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Momentos spinozanos em Deleuze: potência, direito, noções comuns. Spinozian moments in Deleuze: power, law, common notions.
A leitura de Deleuze é seminal na formação do “spinozismo político” que, desde o fim dos anos 60, se dá em meio à maré montante de um desejo de transformação social, radical e anticapitalista – atravessando os debates internos ao estruturalismo, à psicanálise e no contexto de variadas referências heterodoxas ao marxismo. Em meados dos anos 70, nos textos escritos com Guattari, a perspectiva apresentada em Spinoza e o problema da expressão deu lugar a novas perspectivas, com ênfase nas relações sócio-políticas baseadas em uma lógica da formação de potências. Aqui examinaremos dois desses “momentos spinozanos” presentes no livro de 1968 sobre Spinoza
Literatura, afectos, y conatus. Delimitaciones conceptuales para una teoría literaria desde el punto de vista de la potencia. Literature, affections, and conatus. Conceptual delimitations for a literary theory from the point of view of power.
En este artículo se exponen algunos elementos epistemológicos y contextuales para sustentar la propuesta de una teoría literaria desde el punto de vista de la potencia. Como primer paso, se hará una delimitación genealógica del spinozismo literario en tanto campo de estudio en estado de emergencia, tomando como referencia los estudios en torno a la biblioteca de Spinoza. Como segundo paso, se expondrán los fundamentos para la formulación de una teoría literaria spinozista, ligada a las investigaciones sobre la función de los afectos en la percepción que un individuo se hace del mundo, de manera que esto permita analizar la constitución afectiva y la potencia política del campo literario. Desde estas confluencias, apelando a la manera como Deleuze opera dentro del campo del spinozismo literario, se abordará la relación entre subjetivación, literatura y multitud desde la condición afectiva del individuo y de las relaciones que este establece con la comunidad política, ilustrando con obras de escritores chilenos: Baldomero Lillo, Nicomedes Guzmán, Manuel Rojas. Como conclusión, se elabora un diagrama conceptual que busca aportar a la ampliación de las investigaciones en este campo, a partir del cruce de las teorizaciones sobre el “transindividual” (Balibar) y el “transclase” ( Jaquet), y su relación con el campo de la crítica literaria (Duchesne, Bosshard), y los desarrollos de la neuroestética (Changeux). Se plantea a partir de esto la posibilidad de una literatura desde el punto de vista de la potencia
Spinoza: Un materialismo de lo imaginario. Spinoza: A materialism of the imaginary.
En el presente trabajo nos proponemos explorar algunos aspectos de la lectura que Althusser hiciera de la obra de Spinoza. Más puntualmente, nos interesa reflexionar acerca de la idea del “materialismo de lo imaginario”, expresión utilizada por Althusser para indicar la ruptura de Spinoza con las filosofías del conocimiento. Al desarrollar esta teoría materialista de lo imaginario, Spinoza no se limita a ofrecernos un aparato conceptual que nos permita un conocimiento adecuado de la manera en que vivimos el mundo. El efecto fundamental de esta teoría de lo imaginario es subvertir las bases teóricas que dominan a la filosofía del conocimiento en la modernidad y que aún hoy tienen su continuación por otros medios. Las teorías del conocimiento, especialmente en la línea de las filosofías del juicio que se inicia en Descartes y se continúa en Kant, no podían prescindir de la noción de Sujeto (de conocimiento, de pensamiento, etc.). Al señalar el carácter ilusorio de esta categoría (o mejor, al reubicarla en el terreno de los procesos materiales), Spinoza removía las bases de este edificio, subsidiario de una noción jurídica del sujeto en tanto sujeto de imputabilidad. Por ello, es al rechazar lo que llamaremos la “problemática jurídica de las garantías del conocimiento” que Spinoza puede plantear una línea alternativa del filosofar, una filosofía emprendida desde una toma de posición materialista
“Tempi differenti non sono simultanei, ma successivi”. Spinoza tra jacobi e herder. "Different times are not simultaneous, but successive". Spinoza between jacobi and herder.
Con Lettere a Moses Mendelssohn sulla dottrina di Spinoza Jacobi mette in atto un intervento di grande importanza nella congiuntura teorico-politica dell’Aufklärung: fa entrare in scena lo spettro di Spinoza proiettandolo su Leibniz, Lessing e Kant. In particolare, accuserà quest’ultimo di aver proposto, nella Critica della ragion pura, una teoria dello spazio e del tempo nel «Geist des Spinoza». Nell’articolo ricostruisco le ragioni che hanno permesso a Jacobi di condurre quest’operazione mettendole in tensione con le critiche dell’«Estetica trascendentale» che troviamo nella Metacritica di Herder, dove è esplicitamente affermata, contro Kant, una teoria della temporalità plurale ispirata a Spinoza
Before, Beyond and Beneath: Three Freudian Blows: Before, Beyond and Beneath: Three Freudian Blows
O artigo visa demonstrar o modo pelo qual o texto Além do princípio do prazer (1920) não se afigura apenas como uma ruptura do percurso freudiano, mas, sobretudo, como uma antítese de pontos nevrálgicos da doutrina analítica, que encontrará sua síntese apenas anos mais tarde, quando da proposição do “isso”. Diferentemente do que avança o próprio Freud, a proposta de uma pulsão de morte não é apenas um complemento à teoria dos sonhos, mas antes uma verdadeira perturbação na racionalidade que presidia a psicanálise até aquele momento. As mudanças referentes ao lugar da biologia, da reprodução, do prazer e da repetição são analisadas aqui no intuito de apresentar três prismas conceituais através dos quais a pulsão foi conceitualizada por Freud.
Palavras-chave: psicanálise; sexualidade; pulsão
Resenha do livro Desler lacan - o leitor autor
Em trabalho recém-publicado - Desler Lacan, Instituto Langage, 2018 (333 páginas) -, Ricardo Goldenberg convida o leitor a fazer um retorno à obra lacaniana, nos moldes daquele que Lacan promoveu sobre a obra de Freud
Justiça e inclusão: Desafios contemporâneos aos movimentos feministas, na perspectiva de Iris Young
As situações de injustiça social têm, segundo Iris Young, uma motivação comum e mecanismos de opressão idênticos. O processo de identificação das principais vítimas e agressores, ou daqueles que são beneficiados por um sistema opressor, é assim fundamental para uma desejável universalização dos direitos humanos, em geral, e da igualdade, em particular. Numa perspectiva de género e de lutas feministas, esta igualdade deverá ainda ser instituída com o apoio de uma maior consciencialização e de um debate acerca das estruturas que reproduzem estereótipos e normas sociais discriminatórias. A presente reflexão parte do estudo de dois textos fundamentais da filósofa e cientista política norte-americana, nomeadamente “Five faces of oppresion”, da obra Justice and the politics of difference, e “O gênero como serialidade: pensar as mulheres como um colectivo social”, publicado no oitavo número da Revista Ex Aequo, da Associação Portuguesa de Estudos das Mulheres