    How and why Psychoanalysis, as a theoretical and practical-clinical knowledge, could intertwine with the paradigm of an alleged Utopia of Social Justice, is the questioning that guides the present article. Apparently, a significant part of the psychoanalytic movement has shown itself to have distanced itself from such a concern. With the purpose of re-centering it, once again, in necessary reflections, we will take as the guiding thread of this article the speech delivered by Sigmund Freud during the V International Psychoanalytical Congress in 1918. Keywords: Psychoanalysis and Social Justice; Sigmund Freud; Psychoanalytic Clinic; Public Psychoanalysis Clinics in BrazilComo e por que a Psicanálise, enquanto saber teórico e prático-clínico, poderia se entrelaçar ao paradigma de uma suposta Utopia de Justiça social, é o questionamento que norteia o presente artigo. Aparentemente parte significativa do movimento psicanalítico demonstrou ter se distanciado de tal inquietação. Com a finalidade de recolocá-la, uma vez ainda, no centro de necessárias reflexões, tomaremos como fio condutor deste artigo a fala proferida por Sigmund Freud, durante o V Congresso Internacional de Psicanálise, em 1918. Palavras-chave: Psicanálise e Justiça social; Sigmund Freud; Clínica psicanalítica; Clínicas Públicas de Psicanálise

    A temática indígena nos livros didáticos do Novo Ensino Médio

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    Passados quinze anos da promulgação de Lei 11.645/08, este artigo tem por objetivo analisar como a temática indígena vem sendo abordada em sala aula a partir das representações presentes nos livros didáticos de História, do Novo Ensino Médio. Por muito tempo a história e os manuais didáticos contribuíram para a construção de estereótipos e preconceitos em relação aos povos indígenas, ao representa-los como povos genéricos, quase extintos e presos ao passado colonial. Em vista disso, a analise destaca os avanços em relação a temática indígena, fundamentais para a superação de visões estereotipadas e para a valorização dos povos indígenas como sujeitos históricos atuantes

    Construindo resistências:: experiências de uma pesquisadora negra na pós-graduação

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    Este artigo tem por objetivo trazer à tona o relato de experiência de uma pesquisadora negra na pós-graduação em uma universidade privada confessional na cidade de São Paulo. Com isso, este artigo se aprofundará em compreender as relações entre os movimentos de resistência da pesquisadora, ao se assumir mulher negra e intelectual, e as pautas assumidas historicamente pelos movimentos sociais negros acerca da educação. A opção pelo relato de experiência evidencia os enfrentamentos e as potencialidades da pesquisadora em assumir em suas práticas os métodos teórico-metodológicos da escrevivência e interseccionalidade no cotidiano da pesquisa. Portanto, optou-se por uma abordagem qualitativa, por meio de pesquisa bibliográfica, uso de fontes históricas e relato de experiência. Espera-se com este estudo ampliar o debate acerca dos estudos sobre interseccionalidade e escrevivência

    Imprensa na história, histórias na imprensa

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    A partir da década de 1810, com a introdução do prelo Stanhope, o primeiro fabricado inteiramente em ferro e responsável por praticamente duplicar a capacidade de impressão dos jornais, desenhou-se o cenário que, ao longo do século XIX e início do XX, culminaria no que alguns estudiosos franceses definiram de modo certeiro como uma “civilização do jornal”. Essa transformação foi impulsionada por uma inédita revolução midiática, que promoveu a disseminação massiva de jornais e revistas, cobrindo os mais diversos temas e assumindo múltiplos formatos, alcançando leitores e leitoras em todas as partes do mundo. Com efeito, a imprensa ultrapassou o papel de mera testemunha dos acontecimentos para tornar-se uma força nas transformações históricas, permeando praticamente todas as esferas da existência

    Racionalidades plurais e tradição crítica: repensando os limites da filosofia ocidental: Plural rationalities and critical tradition: rethinking the limits of western philosophy

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    This article offers a philosophical and historical critique of the thesis that only the Western European tradition can be properly considered philosophical, as defended by Marco Aurélio Werle. Drawing on intellectual traditions from Antiquity, medieval Islamic, Jewish, and Christian philosophy, as well as contemporary intercultural perspectives, the text challenges the rigid separation between philosophy and religion and the notion of philosophy as a closed system. It argues that philosophy should not be defined solely by its continuity within Western tradition, but recognized as a plural field of rationalities, open to dialogue with historically diverse forms of thought. An intercultural and less normative hermeneutics is proposed as an alternative to canonical exclusivity. Keywords: intercultural philosophy; Eurocentrism; religion and philosophy; plural rationality; philosophical traditionEste artigo oferece uma crítica filosófica e histórica à tese de que apenas a tradição ocidental europeia pode ser considerada filosófica em sentido pleno, tal como defendido por Marco Aurélio Werle. A partir de um confronto com tradições intelectuais da Antiguidade, da filosofia medieval islâmica, judaica e cristã, bem como de correntes interculturais contemporâneas, o texto argumenta contra a oposição rígida entre filosofia e religião e contra a concepção de filosofia como sistema fechado. Defende-se que a filosofia não deve ser definida exclusivamente pela inserção em uma tradição ocidental contínua, mas reconhecida como campo plural de racionalidades, aberto ao diálogo com saberes historicamente diversos. Propõe-se, por fim, uma hermenêutica intercultural e menos normativa como alternativa à exclusividade canônica. Palavras-chave: filosofia intercultural; eurocentrismo; religião e filosofia; racionalidade plural; tradição filosófic

    O sentido da cena onírica: Freud e a história da investigação dos sonhos: The meaning of the oneiric scene: Freud and the history of dream research

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    Freud claimed to have discovered the meaning of dreams and created a scientific method to uncover it. This claim has generally been accepted within and outside of the field of psychoanalysis. However, a long history of scientific research on dreams exists, including physiological and psychological studies. Many of Freud’s theoretical e methodological insights were formulated in these studies and were used to develop the psychoanalytic conception of dream phenomena. This history is indispensable for understanding and contextualizing Freud’s theory but remains largely unknown in the histories of both psychoanalysis and scientific ideas. This article aims to highlight the importance of this history and present a preliminary overview of these research traditions and their relationship to Freud’s thinking. Keywords: Psychoanalysis; Freud; History of Psychoanalysis; Science of Dreams; Meaning; Interpretation.Freud reivindica a descoberta do sentido dos sonhos e a criação de um método científico para desvelá-lo – uma reivindicação que tem sido, de modo geral, admitida dentro e fora da psicanálise. Contudo, há uma longa história de pesquisa científica sobre os sonhos anterior, tanto fisiológica quanto psicológica, na qual muitas das intuições teóricas e metodológicas freudianas se encontram formuladas e foram ativamente aproveitadas na construção da concepção psicanalítica dos fenômenos oníricos. Essa história é, pois, indispensável para a compreensão e contextualização da teoria freudiana, mas permanece ainda amplamente desconhecido, tanto na história da psicanálise quanto na história das ideias científicas. O objetivo deste artigo é argumentar por essa importância e apresentar uma visão preliminar dessas tradições de pesquisa e sua relação com o pensamento de Freud. Palavras-chave: Psicanálise; Freud; História da Psicanálise; Ciência dos Sonhos; Sentido; Interpretação

    Sociologia psicanalítica e os traumas da história: Alexander Mitscherlich entre as disciplinas: Psychoanalytic sociology and the traumas of history: Alexander Mitscherlich between the disciplines

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    Este artigo examina a forma como aspectos da história recente foram excluídos em estudos importantes que emergiram da psicologia social psicanalítica de meados do século XX. Baseia-se nos trabalhos de Erikson, Marcuse e Fromm, mas centra-se em particular em Alexander Mitscherlich. Mitscherlich, um psicólogo social associado à última escola de Frankfurt, foi também a figura psicanalítica mais importante na Alemanha do pós-guerra. Isso torna seu trabalho significativo para traçar a maneira pela qual a experiência histórica da guerra e do nazismo foi eliminada das narrativas psicossociais desse período, em favor de análises mais estruturais da dinâmica da autoridade social. A obra de Mitscherlich A incapacidade do luto, de 1967, redigida em coautoria com Margarete Mitscherlich, é frequentemente citada como o ponto em que a experiência histórica “ausente” voltou a inundar os relatos psicanalíticos da sociedade. Argumento que esta publicação marcante não promove a mudança em direção à psicanálise da experiência histórica com a qual é frequentemente associada. Esses escritores mais sociológicos de meados do século escreveram antes do impacto de várias tendências que surgiram nas décadas de 1980 e 1990, as quais desviaram decisivamente a atenção da psicanálise da investigaçãoda autoridade social para um foco no trauma histórico. Em última  análise, esta é também uma narrativa sobre as transformações que ocorrem quando a psicanálise se move entre disciplinas. Palavras-chave: Alexander Mitscherlich; Alemanha do pós-guerra; Psicanálise; Incapacidade de Fazer Luto; Trauma.This article examines the way aspects of recent history were excluded in key studies emerging from psychoanalytic social psychology of the mid-twentieth century. It draws on work by Erikson, Marcuse and Fromm, but focuses in particular on Alexander Mitscherlich. Mitscherlich, a social psychologist associated with the later Frankfurt school, was also the most important psychoanalytic figure in postwar Germany. This makes his work significant for tracing ways in which historical experience of the war and Nazism was filtered out of psychosocial narratives in this period, in favour of more structural analyses of the dynamics of social authority. Mitscherlich’s 1967 work The Inability to Mourn, co-authored with Margarete Mitscherlich, is often cited as the point at which the ‘missing’ historical experience flooded back into psychoanalytic accounts of society. I argue that this landmark publication doesn’t hail the shift towards the psychoanalysis of historical experience with which it is often associated. These more sociological writers of the mid-century were writing before the impact of several trends occurring in the 1980s-90s which decisively shifted psychoanalytic attention away from the investigation of social authority and towards a focus on historical trauma. Ultimately this is also a narrative about the transformations which occur when psychoanalysis moves across disciplines. Keywords: Alexander Mitscherlich; post-war Germany; psychoanalysis; the inability to mourn; trauma

    Jacques Lacan: uma introdução

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    No início da década de 1930, a comunidade psicanalítica presenciou os primeiros trabalhos do parisiense Jacques Lacan, que, a partir dos anos 1950, iniciou sua jornada de ensino com a transmissão dos seus seminários proferidos interruptamente até os anos de 1980. Famoso pelo estilo de transmissão inconfundível seu ensino ressoou e ganhou forma na psicanálise para além da França, especialmente na América Latina.A complexidade de sua teoria levou muitos estudiosos a cunhar o termo “lacanês”, em alusão aos desafios de sua compreensão e transmissão rebuscada, mas especialmente em relação a quem procura mimetizar, em vão, o seu estilo. As dificuldades são percebidas por muitos estudantes e até mesmo por psicanalistas experientes, uma espécie de desafio constante ao estudar as teorias de Jacques Lacan. É diante deste cenário que a comunidade psicanalítica recebe este recém publicado trabalho, Jacques Lacan: uma introdução, lançado pela Editora Sinthoma em 2024, de autoria de Alexandre Starnino. O trabalho, direcionado a todos os leitores, ilustra o desafio do autor em capturar o vasto volume das obras de Lacan (das décadas de 1930 até 1980), sintetizando seus ensinamentos sem cair no reducionismo vulgar

    Apresentação

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    O dossiê especial Psicanálise, teoria e clínica organizado em dois volumes, reúne um conjunto significativo de artigos, traduções e resenhas que exploram diferentes dimensões do campo psicanalítico em diálogo com a Filosofia, a Política e outras áreas do saber. Partindo do arcabouço teórico freudiano e lacaniano, os textos aqui apresentados interrogam os fundamentos conceituais da psicanálise, suas articulações internas e suas ressonâncias interdisciplinares, tanto no plano teórico quanto no clínico

    "Todo o Brasil chora seu glorioso filho": a celebridade póstuma de Rui Barbosa produzida e articulada pela imprensa carioca, nos anos 1920

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    Durante as últimas décadas do século XIX e as primeiras do século XX, Rui Barbosa destacava-se como uma figura de notável prestígio social e influência política. Ele  atraía multidões e era reconhecido no congresso como uma das vozes mais influentes. Sua fama continuou a crescer ainda mais após sua morte, quando os jornais do país retrataram sua perda como uma grande catástrofe para a nação. Neste estudo, investigaremos como se construiu essa celebridade póstuma de Rui Barbosa, em grande parte, produzida e articulada pela imprensa. Para isso, examinaremos os principais periódicos da Capital Federal, buscando analisar de que maneira eles divulgaram a notícia da morte e de que modo influenciaram no processo de celebração de Barbosa

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