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Psychoanalysis’ object and identification: Psychoanalysis’ object and identification
Propomos, aqui, algumas considerações sobre a noção de objeto na psicanálise e sua implicação no processo da identificação subjetiva. Para tanto, pretendemos demarcar o trajeto que vai da entrada do ser falante no mundo da linguagem até a constituição do sujeito capaz de falar em nome próprio, processo que tem no significante fálico seu eixo central. As diferentes posições identificatórias do sujeito em processo de constituição e a gradual apropriação de corpo como próprio, que então, se transmuta em corpo de linguagem, constituirão as balizas de nosso percurso no presente estudo, conduzido através da análise das funções que cada uma das personagens (pai, mãe e filho) ocupa na cena desse drama.
Palavras-chave: Psicanálise; objeto; identificação; fálus; sujeito
Diálogos entre a teoria e a prática social: Seyla Benhabib e a fundamentação normativa da crítica
Pretende-se apresentar brevemente neste artigo o processo dialógico pelo qual a teoria crítica de Seyla Benhabib é formada. Através dos debates realizados pela autora especialmente em Situating the Self, buscaremos expor o modelo de inclusão dos sujeitos no debate público via procedimentalismo democrático e a reformulação da teoria moral via críticas feministas, tudo sem perder de vista a fundamentação normativa universalista que, funcionando como pressuposto inicia o círculo “virtuoso”, mas que sendo afetada pelo diálogo também se modifica no processo
Déficit Psicanalítico na Teoria Crítica Feminista
O objetivo deste texto é apontar um déficit psicanalítico na teoria crítica feminista e oferecer uma alternativa a esse déficit com um retorno à teoria lacaniana. A partir das noções lacanianas de identificação simbólica e imaginária e dos conceitos de "ideal do eu" e "eu ideal", apresento elementos da psicanálise que auxiliam a teoria crítica feminista a solucionar esse déficit. Tais elementos destacam sua relevância, principalmente, por posicionar a psicanálise enquanto ferramenta capaz de contribuir para diagnósticos de tempo, limitar as utopias e apresentar formas de subordinação não patológicas
Thoreau: resistência ou desobediência?
O artigo tem dois objetivos. Primeiro, apresentar a gênese histórica do ensaio “Resistência ao Governo Civil”, publicado por Henry David Thoreau em 1849, enfatizando a relação entre as técnicas argumentativas do ensaio e os conceitos utilizados na discussão pública norte-americana sobre antiescravismo e resistência pacífica nas décadas de 30 e 40 do século XIX tal como fomentada por William Lloyd Garrison. Segundo, defender critérios para uma distinção categorial entre “desobediência civil” e “resistência ao governo civil” sensível ao contexto histórico em que o artigo foi escrito.
 
Contestando os limites do político: o lugar da representação na teoria crítica feminista
A teoria democrática é um campo em disputa. As teorias da representação hegemônicas, ou seja, aquelas que partem de uma perspectiva liberal de democracia, não são lugares neutros, já que contribuem para a cristalização de determinados pontos de vista em detrimento de outros. A teoria política feminista tem como contribuição fundamental o apontamento dos ocultamentos produzidos historicamente por essas correntes dominantes da ciência política. Partindo destes pressupostos, o trabalho tem como objetivo a aproximação entre as teorias da representação e a teoria crítica, mais especificamente a teoria crítica feminista apresentada na obra de Nancy Fraser, promovendo reflexões que revelem os pontos de contato e distanciamento entre os diversos autores. O cerne da argumentação está na afirmação de que a conexão entre as teorias da representação e a teoria crítica feminista pode oferecer elementos para a análise das relações entre democracia e desigualdades. O trabalho será dividido em cinco partes. Na primeira parte é apresentada uma breve reflexão sobre o conceito de representação política na teoria democrática e os desafios trazidos para sua definição a partir da modernidade. Em seguida, são discutidos os objetivos da teoria crítica, sua ligação intrínseca com os movimentos sociais e o conceito de democracia deliberativa desenvolvido por Habermas. Na terceira parte, define-se a teoria crítica feminista a partir da crítica feita pelas autoras à democracia deliberativa e aos limites excludentes da teoria da ação comunicativa. Logo após, o lugar da representação política na teoria crítica feminista, principalmente na obra de Nancy Fraser, é abordado. Por fim, exploram-se as implicações ou ganhos analíticos da aproximação entre os dois campos
O destino histórico da democracia burguesa
Tradução, por Fernando Bee, de "The Historical Fate of Bourgeois Democracy" (1972-3
Teoria e política
Tradução, por Fernando Bee, de "Theorie und Politik", entrevista publicada em 1978
Marxismo e feminismo
Tradução, por Mariana Teixeira, de "Marxism and Feminism" (palestra proferida por Marcuse em março de 1974 na Universidade de Stanford).