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Moishe Postone’s Critical Theory: A Tribute
This paper was presented orally at the 11th International Critical Theory Conference in Rome, held in May 2018. Just two months after the passing of theorist Moishe Postone, I decided to change the theme of my presentation, which would deal with Marx and the category of mode of production, and pay this tribute to Postone's theory.This paper was presented orally at the 11th International Critical Theory Conference in Rome, held in May 2018. Just two months after the passing of theorist Moishe Postone, I decided to change the theme of my presentation, which would deal with Marx and the category of mode of production, and pay this tribute to Postone's theory.
Conservadorismo nas ditaduras: abordagens com história global para Brasil e Portugal (1964-1975)
Este artigo analisa como o discurso conservador se estruturou nas ditaduras em Portugal e no Brasil, as quais tinham como principais premissas a defesa e vigilância da moral e dos bons costumes. Em Portugal, a discussão está centrada nas manifestações conservadoras proporcionadas pela Constituição de 1933, e como isso foi noticiado em manchetes na imprensa. No Brasil, percorremos o debate das aparições conservadoras, a partir das Marchas da Família com Deus pela Liberdade. Ademais, consideramos a perspectiva da História Global como pressuposto fundamental para reconhecer que esses fenômenos não ocorreram isoladamente, mas foram parte de um contexto mais amplo de autoritarismo e conservadorismo que marcou várias regiões do mundo no século XX
“Fatos diversos” e o cotidiano das pessoas espoliadas em São Paulo nas páginas de grandes periódicos (1870-1920)
Pessoas empobrecidas são pouco comuns nas narrativas tradicionais de história e memória da cidade, mas muito comuns nas páginas dos jornais. Aproveitando-se do interesse sensacionalista na vida de pessoas espoliadas que a imprensa cultiva há pelo menos um século, esse artigo discute o uso de periódicos como documento para a escrita da história do cotidiano da cidade, com especial interesse nesses sujeitos subalternizados. Considerando a questão territorial como um vetor importante da disputa social e econômica em São Paulo, a espacialização desses sujeitos na região central da urbe na virada do século XIX para o XX funcionou como recorte geográfico, mas também como elemento analítico
Intenções e práticas coloniais em Angola nas páginas do Annaes do Conselho Ultramarino (parte não official), 1854-1867
As linhas que seguem se colocam como um estudo de caso sobre o periódico português Annaes do Conselho Ultramarino (parte não official), publicado entre 1854 e 1867, pela Imprensa Nacional em Portugal, sendo posteriormente compendiado e republicado entre 1867 e 1869. Nosso interesse se debruça especialmente sobre o conjunto narrativo do periódico e textos coloniais disseminados em suas páginas sobre o território de Angola. Nesse intento, buscamos compreender as ações coloniais em prática no século XIX face às populações africanas, permitindo observar relações marcadas por ambiguidades entre agentes coloniais, autoridades africanas e sujeitos de ação intermediária entre comércio e política
O primeiro filme antinazista no Brasil: uma análise comparada da divulgação de Tempestades d’Alma na imprensa carioca
Considerando a relação entre imprensa e cinema durante a II Guerra Mundial (1939-1945), este artigo analisa comparativamente a divulgação de Tempestades d’Alma, o primeiro filme de propaganda antinazista exibido no Brasil, na imprensa do Rio de Janeiro. Para tanto, utilizamos os periódicos Jornal do Brasil, Correio da Manhã e A Noite, sobretudo as edições publicadas dias antes da estreia do filme, bem como aquelas divulgadas nas duas primeiras semanas de exibição, a fim de melhor compreender as expectativas e as primeiras reações em torno do longa-metragem. Diante do esforço de combate ao Terceiro Reich no contexto brasileiro, cinema e imprensa atuaram juntos na oposição ao regime liderado por Adolf Hitler
"Notas e comentários": uma análise das causas, consequências e públicos de discursos explicitamente políticos em seções “não-políticas” do Jornal do Brasil, 1961
Este artigo investiga os usos políticos de seções “não-políticas” de jornais. Analisamos o discurso da coluna “Notas e Comentários”, acerca do Reatamento Brasil-URSS em 1961. Ponderamos a possível existência de um público “apolítico” que recebe um quadro informacional a partir da coluna em seu conteúdo e posição não convencionais. Da teoria do avaro cognitivo, esboçamos como a presença do “político” em um espaço destoante pode influenciar o pensamento e ação de grupos que usualmente não consomem a política institucional intensamente. Sugerimos maior análise de espaços “não-políticos” de periódicos em sua ação política
Nas páginas do progresso: visões da modernidade na imprensa suburbana carioca (1900-1922)
O presente artigo pretende analisar as visões da modernidade descritas e propagadas pela imprensa suburbana, em especial pelas perspectivas do progresso e de civilização. O período escolhido refere-se ao momento de grande circulação de jornais e revistas nos bairros que margeavam as ferrovias da cidade, manifestando reivindicações por melhoramentos nos locais e exaltando suas qualidades e potencialidades sociais e culturais. Nos deteremos nos jornais e revistas dispostos na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, destacando três pontos de maior orgulho para tais grupos das letras suburbanas: a imprensa local, o comércio local e os operários
Sobre a inquestionável filosoficidade do pensamento indiano: On the unquestionable philosophical nature of Indian thought
In a recent essay from Fi’s Thought and Reality collection, Professor Marco Aurélio Werle of the University of São Paulo’s Faculty of Philosophy reintroduces the old orientalist stereotype that philosophy does not exist outside the West. This thesis is anachronistic and has already been widely refuted, yet it remains prevalent and deeply rooted in the academic environment of ‘Western’ philosophy, particularly in Brazil. Therefore, despite the total inconsistency of the arguments Werle uses to support his position, we believe that his essay deserves a response. It is an emblematic text that clearly shows the thesis of the nonexistence of non-Western philosophies can only be sustained today on the basis of preconceptions — concepts formed prior to and in the absence of actual contact or engagement with the vast primary and secondary literature in which the existence of non-Western philosophies is evident and undeniable. As well as exposing the untenability of the Orientalist thesis defended by Werle, this article argues for the importance of recognising non-Western philosophical traditions, not only for their theoretical and historical-philosophical value, but also for their political significance in the present day. Due to limitations of space and my own expertise, the arguments that follow will be developed from an Indological and Buddhological perspective. if necessary, others my respond to Werle from the standpoint of other non-Western philosophical traditions.
Keywords: Orientalism, Philosophy.Em um texto recente que apareceu na coletânea “Pensamento e realidade” o professor Marco Aurélio Werle, da faculdade de filosofia da Universidade de São Paulo, repropõe o velho estereótipo orientalista, segundo o qual, fora do ocidente, não existe filosofia. Embora essa tese seja anacrônica e já amplamente refutada, ela continua sendo forte e profundamente arraigada no meio acadêmico da filosofia “ocidental”, particularmente o brasileiro. Por isso, apesar da total inconsistência dos argumentos utilizados por Werle para sustentar sua posição, consideramos que seu texto merece uma réplica. Com efeito, trata-se de um texto especialmente emblemático, que mostra com clareza que a tese da inexistência de filosofias não-ocidentais só pode ser sustentada, hoje em dia, com base em pré-conceitos: isto é, conceitos formados antes e em ausência de qualquer tipo de contato e confronto com a imensa literatura primária e secundária onde a existência de filosofias não-ocidentais é evidente e incontestável. Além de evidenciar a total inviabilidade da tese orientalista defendida por Werle, neste artigo pretendo argumentar a favor da importância crucial – não apenas teorética ou histórico-filosófica, como também, hoje em dia, política – de reconhecer como filosóficas as tradições de pensamento não-ocidentais que possuam conteúdos, métodos investigativos, e outros elementos próprios da filosofia. Por limitações de espaço e de minhas competências os argumentos que se seguem serão desenvolvidos a partir de uma perspectiva indológica e budológica em particular, deixando para outros a tarefa de replicar a Werle, eventualmente, do ponto de vista de outras tradições filosóficas não-ocidentais.
Palavras-chave: Orientalismo, Filosofia
Editorial
Após o número especial desta Revista, dedicado ao tema da frágil tese da inexistência de filosofias orientais, a Modernos & Contemporâneos apresenta este número organizado pelo eminente sinólogo Giorgio Sinedino, professor da Universidade de Macau, e pela professora da Escola de Comunicação de Beijing, Yan Qiaorong. Os textos do dossiê tratam principalmente do legado da filosofia confuciana, que continua vivo e dá o tom das bases políticas, sociais e econômicas da China atual
Musing on the Methodology of Intercultural Philosophy: Drawing upon from Professors Raimon Panikkar and Ninian Smart, and my Study of Nishida Kitarō: Reflexões sobre a metodologia da filosofia intercultural: Com base nos professores Raimon Panikkar e Ninian Smart e no meu estudo de Nishida Kitarō
A questão da metodologia no campo emergente dos estudos interculturais interessou meus orientadores de pós-graduação na UCSB, cujas influências formativas foram indispensáveis para meu desenvolvimento intelectual. O pensamento complexo de Raimon Panikkar baseava-se na unidade da epistemologia e da ontologia (você “se torna” o que “sabe”). Ele também direcionou minha atenção para a filosofia de Nishida Kitarō. Ninian Smart anunciou sua própria abordagem para o estudo filosófico da religião. Abordo tópicos tão diversos (mas não limitados a) como: A unidade intrínseca da epistemologia e da ontologia (Raimon Panikkar, Nishida Kitarō) O valor indispensável da “objetividade” (Ninian Smart) A unidade do pensamento, da linguagem e do ser (Platão, Max Müller, Nishida) Meu objetivo geral é refletir sobre a “metodologia” da filosofia intercultural, da qual emerge uma sugestão sobre a utilidade de “textos bilíngues”, cuja utilidade pode ser promovida, especialmente no nível de pós-graduação.
Palavras-chave: Raimon Panikkar, Ninian Smart, Nishida Kitarō, filosofia da linguagem, metodologia como “meta hodos”The question of methodology in the emerging field of intercultural studies interested my graduate advisors at UCSB, whose formative influences were indispensable for my intellectual development. Raimon Panikkar’s complex thought stood on the oneness of epistemology and ontology (you “become” what you “know.”) He also directed my attention to the philosophy of Nishida Kitarō. Ninian Smart heralded his own approach to the philosophical study of religion. I touch on such diverse topics (but not limited to) as: The intrinsic unity of epistemology and ontology (Raimon Panikkar, Nishida Kitarō) The indispensable value of “objectivity” (Ninian Smart) The unity of thought, language, and being (Plato, Max Müller, Nishida) My general aim is to reflect on the “methodology” of intercultural philosophy, out of which emerges a suggestion concerning the usefulness of “bilingual texts,” the utility of which may be promoted, especially on the graduate level.
Keywords: Raimon Panikkar, Ninian Smart, Nishida Kitarō, philosophy of language, methodology as “meta hodos